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UNIDOS DO MADRUGA

UNIDOS DO MADRUGA

PRESIDENTE Marco Maciel
CARNAVALESCO Diego Martins
INTÉRPRETE Antônio Carlos
CORES Azul-escuro (blue-marinho) e Branco
FUNDAÇÃO 01/10/2013
CIDADE-SEDE Porto Alegre, Cidade do México e Tirulândia
SÍMBOLO A Careta do Seu Madruga

Visando brincar o Carnaval Virtual de forma descompromissada e irreverente, a GRESVCh Unidos do Madruga segue na atividade para descontrair o folião da Internet. Como a única agremiação carnavalesca com “chavesmaníaco” em sua denominação, Seu Madruga (o rei da humanidade) é quem batiza o pavilhão branco e azul-marinho, esta última a cor de camisa mais usada pelo mestre do humor mexicano. Enredos originais e inimagináveis, mas de fácil identificação, são característicos. A Madruguinha não pretende o acesso, até porque o antigo carnavalesco da escola até hoje não aprendeu a desenhar. Tudo o que é feito segue sendo por puro amor ao Carnaval. Apenas o sorriso de um folião, seja debochado ou de felicidade, valerá a pena!

Ano

Enredo

Colocação

2018 O Casamento de Fábio Júnior e Gretchen -º (B)
2017 Vai ter Madruga na Avenida, sim! E se reclamar, vai ter duas Madruga! 7º (B)
2016 Luciano do Valle - Tem Show do Esporte na Madruga 7º (CAESV)
2015 Sophia - O Enredo é Você 15º (CAESV)
2014 SBT - A Emissora mais Silvio Santos do Brasil 17º (CAESV)

SINOPSE ENREDO 2018

O Casamento de Fábio Júnior e Gretchen


Este enredo é um protesto!

Protesto por uma sociedade cada vez mais encaretada. Que te indicia a passar pelo temido crivo dos tribunais virtuais por qualquer banalidade que se torna coisas daninhas. Pra que tanto analista que de tudo é especialista? 200 milhões de curadores de museus em ação, pra frente Brasil! O ódio persiste por toda parte. Todo dia segue um 7 a 1 diferente. Fica o recado pra quem tenta jogar o povo contra o samba: vai ter Carnaval sim. E se reclamar, vai ter no meio do ano também.

Cada vez mais ousada, a Madruguinha vai dar outro basta ao politicamente correto propondo um festival retrô em seu desfile. Uma festa balonê na João Jorge Trinta. Em forma de matrimônio. A LIESV verá o casamento do Século XXI. Em pleno 2018, a geração selfie vai deixar os textões de lado para cantarolar a plenos pulmões hits incorretos que outrora ninguém dava confiança, celebrando as núpcias do mais novo casal a atrair os holofotes. E que casal, hein?

A Unidos do Madruga também consagra seu samba em lua-de-mel. E que continue o mimimi… 

SINOPSE

É o maior barato
Eu vou contar agora
Quem quiser que conte outra
Já é tarde, vou me embora 

Chega o dia do casamento. Mais um na vida do noivo sedento por mostrar o dote dessa doce união. A noiva expert em altares repete o vestido que usou na antepenúltima vez. Até o padre é figura tarimbada de matrimônios anteriores da dupla. Haja Santo Antônio! Mas agora é definitivo. Pela última vez os pombinhos vão se acabar nesse véu. Ao fundo, se ouve a derradeira marcha nupcial…

Maria Odete andava farta. Sua fita no cabelo já estava gasta. Não cabia mais dinheiro na caixinha. Colecionando ex-maridos, nenhum escorregou e caiu na panela do feijão, mas sua felicidade sim tinha sido atraída pelo cheiro do toucinho. Seu número de enlaces é proporcional à sua sensualidade. Rebolado que funcionava como o canto de Iara, atraindo incontáveis marmanjos seduzidos pela rainha que bailava la Conga Conga Conga.

Já o hoje sexagenário Fábio segue sendo o galã, eterno bom moço, conquistador, brilhante como uma estrela… mas que não está lá. Foram dezenas de caças, ou mulheres, que tiveram a ilusão de que apenas a morte as separariam daquele afinado caçador. Os prometidos contos de fadas não passavam de mera história comum. Afinal, o mesmo cantava: “o amor não tem que ser uma história com princípio, meio e fim”.

O que poucos sabem é que, desde os 20 e poucos anos, ambos já flertavam. Mesmo com cada um comprometido e suas famílias crescendo. Enquanto Maria Gretchen se emocionava com Fábio Galvão às lágrimas no “Cassino do Chacrinha”, o pai da recém-nascida Cléo exaltava o talento da gestante de Thammy no “Qual é a Música?”.

Passadas décadas e trocentas separações, os dois se reencontram para recordar velhas memórias. As gargalhadas proliferam quando, em pleno auge do politicamente correto de nossos dias, Fábio lembra Gretchen cantando “Freak Le Boom Boom” e erotizando as crianças da plateia do Bozo. Então ele sorri e entoa: “Demorei muito pra te encontrar, agora eu quero só você”. Ela emenda o Piripiri: “Je suis la femme, ôôô, oh mon amour”. Fábio Júnior enfim encontra sua alma gêmea. Gretchen é a metade da laranja. O novo casal junta as escovas de dente e sela o compromisso com um beijo. Que seria repetido diversas vezes. Inclusive no altar…

Diferentemente de um casamento convencional, a rainha do bumbum e o pai do Fiuk não oficializam a união religiosa numa igreja, e sim na Passarela Virtual João Jorge Trinta. Neguinho da Beija-Flor, um dos convidados da cerimônia, é o autor da ideia. Quem não lembra de sua troca de alianças na Sapucaí? Aliás, Neguinho anda meio chateado. Dia desses, uma rede social queria que ele abandonasse seu nome de guerra de quatro décadas. A sugestão: Pequeno Afro-Descendente da Beija-Flor.

Diante de tamanha bizarrice em nome da nova moral e bons costumes, Fábio Júnior e Gretchen propõem uma festança na pista da LIESV, repleta de músicas incorretas que as crianças de gerações anteriores cantavam sem se dar conta e que hoje levam os puristas, fiscais online de exposições de arte e inquisidores do Facebook à loucura. Nostalgia pura!

A noiva abre as festividades, rebolando seu principal instrumento de trabalho ao som do Piripiri que o Robocop dos Mamonas Assassinas relia antes de exclamar que “gay também é gente”. Casais homo afetivos presentes no baile retrô levam na esportiva, se recordam de como se divertiam ouvindo aquela hilária canção e se curtem, dançando juntinhos de rostos colados, enquanto ouvem uma voz de trovão entoando “Só não vale dançar homem com homem e nem mulher com mulher… o resto vale”.

Os negros maravilhosos abrem o sorriso e iniciam um batuque maneiro ao som da “Nega do Cabelo Duro”. Pente não é problema pra essa gente zoeira. A classe feminista segue firme no combate ao machismo e à cultura do estupro, mas gargalha com aquela briga entre duas aranhas interferida por uma cobra, da barata da vizinha numa cama, sem contar a desgraça daquela portuguesa que perdeu um seio na suruba. A pureza da criançada não foi esquecida. Lá no fundo, ela nunca percebeu que a velha cantiga narrava a covardia contra um gato sobrevivente a uma paulada covarde, tendo Dona Chica como testemunha. Como faz Luísa Mell: defendam todos os animais.

Até que a festa é interrompida por um penetra. Certamente a pessoa menos esperada naquele ambiente profano. Para a surpresa geral, desponta na pista balonê da João Jorge Trinta um religioso aventureiro, que resolve tirar da aposentadoria sua velha sacolinha ao voltar para o Rio de Janeiro, após um período em Brasília. O silêncio toma conta da Passarela, enquanto ele inicia a pregação. Não sem antes divulgar seu novo CD, com o mais recente sucesso: a versão definitiva de “Ilariê” ao contrário, reproduzida de trás pra frente na vitrola. Aquela mensagem do demônio, traduzida como praga contra os sambistas, não é muito bem recebida pela galera, que não hesita em expulsar o penetra inconveniente dos festejos. Segue o baile!

Chega a hora da noiva jogar o buquê. E quem consegue a primazia de pegar o arranjo jogado por Maria Odete é ninguém menos que uma eterna Cleópatra igualmente casamenteira que desce dos céus para contemplar as bodas de sua amiga brasileira e ser sua madrinha. Outra estrela pop internacional faz uma performance ao vivo para divulgar o videoclipe que contou com participação de Gretchen, para orgulho do novo marido, que toma posse do microfone e canta pra nova amada: “Carne e unha, alma gêmea, bate coração…”. Brigaduuuuu!!!

Com a bênção das duas numerosas famílias do novo casal, uma roda de samba saúda “essa família muito unida e também muito ouriçada”. Aproveitando a deixa enquanto o padrinho se ajeita pra começar o batidão, a noiva anuncia a gravidez. Fábio Júnior chora de emoção, enquanto o funkeiro se preocupa com a possibilidade do noivo bater seu recorde de 33 filhos, mas leva a geral ao delírio quando anuncia: “Uh papai chegou”. E emenda uma versão funk de “Pai, você foi meu herói, meu bandido, hoje é mais muito mais que um amigo”.

Nosso Dom Ratão que escapou da panela de feijão soluça com aquela releitura inusitada de sua linda canção. Ao mesmo tempo, nossa Dona Baratinha de laço de fita encerra as festividades erguendo a bandeira em defesa do casamento gay e bailando la Conga durante a chuva de arroz. Viva os noivos!

Meses depois, o casal daria luz a uma menina. Que consta, será uma potencial namoradeira…

E a Unidos do Madruga vos declara marido e mulher. Até que a morte os separe?

Autoria do enredo e do texto da sinopse: Marco Maciel
Carnavalesco e autor do logo: Diego Martins

Leia a sinopse de 2017 da Unidos do Madruga

Leia a sinopse de 2016 da Unidos do Madruga


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