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SAMPARIO

SAMPARIO

PRESIDENTE Luiz Henrique
VICE-PRESIDENTE Charlton Junior
CARNAVALESCO Izaías Júnior
INTÉRPRETE Thiago Meiners
CORES Azul e Branco
FUNDAÇÃO 27/1/2013
CIDADE-SEDE São Paulo-SP
SÍMBOLOS Águia
FACEBOOK Link

No final do ano de 2012, através de membros do JIO (grupo carnavalesco no Facebook), em uma conversa tiveram a idéia da criação de uma Escola de Samba, agremiação essa real, com a finalidade de participar dos sub-grupos do Carnaval Paulistano onde a mesma teria sua equipe formada pelos membros ativos e mais participativos do JIO. Após percepção das dificuldades e empecilhos que é gerir uma escola de samba no carnaval real, eles tiveram a idéia então de criar uma Escola Virtual, visto que o Carnaval Virtual é um meio de não deixá-los fora do cotidiano carnavalesco no pós-desfiles das agremiações reais. A escola não tinha nome, até que após o Théo Valter inteligentemente perceber que os membros do JIO em sua maioria eram das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro nada mais justo que nomeá-la como Sampario (Sampa + Rio de Janeiro) na qual é uma forma também de homenagear a coirmã Estrela Sambario. A Sampario no seu primeiro ano disputando (2013) no Grupo de Avaliação (CAESV) já mostrara que era uma escola promissora, onde homenageando a ícone da musica Rita Lee conseguiu ascender ao Grupo de Acesso para o ano seguinte faturando inclusive o Troféu Tradissaum “Melhor Alegoria” com o Abre-Alas. Seguindo ao ano de 2014 onde a agremiação levou para a passarela virtual o enredo sobre o Palhaço Arrelia, a mesma passou por diversos problemas internos onde não almejava nada mais que a permanência no Grupo de Acesso e ainda assim com todas as tormentas conseguiu ficar na 8º colocação, o resultado foi muito festejado por todos. Após superar as dificuldades do ano anterior com uma equipe renovada, a Águia Guerreira como é conhecida fez um desfile bonito visualmente, embalado por um dos melhores sambas do carnaval no ano de 2015 ficou na 3ª colocação no Grupo de Acesso com o enredo falando sobre o Rio São Francisco, assim ascendendo ao tão sonhado Grupo Especial. Em seu primeiro desfile na elite, finalizou a apuração em oitavo.

Ano

Enredo

Colocação

2017 Dos alaúdes persas e medievais ao patrimônio da cultura popular. Viola, Minha viola! -º (Especial)
2016 Mário de Andrade: Poesia aos quatro ventos do Brasil 8º (Especial)
2015 Opará, Tupiniquim ou Rio São Francisco, mas pra facilitar, simplesmente o velho Chico 3º (Acesso)
2014 Do Despertar do Grande Artista ao seu Último Espetáculo: Arrelia, o Palhaço Porta-Voz da Alegria 8º (Acesso)
2013 Rita Lee - A Rainha do Rock! 5º (CAESV)

SINOPSE ENREDO 2017

Dos alaúdes persas e medievais ao patrimônio da cultura popular. Viola, Minha viola!

Defesa do enredo

Para o carnaval 2017 a águia guerreira se propõe a mostrar a história da viola, passando por todo seu universo  místico e cultural , buscando desde suas origens  persas e medievais, sendo um transcendente direto  do alaúde, passando  por suas adaptações  até  chegar ao Brasil  por intermédio  dos portugueses, para hoje se tornar um dos instrumentos  mais populares  da cultura  nacional, sendo personagem  de lendas e crenças que foram disseminadas  ao quatros cantos do país, tendo inclusive  um dos programas  de maior longevidade,  apresentado  por mais de 30 anos por ícones  da cultura  caipira  como a saudosa Inezita Barroso.

 

Introdução

É noite no sertão brasileiro, tem roda de violeiro

A moda está começando

Cada dedilhar traz uma memória no peito

A viola já está chorando

Pois ela tem alma e hoje tua própria história vai contar

Entre teus acordes de rara sonoridade

Será mostrada toda brasilidade

Deste instrumento popular

Seu canto dolente passeará por todas as vertentes

Trazendo passado e presente de uma história secular

 

I

Todos têm seus descendentes

E com a viola caipira não podia ser diferente

Nasceste da adaptação da viola de cocho no sertão

Viola de cocho que por sua vez surgiu do alaúde

Instrumento persa de madeira e formato de gota

Criado em meio a opulência, proveniente de rica cultura

De imponente arquitetura e inúmeras crenças

 

II

Muito tempo se passou para que o alaúde ganhasse outros continentes

Mas assim que chegou a Europa medieval através de músicos bizantinos

Ganhou força rapidamente

Seu toque versátil, ora choroso, ora alegre

Encantava tanto a nobreza, quanto a plebe

Compôs as obras de Bach

Sofreu adaptações, ganhou novas versões

Antes de atravessar o balanço do mar e um novo mundo conquistar

 

III

O alaúde chegava a terras tupiniquins

E prontamente as culturas foram se unindo

Difundindo a cultura do branco através da curiosidade do índio

Que no anseio de reproduzir o belo som daquele estranho instrumento

O fez a seu modo, surgindo assim mais um invento

Era a viola de cocho pantaneira, miscigenada com a genuína alma brasileira

Que até hoje embala os festejos que ocorrem pelo pantanal

Como as rodas de cururu e siriri sob paisagem sem igual

 

IV

O Brasil evoluía e a viola se expandia

Em cada canto uma versão, rabeca violino, violão…

Mas foi no interior que surgiu aquela que seria a mais famosa

A viola caipira, cabocla ou sertaneja

Cada canto um nome, depende de onde ela se põe a chorar

Mas sempre tendo a lua como par e a fogueira como companheira da canção

Debaixo de um lindo céu que todos os dias embeleza esse festeiro rincão

Onde cada festa é uma expressão dessa gente

Que se faz sorridente desde o grandioso espetáculo do São João

Ou de um simples e encantador repente.

 

V

Do céu também vem à inspiração

Pois tocar é um dom e a fé quase uma obrigação

O acalanto vem de Nossa Senhora Aparecida

Que ilumina o caminho de tantos tocadores por essa longa estrada da vida

Mas, e quem não tem esse dom? Onde vai buscar?

Talvez no tinhoso, no toque na cobra cuidadoso

Ou em inúmeros outros causos que o sertanejo se põe a contar

 

VI

Não poderíamos encerrar essa moda sem uma justa homenagem

A todos os mestres com carinho e extrema gratidão

Por enriquecer e valorizar nosso povo

E até fazer de nossa querida viola um importante programa de televisão

Que por anos expôs a viola e seus artistas de modo glorioso

Através do comando simples e singelo da saudosa Inezita Barroso.

 

Autor: Izaias Junior