PRINCIPAL EQUIPE ARQUIVO DE ATUALIZAÇÕES ARQUIVO DE COLUNAS CONTATO |
||
![]() |
||
|
Olodum – A Força do Tambor que Ecoa das Ladeiras de Salvador (Arranco - 2027)
APRESENTAÇÃO Vai meu falcão cruzar o céu
Do imenso azul ao branco véu (Boca de Cena – G.R.E.S. Arranco 2013) E
o Falcão alçou novos voos... Desceu dos céus,
mergulhou no mar e ao emergir das águas se encantou com o sol da
cidade D’Oxum. Cidade onde essa gente erradia magia... Amor e
resistência! Embalado pelo som dos tambores, o Falcão
sobrevoou rasante o vasto território do Pelourinho, lugar onde
se escuta a mistura de passos e ritmos que criam um som a partir do
rufar de tambores com berimbaus, ganzás, agogôs,
cabaças
e atabaques... Tudo embala o canto dessa cidade. A melodia da rua, música de preto, pulsa a vida que atravessa os corpos que fazem som com o que estiver ao alcance das mãos. Nesse
território popular se celebra a baianidade dessa gente: a
força de quem nasce, cresce e pertence a terra onde a liberdade
primeiro deu seu grito. Nos guetos dessa cidade, o canto dessa gente
tem a alegria e o suor de quem sobe e desce ladeira. Ecoa o arrepio de
um povo cheio de fé na festa, feita por quem ocupa as ruas com sua cor e com o som que faz gente sambar, vibrar e se emocionar. Em
2027, a comunidade do Engenho de Dentro junta o verão de
cá com o verão da Bahia, para cantar o som que ecoa do
Pelourinho e leva para Marquês de Sapucaí o Olodum:
instituição cultural fundada por pessoas do
Maciel-Pelourinho em 1979. Essa grande comunidade nasceu como forma de
lazer para os moradores da região, e desde 1983, passou
também a ser organização não governamental
(ONG). O Olodum é, assim
como o Arranco, uma grande família! Eles celebram a Bahia, a luta do movimento Negro e a coletividade de quem acredita na rua como escola, na ocupação dela para fazer festa e na folia como forma de resistir e celebrar a vida. Unidos, eles arrastam multidões e constroem memórias para nunca sentir saudade da Bahia e viver sempre a felicidade da festa. Vamos encantar a Marquês de Sapucaí e celebrar Olodum, fazendo ecoar ainda mais os seus tambores! SINOPSE DO ENREDO
Tambor está velho de gritar
Oh velho Deus dos homens deixa-me ser tambor corpo e alma só tambor só tambor gritando na noite quente dos trópicos. (Quero Ser Tambor – José Craveirinha) Nós temos a força que percorreu o corpo daqueles que foram retirados do seu lar.
Somos
o legado dos que deixaram de chamar o seu chão de terra e que
aqui fincaram raízes, vibrando com o corpo um som ancestral.
Corpos que se unem, fazem festa e quando celebram trazem em suas
mãos um instrumento: o tambor. Tambor que transforma a realidade
dos que acreditam na força coletiva do som! E nós
acreditamos nesse coletivo.
Experimentamos
o voo das ideias de quem se uniu fora daqui em busca de igualdade, de
justiça, paz, respeito e união. O acalento do colo das
mães baianas fortaleceu nossa luta e o som que reverbera em
nossos corpos tomou forma, ganhou seu próprio corpo e foi tomar
as ruas. Inspirados pela força ancestral de Olódùmarè, também chamado de Ọlọ́run, construímos o nome que levaríamos ao mundo: Olodum. Nome que vibra como som, que traz o axé do Dendê e a cor dessa nossa gente. “Pelourinho é meu quadro negro / Retrato da negra raiz /O canto singelo, divino
/Traz simbolizando essa negra razão / Quem sou eu? /Negro” (Raça Negra – Olodum) As
cores da resistência negra e da força africana deram tons
as nossas ideias: o verde, da abundância natural de
África; o vermelho, do sangue ancestral derramado pela
liberação; o amarelo, do ouro saqueado de nossos
ancestrais; e o preto do povo que trouxe para essa terra, com seus
corpos, o som do tambor. Nosso ideal de paz seguiu firme nos
pensamentos de quem acredita que a liberdade é uma luta
constante e coletiva. Embalados pelos tambores, fomos reencontrar a
nossa própria história a partir desse desejo de sermos
coletivos. Tentaram nos calar, mas o nosso som insistiu em ocupar e
passou a contar a história que foi arrancada nós. Foi do
outro lado do oceano que encontramos um passado que também nos
pertencem.
“Bantos, indonésios, árabes/ Se integram à cultura malgaxe/ Raça varonil
alastrando-se pelo Brasil/ Sankara Vatolay/ Faz deslumbrar toda nação/ Merinas, povos, tradição/ E os mazimbas foram vencidos pela invenção /Iêê Sakalavas oná/ Iáá Sakalavas oná á /Madagascar, ilha, ilha do amor" (Madagascar Olodum – Olodum) Insistimos
em sobreviver: a fome, a seca, a sede e a saudade – de um passado
que a pouco conhecemos, de quem se foi em busca de uma vida melhor, de
quem não conseguiu sobreviver. Somos parte de um Brasil que
segue unido, sem soltar a mão, entoando um canto que traduz o
que somos...
“Retirante ruralista, lavrador /Nordestino Lampião, salvador/ Pátria sertaneja,
independente [...] Ô Corisco, Maria Bonita mandou te chamar/ É o vingador de Lampião/ Êta, cabra da peste/ Pelourinho, Olodum somos do nordeste” (Revolta Olodum – Olodum) Nosso
protesto seguiu ocupando as ruas vestido com as cores da
resistência. Cantamos com a consciência de quem somos, da
cor da nossa gente. No toque dos
tambores, misturado ao som do berimbau, a nossa luta ganhou o corpo encantado das ruas e a música se tornou nossa maior arma. Na palma das mãos que marcam o tempo, na ginga que desafia o destino, na malandragem que reescreve os caminhos... “Aguce
a consciência/ Negra cor, negra cor/ Extirpar o mal que nos
rodeia/ Se defender/ A arma é musical/ Cantanto reggae”
(Berimbau – Olodum) Mas
os corpos que lutam também são corpos que encantam.
Corpos que gingam, banhados pelo dourado do sol, nessa cidade que
erradia magia. Donos de uma alegria que ultrapassa os dias da folia,
aqui a força da nossa gente se manifesta no passo da
dança, no
samba das ladeiras, no reggae e no movimento do corpo que requebra. “Pode requebrar, pode requebrar /Requebra, requebra, requebra, sim/ Pode
falar, pode rir de mim” (Requebra – Olodum) Coroados
pela folia, como rainhas e reis, fizemos do ritmo a nossa linguagem. O
pulsar de nossas mãos encontrou outras vozes, que se uniram com
o nosso canto, ampliando o eco de um grito de resistência e
celebração. Uma história que atravessa
séculos de passado colocou em nossas cabeças a
força de um grito de vitória...
“É o grito da vitória que nos satisfaz: Cadê/ Tutancâmon!/ Ei, Gizé, Akhaenaton./
Eu falei Faraó/ Ê, Faraó!/ É, eu clamo Olodum Pelourinho/ Ê, Faraó!/ É Pirâmide, a base do Egito/ Ê, Faraó!” (Faraó (Divindade do Egito) – Margareth Menezes) Na
nossa Salvador, o toque dos tambores pulsa feroz nos corpos que
reconhecem, na musicalidade que atravessou o Atlântico, o
compasso da própria existência – resistir e
sobreviver. Os sons que fazem pulsar a ancestralidade que resistiu a
colonização.
Porque
o corpo do tambor também é o nosso corpo: faz da
memória um ritmo que nunca deixou de dançar. Nessa
levada, trouxemos para o carnaval da Bahia as divindades do Egito,
outrora esquecidas, aqui, encantadas em nossos corpos...
“E
o Olodum traz o Egito à Bahia/ De Amenofis quarto/ Ao divino
Aquenáton/ Onde o império reinava/ A juventude de
Tutancâmon/ O reflexo do sol, do sol, do
sol/ Brilha em Olodumaré” (Reggae Dos Faraós – Olodum) Nosso
orgulho de ser da Bahia e cantar a ancestralidade se espalhou pelas
ladeiras do Pelourinho transbordou na nossa gente, que canta,
dança e se orgulha de ser Olodum.
“Nossa
gente é quem bendis, é quem mais dança/ Os gringos
se afinavam na folia/ Os deuses igualando todo encanto/ Toda
dança, rataplam dos tambores gratificam
/ [...] Avisa lá, avisa lá, avisa lá, ô ô / Avisa lá que eu vou” (Nossa Gente (Avisa lá) – Olodum) Essa
comunidade se torna casa de quem passa por aqui. Na música,
inúmeras vidas encontram um novo caminho, despertando o orgulho
de uma baianidade que floresce na pele, na memória e no
coração. O orgulho de ser preto. O orgulho de ser Brasil.
Nesse
orgulho, a coletividade faz uma morada onde reside a esperança. Nas encruzas da cidade começamos uma grande festa com quem sente a música inscrita no corpo e na alma, que faz das ruas uma escola para construir novos saberes coletivos. Nesse futuro coletivo, a reverência ao matriarcado se mantém, honrando o legado das que carregaram e alimentaram a liberdade dessa cidade. Esse legado nos inspira a tocar e celebrar as mulheres, mães, como rainhas, como deusas... “Ah ah ah ô ô/ Vem pra cá/ Deusa do amor”
(Deusa do Amor – Olodum) Nosso
rufar não faz só som, produz saberes. O som do tambor
é guerreiro nas ladeiras da cidade mais negra do mundo –
fora da África – e ensina na cadência da rua a sua
gramática. Saberes constituídos por quem entende com o
corpo o que cada som ensina. Nessa cadência musical, o gesto de
tocar tambor é o mesmo da escrita que produz conhecimentos sobre
nosso passado, ciência da nossa ancestralidade. Esse tambor
também invade outros espaços, faz cruzo com outras artes: tambor no teatro, protesto de um povo que quando fala encanta e encanta quando dança! Gente que mesmo quando as mazelas assolam, não deixa de fazer festa de sentir o tambor e de amar... “Transborda
no meu coração só amor /Desde o momento que eu te
vi / Não pude acreditar/ Mas se eu não conseguir, vem me
amar”
(Várias Queixas – Olodum) “É
a Bahia...”. É a cidade do amor. Cidade onde a
musicalidade é um discurso que atravessa os corpos, e esse
discurso é uma linguagem que atravessa a cidade. Ela fala aos
seus habitantes com seus sons, ela é o eco das vozes de quem
habitam esse lugar. Habitar
essa cidade é cantá-la ao andar. Habitar Salavador é percorrer ela todos os dias como quem faz uma espiral no tempo, caminhando sobre a memória e inscrevendo nela sua própria memória. Ao som dos tambores, o corpo que atravessa a cidade encontra nela a memória – a sua e a da cidade – e ao recolher esses fragmentos, faz uma poesia coletiva, um eco sobre-viver a baianidade. “Vem para o Olodum, vem dançar no Pelô/ Vem meu amor, chega pra cá, me dá a mão”
(Vem Meu Amor – Olodum) E
nossa voz foi ecoar nos quatro cantos do mundo. Foi se encontrar com
outros tambores, somar com outras vozes, falar outras línguas,
afinal, o tambor é uma Universal language...
“Be near me, Darling /I miss you Darling/ Oh bring me, Darling”
(I Miss Her – Olodum) Mas
quem tem a Bahia como morada, sempre sente falta do som que ecoa da
ladeira do pelô. Nosso vasto terreiro de encontros e de trocas de
àṣẹ, ecoa amor, vida e encanto em cada sorriso dessa
comunidade, que ao som dos tambores foi ocupando a cidade... Nas
asas do Falcão, chegamos a outro chão ancestral. Com chuva ou com sol, no Terreiro de Zé, viemos brincar e fazer carnaval. Celebrando a memória dessa terra e o suor dessa gente que também é da mesma cor que a nossa, viemos para fazer batuque. Unimos o tambor do Olodum com o tamborim da bateria para fazer mais um som ancestral... Do carnaval de Salvador, pisamos nesse terreiro de mulher para Kizumbar ao som do samba, do toque de macumba, do samba‑reggae... De tudo que é popular, de tudo que é Pop, de tudo que é coletivo: Olodum! “Olodum
tá hippie, Olodum tá pop/ Olodum tá reggae, Olodum
tá rock/ O Olodum pirou de vez...”
(Alegria Geral – Olodum) É
ancestral, é Axé de Macumba... Terra Regada de
Axé. Encontro da fantasia que celebra a encruzilhada. Pedimos
licença a mãe de semba desse terreiro para bate tambor:
viemos para brincar carnaval com essa Nossa Gente!
Carnavalesco: Driko Rodrigues
Enredista: Artur Amaro Texto da Sinopse: Artur Amaro REFERÊNCIAS
ALBUQUERQUE,
Wlamyra de; FRAGA, Walter Filho. Uma história do negro no
Brasil. Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2006.
AMADO,
Jorge. Tenda dos milagres / Jorge Amado; posfácio de João
José Reis. — São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
Bahia de Todos-os-Santos: guia de ruas e mistérios / Jorge
Amado; posfácil de Paloma Amado. – 1° ed –
São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
APPIAH, Kwame Anthony. Na casa de meu pai. A África na filosofia da cultura. Rio de Janeiro: Contraponto, 2008.
BARTHES,
Roland. A aventura semiológica. Tradução:
Mário Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
BOAHEN,
Albert Adu (Org). História Geral da África, vol. VII -
África sob dominação colonial, 1880-1935.
Brasília: UNESCO/ MEC, 2010.
CANDAU, JOEL. Memória E Identidade. São Paulo: Contexto, 2011.
COLUMÁ,
Jorge Felipe. Da navalha ao berimbau: capoeira e malandragem no Rio de
Janeiro. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Autografia, 2019.
CRAVEIRINHA, José. Obra completa. Maputo: Imprensa Universitária, 2000.
DAVIS, Angela. A Liberdade é uma Luta Constante. – 1° ed. – São Paulo: Boitempo, 2018.
FANON,
Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de
Sebastião Nascimento e colaboração de Raquel
Camargo. São Paulo: UBU Editora, 2020.
FARIAS,
Edson. Dilema da identidade: os rataplãs do Olodum,
políticas de significado e o campo etnopopular no Brasil.
Ciências Sociais Unisinos [en linea]. 2014, 50(3), 265-280
[Consulta realizada em 16 de julho de 2026]. ISSN: 1519-7050.
Disponível em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=93835316010
FELIPE, Mara. Tambor que Educa: A Pedagogia Olodum e a Epistemologia do Samba-Reggae. Letramento Socioambiental, Atibaia, 2 (5): 204-222, 2024. GARCIA,
Antônia dos Santos. Desigualdades raciais e
segregação urbana em antigas capitais: Salvador, cidade
D’Oxum e Rio de Janeiro, cidade de Ogum. Rio de Janeiro:
Garamond, 2009.
GLISSANT,
Èdouard. Poética da relação. Trad. Marcela
Vieira, Eduardo Jorge de Oliveira; rev tec. Ciro Oiticica;
prefácio Ana Kiffer, Edimilson de Almeida Pereira −
1. ed. − Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021. LÍRIO,
Vinicius da Silva. Bença às Teatralidades
Híbridas: o movimento cênico transcultural do Bando de
Teatro Olodum. Mestrado (Artes Cênicas) – Salvador, UFBA,
2011.
MARTINS,
Leda Maria. Performances do tempo espiralar, poéticas do
corpo-tela. –1. ed. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021.
MBEMBE,
Achille. Crítica da Razão Negra. Tradução
de Sebastião Nascimento. São Paulo: n-1
edições, 2018.
NASCIMENTO,
Abdias do. O genocídio do negro brasileiro: processo de um
racismo mascarado. São Paulo: Editora Perspectiva, 2016.
NUNES,
Margarete Fagundes. O Turbante do Faraó – O Olodum no
Mundo Negro de Salvador. Mestrado (Antropologia Social) –
Florianópolis, UFSC, 1997.
RUFINO,
Luiz. Pedagogia das encruzilhadas. Rio de Janeiro: Mórula
Editorial, 2019. Cazuá. – 1° ed. – Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 2024.
SANTANA,
Moisés de Melo. Olodum: Carnavalizando a Educação
Curricularidade em Ritmo de Samba Reggae. Tese (Doutorado em
Educação) – São Paulo, PUC,
2000. SANTOS,
Simone Magalhães. Dinâmicas para a
escolarização da criança negra em Salvador. A
experiência da Escola Criativa Olodum – ECO. Mestrado
(Educação e Contemporaneidade) – Salvador, UNEB,
2015.
SANTOS
FILHO, Edvaldo Lopes. África: outras
representações – as letras musicais do Olodum nos
anos 1980. ANPUH-Brasil – 30° Simpósio Nacional de
História -Recife, 2019.
SCHAUN,
Angela. Educomunicação: as práticas dos grupos
afro-descendentes de salvador da Bahia e suas
articulações comunicativas. Doutorado
(Comunicação)
– Rio de Janeiro, UFRJ, 2001. SILVA,
Gerson. Olodum, história e cultura afro-brasileiras em 30
músicas. Organizadora: Mara Felipe. Salvador:
Associação Carnavalesca Bloco Afro Olodum, 2010.
SIMAS,
Luiz Antonio. Pedrinhas miudinhas: ensaios sobre ruas, aldeias e
terreiros. Rio de Janeiro: Mórula Editorial, 2013. O Corpo
Encantado da Ruas. – 1° ed. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2019.
_ As Sete Encruzilhadas da Cidade. – 1° ed. – Rio de Janeiro: Mórula, 2025.
SIMAS,
Luiz Antonio & Rufino, Luiz. Fogo no mato: a ciência
encantada das macumbas. Rio de Janeiro: Mórula, 2018
_Flecha no Tempo. Rio de Janeiro: Mórula, 2019.
VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás: deuses iorubanos na África e no novo mundo. –Salvador- BA: Fundação Pierre Verger, 2018. _Fluxo
e Refluxo: do tráfico de escravos entre o gilfo do Benim e a
Bahia de Todos-os-Santos, do século XVII ao XIX. – 1°
ed. – São Paulo: Companhia das
Letras. 2021. _
Notas dos Cultos aos Orixás e Voduns na Bahia de Todos os
Santos, no Brasil, e na Antiga Costa dos Escravos, na África.
– São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo,
2023.
WISNIK.
José Miguel. O Som e o sentido: Uma outra história das
músicas. – 3° ed. – São Paulo: Companhia
das Letras, 2017.
MÚSICAS QUE GUIAM A SINOPSE
RAÇA
Negra. Intérprete: Olodum. Compositor: Gibi e Walmir. In: Egito
Madagáscar. Intérprete: Olodum. Salvador: Warner Music
Brasil Ltda., 1987.
MADAGASCAR
Olodum. Intérprete: Olodum. Compositor: Domingos Sérgio e
José Olissan. In: Egito Madagáscar. Intérprete:
Olodum. Warner Music Brasil Ltda., 1987.
REVOLTA
Olodum. Intérprete: Olodum. Compositor:Rey Zulu. In: 10 anos -
Do Deserto do Saara ao nordeste brasileiro. Intérprete: Olodum.
Warner Music Brasil Ltda., 1987.
BERIMBAU.
Intérprete: Olodum. Compositor: Germano Meneguel, Marquinhos e
Pierre Onasis. In: É a Bahia!. Intérprete: Varios
Artistas. Warner Music Group – X5 Music Group, 2025.
REQUEBRA.
Intérprete: Olodum. Compositor: Nego e Pierre Onasis. In: A
Música do Olodum – 20 Anos. Intérprete: Olodum.
Sony Music Entertainment (Brasil), 1999.
FARAÓ
Divindade do Egito (Natureza Egípcia). Intérprete:
Margareth Menezes. Compositor: Luciano Gomes. In: Faraó
Divindade do Egito (Natureza Egípcia) – Single.
Intérprete: Margareth Menezes. Pedra do Mar, 2018.
REGGAE
dos Faraós. Intérprete: Olodum. Compositor: Adailton,
Valter. In: Egito Madagáscar. Intérprete: Olodum. Warner
Music Brasil Ltda., 1987.
NOSSA
Gente (Avisa Lá). Intérprete: Olodum. Compositor: Roque
Carvalho. In: A Música do Olodum – 20 Anos.
Intérprete: Olodum. Sony Music Entertainment (Brasil), 1999.
DEUSA
do Amor. Intérprete: Olodum. Compositor: Adailton Poesia e
Valter Farias. In: A Música do Olodum – 20 Anos.
Intérprete: Olodum. Sony Music Entertainment (Brasil), 1999.
VÁRIAS
Queixas. Intérprete: Olodum. Compositor: Afro Jhow, Germano
Meneguel eNarcisinho. In: Vale dos Reis: As Sete Portas da Energia.
Intérprete: Olodum. Mauricio Word Music, 2012.
VEM
Meu Amor. Intérprete: Olodum. Compositor: Guio e Silvio de
Almeida. In: A Música do Olodum. Intérprete: Olodum. WEA
International Inc., 1992.
I
Miss Her. Intérprete: Olodum. Compositor: Lázaro Negrumy.
In: Liberdade. Intérprete: Olodum. WEA International Inc., 1997.
Alegria
Geral. Intérprete: Olodum. Compositor: Alberto Pita, Moco,
Ythamar Tropicália. In: A Música do Olodum – 20
Anos. Intérprete: Olodum. Sony Music Entertainment (Brasil),
1999.
DOCUMENTÁRIOS CONSULTADOS
Liberdade
ao Povo do Pelô: 45 anos de Olodum – Globo News Especial.
Direção de Carolline Leite. [Salvador]: Globoplay, 2024.
1 vídeo (40min) Disponível em:
https://globoplay.globo.com/v/12538276/ . Acesso em: 20 de junho de 2026. OLODUM
– 46 Anos. Direção de Ismael Mendonça e
Emily Muniz. [Salvador]: TV Pelourinho, 2025. 1 vídeo (14 min).
Disponível em: https://youtu.be/TWB8-
kTd0LE?si=Px3EUjRAVH6mE7sM . Acesso em 22 de junho de 2026. PODCASTS
EP#9
| FARAÓ – MARGARETH MENEZES. Apresentação de Rafa
Moura. [S. l.]: A Treta da Letra, 8 de outubro de 2021. Podcast.
Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=UIB7CryXkaM . Acesso em: 23 de junho de 2026. LUCAS
DI FIORI NO BAHIACAST. Apresentação de Sergio Nunes. [S.
l.]: BahiaCast, 8 de fevereiro de 2023. Podcast. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=HjmeuB1h4Hg . Acesso em: 25 de junho de 2026.
| ||