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29 de março de 2026, nº 6 A ÚLTIMA VEZ DE CARTOLA E CARLOS CACHAÇA NA MANGUEIRA
VI, LI OU OUVI - I A
Mangueira, para 1960, lança como enredo o "Glória ao
Samba", que exaltava o samba. A ala dos compositores
começou a se reunir para confeccionar os sambas para a disputa.
Nelson Sargento, Zagaia, Padeirinho, Marreta, Geraldo Brechó,
Comprido, entre outros, faziam suas obras, quando souberam que Cartola
e
Carlos Cachaça voltariam a fazer samba pra ala e o colocariam em
disputa após mais de dez anos.
A ala ficou em alvoroço. Afinal, eram dois dos já ícones da escola e da arte de compor. Então, os mais novos capricharam para, quem sabe, até derrotar os mestres. Ficaram dois sambas para a escolha final: os de Pelado, Hélio Turco e Cícero; e Cartola e Carlos Cachaça. Pelado já muito respeitado por ter os sambas na Unidos da Mangueira e na Estação Primeira. Cícero seu parceiro constante. E Hélio o jovem letrista que entrou para ala numa armadilha de Pelado. Sobre os sambas cantados, o de Cartola era considerado arrastado já para a época e o de Pelado, o melhor letrado, mas não era dos mestres e o nome Cartola chamava sambistas de outras escolas para si. Veio o resultado e, surpreendentemente, os jovens venceram com louvor os mestres. Hélio Turco, daí em diante, foi exaltado como o letrista mangueirense e Cartola nunca mais colocou um samba em disputa. Com a vitória dos não famosos, abriu uma coisa chamada: "ninguém é imbatível no samba". VI, LI OU OUVI - II Em
1962, a Portela era a inimiga a ser derrotada. A que tinha a melhor
porta-bandeira, compositores, cantores, de mais dinheiro, melhor
organização, bateria mais harmónica e outros... Enfim, ganhava no conjunto, na soma de tudos.
Portela estava empolgada, pois teve a volta de Zé Keti e suas melodias, a entrada Billy Blanco para a ala e com entrada com o aval dos compositores. A escola lança seu enredo "Rugendas" de Nelson Andrade, o "Marron", uma das vigas salgueirenses, que trocou o Salgueiro pela Portela pelas mãos de Natal, que tinha a máxima de "os melhores tem que estar na Portela". Naquela época, não eram todos os compositores que faziam ou eram habilitados para samba enredo. Então Walter Rosa; Candeia e Valdir 59; Zé Keti e Batatinha; Carlos Elias e Marques Balbino; entre poucos outros fizeram suas composições. No dia da escolha final haviam três sambas: o de Zé Keti, o de Balbino e o de Walter Rosa. A Portela e pastoras se dividiam entre os de Zé Keti e Marques Balbino, um verdadeiro pau com formiga. Então Marron decretou a primeira união de duas composições das escolas: a primeira parte era da parceria de Zé Keti e Batatinha; e a segunda de Carlos Elias e Marques Balbino, coisa que agradou gregos e troianos. Leia as colunas anteriores de André Poesia Inscreva-se no canal SAMBARIO no YouTube André Poesia
Compositor, assina os sambas de Independentes de Cordovil em 1993 e 1995, além de ter disputado concursos de sambas-enredo oficialmente em Santa Cruz, Tupy de Brás de Pina, Unidos de Lucas e Imperatriz Leopoldinense | ||