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NINA ROSA

NINA ROSA

  

                  

 

 

        

       


        Ano de 
nascimento: 1982

    

                                                                  

Nina Rosa é cantora e representa a geração de novos talentos do samba, despontando no cenário carioca, nas rodas e palcos, por toda cidade, com altivez, voz marcante, timbre diferenciado e interpretação forte.

Começou a cantar em Vila Isabel, Rio de Janeiro com seu grupo Samba de Maria. Participou de vários festivais de música e em 2014, foi finalista no concurso Novos Bambas do Velho Samba, promovido pela famosa casa de samba da cidade do Rio de Janeiro, o Bar Carioca da Gema, e passou a ser uma das cantoras oficiais da casa.

Passou a chamar a atenção da comunidade carnavalesca ao participar de disputas de sambas-enredos. Nina Rosa esteve no grupo de cantores liderado por Wantuir que defendeu (e ganhou) o samba assinado por Deivid Domênico, Tomaz Miranda, Mama, Marcio Bola, Ronie Oliveira e Danilo Firmino, “História pra ninar gente grande”, histórico enredo da Estação Primeira de Mangueira para o carnaval de 2019. Na mesma época, defendeu sambas em outras escolas, como a Império Serrano. Foi campeã, ainda que na pandemia, na Império da Tijuca, junto com Bico Doce na defesa do samba vencedor para o enredo “Samba de Quilombo, a resistência pela raiz”, dos compositores Paulinho Bandolim, Guilherme Sá e Edgar Filho, para o carnaval que ocorrer após a pandemia do novo coronavírus.

Nina Rosa também tem como grande paixão os blocos de rua: foi campeã no Simpatia é quase Amor, tricampeã do bloco O Samba Brilha, cantou com o Mulheres de Zeca, Boêmios de Irajá e, desde 2013, é cantora, compositora, instrutora de percussão e organizadora do bloco de enredo Comuna Que Pariu, que desfila no Centro da cidade do Rio de Janeiro, sempre com uma temática sobre as demandas mais urgentes da sociedade. Estreou como cantora da Banda do Cordão da Bola Preta no carnaval 2020.

A intérprete participou do projeto “ÉPreta”, que reuniu cinco cantoras negras, com carreiras já consolidadas no samba: Nina Rosa, Maria Menezes, Marcelle Motta, Marina Iris e Simone Costa. O grupo foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira em 2018. Nina canta no clipe da música “Pra matar preconceito” – lançado em 13 de maio de 2016 – que em 4 dias teve 50 mil visualizações no YouTube.
Ainda em 2018, junto com Bia Aparecida (voz), Carol D'Ávila (flauta e saxofone), Dorina (voz), Georgia Câmara (percussão e bateria), Samara Líbano (violão de sete cordas) e Yasmim “Yayá” Alves (cavaquinho), ajudou a fundar o septeto feminino Muxima Muato, grupo que leva o público a reflexões acerca do universo feminino.

Nina Rosa está produzindo seu primeiro disco, com músicas compostas pelo sambista Nei Lopes, com previsão de lançamento no segundo semestre de 2021. A cantora também é formada em Letras na UERJ.

Ao abordar o assunto referente a existência ou não de preconceito com as mulheres no samba, a mesma reflete o tema e faz uma revelação: “Enfrento preconceito até hoje. Na Mangueira (2019) enfrentei porque não pude entrar no carro de som deste ano, porque sou mulher, porque é complicado alterar o som que é para compatibilizar com a voz de outros cantores”, revelou, à época. Mesmo com a experiência adquirida nas quadras, a cantora ainda não chegou a interpretar um samba-enredo no Sambódromo da Sapucaí.

Nina Rosa também esteve no elenco do musical “Cosmogonia Africana – a visão do mundo do povo iorubá”. No espetáculo, realizado pela Cia. Tambor de Cumba, em 2018, a cantora interpretou várias músicas no idioma iorubá.

INÍCIO: Começou a cantar no grupo Samba de Maria, no ano 2000. A partir dos anos 2010, passou a cantar nos blocos carnavalescos de rua do Rio e nas disputas de samba-enredo das escolas de samba.
2014 e 2015 – Bloco O Samba Brilha (intérprete principal)
2014 a 2018 – Bloco Comuna que Pariu (intérprete principal)
Desde 2020 – Banda do Bloco do Cordão da Bola Preta

GRITO DE GUERRA: Não tem um grito de guerra característico.

CACOS DE EMPOLGAÇÃO: Não tem. Prefere a condução segura do samba. Às vezes, faz a chamada com a primeira palavra do verso do samba.

SAMBAS DE SUA AUTORIA: “O comuna canta ao Brasil: a revolução foi a Copa que pariu!” (Bloco Comuna que Pariu/2014, com Bil-Rait Buchecha, Rafael Maieiro, Gezuis da Cuíca, Débora Nunes, Mari Tristan, Victor Neves e Caio Martins; “Energia” (Samba Brilha/2015, com Bil-Rait Buchecha, Yasmin Alves, Rafael de Moraes, Marina Iris, Tiago Sales e Belle Lopes; “Lugar de Mulher é onde ela quiser!” (Comuna que Pariu/2015, com Marina Iris, Manu Trindade, Belle Lopes, Victor Neves e Bil-Rait Buchecha; “Na raça, contra o racismo” (Bloco Comuna que Pariu/2016, com Marina Iris, Manu da Cuíca, Victor Neves e Rafael Maieiro); “As bi, as gays, as trans e as sapatão tão juntas no Comuna pra fazer revolução” (Bloco Comunica que Pariu/2017, com Andréa Motta, Belle Lopes, Manu Trindade, Victor Neves, Tiago Sales e Bil-Rait “Buchecha); “Cadê o futuro que estava aqui? O patrão comeu” (Bloco Comunica que Pariu/2018, com Alisson Martins, Belle Lopes, Bil-Rait Buchecha, Guilherme Sá, Letícia, LG, Tiago Sales e Thiago Kobe).

DISCOGRAFIA:
- EP É Preta (Independente, 2017)
- EP Coração de Mãe, com o grupo Muxima Muato (Independente, 2021)
- Nina Rosa canta Nei Lopes (em produção, com previsão de lançamento em 2021).

MAIS FOTOS DE NINA ROSA


Nina ao pandeiro, no grupo Samba de Maria, em Vila Isabel, em 2004


Nina Rosa também tem como grande paixão os blocos de rua


Final da Mangueira para o carnaval 2019: Nina estava no grupo de cantores que defendeu o samba campeão


Com Jovaci (centro) e Igor Vianna (ao fundo) defendendo samba na quadra do Império Serrano em 2019


Mesmo com a experiência adquirida nas quadras, Nina Rosa ainda não interpretou um samba-enredo na Sapucaí


ÉPreta, projeto que reuniu as cantoras Marina Iris (esq.), Maria Menezes, Marcelle Motta (centro), Nina Rosa e Simone Costa (à dir.)


Com as meninas do grupo Muxima Muato


Com Cremílson Bico Doce (à direita), campeões na quadra da Império da Tijuca


Álbum com músicas do compositor Nei Lopes deve sair até o final de 2021


Cantora interpretou músicas em iorubá no espetáculo “Cosmogonia Africana”, em 2018

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