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A TERCEIRA NOITE DE DESFILES DO GRUPO ESPECIAL 2026 18 de fevereiro de 2026, nº 81 TUIUTI -
A Paraíso do Tuiuti apresentou um primeiro setor imponente, todo
em branco, com carros acoplados que causaram impacto visual na
Sapucaí.
Destaque para o desempenho de Pixulé e e da bateria Super Som de Mestre Marcão, que ajudaram a sustentar o bom samba. Por outro lado, os demais carros — de dimensões menores — apresentaram problemas de acabamento, e algumas fantasias soltaram pedaços na avenida, o que comprometeu a plástica em determinados trechos. A evolução também foi irregular, com buracos que prejudicaram a fluidez do desfile. No conjunto, foi um desfile de altos e baixos, com força no início, mas que perdeu consistência ao longo da apresentação. VILA ISABEL - A Unidos de Vila Isabel fez uma apresentação arrebatadora em seu desfile em homenagem a Heitor dos Prazeres. A escola entregou tudo o que se espera de uma campeã do Grupo Especial. Alegorias e fantasias com impressionante riqueza de detalhes, acabamento primoroso e leitura fácil, compondo um conjunto plástico impactante do início ao fim. O samba, melhor do ano, funcionou perfeitamente. Foi cantado a plenos pulmões pelos componentes e pela arquibancada, embalado pela bateria do mestre Macaco Branco. Um desfile histórico, que beirou a perfeição e entra, sem dúvida, para a galeria das grandes apresentações da azul e branca do Boulevard 28 de Setembro. GRANDE RIO - A Acadêmicos do Grande Rio levou para a Avenida uma homenagem ao movimento Manguebeat em um desfile marcado pela superação, após um pré-carnaval conturbado. A escola se apresentou imponente em alegorias e fantasias, com estruturas grandiosas e visual impactante. No entanto, o enredo denso acabou dificultando a leitura. Houve excesso de informação em diversos momentos — e, nesse caso, menos teria sido mais. A paleta de cores também se mostrou confusa, prejudicando a unidade estética do conjunto. O samba não fluiu com a naturalidade desejada e comprometeu a comunicação com o público, que reagiu de forma mais contida do que o esperado. Não parece um desfile para brigar pelo título, mas a escola praticamente garantiu presença no Desfile das Campeãs, sustentada pela força plástica e pela garra demonstrada na Avenida. SALGUEIRO - O Salgueiro fecha o desfile pela primeira vez desde 1972 com muita emoção e sentimento de reencontro com sua própria história. A escola fez um verdadeiro passeio pelos carnavais da professora Rosa Magalhães, celebrando sua estética marcante com uma plástica imponente, mas ao mesmo tempo leve e de fácil leitura. O conjunto alegórico impressionou pela elegância e clareza visual, sem excessos, permitindo que o público entendesse cada setor com naturalidade. O Salgueiro desfilou solto, alegre, com brilho nos olhos. O samba, funcional, cumpriu bem seu papel e sustentou a evolução da escola ao longo da Avenida. Grande destaque para as paradinhas da bateria, que ousou ao incorporar o violino, criando momentos de emoção e sofisticação que dialogaram com o enredo. A escola se reencontra, reafirma sua grandeza e entra, com justiça, na briga pelo título — em um ano que apresenta quatro postulantes reais ao campeonato. |
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