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VIZINHA FALADEIRA

VIZINHA FALADEIRA

FUNDAÇÃO  10/12/32
CORES  Vermelho, Azul e Branca
QUADRA  Praça Marechal Hermes, 63
Santo Cristo
20220-070
Telefone: 2223-1555
Fax: 2516-4074
BARRACÃO Praça Marechal Hermes, 63
Santo Cristo
Telefone: 2223-1555

 

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

 

HISTÓRICO

 

Existe uma divergência entre os historiadores quanto ao verdadeiro ano de fundação da escola, se 1932 ou 1922. Não temos como afirmar ainda se 1922 é o correto, mas com certeza podemos afirmar não ser 1932, devido a fatos históricos regfistrados. Desta forma podemos reinvidicar o título de mais antiga Escola de Samba do Carnaval Carioca. 

 

O nome da escola surgiu como ironia a duas moradoras da rua da América, a Velha França e a Velha do Beco, conhecidas e afamadas faladeiras das vidas alheias. A Vizinha Faladeira participou pela primeira vez dos desfiles em 1934, com o enredo Malandro Regenerado. Para o desfile, a Vizinha Faladeira trouxe à frente da escola 12 luxuosas limousines, com pessoas bem-vestidas, formando a comissão de frente. Gambiarras iluminavam a avenida. Trouxe também uma porta-bandeira negra, a popular "Roxinha", fazendo par com o mestre-sala "Miúdo". Apesar de delirantemente aplaudida, tirou a 4ª colocação.


Nesse ano houve dois desfiles: um, no dia 28 de janeiro, no Campo de Santana, do qual a Mangueira foi campeã e, outro, no dia de carnaval, patrocinado pelo jornal A Hora, cujo concurso se previu para realizar-se no Stadium Brasil, localizado na Esplanada do Castelo. A escola campeã seria a que obtivesse mais aplausos do público (aclamação). Acontece que a Mangueira rebelou-se contra essa forma de julgamento, não havendo concurso.


Os integrantes da escola tinham boas condições financeiras. Ali se alinhavam as senhoras da vida noturna, estivadores, donos de banca de bicho e carteados, contrabandistas, batuqueiros e vereadores.


Para o carnaval de 1935 foram contratados os irmãos Garrido, os melhores cenógrafos da época. O enredo foi "Samba na Primavera". Nesse ano, a Vizinha Faladeira (segundo alguns estudiosos) teria apresentado o primeiro carro alegórico utilizado em escola de samba: um grande carramanchão sobre rodas. A comissão de frente veio montada a cavalo. Mais uma vez o sucesso foi extraordinário, mas a Vizinha tirou o 3° lugar.


Em 1936, o público e a imprensa aguardavam novidades. A Vizinha apresentou o enredo "Ascensão do samba na alta sociedade". Suas fantasias eram inigualáveis. Pela primeira vez desfilou uma ala de damas, com sombrinhas. A bateria veio vestida de malandro, com seus instrumentos de barrica francesa, uma sofisticação (as outras escolas traziam instrumentos pesados e de má qualidade de som). Novamente tirou o 3° lugar.


Em 1937, o enredo foi "Uma só Bandeira", homenagem à bandeira nacional e às dos estados. Nesse ano o luxo e esplendor das sedas fornecidas pelos contrabandistas só foram superados pelas 40 gambiarras que a escola trouxe e que iluminaram a Praça Onze com as luzes flamejantes dos lampiões de carbureto, em contraste com as gambiarras das co-irmãs, iluminadas com velas e lamparinas. Foi com justiça, campeã. Tinha o apelido de Vizinha Rica, devido ao luxo que trazia em suas fantasias e alegorias. Em 1938 não houve desfile devido às chuvas.


Em 1939, a Vizinha trouxe o maior carnaval da década de 30. O enredo "Branca de Neve e os Sete Anões" teve uma ala infantil (pioneira) fantasiada de anões, e apresentou, também pela primeira vez, destaques luxuosos, vestidos em cima de carros (carro dos anões, de rainha e de Branca de Neve). A consagração foi total. No entanto, atendendo a um pedido da Escola de Samba Portela, a Comissão Julgadora desclassificou a Vizinha Faladeira por considerar seu enredo de cunho não nacional.


Devido a este fato, a diretoria resolveu acabar com aquela que fora a maior, a mais rica e a mais irreverente e revolucionária escola de samba da época. Mas em respeito aos seus componentes e ao grande público, a diretoria preparou a última surpresa: no Carnaval de 1940, a Vizinha desfilou normalmente até divisar o palanque dos julgadores, parando antes de se apresentar para os mesmo e desfraldando uma faixa com os dizeres: "DEVIDO ÀS MARMELADAS, ADEUS CARNAVAL! UM DIA VOLTAREMOS!", e desfilou por traz do palanque dos julgadores, caracterizando-se assim o primeiro e mais importante protesto em desfiles de escolas de samba até os dias de hoje.


Cinqüenta anos depois, no dia 06 de janeiro de 1989, foi convocada uma assembléia geral e revivida a escola, a Vizinha Faladeira retornou, conforme prometera, desfilando pelo Grupo de Acesso 5, no ano de 1990. Foi campeã do Grupo de Acesso com o enredo "Clara Nunes" e até hoje vem cumprindo a trajetória daqueles que um dia escreveram a história das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.

 

A Vizinha Faladeira, campeã do Grupo B em 2004, permaneceu por dois anos no Acesso A, de 2005 até 2006, quando foi rebaixada para o Grupo B, onde permaneceu por dois carnavais até sofrer um novo descenso em 2008. Desde então, encara uma fase descendente que culminou na sua atual desclassificação como escola de samba. Em 2013, foi rebaixada no Grupo D, o último grupo, apenas sete anos depois de sua última participação no Grupo A e cinco de seu derradeiro desfile na Sapucaí. Em 2014, não desfilou. Retornou as atividades no Carnaval de 2015 em grande estilo, conquistando o título do Grupo D. A ascensão prosseguiu no ano seguinte, obtendo o campeonato no Grupo C. Atualmente se mantém no Grupo B.

 

RESULTADOS DA ESCOLA

 

1934 - 4ª no Grupo 1
Malandro Regenerado 

1935 - 4ª no Grupo 1 
Samba na Primavera 


1936 - 6ª no Grupo 1 
Ascensão do Samba na Alta Sociedade 

1937 - 1ª no Grupo 1 
Uma só Bandeira 


1939 - desclassificada no Grupo 1
Branca de Neve e os Sete Anões 

1990 - 1ª no Grupo SS 
Clara Nunes, o Canto de um Povo


1991 - 4ª no Grupo C 
Eu Sou o Samba 

1992 - 1ª no Grupo C 
Quem é do Mar não Enjoa 
Jorge Nova

1993 - 10ª no Grupo B 
Um Ser Criança 

1994 - 2ª no Grupo B 
Sou Rei, sou Rainha na Corte da Vizinha 
Paulo Barros e Henrique Celibe

1995 - 6ª no Grupo A 
O Relicário do Samba 
Paulo Barros e Henrique Celibe


1996 - 4ª no Grupo A 
Elba Popular Brasileira 
Jorge Nova

1997 - 10ª no Grupo A 
Lan, a Cara Alegre e Colorida do Rio 

Sílvio Cunha


1998 - 7ª no Grupo B 
Cem Anos de Existência, Tome Providência 
Julio Mattos


1999 - 10ª no Grupo B 
Sou Vizinha Delirando a Passarela, é Paulínia na Sapucaí 
Guina Nascimento e Carlos Mazzarella


2000 - 4ª no Grupo C 
Mata Atlântica, SOS nos 500 Anos do Brasil 
Comissão de Carnaval


2001 - 10ª no Grupo B 
Uarará, o Fruto da Vida 
Comissão de Carnaval


2002 - 5ª no Grupo B 
Nem Tudo que Reluz é Ouro 
Paulo Barros

2003 - 7ª no Grupo B 
Todo Mundo tem Família – A História é a Mesma, só Muda o Endereço 
Lilian Rabello


2004 - 1ª no Grupo B 
A Bela Adormecida 
Flavinho Policarpo

 

2005 - 7ª no Grupo A 
222 Gil, o Expresso da Cultura do Brasil
Antônio Sérgio

 

2006 - 9ª no Grupo A
Adorável Loucura na Cidade do Encantamento
Severo Luzardo Filho

 

2007 - 5ª no Grupo B 
Oduduya - a volta ao templo da criação
Jorge Caribé

 

2008 - 13ª no Grupo B 
Vizinha Faladeira no Brasil das Maravilhas
Laerte Gullini

d

2009 - 6ª no Grupo C 
A Luz da Vida Jamais se Extinguirá
Antônio Carlos Cerezzo

.

2010 - 5ª no Grupo C 
Uma fantástica viagem no mundo do pirlimpimpim
Orlando Júnior  

.

2011 - 16ª no Grupo C 
Vizinha Faladeira dá as Cartas
Jorge Castro

.

2012 - 12ª no Grupo D 
A essência da vida... O progresso social sob a liberdade e a igualdade
Newton Ribeiro e Carlos Cavalliere

.

2013 - 10ª no Grupo D 
O Brasil está em festa. A visão da pioneira!
Comissão de Carnaval

.

2014 - não desfilou

.

2015 - 1ª no Grupo D 
Aqui onde nada tinha - Quem a esse Porto vinha da cade cara com a Vizinha - Agora no Novo Porto!
Jean Rodrigues 

.

2016 - 1ª no Grupo C 
Assim Caminha a Humanidade!
Jean Rodrigues

.

2017 - 7ª no Grupo B 
A ultima do português, a que nem Camões contaria...
Jean Rodrigues 

 

SAMBAS-ENREDO

 

1991 
Enredo: Eu sou o samba 
Compositores: Neném, Pintado e Paco 

A história conta
Nos guetos e senzalas eu surgi
Fui escravo fui guerreiro
No Quilombo dos Palmares
Eu sou partidário de Zumbi (eu sou)
Eu sou o samba
Que Donga “pelo telefone” cantou
Eu sou o samba
Sou alegria
Sou amor

Eu sou o samba velho amigo da Vizinha
Hoje aqui sou seu enredo (bis)
Eu sou dela e ela é minha (paixão)

Na velha Saúde
Propriamente na Pedra do Sal
Conhecendo outras culturas
Ali ganhei postura
Na radiofonia nacional
Livre das perseguições
Usei “fraque e gravatinha”
Nos cassinos e salões (social)
Tia Ciata, João da Baiana
Pixinguinha, Ismael e Sinhô
Mas foi com Ary Barroso
E a Pequena Notável
Que eu ganhei fama no exterior

Trazei vossos pandeiros, trazei
Pra vir sambar (bis)
Com as escolas de samba outra vez

1993 
Enredo: Um ser criança 
Compositores: Regina, Nogueira, Carlinhos e Luizinho 

Deixe esse mundo girar
Girar nessa ciranda
Nesse mundo encantado vou entrar
Tem Lobato, literato popular
Sou um Visconde nessa festa
Cuidado que a Cuca vai pegar

O Menino Maluquinho
Vem no Cavalinho Azul
Com a Turma da Mônica a encantar (bis)
E hoje tem marmelada
Carequinha está no ar

(Sou rei...)
Sou rei, sou rei mago e sou criança
Esperança de um futuro milenar
Deixa na mão do João
João, sua arte irradia
Jardineiro da magia
Regou a Flor do Amanhã

Vou cair nos braços da folia
Com Pierrot e Colombina
E tocar teu coração (bis)
Viajando nessa fantasia
Sou criança na Vizinha
Revivendo essa emoção

(Política...)
Política
Não me deixe na rua
Faz de um pingo de tristeza
Um rio de alegria transbordar
Não quero mais tanta insegurança
Trago no peito a esperança
Do meu sonho se realizar
(Mas deixa...)


1995 
Enredo: O relicário do samba 
Compositores: Carlos Pessoa, Ageu Coisa Boa, Arthur e Ticarlos 

Bate forte coração
Vira e mexe no meu peito
Esse manto de saudade
Extravasa de emoção
Com os cantos que até hoje
São encantos de verdade
Eu vou nesta fantasia, deslumbrando a poesia
Dos velhos tempos que não voltam mais
Praça Onze foi o ventre imaculado
Ai que saudade a lembrança traz

 

Na cadência do meu samba, a paradinha (bis)
Que aprendi com o grande mestre de bateria

Benção, minha "baiana"
Te vi tão simples vestida de Chitão
Benção, "mestre sala e bela dama"
Peço licença pra beijar teu pavilhão
"Lata d'água na cabeça, lá vai Maria", doce ilusão
Ó linda mulata faceira
Teu requebrado me explode o coração

Este é o meu canto de fé
Sou gente bamba (bis)
Sou Vizinha Faladeira
O relicário do samba

1996 
Enredo: Elba Popular Brasileira 
Compositores: Chapelen, Minga e BH 

 

A energia está no ar
Meu amor (bis)
Eu vou cantar, eu vou zoar
Tô que tô

 

Clareou, clareou
O show já pode começar
Essa luz que vem do alto
É mais uma estrela a brilhar
Ela vem do Nordeste
Disposta a vencer
E de braços abertos
Eu vou receber
No teatro é o destaque
Que "Chico" vai ver
"Elba, o sucesso é você"

 

Bate forte, coração
Bem brasileiro (bis)
Vem cantar com a Vizinha
Pro mundo inteiro

E assim ela vai
Levando a vida a cantar
No cinema e na TV
Atriz de fato popular
"Morte e vida severina", me encantou
Mil aplausos, "Pra viver um grande amor"
Vem, vem povão
Que hoje tem "banho de cheiro"
Nesse meu coração festeiro
Xaxado, xote e São João

 

Levanta a poeira
Eu sou Mangueira (bis)
E vibro com o meu mengão


1997 
Enredo: Lan, a cara alegre e colorida do Rio 
Compositores: Regina, Ivone Lira, Carlinhos Lauvitor e Luizinho Proença 

Demorou para abalar
Apoteose fascinante
A Vizinha Faladeira dá um toque de magia, que emoção
No perfil do jornalista
É o caricaturista a encantar
Oh, meu Rio de Janeiro
Cara alegre e colorida, vai se desenhar
De Florença para o mundo
A mãe natureza mandou
No destino veio a sorte
De um talento muito forte
O sucesso alcançou
Nos desenhos de memória
Traduzidos com humor
Foi na infância
Quando tudo começou
Despertou o cartunismo
Ao pintar o professor
Sua grande inspiração, a mulata brasileira
Obra prima e sedução
De lá pra cá, a paixão foi verdadeira
Carioca assumido, fez de tudo brincadeira 

 

Do sorriso da cabrocha gostou
Do bumbum bem empinado (bis)
Pão de Açúcar imaginou

Caricaturou ô ô ô ô
A beleza lá do Sul
Portelense e flamenguista pra valer
Amante da MPB
E em forma de aquarela
Minha escola toda bela
Veio homenagear
O momento do artista
É o Lan o cartunista

A cidade vem te abraçar (bis)

1998 
Enredo: Cem anos de existência: tome Providência 
Compositores: Regina Lira, Ivone Lira e Juruna da Mangueira 

Favela 
Pedaço do mundo colorido
Sua historia tem sentido
Berço de bambas e canções 
Favela
Você pode contemplar (contemplar)
Como e lindo o visual
Do alto do morro
O meu Rio Tropical
E a pioneira faz seu carnaval
Cem anos de existência
Providencia vem cantar
E tocar na consciência
Da política
A arte descobriu os seus valores
Favela dos meus amores
Cultura popular
Ate na telinha brilhou
Foi cenário e virou texto
Que a revista figurou
De bem com a vida
A Vizinha vem mostrar
Belas arquiteturas, orgulho do lugar
Descendo o morro
E beleza e essência
E a forca de um povo
Tomem Providências


2000 
Enredo: Mata Atlântica - SOS nos 500 do Brasil 
Compositores: Nelci, Jero e Helinho 107 

Terra Brasil (Brasil)
Eldorado de belezas naturais
Paraíso de riquezas, mãe natureza,
Abençoando esta terra tropical
Singrando o mar, as caravelas
Chegaram a esta terra, tão bela
Que até a corte portuguesa encantou 
Caminha escreveu, ao rei
A cobiça então, surgiu
A inocência do índio sucumbiu
Levaram o ouro e o nosso pau-brasil
E no bailar do tempo
O homem, sem medo, segue a desmatar
Poluindo o mar, queimando as florestas
Destruindo a nossa natureza
SOS à vida, a Mata Atlântica vai renascer
O sol vai brilhar, um novo amanhecer
Um lindo Brasil, rumo ao ano 2000
Um grito ecoa pelo ar
A Vizinha em festa, vem cantar
Em meu coração vai brotar
Um novo verde e a Amazônia preservar

2001 
Enredo: Uarará - O Fruto da Vida 
Compositores: Luisinho Oliveira, Márcio Alexandre e Henrique Guerra 

No ar puro dessas matas
Com a Vizinha Faladeira eu vou
Amazonas, pulmão do mundo
Abençoada pelo criador
Histórias, lendas e mistérios
Viagem na imaginação
A tribo Maués está em festa
E vai contagiar seu coração

Muita fartura, saúde
O índio dança e canta feliz (bis)

Seu canto ecoa pelas matas
E se espalha na Sapucaí

Curumim, presente de tupã a tribo da felicidade
Amado por sua beleza, doçura, bondade
Protegido pela aldeia, invejado pelo mal
Que em forma de serpente, fere e mata o inocente
Num bote certeiro e fatal
Toda tribo chorou, chorou, rezou
E Tupã suas preces atendeu
Seus olhos foram plantados e com lágrimas regados
O milagre aconteceu
E um fruto valioso como ouro, da terra fértil cresceu
O mundo então conheceu a fonte da juventude
O Uarará revigora enriquece a flora
Com suas virtudes
Para o idoso ou jovem esse fruto promove saúde geral
E hoje mata nossa sede
Guaraná é vida, cem por cento natural

É como o brilho do sol que ao mundo inteiro irradia (bis)
Eis a Vizinha na Sapucaí esbanjando energia 

2002 
Enredo: Nem tudo que reluz é ouro 
Compositores: Rafael, Humberto, Ro"binho", Maggaiver, Aloysio Madrugada, Luisinho Oliveira, Henrique Guerra, Márcio Alexandre e Waguinho 

Nem tudo que reluz é ouro
Tesouro só meu pavilhão
Vou fazer a minha festa, pierrot não vá chorar
Tristeza pra você não há lugar
Meu Brasil Medieval nos braços de sua nação
Delírio, sonho ou ilusão
Eu tenho fé que um dia vai acontecer
Não agüento mais essa situação
O meu país ainda vai ter solução

No voto a esperança e o povo dança, na ilusão
Paz, amor, ordem e progresso (bis)
A receita do sucesso pra salvar o nosso chão

Mas se falta grana, sobra imaginação
Entra em cena o poder da criação
Pra transformar a crise em alegria
Se é falso ou verdadeiro, é nosso carnaval
Um lindo show de visual
Com latas e garrafas, minha escola vai brilhar
Se liga que a Vizinha vem mostrar 

Desço o morro com alegria 
Pra sacudir, a Sapucaí (bis)
Sou o ouro que reluz, sou o canto que seduz 
Porta voz desse povão (explode coração) 

2003 
Enredo: Todo Mundo tem Família - A História é a mesma, só muda o endereço 
Compositores: Helinho 107, Alexandre Português, Sérgio Aguiar, Cacá Santos e Betinho do Cavaco 

Explode coração
No pulsar da minha bateria
Vem você participar oi
Dessa comunhão com a família Vizinha
Do casamento tradicional
Até o romance pós-moderno sexual
A escolha é sua, por favor entre no clima
Meu enredo é liberal
Tudo isso é família

 

Falsidade, mentira, agressão, covardia
Pra que tanta maldade, chega de hipocrisia (bis)
Pegue o rumo da felicidade
Preservando a essência da família

Homens e mulheres
Vencendo preconceitos e tabus
Indo à luta e buscando sem medo
O respeito, a opção de cada um
Ser família é compreender, respeitar e amar
Que "Penta-felicidade"
Essa união fez meu Brasil vibrar

Paz na terra e prosperidade
A história é a mesma, cada um paga seu preço (bis)
Todo mundo tem família, só muda o endereço


2004 
Enredo: A Bela Adormecida 
Compositores: Helinho, Tito, Ivanísia, So e Newton Moreno 

Vem com a Vizinha
Tudo é luxo e fantasia nesse mundo de ilusão
Está em festa no palácio a realeza
Comemorando o nascimento da princesa
Sete fadas a bailar, cada qual com o seu condão
Mas a velha bruxa esquecida
Profetiza a maldição
Para torre do castelo atraída
Por um fuso, a linda jovem foi ferida

Numa roda de fiar
A maldade aconteceu (bis)
No poder da boa fada
Todo reino adormeceu

O tempo passou
Durou cem anos a estória do dragão
Até que o príncipe guerreiro
Na floresta fez da lenda uma missão
Num clarão de luz
A espada mágica reluz um brilho sem igual
Em um duelo fascinante
Enfim, o bem venceu o mal
Do beijo nobre renasce a vida
Desperta a bela adormecida

O rei comanda essa alegria
O matrimônio, a luz de um novo dia (bis)
Uma criança virá semear a paz
Com amor, qualquer feitiço se desfaz

 

2005 

Enredo: 2222 Gil, o Expresso da Cultura do Brasil
Compositores: Lula, Dr. Magson, Clóvis e Humberto

No afã, eu embarquei
No expresso numerado de sucesso
Hoje eu vou cantar Gilberto Gil
Porta-voz desse Brasil
No despertar com o sanfoneiro
À Tropicália se exilou
O pop, o rock e o reggae
Diversidade musical
O ritmo do nosso carnaval

Alô, alô, Velho Guerreiro Chacrinha
No seu palco Gil brilhou (bis)
A Buzina do Cassino a ecoar, recordar

Viajar em canções que o tempo não apagará
Parcerias que ao longo dos anos resistiram
Movimento pela Natureza
Com Caetano ele fundou a Onda Azul
Salve a Bahia, salve Salvador
Filho de Gandhi eu também sou
Reflete a alma de um Brasil novo
Nos braços do povo

A Vizinha Faladeira está em festa

(Chega mais, canta aí)
Vamos aplaudir (bis)
A cultura vem mostrar com emoção
A bateria faz pulsar o coração

2006
Enredo: Adorável Loucura na Cidade do Encantamento
Compositores: Neném Filho, Léo Torres, Klaus Munan e Ivan Zevete

Sedução, deslumbramento colossal
O último baile do Império
Na Ilha Fiscal
Pura beleza e magia
Dentro de um cenário encantador
Jardim de sonho que a realeza criou

Peso no pano no cassino triunfal
Além do jogo, o fascínio é musical
Copacabana, bossa nova e poesia (bis)
Te decanto em verso e prosa
Neste dia de folia

Ai, que loucura
É um banho de cultura
O Rio sorri
Charmosa, cidade maravilhosa
De iguarias saborosas
E um reveillón peculiar
Brilho de estrelas
O ilustre elan
Celebram a vida com alegria
Na nobreza do Chopin

No Carnaval eu sou glamour
À Iemanjá eu peço paz
Sou Vizinha Faladeira (bis)
Luxuosa, pioneira
Bambambã dos carnavais

2007
Enredo: Oduduya - a volta ao templo da criação
Autores: Sergio Aguiar, Menor, JR e Léo Torres

De volta ao templo da criação
Nossas crianças seguem para nos salvar
Recebidas pelo criador
Que lhes concedem o dom de transformar (ô de transformar...)
Vem do pó a luz da vida
Da argila fez o homem respirar...
Com a pureza das águas
No sagrado ritual de batizar

E na magia de Oduduya... misteriosa
A Vizinha Faladeira vem encantar (bis)
De vermelho, azul e branco... maravilhosa
Pede a benção aos Orixás

Assim surgiram
Os guardiões nobres guerreiros
Cumprindo a missão de mensageiros
A natureza preservar...
E lutar
Pela real felicidade
Amor, justiça e igualdade
Na esperança de um novo amanhã

Um raio de luz.... clareia!
A paz entre os povos... semeia! (bis)
O que o divino fez com tanta perfeição
Se a vida é bela, porque há destruição?

2008
Enredo: Vizinha Faladeira no Brasil das maravilhas
Compositores: Diego Ferreira, Vinicius Ferreira, Thiago Lepletier, Renato Buarque, Vlad Nascimento, Freddy Ferreira e Ricardinho Delezcluze

Paraíso a se contemplar
Obra-prima do criador
Fauna e flora soberanas
A cura que emana
Do ventre da mãe-natureza
Beleza tropical, majestoso pantanal
Paisagem traduzida em cores
É preciso preservar essa magia
Equilibrando a ecologia

O swing desse povo contagia
Meu folclore é festança popular (bis)
Brasileiro que é, tem ginga no pé
Veste a fantasia e vem brincar

O vento entre a montanha e o mar
Revela cartões postais
Tem o dom de emocionar
Esta maravilha singular
É reveillon, o brinde em Copacabana
À esperança de um lindo Carnaval
Manhã de sol, bela vista
O Parque do Flamengo me conquista
Curtir a tarde com esportes e lazer
O turista nunca mais vai esquecer

Abram alas que a Vizinha vai passar
Faladeira e orgulhosa anuncia com amor (bis)
O Brasil das maravilhas para o mundo
Abençoada pelo redentor

2009
Enredo: A Luz da Vida jamais se Extinguirá
Autore(s): Thiago Lepletier, Cadu, Vinicius Ferreira, Igor Sorriso e Freddy Ferreira

Reluz a minha poesia
Que aquece meu samba e irradia
Um clarão de felicidade
Eterna fonte de vitalidade
Nasceu de uma explosão
O universo, maravilhosa imensidão
O tempo revela os traços
Da pré-história às antigas civilizações
Tapete de estrelas a guiar
Ao sabor da ciência, um futuro desvendar

Oh Deus Sol!
Clama o guerreiro por proteção (bis)
Na magia da dança, belos rituais
A fé de nossos ancestrais

Brilha a quinta era asteca
Templos em adoração
Oferendas a iluminar
Nativas formas de louvação
Do céu, um astronauta vem contar
Abençoado por Tupã!
O amor de Guaraci com o luar
Vizinha! Em busca do brilho dourado
Conquista seu lugar ao sol
Na passarela dá seu recado

Clareia um novo amanhecer
No Santo Cristo é tempo de vencer (bis)
Reflete era D'Aquarius faz brilhar
A luz da vida que jamais se apagará

2010
Enredo: Uma Fantástica Viagem no Mundo do Pirlimpimpim
Autore(s): 
Thiago Lepletier, Freddy Ferreira, Renato Buarque, Dida Ferreira e Palmieri

Sonhei que o mundo era fantasia
Por mãos de fadas eu veria
Boneca de pano, quase ser humano... Imagina!
E vi, num fascinante mundo colorido
A vida em seres pequeninos
Recanto onde "o ser feliz” é infinito
E a voar, deixo a fantasia me guiar
Trilhar o meu caminho... viajar

Pirlimpimpim!!
Sonhar de um destemido aventureiro (bis)
Um brilho conduz, novo mundo revela
Baila o encanto da Cinderela

Flutua delirante beleza
Dá forma aos elementos naturais
Despertei com o recado da rainha:
"Brilhe nesse carnaval, Vizinha!"
Neopia, o reino das fadas
Onde sonhar é viver
A força de um sonho, lutar, vencer
No Carnaval, sou a pioneira
Na arte do samba levanto poeira

No girar do pavilhão
Pulsa forte a emoção 
(bis)
Em busca de um final feliz
Ser campeã e resgatar minha raiz

2011
Enredo: Vizinha Faladeira dá as Cartas
Autore(s): Orlando Professor, Luiz Fernando, Miguelzinho Beserra, Pakato do Cavaco e Rodolfo Caruso

No Grande Cassino
Roleta, curingas, cartelas
Recebem, no Luxo do Salão
Objetos de comunicação
Que desvendam mistérios, revelam segredos
Amores, conhecimento
A vida, em sagrados elementos
No jogo, o desatino... A realidade
Ganhar ou perder
É sorte ou habilidade?

O futuro do homem... Destino
Imperador... A madame e o felino (bis)
Tarô, previsões... Tem magia
No despertar de um novo dia

Desde Pero Vaz, o Brasil “caminha”
Nas linhas que retratam a História
Páginas guardadas na memória
Oh! Sublime Pergaminho
Registro da sonhada Abolição
As cartas pedem passagem
Nas mãos do “herói” segue a mensagem
A era virtual não “selará”
O prazer de um costume milenar

Bem-vindo ao mundo da emoção
Assim anunciou o croupier
(bis)
Quem dá as cartas é a Pioneira
Canta, Vizinha Faladeira!

2012
Enredo: A Essência da Vida... O Progresso Social sob a Liberdade e Igualdade
Autores: Pedro Miranda, Zé Mário, Serginho, Sidney Sá, Leandro Santos, Kaká Martins, Madalena e Diego Tavares

Quero igualdade, dignidade, romper barreiras
Tenho os meus direitos
Exijo respeito e hoje vou me declarar
Raiou o sol da liberdade tão sonhada
Iluminando o caminho de quem buscou nova morada
Com os portos abertos veio a miscigenação
Mistura de raças que fez essa massa
Colorir nossa nação

Chico Mendes chegou
Na Amazônia ecoou... Preservação
(bis)
E contra fome lutou
Betinho manifestou... Cidadania e educação!

Chega de violência, é a conquista da mulher
Dando um basta na agressão que sofria sem razão
Protegida hoje sabe o que quer
Um novo dia moldado no perfil da esperança
E a certeza de ter alcançado
Um futuro melhor pras crianças
Eu quero ver a alegria no seu rosto estampar
E essa tal felicidade fazer a comunidade cantar
Sou cidadão e posso protestar

Olha o canto da Sereia, faz delirar
OH! Vizinha Faladeira, não vai calar
(bis)
Essa gente tão guerreira só quer amor e paz
Mostrar ao mundo que os direitos são iguais

2017
Enredo: A ultima do português, a que nem Camões contaria...
Autores: Betinho do Cavaco, Júnior Nascimento, Leandro RC, Jota Lourenço do Táxi, Gui Cruz e Flavinho Segal

Em nossas veias corre o sangue lusitano
Feliz, apaixonado, por uma nação, valente e imortal 
Pátria mãe do nosso Brasil
Oh! Terra amada Portugal 
Defendida bravamente por teus filhos em elvas
Para nos livrar dos espanhóis
A galhardia então reinou 
E retratando o amor
A mais bela forma de expressar 
Nos versos de Camões, do fado à poesia singular

“Sobre a terra, sobre o mar” 
Passe o tempo que for
Pela pátria lutar e viver a cantar… 
(bis)
Um relicário de rara beleza
“É com certeza, uma casa portuguesa”

“Para a esperança do povo e o bem geral da nação”
A alma lusitana, liberta os negros então 
Carrega a fraternidade e faz a alegria brilhar
Em cada olhar, por onde quer que eu vá 
São tantas lendas e glórias
Heranças que enriquecem nossa história 
No peito o orgulho de cantar nossa raiz
Retratar na avenida, esse povo feliz 
E sonhar… Um dia voltar ao nosso lugar

 “Ora pois, meu amor”, eu quero ver segurar 
A pioneira você tem que respeitar
(bis)
Levanta poeira, Vizinha Faladeira 
Eterna aliança luso brasileira