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UNIDOS DO VIRADOURO

UNIDOS DO VIRADOURO

FUNDAÇÃO  24/06/46
CORES  Vermelho e Branco
QUADRA  Av. do Contorno, 16
Barreto - Niterói
Telefone: 2624-1804
BARRACÃO  Av. Cidade de Lima, 340
Barracão 02
Santo Cristo
20220-290
Telefone: 2516-3171
Fax: 2516-1301

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

HISTÓRICO

Fundada em 24 de junho de 1946, no bairro do Viradouro, em Niterói, a Unidos do Viradouro nasceu da paixão de Nelson dos Santos, o Jangada, pelo samba. Ele costumava organizar batucadas no quintal de sua casa em Capitão Roseira, no alto do Viradouro. O sucesso foi tanto que Jangada resolveu organizar uma escola de samba. Com as cores vermelho e branco, a escola desfilou pela primeira vez em 1947, conquistando o quarto lugar no carnaval de Niterói. O primeiro título veio em 1949.

Em 1965, ela saiu do bairro do Viradouro, trocando de endereço cinco vezes, até chegar à quadra atual, no bairro do Barreto. Em 1986, depois de conquistar 18 títulos em Niterói, a escola começou a se apresentar no carnaval carioca (a partir do Grupo 4). Em 1990, desfilou no Grupo 1, ganhando o título com o enredo "Só Vale o Escrito" e passando para o Grupo Especial em 1991, com uma homenagem a Dercy Gonçalves - que desfilou com os seios expostos em "Bravo, Bravíssimo". Neste ano, ela obteve o 7º lugar, à frente da Mangueira no ano em que o Império Serrano foi rebaixado.

Em 1992, com o enredo "A magia da sorte chegou", a Viradouro contou a história dos ciganos, mas um dos carros que retratava a Sibéria pegou fogo. Os bombeiros tiveram que entrar no meio do desfile para tentar conter o incêndio. Ninguém se feriu e a escola continuou o desfile, mas a estourou o tempo e perdeu 13 pontos, ficando em 9º lugar. Se não tivesse sido punida, a escola chegaria em 3º, logo em seu segundo ano no Grupo Especial.

Em 1994, a Viradouro contratou Joãosinho Trinta, que havia se afastado da Beija-Flor dois anos antes. Logo em sua estréia, o carnavalesco obteve um 3º lugar. Depois, errou a mão por dois anos, chegando na 8ª e na 13ª posição. E então veio o grande desfile da escola, em 97. Saindo de um péssimo desfile em 96, quando quase foi rebaixada, a escola tinha o projeto de conseguir chegar ao Desfile das Campeãs. Mas o resultado final foi mais generoso e deu o primeiro título à escola de Niterói, com "Trevas, luz, a explosão do Universo". Desde então, a escola se firmou entre as grandes do carnaval e anualmente disputa o título, sempre participando do Desfile das Campeãs de sábado (à exceção de 2005). O presidente José Carlos Monassa Bessil, um dos responsáveis por tantos feitos da escola de Niterói, faleceu em agosto de 2005.

No desfile de 2007, o carnavalesco Paulo Barros fez da Viradouro uma atração a parte ao inovar, colocando a bateria para desfilar dentro de um carro alegórico, saindo de lá direto para o segundo recuo. Mesmo assim, a escola terminou apenas em quinto lugar. No ano seguinte, a Viradouro foi notícia no período pré-carnavalesco, em função da polêmica do carro do Holocausto, que apresentava o ditador Adolf Hitler vivo e acima de dezenas de cadáveres da época do extermínio de judeus na Segunda Guerra. Uma liminar impediu a utilização da alegoria a poucos dias do desfile. Paulo Barros então colocou na avenida um carro com Tiradentes e outras pessoas amordaçadas, com uma mensagem contra a censura, criticando o fato da história estar sendo escondida. Outro fato que chamou a atenção foi o abre-alas nada convencional, formado por uma pista de esqui com gelo de verdade e esquiadores profissionais. O enredo de 2008, que apresentava acontecimentos que provocavam diferentes tipos de arrepios (de medo, de frio, de felicidade, de prazer...), mesmo com as tantas inovações de Paulo Barros não convenceu os jurados, que deram à Viradouro apenas a sétima colocação. Em 2009, um confuso enredo que misturava orixás da Bahia com biocombustível deixou a escola pelo segundo ano seguido fora do Sábado das Campeãs, com a oitava colocação obtida.

O pior momento da história da escola chegaria em 2010. Mergulhado em problemas administrativos e financeiros, a Viradouro desfilou com um enredo sobre o México, cuja plástica deixou a desejar. Nada deu certo na apresentação da escola e, exatamente em seu vigésimo carnaval seguido na elite do carnaval, finalizou a apuração em último lugar e, 13 anos depois da consagração máxima com o campeonato, foi rebaixada para o Grupo de Acesso. Um duro golpe para a comunidade niteroiense. Passou quatro anos no Grupo A, até obter o retorno à elite do Carnaval com o título conquistado em 2014. Mesmo com o expediente inédito de uma junção de dois sambas de "meio de ano" do saudoso compositor Luiz Carlos da Vila para servir como samba-enredo para 2015, a Viradouro não conseguiu a manutenção no Especial e, muito prejudicada pela chuva que caiu durante seu desfile, retornou à Série A com a última colocação. Em 2016, mesmo com um samba extraordinário sobre a peça "O Alabê de Jerusalém", ficou em terceiro lugar, se mantendo no Acesso. Em 2017, foi vice.

RESULTADOS DA ESCOLA

1947 - no Grupo 
Não Houve Enredo 

1948 - no Grupo 
Não Houve Enredo

1949 - no Grupo 
Araribóia - Niterói 

1950 - no Grupo 
Tiradentes - Mártir da Independência - Niterói 

1951 - no Grupo 
Não houve desfile em Niterói 

1952 - no Grupo 
Vultos nacionais - Niterói 

1953 - no Grupo 
Cândido Rondon - Niterói 

1954 - no Grupo 
Homenagem ao Estado do Rio - Niterói 

1955 - no Grupo 
Batalha Naval do Riachuelo - Niterói 

1956 - no Grupo 
Independência do Brasil - Niterói 

1957 - no Grupo 
Quatro grandes feitos da história - Niterói 

1958 - no Grupo 
Primeiro Reinado - Niterói 

1959 - no Grupo 
Carlos Gomes - Niterói 

1960 - no Grupo 
Catulo da Paixão Cearense - Niterói 

1961 - no Grupo 
Festa junina em pleno carnaval - Niterói 

1962 - no Grupo 
Chegada da família real - Niterói 

1963 - no Grupo 
Último baile imperial - Niterói 

1964 - no Grupo 
Maria Quitéria – Desfilou no Rio 

1965 - 26ª no Grupo 3 
Rio Quarto Centenário – Desfilou no Rio 

1966 - no Grupo 
Homenagem a Niterói - Niterói 

1967 - no Grupo 
Chico Rei - Niterói 

1968 - no Grupo 
Rugendas - viagem pitoresca através do Brasil - Niterói 

1969 - no Grupo 
Festa do Divino - Niterói 

1970 - no Grupo 
Quilombo dos Palmares - Niterói 

1971 - no Grupo 
São Francisco, Rio da Integração Nacional - Niterói 

1972 - no Grupo 
Três festas tradicionais brasileiras - Niterói 

1973 - no Grupo 
Niterói - sua origem e evolução - Niterói 

1974 - no Grupo 
Pleito de vassalagem de Olorum - Niterói 

1975 - no Grupo 
Rei Midas de Catas Atlas - Niterói 

1976 - no Grupo 
Só mesmo na Bahia - Niterói 

1977 - no Grupo 
No Mundo Encantado da Fantasia - Niterói 

1978 - no Grupo 
Ídolos de Ébano - Niterói 

1979 - no Grupo 
Ainda um País Tropical - Niterói 

1980 - no Grupo 
Os três encantos do rei - Niterói 

1981 - no Grupo 
Amor em tom maior - Niterói 

1982 - no Grupo 
Mutou Muido Kitoko - Niterói 

1983 - no Grupo 
Acredite se Quiser - Desfile em Niterói 

1984 - no Grupo 
O sonho de Ilê Ayé - Niterói 

1985 - no Grupo 
Na Terra de Antônio Mário, Só não Viu quem não Quis - Desfile em Niterói 

1986 - no Grupo 
Novos Ventos, Novos Tempos - História de uma Integração - Desfile em Niterói 

1987 - 5ª no Grupo 4 
Na Boca e na Ponta da Língua ... É carnaval 

1988 - 2ª no Grupo 4 
Contribuição do Negro ao Folclore Brasileiro 

1989 - 1ª no Grupo 3 
Mercadores e Mascates 

1990 - 1ª no Grupo A 
Só Vale o que está Escrito 
Max Lopes

1991 - 7ª no Grupo Especial 
Bravo, Bravíssimo - Dercy, o Retrato de um Povo 
Max Lopes e Mauro Quintaes


1992 - 9ª no Grupo Especial 
E A Magia da Sorte Chegou 
Max Lopes e Mauro Quintaes

1993 - 7ª no Grupo Especial 
Amor, Sublime Amor 
Max Lopes e Mauro Quintaes


1994 - 3ª no Grupo Especial 
Tereza de Benguela, uma Rainha Negra no Pantanal 
Joãosinho Trinta

1995 - 6ª no Grupo Especial 
O Rei e os Três Espantos de Debret 
Joãosinho Trinta


1996 - 13ª no Grupo Especial 
Aquarela do Brasil Ano 2.000 
Joãosinho Trinta

1997 - 1ª no Grupo Especial 
Trevas! Luz! A Explosão do Universo 
Joãosinho Trinta


1998 - 5ª no Grupo Especial 
Orfeu, o Negro do Carnaval 
Joãosinho Trinta

1999 - 3ª no Grupo Especial 
Anita Garibaldi, Heroína das Sete Magias 
Joãosinho Trinta


2000 - 3ª no Grupo Especial 
Brasil: Visões de Paraísos e Infernos 
Joãosinho Trinta

2001 - 5ª no Grupo Especial 
Os Sete Pecados Capitais 
Roberto Szaniecki e Comissão de Carnaval


2002 - 5ª no Grupo Especial 
Viradouro, Vira-Mundo, Rei do Mundo 
Chiquinho Spinoza

2003 - 6ª no Grupo Especial 
A Viradouro Canta e Conta Bibi – Uma Homenagem ao Teatro Brasileiro 
Mauro Quintaes


2004 - 4ª no Grupo Especial 
Pediu pra Pará, parou! Com a Viradouro eu vou pro Círio de Nazaré 
Mauro Quintaes

 

2005 - 8ª no Grupo Especial 
A Viradouro é só Sorriso!
Mauro Quintaes

 

2006 - 3ª no Grupo Especial
Arquitetando Folias
Milton Cunha e Mário Monteiro

 

2007 - 5ª no Grupo Especial
A Viradouro Vira o Jogo
Paulo Barros

 

2007 - 5ª no Grupo Especial
A Viradouro Vira o Jogo
Paulo Barros

 

2008 - 7ª no Grupo Especial
É de Arrepiar!
Paulo Barros

.

2009 - 8ª no Grupo Especial
Vira-Bahia, Pura Energia
Milton Cunha

.

2010 - 12ª no Grupo Especial
México, o paraíso das cores, sob o signo do Sol
Junior Schall e Edson Pereira

.

2011 - 2ª no Grupo A
Quem sou eu sem você?
Jack Vasconcelos
.
2012 - 5ª no Grupo A
A vida como ela é, bonitinha, mas ordinária... Assim falou Nelson Rodrigues
Alexandre Louzada
.
2013 - 2ª na Série A
Nem melhor nem pior, que não sai da minha mente. Inspiração para o meu samba, eu também sou diferente!
Max Lopes

2014 - 1ª na Série A
Sou a terra de Ismael. Guanabaran vou cruzar, para você tiro o chapéu, Rio eu vim te abraçar
João Victor Araújo
.
2015 - 12ª no Grupo Especial
Nas veias do Brasil, é a Viradouro em um dia de graça!
João Victor Araújo
.
2016 - 3ª no Série A
O Alabê de Jerusalém, a saga de Ogundana!
Max Lopes
.
2017 - 2ª no Série A
E todo menino é um Rei
Jorge Silveira

 

SAMBAS-ENREDO

 

1974

 

Enredo: Pleito de Vassalagem de Olorun
Autores: ????

 

O Viradouro se engalana
E vem apresentar seu carnaval
A avenida é o terreiro
Para mostrar o mais lindo ritual
Quando os negros aqui chegaram
Trazendo de além-mar
Seus costumes, suas crenças
Seus deuses e orixás
Era fé de gente sofrida
Que foram arrancados da vida
Pro cativeiro cruel
Pro cativeiro cruel
Hoje são flores e alegria
Acabou-se a agonia
Os orixás vêm saravá
Dando graças a Oxalá
Tem Oxossi, tem Xangô
Iansã e tem Ogum
Tem todo santo de fé
No pleito a Olorum


Oxalá, meu pai
Tem pena de mim, tem dó (bis)
A volta do mundo é grande
Mas seu poder é maior

 

1979

 

Enredo: Ainda um Paraíso Tropical
Autores: ????

 

Liberdade, liberdade
Reflete nesse berço brasileiro
Que lindo este meu país
É um paraíso hospitaleiro
Brasil, um cenário de encantos
Recantos de beleza e sedução

 

Eterno despertar da natureza (bis)
Um canto de amor e emoção

 

Na primavera, as flores
O sol ilumina as nossas matas
Raças, mistura de cores
Praias, rios e cascatas
Brasil, de riquezas naturais
No futebol e dos lindos carnavais

 

É uma beleza sem igual (bis)
Ainda um paraíso tropical

 

Salve todos os Orixás
Agô, meu Pai Oxalá (bis)
Viradouro na avenida
Fazendo o povo cantar

 

1981

 

Enredo: Amor em tom maior 

Autores: Passarinho, Silvinho e Zelito

 

Sinto a brisa meu corpo afagar com ardor

E seu manto de pureza faz de mim o amor

Surgi então na mitologia, doce como fantasia

Me perdi na imensidão

Fiz a musa apaixonar poetas

Embelezei serestas e lindas canções

 

Me vesti de natureza (bis)                      

Dei-lhe só beleza, vida, luz e cor

 

A pureza dos contos infantis colori

Idade, sonhos e fantasias

E o sorriso que o palhaço irradia

 

Bailam as rosas ao vento

Prateado do luar (bis)

Sorri feliz a criança       

Na ciranda, cirandá 

 

Neste carnaval (neste carnaval)

Também estou na brincadeira

Cantar, sambar, cantar, sambar

Até quarta-feira

 

1982

 

Enredo: Mutou Muido Kitoko
Autores: ????

 

Vestiram a avenida de alegria
Antes de raiar o dia
Dando um show de visual
Viradouro vem completar a beleza
Desse nosso carnaval
Mutou Muido Kitoko
Nesta história genial

 

Do negro sensacional (bis)

 

Iererê iererê (bis)
Na magia do samba negro vem saber

 

Vindo da África distante
Através dos mares
O negro aqui chegou (aqui chegou)
Ecoando o canto de nobreza
Que a nossa música influenciou
Na arte e na cultura
Na ciência e na literatura
Podemos sentir no ar
A contribuição que o negro dá


Negro tem a cor mais linda que a noite (bis)
As estrelas como esplendor
A lua como seu amor

 

1983

 

Enredo: Acredite se Quiser
Autores: ????

 

Roda baiana
Levanta a poeira, diz no pé (bis)
Esse enredo é Viradouro
Acredite se quiser

 

Caí nos braços de Morfeu
Sonhei, eu sonhei
Era um mundo de ilusões e fantasias
E o reino da natureza eu encontrei
No jardim do rei Menino ô
Ouvi borboletas falantes
E sapo engolindo cobra
Anão carregando gigante
E o palácio espelhado no Rei Sol
E a história da formiga e o elefante

 

Voando na carruagem
Veio o rei e a rainha (bis)
Me levaram para conhecer
Seu castelo que é de mentirinha

 

No meio de um lindo lago azul
Prateado, surge um castelo dourado
O povo de prata, que beleza
E a lua dourada, brilhando a realeza
Vendo o príncipe adorando a Cinderela
Eu acordei ouvindo um bumbo original
Era o tom da alegria, luxuosas fantasias
Era dia de carnaval

 

1984

 

Enredo: O sonho de Ilê Ifé
Compositores: Joel do Cavaco e Odair Conceição

No limiar desta aurora de alegria
Festejando a integração racial
Hoje, o Viradouro canta a liberdade
Nesta Manhã de carnaval
Olorum, supremo Deus do Olímpico Africano
A pedido convocou
Os deuses yorubanos
Para proteger seu povo
Escravizados pela ambição
Que estavam em trabalhos forçados
Na lavoura e na mineração

Oké, okê Oxossi
Ogum grande guerreiro
Eparrei Iansã
Xangô justiceiro
(bis)
Oxum, encanta
Com seu majestoso encanto
Iemanjá, cobre com seu lindo manto

Donos do próprio destino
Partiram para construir as suas vidas
Quem vier por amor
A liberdade fica
Ainda ecoa pelos ares
O mais puro canto de Zumbi
O Quilombo dos Palmares
Sempre haverá de existir

E hoje, e para sempre a humanidade
(bis)
Jamais esquecerá o sonho de liberdade

 

1985

 

Enredo: Na Terra de Antônio Maris, Só não Viu quem não Quis
Autores: ?????

 

Vou me abraçar com a folia
Chegou o dia do meu carnaval
E neste palco ornamentado em multicores
Sou eu o artista principal
Nasci onde o bonde virava
Com muita garra, resto de um sangue novo
Meu berço foi no celeiro de bamba
Eu sou raiz, eu sou o samba
Com Araribóia ganhei meu primeiro carnaval
Vibrei com meu povo, os antigos reis
E no quarto centenário
Fui campeão outra vez
Embaraçado em confetes e serpentinas
Pierrots e colombinas
Mascarados e arlequins
E no futuro, eu serei a poesia
Vou sambar em raio laser
Por este mundo sem fim
E lá vou eu cantando assim
No computar do som do surdo e dos tamborins
Minha querida Portela
Foi ela quem me batizou ôô
Sou o símbolo do samba
De Nelson Jangada
E agradeço à Beija-Flor
Albano Porto querido
Sonhava comigo
Girava a roleta
Bancava o jogo do bicho
E dava Viradouro na cabeça

 

Barreira é barro
Pedra preciosa é ouro (bis)
Niterói é água-viva
Carnaval é Viradouro

 

1986

 

Enredo: Novos Ventos, Novos Tempos - História de uma Integração
Autores: ????

 

É de prata o jubileu
Amor sou eu (bis)
A Universidade Federal
Viradouro, Niterói, sou carnaval

 

O mar cantava poesia
Que o homem branco transformou ôô
No índio, liberdade e alegria
Que o jesuíta relutou
Amor, amor e emoção
Na negra canção
O meu país se agigantou
Nessa linda miscinegação

 

E lá vou eu, e lá vou eu
Nos braços da sociedade (bis)
Quem sou eu, quem sou eu
Sou a pura liberdade

 

O amanhã (o amanhã, o amanhã)
Se faz agora
A soprar novos ventos na história
A quem se dedicou a educação
Decanta em versos, que emoção
Reconstruiremos a nação
Meus sonhos realizar
Na arte e na integração ôô
Na garra desse povo a cantar

1989

Enredo: Mercadores e mascates
Autores: Gilberto, Mário, Odar, Nilo, Charuto, Carlos, Japona e Delfim

As histórias que vovó contava
Não passavam de uma afirmação
Depois que encontraram
Este solo varonil
Levaram ouro e pau-brasil
"Oh, Minas"

Oh, Minas Gerais
Quantas saudades nos traz (bis)
Lá em Vila Rica, bons tempos
Que não voltam mais

Eu compro e vendo
No varejo e atacado (bis)
Vendo barato
Pra não vender fiado

Venha enfeitar o seu amor
Eu tenho blusas de seda estampadas
Rendas, fitas e rosas
Pérolas e pedras preciosas
Sempre fiz de tudo nesta vida
Pra freguesia se sentir numa legal
O bom mascate deve ser malabarista
Humorista e artista
Fazer de tudo pra agradar o pessoal
"Ê baiana", ê baiana
No seu tabuleiro tem quindim
Sou Viradouro
E vou cantando assim

1990

Enredo: Só vale o escrito
Autores: Adir, Odir, Sereno, Gelson e Gilberto Barros

Riscando a pedra com sangue e semente
O homem a escrita projetou
O esperto do chinês, o papel criou
E o Egito a grande idéia tratou de copiar (de lá pra cá)
De lá pra cá até a honra sem "h", "h" virou
E ninguém mais acredita no bigode enganador
Ah, dona cegonha
Traga no bico minha certidão
Quero estudar pra ter um canudo na mão

Deu meu bicho na cabeça, deu, deu, deu
É a grana do aluguel que o cartório comeu (bis)

Eu vim rezar
Pro olho grande se afastar daqui (da Sapucaí)
Sete galhos de arruda e azeite de dendê
Foi a receita que a vovó passou pra mim
O doutor pra me curar
O desquite receitou
Mas o meu mal era mal de amor
Não há remédio pra curar a minha dor
Dando adeus a esta vida
Só a paz é que me importa
E no baile das caveiras tudo à brasileira
Meu Deus, ainda encontro um agiota

Eu acredito, oi eu acredito
Assinado "Viradouro" (bis)
Só vale o escrito

1991

Enredo: Bravíssimo - Dercy Gonçalves, o retrato de um povo
Autores: Gelson, Rubinho, Odir Sereno e Adir

Ah, obrigado Dercy
Mercy Dercy
Abriu-se a cortina pro seu show
São cinco letras a sorrir
De Madalena pra Sapucaí
Um dia, lá no trem da esperança
Vai o sonho de criança
Descendo a serra, tão linda e feliz
A luz então brilhou, o palco se acendeu
O show vai começar
Na Casa de Caboclo
A menina deslumbrou (ô ô, ô ô)
E no seu primeiro ato
O sucesso abriu os braços
Pra você
Brilhante no Teatro de Revista
Em cena o talento de Dercy (oi, fala Dercy)
Da comédia à piada
Com humor e gargalhada
Eu vou me acabar
Quá, quá, quá, quá, quá
No cassino e no cinema
No sangue o dom de criar (ô, e viajou)
E viajou, lá foi Dolores
Que dor no coração
Mas quem pensou que a luz se apagou
Se enganou, ela voltou
Ela voltou, com mais garra e inspiração
Cada vez mais sapeca, quem diria
Soltando a perereca da vizinha
Vou entrar no circo
E com você sonhar
No fim da peça
Pra você gritar, um bravo

Bravo, bravíssimo
Mil aplausos pra você, Dercy (bis)
Ao retrato de um povo
A homenagem da Viradouro

1992

Enredo: E a magia da sorte chegou
Autores: Heraldo Faria, Flavinho Machado e Gelson Rubinho

Uma estrela brilhou
Brilhou, brilhou, brilhou
Tão cintilante e os magos iluminou
Será, será
O novo sol do amanhã (do amanhã)
O arco-íris da aliança
Que não se apagará
Vem do Oriente
Com sua arte de criar
Na palma da mão lê a sorte
Com a magia do seu olhar
Chegando ao velho continente
A marca da desilusão
Castigo, degredo, açoite
Por que tanta discriminação

A cada passo
A poeira levanta do chão (bis)
Ferreiro, feiticeiro, bandoleiro
A liberdade é sua religião

E vem chegando
O dono desse chão
No berço, a mão do menino
Abriu-se ao destino
Eis a nova Canaã
Ê, ê cigano
Bandeirante em busca de cristais
Canta, dança, representa
Dá vida a nossos laços culturais
Cigano-rei, mineiro iluminado
O mundo não vai esquecer
Plantou no solo brasileiro
A realização do amanhecer
É uma nova era, ô, ô
A magia da sorte chegou

O sol brilhará, oi
Surge a estrela-guia (bis)
E sob a proteção da lua
Canta Viradouro que a sorte é sua

1993

Enredo: Amor, sublime amor
Autores: Heraldo Faria, Flavinho Machado e Gelson

Vou levantar minha bandeira
Amor sublime amor
Meu sonho eu vou realizar
Esse futuro o que será
Vou apertar o botão do coração
E vencer a força da razão
Da paixão primitiva à natureza em flor
É, ninguém resiste aos encantos do amor
Nasceu na floresta
Um guerreiro, um artesão
Na fonte da vida
O dono da terra defende seu chão
Negra Xica, eu te amo

Amor que renuncia, a corte zombou
Que divino exemplo, que lição de amor (bis)

Bandido amor no sertão
Em Palmares o grito do rei
No sonho do herói inconfidente
Mesmo que tarde a liberdade
Na arte o amor no gênio mulato
No Guarani e Orfeu do Carnaval
A Colombina não foi embora
Hoje o Pierrot não chora

Clareia mãe Oxum, clareia minha fé
Para as crianças a pureza
Do bem me quer, do mal me quer (bis)
A Viradouro clama em versos
Paz e amor no Universo

1994

Enredo: Tereza de Benguela - Uma rainha negra no Pantanal
Autores: Cláudio Fabrino, Paulo César Portugal, Jorge Baiano e Rico Medeiros

Amor, amor, amor
Sou a viola de cocho dolente
Vim da Pérsia, no Oriente
Para chegar ao Pantanal
Pela Mongólia eu passei
Atravessei a Europa medieval
Nos meus acordes vou contar
A saga de Tereza de Benguela
Uma rainha africana
Escravizada em Vila Bela
O ciclo do ouro iniciava
No cativeiro, sofrimento e agonia
A rebeldia, acendeu a chama da liberdade
No Quilombo, o sonho de felicidade

Ilê Ayê, Ara Ayê Ilu Ayê
Um grito forte ecoou (bis)
A esperança, no quariterê
O negro abraçou

No seio de Mato Grosso, a festança começava
Com o parlamento, a rainha negra governava
Índios, caboclos e mestiços, numa civilização
O sangue latino vem na miscigenação
A invasão gananciosa, um ideal aniquilava
A rainha enlouqueceu, foi sacrificada
Quando a maldição, a opressão exterminou
No infinito uma estrela cintilou

Vai clarear, oi vai clarear
Um sol dourado de Quimera (bis)
A luz de Tereza não apagará
E a Viradouro brilhará na nova era

1995

Enredo: O rei e os três espantos de Debret
Autores: José Antonio, Gonzaga, Olivério, Rico Medeiros, Wilsinho, Fabrino, Portugal, Bernardo, Gilberto e João Sergio

Que felicidade
Eu vim da França convidado pelo rei
Eu trouxe a arte e me espantei maravilhado
Quando aqui um paraíso encantado encontrei
Índios, brancos e negros
Em harmonia racial
Realçando a natureza deste país tropical

Todo encanto em poesia, oi
Traduzi nos meus painéis (eu pintei) (bis)
Pintei, bordei, aquarelei
Coloquei amor nos meus pincéis

(Iluminado) Iluminado parti
No céu fui descansar
Tempos depois em Paris renasci
Um triste espanto me fez lamentar
Notícias más, de homens maus
Perturbando a paz, criando o caos
Voltei, o que havia
Desigualdades da evolução
Quanto um grito de alegria
Prenuncia a nova civilização
Brasil, Brasil, Brasil ô ô
É campeão (é campeão)

Vai raiar o dia
O meu terceiro espanto aconteceu (bis)
Eu sou Debret, a minha arte é fantasia
Explode Viradouro, o carnaval sou eu

1996

Enredo: Aquarela do Brasil ano 2000
Autores: Heraldo Faria, Jorge Baiano, Mocotó e Flavinho Machado

Vem o sol, com seus raios dourados
Iluminando a natureza, do Oiapoque ao Chuí
Tenho forma de coração
Sou encanto, sou beleza
Sou Brasil, sou nação
Amazônia é meu rio, é meu ar
O seu manto verdejante
Faz o mundo respirar

Meu Nordeste exuberante
Bumba-meu-boi, meu boi-bumbá (bis)
Dos meninos de Olodum
De louvor aos orixás

No Centro-Oeste ainda se vê
Os majestosos Pantanais
A capital das capitais
Seu misterioso Vale do Amanhecer
No Sul, o vaqueiro trovador
Canta a história do gigante que um dia despertou
Sudeste, fonte de inspiração
Do carnaval, da emoção
Do jeitinho brasileiro
Do meu Rio de Janeiro
Ainda tendo céu anil
Vou seguindo meu destino
Com meu peito varonil

Pierrot cara pintada
No ano 2000 (bis)
Com a Viradouro na aquarela do Brasil

1997

Enredo: Trevas! Luz! A explosão do universo
Autores: Dominguinhos do Estácio, Mocotó, Flavinho Machado, Heraldo Faria

Lá vem a Viradouro aí, meu amor
É Big-Bang, coisa igual eu nunca vi (bis)
Que esplendor

Vem das trevas, tudo pode acontecer
A noite vira dia, luz de um novo amanhecer
Vai, meu verso, buscar a Terra em embrião
Da poeira do universo
Desabrocha a natureza em expansão
Oh, Mãe Iemanjá, deusa das águas
Nanã, deixa o solo se banhar

Ora, iê, iê, ô, mamãe Oxum (bis)
Vem com ondinas reinar

No fogo, a salamandra a dançar
As pombas brancas simbolizando o ar
Explodem as maravilhas
Vejo a vida brilhando afinal
Surge o homem iluminado
Com hinos de luta e cantos de paz
É o equilíbrio entre o bem e o mal
E com o coração nesta folia
Seja noite ou seja dia, amor
Eu quero me acabar

Vou cair na gandaia
Com a minha bateria (bis)
No balanço da mulata
A explosão de alegria

1998

Enredo: Orfeu - O negro do Carnaval
Autores: Gilberto Gomes, R. Mocotó, Gustavo, P. C. Portugal e Dadinho

Lá, onde a vida faz a prece
E o sol brilhante desce para ouvir
Acordes geniais de um violão
É o reino de Orfeu, rei das cabrochas
Seduzidas pela sua inspiração
Eurídice, o verdadeiro amor
Do vencedor por aclamação geral
Da escola de samba do morro
Que vai decantar nos seus versos
A história do carnaval

É na magia do sonho que eu vou
Mitologia no samba, amor (bis)

Aí, o zumbido da fatalidade
Que atinge a cidade
Traz mais uma desilusão
Orfeu caiu no abismo da saudade
E voa para a eternidade
Levado pela ira da paixão
Tem no seu talento, reconhecimento
Num desfile magistral
O Grêmio do morro venceu
E o samba do negro Orfeu
Tem um retorno triunfal

Hoje o amor está no ar
Vai conquistar seu coração (bis)
"Tristeza não tem fim, felicidade sim"
Sou Viradouro, sou paixão

1999

Enredo: Anita Garibaldi - Heroína das 7 magias
Autores: Gilberto Gomes, R. Mocotó, Gustavo, P. C. Portugal e Dadinho

Clareou na ilha da magia
No esplendor era um ser de prata que surgia
E voou em busca da sabedoria
Os mistérios do Oriente nas asas da poesia
Está em festa a aldeia da tribo Carijós
É força que semia poder em nossa voz
Vêm desbravando mares
Corsários, aventureiros
Abraindo caminhos para a liberdade
De um povo guerreiro

Rufam os tambores mãe África
Nossa gente quer dançar (bis)
Invocando a magia
Com a paz de Oxalá

Heranças culturais nas etnias teus ideais
Nos verdes campos de Santa Catarina
Berço dessa menina, voa borboleta voa
Guerreira, brava loba romana
Heroína que encanta os dois mundos
Hoje o samba te aclama

Viradouro está aqui, vai sacudir
Agitar essa cidade inteira (bis)
E com Anita eu vou, é Garibaldi, amor
Espelho da mulher brasileira

2000

Enredo: Brasil: visões de paraísos e infernos
Autores: Gilberto Gomes, R. Mocotó, Gustavo, P.C. Portugal e Dadinho

Na era medieval começa o meu carnaval
No paraíso eu me vesti de branco
E no "martírio eterno", o vermelho é meu manto
Navegando ao Oriente, "seu" Cabral
O "Jardim das Delícias" descobriu
"Seu" Caminha escreveu o que ele viu
Maravilhas do Brasil
Bordunas, tacapes e Ajarés
Na dança o índio põe ao seus pés
Mas nascem idéias diversas, são mentes perversas
Não foi essa a lição dos pajés

Irê, irê, pra agba yê
O negro canta, o negro dança em liberdade (bis)
Irê, irê, pra agba yê
Pra agba yê, felicidade

Bem longe daqui, na festa da coroação
O negro africano, nos seus desenganos
Desfaz-se dos planos, pro branco explorar
Preso nas correntes da vida
São marcas que jamais esquecerá
Mas o tempo passou e a felicidade eu vejo brotar
Na luz da esperança, há paz e alegria
Pro rei do universo abençoar

O dia vai raiar, amor, amor
Com a Viradouro eu vou, eu vou, eu vou (bis)
Meu canto de amor se espalha no ar
Quinhentos anos vamos festejar

2001

Enredo: Os sete pecados capitais
Autores: Gilberto Gomes, R. Mocotó, Gustavo, P.C. Portugal e Dadinho

Eu vi brilhar
E para os vícios minha mente me conduz
Eu quero e quero muito mais
Eu quero o ouro, pois o ouro me seduz
Sou o narcisista, o melhor artista
Nesta festa popular
Com o meu encanto, o meu acalanto
Vou te conquistar

Me dá o teu calor e vem me enfeitiçar
Seduz à bel prazer que eu vou delirar (bis)
Se o cupido jogou, a flecha vai me pegar
Vou amar

Pra que tanta raiva
Mais amor no coração
Vivendo em paz o homem faz o mundo lindo
E quem tem amor pra dar
Sente alegria se o outro está sorrindo

Traz a figa-de-guiné, me dá o meu patuá
Cada um com sua fé, olho grande sai pra lá (bis)

Quero sombra e água fresca
Eu quero na minha rede balançar
Brasil, meu Brasil
Em nossa terra se plantando tudo dá
Tem uns que vivem pra comer
Tem gente que só come se sobrar

Eu vou me acabar
Abrir meu coração (bis)
A Viradouro é meu tesouro
No Carnaval da redenção

2002

 

Enredo: Viradouro, Vira-Mundo, Rei do Mundo
Autores: Gilberto Gomes, R. Mocotó, Gustavo, P.C. Portugal e Dadinho

 

Okê, okê
Sou Viradouro, Vira-Mundo eu sou
Escravizado, sem destino
Meu desatino, meu dissabor
Pra vencer os grilhões do dia-a-dia
Pra esquecer a solidão, a agonia
É carnaval, o meu peito explode de alegria
E no encontro com o rei
Eu também sou um rei nesta magia


Em liberdade eu peço axé
Vou na onda do afoxé (bis)


Os negros na sua fé, trazendo a paz
No canto dos orixás
E nas visões dos Xamãs, a cura
Que a raça vermelha traz
Ao som dos gurus, um manto em harmonia
Vêm chegando os povos amarelos
Com incenso que nos contagia
Então, em forma de oração
A raça branca faz a sintonia
E nesta festa de coroação
O rei do mundo é o rei da folia


Nesta ciranda é que eu vou
Contagiando esta cidade (bis)
Hoje eu quero paz, amor

E um mundo de felicidade


2003

 

Enredo: A Viradouro canta e conta Bibi, uma homenagem ao teatro brasileiro
Autores:
Gustavo, Gilberto Gomes, Heraldo Faria, Gelson

Abram as cortinas, que o show vai começar
É "manhã de sol", um rouxinol vem despertar
Voa, vai tocar no seu coração
Amor, nessa avenida quanta emoção
Em cada gesto, em cada expressão
Em cada lágrima que vai sorrir
Diva, brilha a voz dos grandes musicais
Nesse palco, os artistas imortais
Hoje vão te aplaudir

Se um vento soprar, eu vou
Deixa o "dom" me levar, amor (bis)
Vou em busca de um ideal
No meu sonho de carnaval

Em toda forma de arte
Uma luz acendeu
A "Gota d'Água" faz parte
Dos seus encontros com Deus
"Piaf, um hino ao amor"
"A vida de uma estrela da canção"
Em uma noite de esplendor
"Amália" foi a sua inspiração
E quando o sol se põe
Desce uma estrela lá do céu
Vem reviver ao seu lado Bibi
O seu mais brilhante papel

O teatro consagrou e pede passagem
A Viradouro, meu amor, faz a homenagem (bis)

2004

 

Enredo: Pediu pra Pará, parou! Com a Viradouro eu vou... pro Círio de Nazaré
Autores:
Dário Marciano, Nilo Mendes (Esmera), Aderbal Moreira

No mês de Outubro, em Belém do Pará
São dias de alegria e muita fé
Começa com extensa romaria matinal
O Círio de Nazaré (bis)
Que maravilha a procissão
E como é linda a Santa em sua berlinda
E o romeiro a implorar
Pedindo à dona em oração para lhe ajudar
Oh, Virgem Santa, olhai por nós
Olhai por nós, oh, Virgem Santa (bis)
Pois precisamos de paz
Em torno da Matriz
As barraquinhas com seus pregoeiros
Moças e senhoras do lugar
Três vestidos fazem pra se apresentar
Tem o circo dos horrores
Berro-boi, roda-gigante
As crianças se divertem
Em seu mundo fascinante
E o vendeiro de iguarias a pronunciar
Comidas típicas do Estado do Pará
Tem pato no tucupi
Muçuã e tacacá (bis)
Maniçoba e tucumã
Açaí e aluá

2005 

 

Enredo: A Viradouro é só Sorriso

Compositores: Gusttavo, Gilberto Gomes, P. C. Portugal, José Antonio e Dominguinhos do Estácio

Numa expressão de amor
Com meu jeito de encantar
O divino Criador
Me deu o dom de conquistar
Às vezes me entrego por simples prazer
Juízo não nego, até posso perder
Na Grécia brinquei da maneira que quis
Em Roma fiz o povo mais feliz
Já fui contido e proibido
Como um vilão qualquer
Mas um sonho em mim se realiza
Desvendei em Monalisa
Os segredos de Molière

Iluminado eu sou, palhaço do amor
Na bossa da bateria eu vou (bis)
E no compasso eu traço a arte, e assim
A vida vai sorrir pra mim

É mais um dia de graça
Na simpatia do artista
Aquarelando ele passa
O bom humor em revista
Os amigos do sorriso
Brilham no meu clarear
É carnaval, oh, quanto riso
Sou criança vou brincar
Eu quero ver você cantar, extravasar
Quando a Cidade-Sorriso passar

Eu quero ver, eu quero ver
Geral gritar, já é, já é (bis)
Na Viradouro eu levo fé

2006

Enredo: Arquitetando Folias
Autores: Waldeir Melodia, Dadinho, Evaldo, Tamiro e Peralta

Brasil, terra de encantos mil
Em que a miscigenação
Alterando os conceitos incentiva a criação
Vindos de além-mar, não poderiam imaginar
Quanta beleza, a natureza
Pros nativos era um lar
Nas obras de pedra-sabão
Barroco, fé e devoção
Nas senzalas eu vi brotar
A nova raça brasileira

Com a moda de Paris
A burguesia faz seu carnaval (bis)
Resiste, reluz o samba
E o artista, arquiteta o visual

Chega de ver tanto sonho desabar
A humanidade deve mudar
Favela oh, favela
O teu passado me faz lembrar
Dos tempos em que a noite estrelada
Salpicava a morada
Obrigado meu Senhor, por ter iluminado
A mente desse homem, pelo mundo consagrado
Que fez cidade sem igual
Museu como nave espacial
Arquitetando folias
Na apoteose, sou o astro principal

De vermelho e branco amor, vou sambar
Seja onde for, terra, céu e mar (bis)
De braços abertos, que emoção
A Viradouro mora no meu coração

2007

Enredo: A Viradouro Vira o Jogo
Autores: Gusttavo Clarão, Gilberto Gomes, Nando, Pablo, PC Portugal e Dominguinhos do Estácio

Vamos mergulhar nessa jogada
A sorte está lançada
Hoje é o grande dia
No tabuleiro da emoção
Vou apostar na alegria
Pra ganhar seu coração
Meu cassino é fantasia
Vi nas cartas do tarô
O que o destino reservou
Mas se o tempo mudar
Aos búzios eu vou

E nesse jogo vou amar
Você é a dama do prazer (bis)
Um xeque-mate vou te dar
Quero vencer

Faço qualquer coisa
Pra deixar você feliz
De cartas, um castelo
De peças, um país
Essa diversão
É adrenalina em minha vida
A euforia toma conta da avenida
Respiro fundo
No pinball quero brincar
É perceber e desvendar
Quebrar a cabeça pra encontrar
Achar você no meio dessa multidão
Chama que acende um povo
E faz do jogo a paixão

Sou Viradouro e vou cantar
Com muito orgulho, com muito amor (bis)
Esse jogo vai virar
Eu quero ser o vencedor

2008

Enredo: É de Arrepiar...
Compositores: Paulo César Portugal, Evaldo, Tamiro e Lima Andrade

Amor, olha só quem vem lá
É de arrepiar com tanto frio
Vem cá me abraçar
Sentir o meu arrepio
Mexa, remexa, sacode a cabeça, me faz delirar
Vou no fricote, dou lhe um beijo no cangote
Eu quero ver a semente germinar

O show da bateria me alucina
Traz numa corrente a emoção (bis)
É arte, é criação que me fascina
Faz vibrar meu coração

Porém nem tudo são flores
Há dissabores, infelicidades
Vidas perdidas, nesse mundo de maldade
Eu sou sincero, com esses seres eu me pelo
De vassoura ou de chinelo, chame alguém pra me ajudar
Na tela uma cena de terror
De arrepio e de calafrio, você vai se assustar
Peguei o Ita no Norte, gostei tive sorte, e kizombei
Mesmo proibido, desfilei
Em versos e poesias menestrel
Vou cumprindo o meu papel

Bate outra vez o meu coração
Pois já vai terminando o verão (bis)
As rosas não falam na Viradouro exalam
O perfume de uma canção

2009

Enredo: Vira Bahia, Pura Energia
Compositores: Heraldo Faria, Flavinho Machado, Edu, Rafael e Floriano

Quando Orum se encontra com ayê
Oh! Mãe pátria! Salve a sabedoria
Eu quero caminhar com a natureza
Me ensina a desvendar toda essa riqueza
Recebo do seu chão a energia
E bate bem forte o tambor
Nas ruas de São Salvador
Conduz os meus passos, Senhor do Bonfim
Olorum mandou cuidar do seu jardim
E disse mais: "vai buscar na mata
No biocombustível, a nossa proteção"
Filha do sertão no tabuleiro
Dendê, meu dengo, óleo de cheiro

Um dia Oxalá iluminou
Tocou no coração da nossa gente (bis)
O acordo do bem se faz oração
O mar não pode invadir o meu sertão

Sopra um vento dos canaviais
Brota a doce esperança de paz
Na força do trabalho dessa gente
Do bagaço nasce um tesouro
O lixo se veste de luxo, reluz em ouro
A água deixa o céu e se abraça com o chão
Renova a energia sob as bençãos de um trovão
Vermelho e branco... que paixão!

A Viradouro pede axé
Caô, Xangô, Iansã, Yalodé (bis)
Vira-Bahia, pura energia
Explode num canto de fé

2010

Enredo: México, o Paraíso das Cores, sob o Signo do Sol
Autores: Floriano do Carangueijo, Gustavo da Marbela e Sacadura Cabral

Brilhou o quinto sol, o povo se manifesta
Sopra um "vento mestiço", uma avenida em festa
Traz o gênio que ilumina a canção
As cores que dão forma à "criação"
Chegou o áureo tempo de reviver
A história, o alvorecer, de uma nação guerreira
Os templos sagrados vão resplandecer
Palácios bordados irão renascer
Obras de uma "vida inteira"
Um dia sangra o chão, desejo do invasor
Sofri na traição do opressor

Chegam piratas, jóias se vão
Olhos "vidrados" em busca do ouro (bis)
Pro fundo do mar vai a ambição
Ninguém vai levar o meu tesouro

Meu sangue eu entrego à terra, à liberdade
"O grito", vai raiar o sonho de felicidade!
A fé que desata os nós une a gente de novo
Caudilhos guerreiros se abraçam ao povo
Ouve-se a voz da revolução
São dias pra guardar no coração
Eu vi a força da arte popular
E com meus versos "colori" o azul do mar
Ao sabor do tempero, receitas pra dar e vender
Vi a cidade maior se render à magia de uma paixão
A dor da saudade vou festejar, é tradição
Hoje eu peço a sua benção, senhora do meu coração!

Arriba Viradouro!
Uma tequila pra comemorar (bis)
Um lenço vermelho, sombrero na mão
O México em cores vou cantar!

2011

Enredo: Quem sou eu sem você?
Autores: Renan Gemeo, P.C. Portugal, Rodrigo, Fernando Johara, Diego Moura e Jeferson Lima

Juntos, vamos chegar
Ao nosso lugar tão especial
Unidos por um pavilhão
Um aperto de mãos e o mesmo ideal
Quando a solidão me abraçou
Pediu, por favor: me deixa ficar
Fiz gestos, sinais, mostrei ser capaz
Encontrei a luz em outro olhar
O fogo esquentou o sentimento
A arte pintou o entendimento
O verbo coloriu o saber
E o verso sorriu ao te escrever 

Venci barreiras, distâncias, fronteiras
Busquei maneiras de te encontrar (bis)
Segui teus passos, liguei nossas vidas
Num forte laço pra não desatar

A comunicação
Une o irmão, traz felicidade
Eu quero ver sempre mais perto
De peito aberto a humanidade
Aproximar, conectar
Enxergar no espaço um caminho
Em universos paralelos
E no plano mais belo: não ser sozinho
Se até a dor precisa de alguém
Eu, sem você, sou ninguém

O amor está dentro de nós
Na paz, na voz do coração (bis)
Na Viradouro, a esperança
É aliança, é união

2012

Enredo: A vida como ela é, bonitinha mas ordinária… Assim falou Nelson Rodrigues
Autores: Renan Gêmeo, P.C. Portugal, Rodrigo, Diego Nicolau, Fernando Johara, Felipe Filósofo, Diego Moura, Fábio Borges, Claudinho Mattos, Erik Borges, Ênio Almeida, Vitor Adolfo, Daniel Louzada, Dudu Oliveira e Marcello Bertolo

Eu vou viajar pela luz do teu olhar
Amar demais, pecar sem medo
Mentir a verdade, trair o segredo
Tal qual você... em um subúrbio, o pierrô
A eloquência sem pudor
A flor da emoção (ôôôô)
Quero te ver, ó bela dama pecadora
A inocência tentadora
Reviver...
Amante, "engraçadinha"... me faz enlouquecer
Ordinária, bonitinha... meu prazer

Domingo no Maraca... magia
É sobrenatural essa paixão (bis)
Salve as três cores tão lindas
Na fantasia do meu coração

Quando a cortina se abrir
No palco da ilusão
Visto a nudez da liberdade
Nas asas da imaginação
Serei o filme mais belo que vai desfilar
A trilha sonora é o nosso cantar
De corpo e alma eu me entrego anjo sedutor
Vou além dos verbos
Pra te conquistar
O teu universo a me guiar

Vou me perder... amor
E no meu sonho te encontrar (bis)
Nelson Rodrigues... Sou Viradouro
Quero ver me censurar

2013

Enredo: Nem melhor nem pior, que não sai da minha mente. Inspiração para o meu samba, eu também sou diferente
Autores: Gilberto Gomes, Floriano do Caranguejo, Sacadura Cabral, Dadinho, J. Lambreta, Zé Glória e Manolo. Participação Especial: Ricardo Neves e Alcineu Figueira

Caô Xangô
Salve o nosso padroeiro
Ilumina o terreiro
Dos artistas imortais
Morro de felicidade
Na homenagem
Aos seus grandes carnavais
Mais que uma revolução
Isso é coisa da gente
Ser diferente querer mudar
Buscar a vitória acreditar
Tira da cabeça o que do bolso não dá
Tira da cabeça o que do bolso não dá
Ôôôôôôô
O negro canta o amor e a liberdade
É meu Quilombo em festa eu vou dançar
Africanidade
Pega no ganzê, pega no ganzá
E a cidade bem mais que maravilhosa
Toda prosa
Rio de Janeiro
É fevereiro, saudade que dá
Ver o bonde passar
Salgueiro
Sou Viradouro
No mar de Yemanjá
O sol brilhará
Salgueiro

2014

Enredo: Sou a Terra de Ismael. Guanabaran eu vou Cruzar... Pra Você Tiro o Chapéu, Rio eu vim te Abraçar
Autores: Dudu Nobre, Diego Tavares, Zé Glória, Paulo Oliveira, Dílson Marimba e Junior Fragga

Anauê
Guaraci raiou no horizonte
Lá onde a água se esconde
Índio guerreiro lutou
Araribóia venceu
Sopra a brisa do tempo em seu chão
Trilhos da história, evolução
Clareou do Barão, a ousadia
Se Vilarejo, foi um dia
Ganhou nobreza em seu brasão

Tem a arte do samba no pé
Nesse palco o artista quem é? (bis)
Pode apostar, Sou eu!
(Sou eu, sou eu)

Que trago o sorriso no rosto
Contemplando a natureza
Divina gentileza floresceu
Na fé, vai a embarcação
O sol refletido no mar
Caminhos que o mestre traçou
Se curvam ao meu cantar
Elo de amor não se desfaz
Ponte que une esperança e paz
Me leva a grandes carnavais

Orgulho de ser Niterói
Reluz no Rio, o meu tesouro
(bis)
Braços abertos, olhai por nós
Canta Viradouro

2015

Enredo: Nas Veias do Brasil, é a Viradouro em um Dia de Graça
Autor: Luiz Carlos da Vila
Adaptação: Gusttavo Clarão

Os negros
Trazidos lá do além-mar
Vieram para espalhar
Suas coisas transcendentais
Respeito
Ao céu, a terra e ao mar
Ao índio veio juntar
O amor à liberdade

A força de um baobá
Tanta luz no pensar (bis)
Veio de lá a criatividade

Em cada palma de mão, cada palmo de chão
Semente de felicidade
O fim de toda a opressão, o cantar com emoção
Raiou a liberdade
Tantos o preto velho já curou
E a mãe preta amamentou
Tem alma negra o povo
Os sonhos tirados do fogão
A magia da canção
O carnaval é fogo

O samba corre
Nas veias dessa pátria-mãe gentil

É preciso a atitude (bis)
De assumir a negritude
Pra ser muito mais Brasil

Ôôôôôôôô
ôôôôôô ôôôôôô ôôôôôô
Ôôôôôôôô ôôôôôô ôôôôôô Brasil

2016

Enredo: O Alabê de Jerusalém, a Saga de Ogundana
Compositores: Paulo César Feital, Zé Gloria, Felipe Filósofo, Maria Preta, Fabio Borges William, Zé Augusto e Marcello Bertolo

Viradouro no couro do tambor
Pediu a Oxum e Xangô (ora yê, yê, kawô)
E a Olodumaré, no ifé
Que o africano caminheiro
Desça em solo brasileiro
Pra falar da luz de Nazaré (Nazaré)
O porta-voz da harmonia e da paz
O mensageiro dos orixás
Enfim, já baixou na aldeia
Que Aparecida clareia
Com a benção do Cristo Redentor
E a Sapucaí incendeia na chama da sua candeia... incorporou

Meu nome é Alabê de Jerusalém
Voltei a terra pra matar saudade (bis)
Vim falar de amor, de tolerância e igualdade

Cruzei Egito, Roma e Judeia
Amei Judith, a flor de Cesareia
O rei dos reis que conheci se espanta
E chora com essa guerra santa
Que sangra esse planeta azul
Ó meu Brasil, cuidado com a intolerância
Tu és a pátria da esperança
À luz do Cruzeiro do Sul
Um país que tem coroa assim tão forte
Não pode abusar da sorte
Que lhe dedicou Olorum

Kawó Kabiesilé Xangô
Ora yê yê, mamãe Oxum do ouro (bis)
São João Batista que me batizou
É o protetor da minha Viradouro

2017

Enredo: ...e Todo Menino é um Rei
Compositores: Felipe Filósofo, Diego Nicolau, Renan Gêmeo, Manolo, Fabio Borges, Claudio Mattos, Bertolo, Rodrigo Gêmeo e Anderson Lemos

Os sonhos nos acordes da canção
O coração se entrega à magia
Cenário de aventura e ilusão
Onde a imaginação é poesia
No meu pequeno lugar viajei
Na infinita imensidão do meu olhar
Gira boneca, brinca de porta-bandeira

Nessa brincadeira quero ser seu par
(bis)

Desejo ser mais um super-herói
Porque menino sonha demais
Menino sonha com coisas que nunca esquece
E quando cresce não vê jamais

Erê, erê, erê, erá
(bis)
Ê menino rei, vem batucar

Quem dera poder tocar as nuvens de algodão
Quem dera mergulhar na doce tentação
Colorir um mundo bem mais belo
Fazer da alegria o meu castelo
Com lápis de cor, eu vou desenhar
Traços da minha paixão
No amanhã, eu acredito é nessa molecada
Que não dá bola pra tristeza, não
Na proteção da ibejada

Abre a roda ioiô… é ciranda
Entra na roda criança, vem sambar (bis)
Viradouro… foi nesse chão que me criei
Aqui todo menino é um rei