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'Explode coração na maior felicidade, é lindo o meu Salgueiro contagiando e sacudindo essa cidade' (Salgueiro - 1993)

Sinopse Imperatriz 2008

Jo�o e Marias (Imperatriz - 2008)

Como toda hist�ria de pr�ncipes e princesas costuma come�ar com era uma vez, assim tamb�m come�aremos a nossa hist�ria...

Era uma vez, uma princesa chamada Maria Ant�nia. Nasceu na �ustria, numa fam�lia numerosa e estava destinada, naturalmente, como toda princesa a se casar com um pr�ncipe. Maria Antonia foi a escolhida para ser a esposa do futuro rei de Fran�a, Louis XVI. Ao chegar a Fran�a, para as bodas, recebeu outro nome. Maria Antonia tornou-se Maria Antonieta. O jovem casal de governantes excede em gastos com a corte e a Fran�a passa por momentos conturbados tanto politicamente como financeiramente e rei e rainha s�o destronados pela Revolu��o Francesa. � um grande baque para as monarquias absolutistas da Europa.

Num pa�s vizinho, Portugal, vivia outra rainha Maria, que recebeu ao nascer o nome de Maria Francisca Isabel Josefa Antonia Gertrudes Rita Joana. Casou-se com o tio e reinou de 1777 a 1816. Tendo ajudado e acolhido in�meros nobres franceses perseguidos pela revolu��o francesa, e sabedora do destino de Maria Antonieta, esta Maria apavorada com o grande abalo sofrido pelo absolutismo, ficou ensandecida e viu-se obrigada a passar o poder a seu filho Jo�o. O abalo foi t�o forte que at� hoje � conhecida como D. Maria, a louca. Seu filho Jo�o, n�o havia sido criado para assumir o papel de rei, mas como sei irm�o mais velho faleceu, e sua m�e n�o podia mais governar, assumiu o cargo de pr�ncipe regente.

Enquanto isso na Fran�a, sobe ao poder um homem, que apesar de n�o ser de fam�lia nobre era entretando muito ambicioso - Napole�o Bonaparte. Ele dirige o pa�s a partir de 1799, e se torna Imperador de Fran�a em 1804. Seu sonho era se tornar o mais poderoso monarca de Europa e portanto, precisava expandir seus dom�nios. Era um grande estrategista e conseguia vit�rias e conquistas, ampliando o territ�rio. Nada mais interessante que a pen�nsula ib�rica. Assim, decide invadir Portugal.

D. Jo�o, apoiado pelos ingleses, viu que a �nica sa�da plaus�vel para n�o ser humilhado por Napole�o, era partir para a Am�rica do Sul, mais precisamente para o Brasil. Quem iria nesta aventura? O Pr�ncipe regente aconselha-se com a m�e, que apesar de ter momentos de insanidade, responde muito sensatamente ao seu filho: "Ou v�o-se todos ou ficam todos".

Pois v�o-se todos, decide D. Jo�o. Numa correria nunca vista, preparam-se os fidalgos para uma viagem inesperada. Uma esp�cie de fuga em massa, que frusta os desejos de Napole�o, que ordena a invas�o. H� d�vidas quanto ao n�mero de fidalgos que bateram em retirada. Seriam cinco mil, dez mil, quatro mil e quinhentos? O fato � que sa�ram de Portugal tendo como destino o Brasil. E assim, veio a fam�lia real, o pai, a m�e, D. Carlota e os filhos Pedro e Miguel e mais as infantas D. Maria Teresa, Maria Isabel, Maria Francisca, Maria da Assun��o, Isabel Maria e Ana de Jesus Maria.

No Brasil, o governo de D. Jo�o VI tomou medidas que se impunhavam, para manter a col�nia: libera��o da atividade industrial, autonomia administrativa, permiss�o de ter imprensa; funda��o da Academia Militar, da Marinha e de um hospital militar, cria��o de um f�brica de p�lvora no Rio de Janeiro, do ensino superior, do Jardim Bot�nico e da Biblioteca Real, da Academia de Belas Artes e do Banco do Brasil. Quem ajudava o pai a despachar era a infanta D. Maria Teresa.

O tempo passou, duas sobrinas de Maria Antonieta, se casaram com pretendentes diametralmente opostos. Maria Luisa Leopoldina Francisca Teresa Josefa casou-se com Napole�o, porque Josefina, sua primeira mulher n�o lhe dera herdeiros, e sua irm�, Maria Leopoldina Josefa Carolina, casou-se com D. Pedro, filho de D. Jo�o. Duas irm�s e dois destinos opostos, pois que D. Jo�o e Napole�o continuavam inimigos. Napole�o acaba deposto, mas D. Pedro torna-se imperador do Brasil e Leopoldina, sua primeira imperatriz.

Ambos foram homenageados, entre outra coisas, "D. Maria Leopoldina virou trem e D. Pedro � uma esta��o tamb�m". O trem � o que passa em Ramos, e que deu nome a nossa escola Imperatriz Leopoldinense, onde imperam Jo�os e Marias deste mundo de Deus.

Rosa Magalh�es, carnavalesca