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RICO MEDEIROS

RICO MEDEIROS

        

 

 

 

         Nome completo: Nilzo Medeiros

 

 

 

 

         Ano de nascimento: ????

     

                                                                     

   
          Durante quase duas décadas, ele foi a cara e a voz da Acadêmicos do Salgueiro. Assim poderia ser definido o puxador Rico Medeiros. Sua voz sempre foi identificada com facilidade: uma voz rouca e levemente falseteada, conduzindo o samba com competência. 

A partir de 1978, ao conduzir “Do Yorubá à luz, à Aurora dos Deuses”, Rico Medeiros passou a ser o intérprete oficial do Salgueiro tanto na avenida quanto na gravação do disco original dos sambas-enredo. Desde então, foram 15 anos de dedicação à família salgueirense, com uma breve passagem no apoio do carro de som na Imperatriz Leopoldinense, em 1987. Neste período, o sambista revezava-se entre ser o cantor principal da escola e também como coadjuvante de luxo de outros puxadores igualmente ilustres. 

Em 1994, Rico Medeiros trocou a Cidade Maravilhosa por Niterói, mas permaneceu nas cores vermelha e branca, ao assumir o microfone da Unidos do Viradouro, com o samba “Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal”, ajudando a escola a obter o terceiro lugar no desfile. Depois do carnaval de 95, Rico Medeiros deixou a condição de intérprete oficial e passou a ser requisitado para defender sambas nas eliminatórias pré-carnavalescas das entidades, entre elas suas duas escolas do coração: Salgueiro e Viradouro. 

Rico Medeiros não fica limitado a interpretar músicas para serem cantadas na passarela do samba. O cantor já gravou discos com sambas “de meio de ano” e também partidos altos. É autor de “Blusa amarela”, parceria sua com Moacir, que fez relativo sucesso nas emissoras de rádio no final da década de 70, quando foi gravada pelo grupo Os Originais do Samba. Rico Medeiros também teve músicas suas gravadas por Neguinho da Beija-Flor. Também foi político, tendo um mandato de vereador por São Gonçalo-RJ (foi o sexto mais votado do município na década de 80).

 
Início: Final da década de 70, no Acadêmicos do Salgueiro

Primeiro ano como intérprete oficial: 1978

1978 a 1992 – Salgueiro (excluindo os anos de 82, 84, 88, 91 e 92)

1981 - Unidos de Nilópolis

1981 - Unidos de Cosmos

1983 – Boêmios da Madama (Niterói)

1985 - Lins Imperial (Grupo A)

1987 – Imperatriz (como cantor de apoio de Alexandre D’Mendes)

1987 - Vitória Régia (Manaus, na gravação do LP)

1993 - Viradouro (apoio de Quinzinho)

1994 e 1995 – Viradouro

 

GRITO DE GUERRA: Simbora, Salgueiro! (durante seu tempo no Salgueiro) e Exploooode, Viradooooouroo! (na sua passagem pela escola de Niterói).

 

CACOS CARACTERÍSTICOS: “Nossa Senhora!”; “muito bonito”; “aí, bateria”; “haaaaaaay”.

 

SAMBAS DE SUA AUTORIA: “Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal” (94, com Gilberto Fabrino, Jorge Baiano e PC Portugal); “O rei e os três espantos de Debret” (95, com Bernardo, Gilberto Fabrino, Gonzaga, João Sergio, José Antonio Olivério, PC Portugal e Wilsinho);Blusa amarela” (samba em parceria com Moacir).

MAIS FOTOS DE RICO MEDEIROS


Rico Medeiros em 1985


Como político, em 1985. Rico foi vereador em São Gonçalo-RJ




Puxando o samba da Viradouro em 1994 (fotos cedidas por Rixxa Jr.)


Rico nos dias de hoje (à direita, de camisa branca e com o troféu na mão)



Rico (de camisa vermelha com paletó branco) nos ensaios do Aprendizes do Salgueiro em agosto de 2007 (foto cedida por Igor Munarim)

Como apoio da Viradouro em 1993 (foto enviada por Igor Mendes)