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PORTELA

PORTELA

FUNDAÇÃO  11/04/23
CORES  Azul e Branco
QUADRA  Rua Clara Nunes, 81
Oswaldo Cruz
21351-110
Telefone: 2489-6440
BARRACÃO  Rua Rivadávia Correa, 60
Barracão 01
Cidade do Samba - Gamboa
20220-290
Telefone: 2233-4812
Fax: 2233-4812
SÍMBOLO Águia

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

HISTÓRICO

O primeiro bloco de carnaval em Oswaldo Cruz foi fundado por Paulo da Portela e chamava-se "Ouro sobre azul". Não era exatamente um bloco de samba, e sim de marcha-rancho. O samba só chegou a Oswaldo Cruz com as festas na casa de Napaleão José do Nascimento, pai de Natal, que sucederia Paulo da Portela na presidência da escola. Natal é considerado o primeiro bicheiro carioca, responsável pelo estreitamento das relações entre o jogo do bicho e as agremiações de samba do Rio de Janeiro.

A chegada de Dona Esther no bairro também foi muito importante. Muito festeira, sua casa se tornou o centro da vida social do bairro. Por ali passaram alguns dos nomes mais importantes da história da música brasileira, como Donga e Pixinguinha. Foi lá, por exemplo, que Candeia teve seus primeiros contatos com o samba. Dona Esther fundou um bloco muito famoso na região, o "Quem fala de nós come mosca", um dos principais embriões da Portela.

Em 1923, alguns jovens resolveram fundar outro bloco na região, o "Baianinhas de Oswaldo Cruz", mas o grupo não demorou muito a se dissolver devido a uma briga interna. Com o desentendimento, parte dos integrantes deste bloco formou outra agremiação carnavalesca, o "Conjunto de Oswaldo Cruz". No final da década de 20, o grupo receberia o reforço de Heitor dos Prazeres, que sugeriu um novo nome: "Quem nos faz é o capricho". Em 1930, Heitor foi afastado do bloco por desentendimentos com o grupo, que no ano seguinte muda novamente de nome para "Vai Como Pode", porque apesar de vários problemas conseguiu desfilar naquele ano. Logo a escola de samba que nascia ali ganhou sua primeira bandeira. As cores azul e branco foram escolhidas, em homenagem ao manto de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da escola. Como símbolo, a ave que voa mais alto, a águia.  

No dia 1º de maio de 1934, ao receber os dirigentes da Vai Como Pode que pretendiam renovar a licença de funcionamento, o delegado Dulcídio Gonçalves fez uma proposta inesperada: a mudança do nome da escola. Alegou que não ficava bem uma grande escola de samba ostentar um nome tão chulo como Vai Como Pode. Paulo da Portela, embora nunca fosse chamado de Paulo da Vai Como Pode, tentou defender o antigo nome, segundo ele, sugerido pela própria polícia. O delegado, porém, sustentou que não renovaria a licença de nenhuma escola chamada Vai Como Pode. E sugeriu um nome que, segundo ele, tinha a pompa adequada para uma escola de samba daquele nível: Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela. Diante das circunstâncias, a proposta foi aceita.

Com o enredo "O Samba Dominando o Mundo", a antiga Vai como Pode, agora Portela, entrou para a história como vencedora do primeiro desfile oficial do Rio, em 1935.

A Portela contribuiu de várias maneiras para o carnaval carioca neste período. Foi a primeira escola que usou alegoria, e introduziu também a caixa-surda, o reco-reco, a comissão de frente uniformizada, o destaque e o apito da bateria.

A década de 40 foi marcada pelo heptacampeonato da Portela, conquistado entre os anos 1941 e 1947. Foi ali que a escola ganhou fama de gloriosa e colecionadora de títulos.

A década de 50 terminou com o tetracampeonato de 57, 58, 59 e 60. Nos anos 60, a Portela venceu ainda os carnavais de 62, 64 e 66, com destaque especial para este último ano, com o enredo "Memórias de um sargento de milícias", contado em um samba de Paulinho da Viola - único samba do compositor defendido pela Portela na avenida.

Em 1970, a escola levou o primeiro lugar com o enredo "Lendas e mistérios da Amazônia". Em 1980, foi campeã com "Hoje tem marmelada", e em 1984, na estréia do sambódromo e primeiro ano dos desfiles em dois dias, venceu o desfile de domingo com o enredo "Contos de areia". Mas a Mangueira, que venceu o desfile de segunda-feira, acabou sagrando-se "supercampeã" naquele ano. Em 1985, mais um desentendimento interno motivou o surgimento da Tradição.

Desde o fim dos anos 80, a Portela não tem conseguido emplacar os grandes resultados do passado. Alguns bons desfiles - como o de 1991, com o enredo "Tributo à vaidade", e o de 1995, com "Gosto que me enrosco" fizeram os portelenses relembrarem os velhos tempos em que a escola ganhava tudo, mas não foram suficientes para fazer a azul e branco de Oswaldo Cruz voltar ao topo do carnaval carioca. Desde 1984 a Portela não vence um carnaval.

Em 2005, a escola realizou o pior desfile de sua história. Além de apresentar no seu tradicional abre-alas uma águia sem asas, a sua Velha Guarda, que viria atrás do último carro (que quebrou e foi impossibilitado de atravessar a avenida), acabou impedida de desfilar, já que a sua passagem faria com que a Portela perdesse pontos na cronometragem. A tristeza dos integrantes da Velha Guarda Portelense logo após o caótico desfile comoveu o Brasil. Por muito pouco a escola não foi rebaixada para o Acesso A, pois acabou na penúltima colocação (melhor apenas que a Tradição).

Em 2008, com um enredo sobre a preservação da natureza, a Portela conquistou a quarta colocação, voltando a desfilar no Sábado das Campeãs depois de dez anos. A boa fase persistiu em 2009, com o enredo sobre o amor rendendo o terceiro lugar, ficando apenas a um décimo da vice-campeã Beija-Flor, que então tentava o tricampeonato. Porém, os péssimos enredo e samba impediram a ascensão da Portela em 2010, que amargou na apuração uma nona colocação, um castigo depois de um desfile decepcionante.

A um mês dos desfiles de 2011, um incêndio na Cidade do Samba destruiu o barracão da Portela, além de prejudicar também União da Ilha e Grande Rio. As três escolas foram consideradas hors-concours pela LIESA e não foram julgadas. Após o carnaval, houve protestos de portelenses contra o presidente Nilo Figueiredo, que foi acusado de esconder a real condição da escola, que na verdade teria salvo a maior parte do seu material do fogo. Porém, Nilo aceitou o fato de não competir com as outras agremiações, o que contrariou a maioria dos segmentos da Portela. A volta por cima veio em 2012, quando a Águia encantou os foliões com um samba antológico sobre a Bahia, que impulsionou a escola a retornar no Sábado das Campeãs. Em 2014, a agremiação apresentou uma plástica impecável, como há muito não se via na Portela. O terceiro lugar para muitos foi injusto. No ano seguinte, apresentou o inesquecível abre-alas da Águia Redentora. Para 2016, conseguiu unir bem a tradição com a ousadia do carnavalesco Paulo Barros, mas a quebra do jejum ainda não ocorreu e a Águia finalizou a apuração novamente em terceiro. 

A Portela vinha em franca recuperação nos últimos carnavais muito por conta de Marcos Falcon, que fez crescer a autoestima do portelense. Considerado por muitos o maior dirigente da Águia depois de Natal, o policial e sargento da PM Falcon, que pouco antes assumira a presidência da escola, foi assassinado em 26 de setembro de 2016 em frente ao seu comitê eleitoral em Madureira, pois era candidato a vereador no Rio de Janeiro e também acusado de ligações com a milícia. A perda de Falcon parece ter inflamado os componentes da azul-e-branco que, resignados, procuraram honrar o legado de Falcon e adentraram a pista da Sapucaí para realizar um belíssimo desfile para o enredo "Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar", mais uma vez desenvolvido por Paulo Barros. Após a leitura das notas marcada por uma disputa décimo a décimo com a Mocidade, o grito preso na garganta há décadas enfim pode ser solto. Pela primeira vez, uma geração inteira via a Portela ser campeã, quebrando um tabu de 33 anos. Sozinha, a Águia não celebrava um título desde o longínquo 1970.

RESULTADOS DA ESCOLA

1935 - 1ª no Grupo 1

O Samba Dominando o Mundo

Antônio Caetano

 

1936 - 3ª no Grupo 1

Não houve enredo

 

1937 - 2ª no Grupo 1

O Carnaval

 

1938 - no Grupo

Democracia no Samba

Paulo da Portela

 

1939 - 1ª no Grupo 1

Teste ao Samba

Paulo da Portela

 

1940 - 5ª no Grupo 1

Homenagem à Justiça

Paulo da Portela

 

1941 - 1ª no Grupo 1

Dez Anos de Glória

Paulo da Portela e Lino Manuel

 

1942 - 1ª no Grupo 1

A Vida do Samba

Lino Manuel dos Reis

 

1943 - 1ª no Grupo 1

Carnaval de Guerra

Liga de Defesa Nacional

 

1944 - 1ª no Grupo 1

Brasil Glorioso

Liga de Defesa Nacional

 

1945 - 1ª no Grupo 1

Motivos Patrióticos

Liga de Defesa Nacional

 

1946 - 1ª no Grupo 1

Alvorada do Novo Mundo

Lino Manuel dos Reis

 

1947 - 1ª no Grupo 1

Honra ao Mérito

Euzébio e Lino Manuel

 

1948 - 3ª no Grupo 1

Princesa Isabel

Lino Manuel dos Reis

 

1949 - 2ª no Grupo NO

O Despertar de um Gigante

Lino Manuel dos Reis

 

1950 - 2ª no Grupo 1

Riquezas do Brasil

Lino Manuel dos Reis

 

1951 - 1ª no Grupo 1

A Volta do Filho Pródigo

Lino Manuel dos Reis

 

1952 - no Grupo 1

Brasil de Ontem

Lino Manuel dos Reis

 

1953 - 1ª no Grupo 1

Seis Datas Magnas

Lino Manuel dos Reis

 

1954 - 4ª no Grupo 1

São Paulo Quatrocentão

Lino Manuel dos Reis

 

1955 - 3ª no Grupo 1

Festas Juninas em Fevereiro

Armando Santos

 

1956 - 2ª no Grupo 1

Tesouros do Brasil ou Riquezas do Brasil ou Gigante pela Própria Natureza

Lino Manuel dos Reis

 

1957 - 1ª no Grupo 1

Legados de D. João VI

Djalma Vogue, Candeia e Joacir

 

1958 - 1ª no Grupo 1

Vultos e Efemérides do Brasil

Djalma Vogue

 

1959 - 1ª no Grupo 1

Brasil, Panteon de Glórias

Djalma Vogue


1960 - 1ª no Grupo 1

Rio, Capital Eterna do Samba ou Rio, Cidade Eterna

Djalma Vogue

 

1961 - 3ª no Grupo 1

Jóias e Lendas do Brasil

Djalma Vogue

 

1962 - 1ª no Grupo 1

Rugendas ou Viagens Pitorescas através do Brasil

Nelson de Andrade

 

1963 - 4ª no Grupo 1

Barão de Mauá e suas Realizações ou Barão de Mauá e sua Época

Nilton, Oreba, Peres e Finfas

 

1964 - 1ª no Grupo 1

O Segundo Casamento de D. Pedro I

Nelson de Andrade

 

1965 - 3ª no Grupo 1

Histórias e Tradições do Rio Quatrocentão, do Morro Cara de Cão à Praça Onze

Nelson de Andrade

 

1966 - 1ª no Grupo 1

Memórias de um Sargento de Milícias

Nelson de Andrade

 

1967 - 6ª no Grupo 1

Tal Dia é o Batizado

Nelson de Andrade, Juvenal Portela e Laurênio

 

1968 - 4ª no Grupo 1

O Tronco do Ipê

João Pacheco

 

1969 - 3ª no Grupo 1

Treze Naus

Clóvis Bornay

 

1970 - 1ª no Grupo 1

Lendas e Mistérios da Amazônia

Clóvis Bornay e Arnaldo Pederneiras

 

1971 - 2ª no Grupo 1

Lapa em Três Tempos

Arnaldo Pederneiras

 

1972 - 3ª no Grupo 1

Ilu Ayê, A Terra da Vida

Candeia e Hiran Araújo

 

1973 - 4ª no Grupo 1

Pasárgada, o Amigo do Rei

Hiran Araújo

 

1974 - 2ª no Grupo 1

O Mundo Melhor de Pixinguinha

Hiran Araújo e Claudio Pinheiro

 

1975 - 5ª no Grupo 1

Macunaíma, Herói de Nossa Gente

Hiran Araújo

 

1976 - 4ª no Grupo 1

O Homem do Pacoval

Hiran Araújo e Maurício Assis

 

1977 - 2ª no Grupo 1

Festa da Aclamação

Hiran Araújo e Arnaldo Pederneiras

 

1978 - 5ª no Grupo 1

Mulher à Brasileira

Rosa Magalhães

 

1979 - 3ª no Grupo 1A

Incrível, Fantástico, Extraordinário

Viriato Ferreira

 

1980 - 1ª no Grupo 1A

Hoje tem Marmelada

Viriato Ferreira

 

1981 - 3ª no Grupo 1A

Das Maravilhas do Mar, fez-se o Resplendor de uma Noite

Viriato Ferreira

 

1982 - 2ª no Grupo 1A

Meu Brasil Brasileiro

Edmundo Braga e Paulino Espírito Santo

 

1983 - 2ª no Grupo 1A

A Ressurreição das Coroas - Reisado, Reino e Reinado

Edmundo Braga e Paulino Espírito Santo

 

1984 - 1ª no Grupo 1A e 2ª no Supercampeonato

Contos de Areia

Edmundo Braga e Paulino Espírito Santo

 

1985 - 4ª no Grupo 1A

Recordar é Viver

Alexandre Louzada

 

1986 - 4ª no Grupo 1A

Morfeu no Carnaval, a Utopia Brasileira

Alexandre Louzada

 

1987 - 3ª no Grupo 1

Adelaide, a Pomba da Paz

Geraldo Cavalcante

 

1988 - 5ª no Grupo 1

Na Lenda Carioca, Os Sonhos do Vice-Rei

Geraldo Cavalcante

 

1989 - 6ª no Grupo 1

Achado não é Roubado

Sílvio Cunha

 

1990 - 10ª no Grupo Especial

É de Ouro e Prata esse Chão

Sílvio Cunha

 

1991 - 6ª no Grupo Especial

Tributo à Vaidade

Sílvio Cunha

 

1992 - 5ª no Grupo Especial

Todo o azul que o azul tem

Sílvio Cunha

 

1993 - 10ª no Grupo Especial

Cerimônia de Casamento

Mário Monteiro

 

1994 - 7ª no Grupo Especial

Quando o Samba era Samba

José Félix

 

1995 - 2ª no Grupo Especial

Gosto que me Enrosco

José Félix

 

1996 - 8ª no Grupo Especial

Essa Gente Bronzeada Mostra Seu Valor

José Félix

 

1997 - 8ª no Grupo Especial

Linda, Eternamente Olinda

Ilvamar Magalhães

 

1998 - 4ª no Grupo Especial

Os Olhos da Noite

Ilvamar Magalhães

 

1999 - 8ª no Grupo Especial

De Volta aos Caminhos de Minas Gerais

José Félix

 

2000 - 10ª no Grupo Especial

Trabalhadores do Brasil, A Época de Getúlio Vargas

José Félix

 

2001 - 10ª no Grupo Especial

Querer é Poder

Alexandre Louzada

 

2002 - 8ª no Grupo Especial

Amazonas, esse Desconhecido. Delírios e Verdades do Eldorado Verde

Alexandre Louzada

 

2003 - 8ª no Grupo Especial

Ontem, Hoje e Sempre Cinelândia - O Samba Entra em Cena na Broadway Brasileira

Alexandre Louzada

 

2004 - 7ª no Grupo Especial

Lendas e Mistérios da Amazônia

Jorge Freitas

 

2005 - 13ª no Grupo Especial

Nós Podemos: Oito Idéias para Mudar o Mundo!
Orlando Jr, Amarildo de Melo e Nelson Ricardo

 

2006 - 7ª no Grupo Especial
Brasil Marca a tua Cara e Mostra para o Mundo
Amarildo de Mello e Ilvamar Magalhães

 

2007 - 8ª no Grupo Especial
Os Deuses do Olimpo na Terra do Carnaval: uma Festa dos Esportes, da Saúde e da Beleza
Amarildo de Melo e Cahê Rodrigues

 

2008 - 4ª no Grupo Especial
Reconstruindo a Natureza, recriando a vida: o sonho vira realidade
Cahê Rodrigues

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2009 - 3ª no Grupo Especial
E por falar em amor... Onde anda você?
Lane Santana e Jorge Caribé

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2010 - 9ª no Grupo Especial
Derrubando fronteiras, conquistando a liberdade... Rio de paz, em estado de graça!
Amauri Santos e Alex de Oliveira  

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2011 - Grupo Especial (hors-concours)
Rio, Azul da Cor do Mar
Roberto Szaniecki
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2012 - 6ª no Grupo Especial
...E o povo na rua cantando. É feito uma reza, um ritual...
Paulo Menezes
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2013 - 7ª no Grupo Especial
Madureira... onde o meu coração se deixou levar
Paulo Menezes

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2014 - 3ª no Grupo Especial
Um Rio de mar a mar: do Valongo à Glória de São Sebastião
Alexandre Louzada

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2015 - 5ª no Grupo Especial
ImaginaRio, 450 janeiros de uma cidade surreal
Alexandre Louzada

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2016 - 3ª no Grupo Especial
No voo da Águia, uma viagem sem fim...
Paulo Barros

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2017 - 1ª no Grupo Especial
Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse Rio passar....
Paulo Barros

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SAMBAS-ENREDO

1939

Enredo: Teste ao Samba
Autor: Paulo da Portela

Vou começar a aula
Perante a comissão
Muita atenção, eu quero ver
Se diplomá-los posso
Salve o fessor
Dá nota a ele senhor
Quatorze com dois são doze
Noves fora tudo é nosso
Cem divididos por mil
Cada um com quatro fica
Não pergunte à caixa surda
Não peça cola à cuíca
Nós lá no morro
Vamos vivendo de amor
Estudando com carinho
O que nos passa o professor

1942

Enredo: A vida do Samba
Autor(es): Alvaiade e Bibi

Samba foi uma festa dos índios
Nós o aperfeiçoamos mais
É uma realidade
Quando ele desce do morro
Para viver na cidade
Samba, tu és muito conhecido
No mundo inteiro
Samba, orgulho dos brasileiros
Foste ao estrangeiro
E alcançaste grande sucesso
Muito nos orgulha o teu progresso

1953

Enredo: Seis datas magnas
Autor(es): Althair Prego e Candeia

Foi Tiradentes o Inconfidente
E foi condenado à morte
Trinta anos depois
O Brasil tornou-se independente
Era o ideal de formar um país livre e forte
Independência ou morte
Dom Pedro proferiu
Mais uma nação livre era o Brasil.
Foi em 1865 que a história nos traz
Riachuelo e Tuiuti foram duas
Grandes vitórias reais
Foram os marechais Deodoro e Floriano
E outros vultos mais
Que proclamaram a República
E tantos anos após foram criados
Hinos da Pátria amada
Nossa bandeira foi aclamada
Pelo mundo todo foi desfraldada

1954

Enredo: São Paulo Quatrocentão
Autor(es): Picolino e Waldir 59

São Paulo
Tu és o celeiro da nossa Nação
Por isso mereces teu quatrocentão
E em tua homenagem nos congratulamos
São Paulo
Com teus cafezais, tua indústria fabril
Tu és o orgulho do nosso Brasil
São Paulo
Tu és cidade-orgulho de nossa nação
Tu és a cidade-jardim
Terra da Promissão
Tu és, São Paulo, centro industrial
Verdadeiro arsenal desta imensa Nação
Salve teus quatro centenários
Teus bandeirantes lendários
Desbravando o sertão
Salve teus bravos fundadores
Que têm seu nome na história
Salve teu povo varonil
Orgulho do nosso Brasil
Foste formado com honras e glórias

1955

Enredo: Festa Junina em Fevereiro
Autor(es): Candeia e Waldir 59

A Fazenda alegre ficou
Quando se anunciou
O casamento da filha
De Antônio João Pedro Santana
Conhecido Coroné Carreteiro
Com a filha do afamado José Fagueiro
Que verdadeira maravilha
Em noite de fevereiro
Todos dançando a quadrilha
A festança está tão bela
Com as sinhazinhas tão exuberantes
E o cura inaugurando a nova capela
Que ficou ainda bem mais linda
Ao receber o fulgor da fogueira trepidante

1956

Enredo: Riquezas do Brasil
Autor(es): Candeia e Waldir 59

Brasil tu eras uma dádiva divina
Cacau, cana-de-açúcar e algodão
Borracha, mate e café
Produtos desta imensa nação
Tem-se o campo tão fértil em matéria-prima
E a tua riqueza inveja o mundo
És belo, forte e varonil
Brasil, Brasil, Brasil
Tuas gloriosas Forças Armadas
Com desvelo zelam pelo teu tesouro
Em tua história consagrada
Escreveram páginas de ouro
Guias defensores do amanhã
Futuros doutorandos do Brasil
Estejam sempre alertas
Tragam uma lembrança
O conselho do poeta
Criança não haverá país nenhum como este
Imitam na grandeza
A terra em que nasceste

1957

Enredo: Legados de D. João VI
Autor(es): Candeia, Waldir 59 e Picolino

Quando veio para a nação que mais tarde o consagraria
Dom João VI no navio majestoso ao passar pela Bahia
Instituiu novos textos abrindo os portos do Brasil
Para o mercado universal
Logo após seguiu o seu roteiro
Com destino ao Rio de Janeiro
Quando aqui chegou
Desembarcou com toda a família real
Incomensurável séquito
Vulto de notável mérito
O eminente príncipe regente.
Um ano depois sua alteza ordenou
A invasão da Guiana Francesa
E depois criou com sabedoria
A Academia da Marinha, o Selo Nacional
Escola de Belas-Artes, também o primeiro jornal
Mais tarde o povo aclamou esta figura de grande marca
Unida em cores mil
Viva o grande monarca regente do destino do Brasil

1958

Enredo: Vultos e efemérides
Autor(es): Simeão e Jorge Porqueiro

Em 22 de abril de 1500
Nosso gigante vi cair
Por diante com amor edificou
Essa grande pátria varonil
E Portugal ao mundo revelou
Brasil, ô meu Brasil
Tiradentes, o mártir inconfidente
O pioneiro do Brasil independente
Da Inconfidência Mineira
Bela página brasileira
Do exemplo de amor à liberdade
José Bonifácio mentor de inteligência
Influenciou Dom Pedro I
A dar o grito da independência
A princesa Isabel foi o anjo da Abolição
Deodoro, Rui Barbosa e Quintino Bocaiúva
Os baluartes da Proclamação

1959

Enredo: Brasil, Pantheon de Glória
Autor(es): Casquinha, Bubu, Candeia, Waldir 59 e Picolino

Brasil, pantheon de glória
Salve, os heróis da nossa história
Há muitos anos atrás
Felipe Camarão e outros vultos mais
Expulsaram os invasores
Do território nacional
Salve Caxias imortal guerreiro
Patrono do brioso Exército brasileiro
Santos Dumont
Pioneiro da aviação
Rui Barbosa
Imortalizou a nação
Com sua rara inteligência
Salve a FEB imponente viril
Nós saudamos as glórias do Brasil
Lá, lá, lá
Lará, lará

1960

Enredo: Rio, capital eterna do samba
Compositor: Walter Rosa

Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro
Rainha das paisagens
Maravilha do mundo inteiro

O teu cenário histórico
Passamos a ilustrar
O sonho do teu fundador (bis)
Estácio de Sá
Simbolizando em cânticos alegres
Hoje viemos exaltar

Estão consumados
Cidade, teus ideais
Apologia aos teus vultos imortais
Rio, dádiva da natureza
Aquarela universal
Os sambistas te elegeram ao som da música
A nova Guanabara, eterna capital
De encantos mil

Lá iá lá lá iá lá lá iá lá (bis)
Orgulho do meu Brasil

1961

Enredo: Jóias das lendas brasileiras
Compositor: Walter Rosa

As jóias das lendas e crendices brasileiras
Entre as quais
Daquele que amarrava os animais a noite inteira
Cantando e assobiando era o Saci-Pererê
As minhas chagas doem como o quê
Iara, mãe d’água doce, a fascinadora
Dos homens que se aventuraram a ir até as margens do rio
Da esperança de conquistar sua beleza encantadora
A cobra grande do Nordeste cuja aparição
Teve início no dia
Em que a cabloca virgem atraída adormeceu
Só quem sabia do milagroso fruto
Era o filho do cacique
Que viu onde ela o escondeu
O Negrinho do Pastoreio e seu fiel ginete
O mártir religioso
Superstições de várias regiões
Desse imenso Brasil poderoso

1962

Enredo: Viagem pitoresca através do Brasil
Autor(es): Zé Ketti, Batatinha, Carlos Elias e Marques Balbino

Achou tão maravilhoso
Os costumes e a nossa natureza
Que transportou para as telas
Toda a imensa beleza.
Deixou muitas aquarelas
Retratos a óleo, paisagens diversas e composições
A arte de desenhar
Cresceu em suas mãos
Há de existir no museu de Munique
Documentado em pintura
As cenas tristes e alegres
Das fazendas do Brasil
Nos tempos da escravatura
Retratou vários tipos raciais
As paisagens e os costumes regionais
Do nosso Brasil de outrora
Catalogou os seus trabalhos e, embevecido,
Publicou-os, tornando conhecido
Um pouco do Brasil por este mundo afora
João Maurício Rugendas
Para nós é uma glória
Cantar e reviver teu passado
Tua obra grandiosa e tua história

1963

Enredo: Exaltação ao Barão de Mauá
Autor(es): Valter Rosa e Antonio Alves

Vulto de notável mérito
Que a indústria do país glorificou
Irineu Evangelista de Souza
A primeira estrada de ferro criou
Base para a siderurgia do Brasil
Fundição na Ponta da Areia
O fator primordial do progresso nacional
E também o canal do Mangue
Com suas palmeiras imperiais
Quantas lembranças nos traz
Heranças históricas
Rio antigo dos lampiões a gás
Rio Grande do Sul
Berço desse ilustre brasileiro
Que adquiriu conhecimento no estrangeiro
Desenvolveu e protestou contra a navegação
Em trânsito livre no rio Amazonas
Por outra nação
Após sofrer rudes golpes de sorte
Nos derradeiros momentos da monarquia
O pioneiro barão de Mauá
Em 89 desaparecia

1964

Enredo: Segundo casamento de D. Pedro I
Compositor: Antônio Alves

Era desejo de todos
Que D. Pedro I
Desse ao povo brasileiro
Uma nova imperatriz
Para ser feliz
Embora o jovem imperador
Também sonhasse
Em conquistar um grande amor
Num principado da Europa
A sua esposa mandou buscar
Fazendo da princesa Amélia
Imperatriz do Brasil
E companheira do seu lar

Lá lá lá lá lá lá lá lá lá

No dia do seu casamento
A Ordem da Rosa ele criou
A corte estava engalanada
Era um lindo cenário
De raro esplendor
As ilustres personagens
Ao par imperial
Desde o ato religioso
Das alianças e do bolo
A valsa nupcial
A orquestra animava a festa
No salão da corte imperial

Nã nã nã nã nã nã nã não
nã nã nã nã nã nã nã não

1965

Enredo: Histórias e tradições do Rio quatrocentão - do morro Cara de Cão à praça Onze
Autor(es): Candeia e Waldir 59

Rio és um marco de glória
És um berço na história do país
Tens um povo alegre, hospitaleiro e tão feliz
É com desvelo e orgulho que iremos exaltar
Teu fundador, o bravo Estácio de Sá
Que transformou seus sonhos em realidade
Expulsando os invasores
Decidiu a sorte da cidade
Pagando com a própria vida
O preço do amor à liberdade
E após um século decorrido
O povo conquistou retumbante vitória
Jerônimo Barbalho, o herói destemido
Com refulgência
Nos legou os ideais da independência.
Rio de Janeiro de São Sebastião
Cidade-estado, em expansão secular
Salve o Conde de Bobadela
Benfeitor da cidade
Que é a mais linda aquarela
Rio antigo, das batucadas
Dos rituais, capoeiras e congadas
Oh, meu Rio colonial
Do mestre Valentim, artista genial.
Não devemos esquecer o mártir Inconfidente
O heróico Tiradentes
Salve! A princesa redentora Isabel
Que aboliu a escravatura tão cruel
Esse fato que tanto nos comove
Após a vinda de d. João VI, no século XIX
Prosseguindo esta feliz apologia
Lembramos o último baile da monarquia
Hoje no século XX, do caldeamento de raças
Surgiu com requinte e graça
No mundo aristocrata
Consagrada beleza exuberante da mulata
Rio, teu panorama é um lindo relicário
Todo Brasil se engalana
Com a passagem de teu IV Centenário
Ô ô ô ô ô
Ruas do Rio, sempre cheias de esplendor
Ô ô ô ô ô
Hoje cantamos em teu louvor
Lará lará lará...
Lará lará lará...

1966

Enredo: Memórias de um sargento de milícias
Compositor: Paulinho da Viola

Era no tempo do rei
Quando aqui chegou
Um modesto casal
Feliz pelo recente amor
Leonardo, tornando-se meirinho
Deu a Maria Hortaliça um novo lar
Um pouco de conforto e de carinho
Dessa união nasceu um lindo varão
Que recebeu o mesmo nome de seu pai
Personagem central da história
Que contamos neste carnaval
Mas um dia Maria
Fez a Leonardo uma ingratidão
Mostrando que não era uma boa companheira
Provocou a separação
Foi assim que o padrinho passou
A ser do menino tutor
A quem deu imensa dedicação
Sofrendo uma grande desilusão
Outra figura importante de sua vida
Foi a comadre parteira popular
Diziam que benzia de quebranto
A beata mais famosa do lugar
Havia nesse tempo aqui no Rio
Tipos que devemos mencionar
Chico Juca era mestre em valentia
E por todos se fazia respeitar
O reverendo, amante da cigana
Preso pelo Vidigal, o justiceiro
Homem de grande autoridade
Que à frente dos seus granadeiros
Era temido pelo povo da cidade
Luizinha, primeiro amor
Que Leonardo conheceu
E que dona Maria
A outro como esposa concedeu
Somente foi feliz
Quando José Manuel morreu
Nosso herói outra vez se apaixonou
Quando sua viola a mulata Vidinha
Esta singela modinha contou:
Se os meus suspiros pudessem
Aos seu ouvidos chegar

Verias que uma paixão (bis)
Tem poder de assassinar

1967

Enredo: Tal dia é o Batizado
Autor(es): Jabolô, Catoni e Waltenir

Tiradentes
Valoroso mártir inconfidente
Que o Brasil possuiu
Em Vila Rica
Cidade de Minas Gerais
Que há muitos anos atrás
Foi o palco de um capítulo a mais
Da nossa história
A senha dos revoltados
Era "tal dia é o batizado"
Para que o Brasil fosse libertado
Pelos conspiradores
Que eram bravos inconfidentes
Intelectuais, vigários e coronéis
Liderados pelo alferes Tiradentes
Aquela época
Visconde de Barbacena
Executor da derrama
Foi móvel essencial
Para este episódio nacional
Que incentivou indiretamente
Tornar o Brasil independente
Mais tarde, foram traídos
Por Joaquim Silvério dos Reis
O delator
Só ameaçado, o vigário confessou ô ô
E aqui no Rio de Janeiro
Tiradentes tornou-se prisioneiro
Sendo sacrificado a 21 de abril
Abrindo o caminho
Da Independência do Brasil

1968

Enredo: O Tronco do Ipê
Compositor: Cabana

Apresentamos neste carnaval
Esta estória exuberante
Cheia de trechos sensacionais
De episódios eletrizantes
Escrita por José de Alencar
Grande vulto de valor excepcional
Orgulho da literatura nacional, tronco do Ipê
É o ponto culminante desta estória
Onde o pai Benedito fazia feitiçaria
Reunia os escravos no local
E lá fazia um batuque infernal
Muito importante e também de emoção
Foi quando Alice caiu no boqueirão
Mário num esforço sobrenatural
Consumou a sua salvação
Outro fato bem marcante foi a carta
Testemunho do barão
E a passagem mais bela
Foi o casamento de Mário e Alice na Capela
Ô ô ô

1969

Enredo: Treze Naus
Autor(es): Ari do Cavaco e Rubens

Apesar de muitos séculos passados
Jamais o povo esquecerá
Essa gloriosa página
Que hoje tornamos a exaltar (larará)
Saindo de Portugal
Trazendo sob o seu comando treze naus
Com destino às Índias
Seguia Pedro Álvares Cabral
Mas ao se afastar das calmarias

Novas terras descobria


Criava assim um mundo novo (bis)
E glorificava um grande povo


Lararara lará

Lararara lará

Lalalaralararara

Lalalalaralará lará

 

Esse feito colossal
Fez o nobre de Belmonte, imortal
O seu sangue de aventureiro
Seu amor de marinheiro
Ao seu Rei e a Portugal

Sua bravura e coragem
Cruzando os mares de estranhas regiões


Fizeram dele herói (bis)
E orgulho de duas nações

Ao finalizar esta epopéia deslumbrante
Com imenso orgulho exaltamos

O nome desse nobre navegante (bis)

Lararara lará

Lararara lará

Lalalaralararara

Lalalalaralará lará

1970

Enredo: Lendas e mistérios da Amazônia
Autor(es): Catoni, Jabolô e Valtenir

Nesta avenida colorida
A Portela faz seu carnaval
Lendas e mistérios da Amazônia
Cantamos neste samba original
Dizem que os astros se amaram
E não puderam se casar

A lua apaixonada chorou tanto (bis)
Que do seu pranto nasceu o rio-mar

E dizem mais
Jaçanã, bela como uma flor
Certa manhã viu ser proibido o seu amor
Pois o valente guerreiro
Por ela se apaixonou
Foi sacrificada pela ira do Pajé
E na vitória-régia
Ela se transformou

Quando chegava a primavera
A estação das flores
Havia uma festa de amores
Era tradição das amazonas
Mulheres guerreiras
Aquele ambiente de alegria
Terminava ao raiar do dia

Ô skindô lalá
Ô skindô lelê (bis)
Olha só quem vem lá
É o saci pererê

1971

Enredo: Lapa em três tempos
Autores: Ary do Cavaco e Rubens

Abre a janela formosa mulher
Cantava o poeta trovador
Abre a janela formosa mulher
Da velha Lapa que passou

Vem dos Vice-Reis
E dos tempos do Brasil Imperial
Através de tradições
Até a República atual
Os grandes mestres do passado
Dedicaram obras de grande valor

A Lapa de hoje
À Lapa de outrora (bis)
Que revivemos agora

As serestas
Quantas saudades nos traz
Os cabarés e as festas
Emolduradas pelos lampiões a gás
As sociedades e os cordões
Dos antigos carnavais

Olha a roda de malandro
Quero ver quem vai cair (bis)
Capoeira vai plantando
Pois agora vai subir

Poeira oi, poeira
O samba vai levantar poeira (bis)

Imagem do Rio Antigo
Berço de grandes vultos da história
A moderna arquitetura lhe renova a toda hora
Mas os famosos arcos
Os belos mosteiros
São relíquias deste bairro
Que foi o berço de boêmios seresteiros

1972

Enredo: Ilu Ayê (Terra da Vida)
Autores: Cabana e Norival Reis

Ilu Ayê, Ilu Ayê Odara
Negro dançava na Nação Nagô (bis)

Depois chorou lamento de senzala
Tão longe estava de sua Ilu Ayê
Tempo passou ôô
E no terreirão da Casa Grande
Negro diz tudo que pode dizer

É samba, é batuque, é reza
É dança, é ladainha (bis)
Negro joga capoeira
E faz louvação à rainha

Hoje
Negro é terra, negro é vida
Na mutação do tempo
Desfilando na avenida
Negro é sensacional
É toda a festa de um povo
E dono do Carnaval

1973

Enredo: Pasárgada (O Amigo do Rei)
Autor: David Corrêa

Ao embarcar na ilusão
Senti palpitar meu coração (bis)

Na passarela um reino surgia
Quanta alegria
Desembarquei feliz
Tudo era fascinante
Nesse mundo pequenino
Até relembrei os dias
Do meu tempo de menino

Nas brincadeiras de roda
Rodei pelo mundo afora (bis)

Neste reino azul
Tem tudo que desejei

Auê, auê, auê eu sei
Eu sei que sou o amigo do rei (bis)

Nas ondas do mar caminhei
No azul do céu eu voei (bis)

Lá vem ela na avenida
Cinqüentenária tão florida
Portela, Portela oi
Na vida és a Pasárgada mais bela

1974

Enredo: O mundo melhor de Pixinguinha (Pizindim)
Autores: Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Velha

Lá vem Portela
Com Pixinguinha em seu altar
E altar de escola é o samba
Que a gente faz
E na rua vem cantar

Portela
Teu carinhoso tema é oração
Pra falar de quem ficou (bis)
Como devoção
Em nosso coração

Pizindin, Pizindin, Pizindin
Era assim que a vovó
Pixinguinha chamava
Menino bom na sua língua natal
Menino bom que se tornou imortal
A roseira dá
Rosa em botão
Pixinguinha dá
Rosa, canção
E a canção bonita é como a flor
Que tem perfume e cor

E ele
Que era um poema de ternura e paz (bis)
Fez um buquê que não se esquece mais
De rosas musicais

1975

Enredo: Macunaíma, herói de nossa gente
Autores: David Corrêa e Norival Reis

Portela apresenta
Do folclore tradições
Milagres do sertão à mata virgem
Assombrada com mil tentações
Cy, a rainha mãe do mato, oi
Macunaíma fascinou
Ao luar se fez poema
Mas ao filho encarnado
Toda maldição legou

Macunaíma índio branco catimbeiro
Negro sonso feiticeiro (bis)
Mata a cobra e dá um nó

Cy, em forma de estrela
À Macunaíma dá
Um talismã que ele perde e sai a vagar
Canta o uirapuru e encanta
Liberta a mágoa do seu triste coração
Negrinho do pastoreio foi a sua salvação
E derrotando o gigante
Era uma vez Piaiman
Macunaíma volta com o muiraquitã
Marupiara na luta e no amor
Quando para a pedra para sempre o monstro levou
O nosso herói assim cantou

Vou me embora, vou me embora
Eu aqui volto mais não (bis)
Vou morar no infinito
E virar constelação

1976

Enredo: O Homem do Pacoval
Autores: Noca da Portela, Colombo e Edir

Voando
Nas asas da poesia
A Portela em euforia
Vive um mundo de ilusão
E vem cantar
Os mistérios da Ilha de Marajó
Uma historia que fascina
Vem do alto da colina do Pacoval
Sob o poder de Atauã
O seu povo evoluindo
Nas crenças costumes e tradições
E o deus sol
Era figura de grandeza
A mãe Tanga a pureza
Era símbolo da vida dos Aruãs

Belzebu o rei do mal
Era festejado em cerimônia especial (bis)

Lá lá lá
Iara que seduzia
Pela magia do seu cantar
E os Aruãs que felizes viviam
Não há explicação no seu silenciar
O seu tesouro foi a causa da invasão
Mas os tempos se passaram
Veio a colonização
Viveram nesse recanto de beleza
Catarina de Palma e outros mais
Terra abençoada pela natureza
Com suas festas tradicionais

Vaquejada, boi-bumbá
Vem o gaiola vou viajar (bis)

1977

Enredo: Festa da Aclamação
Autores: Catoni, Dedé da Portela, Waltenir e Jabolô

O dia raiou
À tarde a passarada anunciou
Que à noite era a festa
Ao som de clarins
A corte se apresentou
Em vários dias de festa
A cidade se veste
Com seu traje mais novo
A praça em alegria se engalana
Para receber o nosso povo
Tribuna real, camarote e nobreza
Que maravilha de luz e de cor
O povo canta e o rei se encanta
Com a força do canto de amor

Viva o rei
Viva o rei Dom João (bis)
O rei mandou vadiar
Na Festa da Aclamação

Que beleza
Uma índia com o seu manto real
Que lindas alegorias
O Deus Netuno protegendo o pessoal
Vejam nessa passarela
A imagem daquela festa tão bela

Carnaval
Festa do povo (bis)
Aclamação
É festa de novo

1978

Enredo: Mulher à Brasileira
Autores: Jair Amorim e Evaldo Gouveia

Amor, amor, amor
A mulher em festival
Traz a Portela
É riso, é luz, é cor
É poema o Carnaval
Falando nela
Tanta história pra contar
Tantos nomes pra lembrar
Com ternura e emoção
Das heroínas que são
Nosso orgulho e nossa tradição
Dessas mulheres gentis
Que fizeram meu país feliz
(Vou cantar para exaltar)
Um sorriso em sua boca
Um olhar daquele jeito
Nossa alma fica louca
Coração bate no peito
Brancas, negras e morenas tem (ora se tem)
O feitiço que as mulatas têm (e como têm)
Brasileira é uma beleza em flor
E beleza não tem cor

Olê olê
Olê olá (bis)
Podem falar
Mas mulher como a nossa igual não há

1979

Enredo: Incrível, fantástico, extraordinário
Autores: David Corrêa, Tião Nascimento e J. Rodrigues

Chegou o Carnaval
Vou me abraçar com a cidade
Eu quero saber só da folia
Nesta festa que irradia
Sonhos mil, felicidades
Oh, quanto esplendor
Há palhaços, colombinas
Arlequins e pierrôs
O povo vai viver doce ilusão
Se extasiando no jardim da sedução

Ôôôôôôôôôô
Alegria já contagiou (bis)
A ordem do "rei" é brincar
Quatro dias sem parar

Incrível, fantástico, extraordinário
O talento de um povo
Que mantém acesa a chama da tradição
O carioca tem um "quê"
Sabe amar e viver
Ao dançar no salão ou no cordão
Trabalha de janeiro a janeiro
Em fevereiro cai na delícia da folia
Mestre-sala e porta-bandeira
Riscam o chão de poesia

Segura baiana
Ioiô e iaiá (bis)
Na quarta-feira
Tudo vai se acabar

1980

Enredo: Hoje tem marmelada
Autores: David Corrêa, Norival Reis e Jorge Macedo

A brisa me levou ô ô
Para um reino encantado
Onde eu me fiz menino-rei
E era o circo
O meu palácio dourado
Como é doce
Ser criança outra vez
E me atirar nos braços da alegria
Quero me perder na minha imaginação
E brincar na ilusão

Ôôôô ôôôô
Vem de lá ó criançada (bis)
Que hoje tem marmelada
Pois o circo já chegou

E nesse reino encantado
A arte se faz aplaudir
Me embala na rede do tempo
Feliz sonhador
Sou criança e vou sorrir
Arranco do peito um aplauso
E num abraço venho homenagear
Hoje a alegria do palhaço
Na tristeza dá um laço
E faz minha escola cantar

Ô raia o sol, ô dindin
Suspende a lua, dindin (bis)
Salve o palhaço
Que está lá no meio da rua

1981

Enredo: Das maravilhas do mar fez-se o esplendor de uma noite
Autores: David Corrêa e Jorge Macedo

Deixa-me encantar
Com tudo teu
E revelar, lá lá rá
O que vai acontecer
Nesta noite de esplendor
O mar subiu na linha do horizonte
Desaguando como fonte
Ao vento a ilusão teceu
O mar (oi, o mar)
Por onde andei mareou (mareou)
Rolou na dança das ondas
No verso do cantador

Dança quem tá na roda
Roda de brincar (bis)
Prosa na boca do vento
E vem marear

Eis o cortejo irreal
Com as maravilhas do mar
Fazendo o meu carnaval
É a vida a brincar
A luz raiou pra clarear a poesia
Num sentimento que desperta na folia (amor, amor)
Amor sorria, ô ô ô
Um novo dia despertou

E lá vou eu
Pela imensidão do mar (bis)
Essa onda que borda a avenida de espuma
Me arrasta a sambar

1982

Enredo: Meu Brasil brasileiro
Autores: David Corrêa e Jorge Macedo

Vem me fascinar
Oh, que sedução
O canto de minha gente
Assediando meu coração
Semente que a arte germinou
E o tempo temperou
Amor (ô amor)
Como é gostoso amar (amar)
Se a vida é contradança
O folclore é o par

Espalhei no meu caminho, ô
Olê, olê, olá (olê, olá)
Sou folclore, sou a brisa (bis)
Esta noite no meu verso
Vou lhe beijar

No meu país tudo é assim
A lua acende a poesia lá no céu
Violeiro, repentista, seresteiro e sambista
Desafiam em Cordel
Sou namorado, troco mágoas pela flor
Capoeira também chora
Quando perde seu amor
Amar, eu sei
Isso é muito mais que amor
Eu sou amante
E sou menino sonhador
Das Escolas de Samba

Me leva, me leva
Me leva baiana que eu também vou (bis)
Mestre-sala e porta-bandeira
Girando num conto de amor

1983

Enredo: A ressurreição das coroas (Reisado reino reinado)
Autores: Hilton Veneno e Mazinho da Piedade

Vou me embalar na poesia
Do amor e sedução
Extravasando de alegria
O meu coração
Tecendo nas malhas do tempo
De toda coroação

Do índio à nobreza (bis)
A beleza da ressurreição

Reisado reino reinado (bis)
Ganga-Obá, Chico-Rei foi coroado

A teia que a realeza teceu
A terra amada acolheu
Um sol se fez raiar
Velas brancas
Deslizando nas ondas
De um eterno azul do mar
A independência flutuou
Assim a liberdade ecoou
Ôôô ôôô
Um canto forte se alastrou
Trazendo a miscigenação de amor
De pluma, de ouro, de prata ou de lata
As coroas têm as suas tradições

O rei mandou sambar
O rei mandou vadiar (bis)
No carnaval das ilusões

1984

Enredo: Contos de Areia
Autores: Dedé da Portela e Norival Reis

Bahia é um encanto a mais
Visão de aquarela
E no ABC dos Orixás
Oranian é Paulo da Portela
Um mundo azul e branco
O deus negro fez nascer
Paulo Benjamim de Oliveira
Fez esse mundo crescer (okê, okê)

Okê-okê Oxossi
Faz nossa gente sambar (bis)
Okê-okê, Natal
Portela é canto no ar

Jogo feito, banca forte
Qual foi o bicho que deu
Deu Águia, símbolo da sorte
Pois vintes vezes venceu

É cheiro de mato
É terra molhada (bis)
É Clara Guerreira
Lá vem trovoada

Epa hei, Iansã, epa hei (bis)

Na ginga do estandarte
Portela derrama arte
Neste enredo sem igual
Faz da vida poesia
E canta sua alegria
Em tempo de carnaval

1985

Enredo: Recordar é Viver
Autores: Noca da Portela, J. Rocha, Edir e Poly

A Portela vem
Tão bela, oi, tão bela
Colorindo a passarela
Com pedaços de alegria
Traz na mente a saudade
No peito, a esperança
Voa Águia em sua liberdade
Abre as asas da lembrança
Mergulhei no passado (e sonhei)
E sonhei, sonhei
Com o meu mundo encantado
Majestoso e divino
O meu reino era um cassino
Com cenário multicor
Onde a noite tinha vida
E a vida mais amor

Façam o jogo
Que a roleta vai girar (bis)
Quem brincar com fogo
Pode se queimar

(E recordar)
Recordar é viver
O sonho prosseguia
No teatro de revista
Com milhares de artistas
O palco e a magia, ôôôô

Ôôôô, ôôôôôô
O circo chegou, meu povo (bis)
Revivendo a "Marmelada"
Na Sapucaí de novo

1986

Enredo: Morfeu no Carnaval, a utopia brasileira
Autores: Ary do Cavaco, Carlito Cavalcante, Vanderlei, Nilson Melodia e Paulinho

Eu hoje só quero saber
De esfriar minha cabeça
Cantar, sorrir, pular
E esquecer minha tristeza (oh Morfeu)
Deixa Morfeu me levar
Nos seus braços, sonhador
Quero fugir da realidade
Desse mundo sofredor
Nessa noite eu vou
Fazer da dor minha alegria
Sepultar eu vou o dissabor
Do dia-a-dia
Ver o meu irmão plantando
No verde sertão
Descolar um troco e pagar
Geral pro meu patrão (que é vacilão)
Ver minha Portela estourando
A boca do balão

Vai, meu time, arrebenta (bis)
Até parece o escrete de setenta

O índio em sua selva a sorrir
Feliz nesse torrão
Livre do FMI e da poluição

Como é triste o despertar dessa ilusão (bis)

Que pesadelo
Meu Deus, quanta taxa pra pagar
É trem lotado, que sacrifício danado
Desempregado e com criança pra criar
O nosso ouro lá da serra tá pelado
Já que está tudo arrombado
Deixa o leão se arrumar

No país da bola
Só deita e rola (bis)
No país da bola
Quem vem com dólar

1987

Enredo: Adelaide, a pomba da paz
Autores: Neném, Mauro Silva, Arizão, Isaac e Carlinhos Madureira

Como se fosse magia
Nosso poeta alcançou
O afã da poesia
Foi aí que clareou
Clareou é do infinito
Oh, que tema tão bonito
Adelaide, a pomba da paz
Está escrito (eu disse que voa)

Voa, voa, voa
Deixa a tristeza de lado (bis)
Voa, voa, voa
Vai levar o seu recado

Leia esse matutino vai mudar o seu destino
Disse o tucano falador
Preciso de um mensageiro
Que seja bem ligeiro
Que leve a paz aonde for
Pomba, entre na floresta
Aproveite, a hora é esta
De aliviar a sua dor
Ilumine a escuridão
Faz feliz o coração
De qualquer sofredor, ô ô ô
São quatro letras
Que fazem sonhar
É o amor, que se espalha no ar
Neste dia de folia
Sigam o exemplo desta pomba
Desativem esta bomba
Prá ninguém se machucar

Amar é bom, amar é bom
É bom demais, é felicidade (bis)
É sinônimo de paz

1988

Enredo: Na lenda carioca, os sonhos do Vice-Rei
Autores: Neném, Mauro Silva, Isaac, Luizinho e Carlinhos Madureira

Está fazendo um centenário
A Portela em louvação
Voa com a liberdade
A águia e o negro num só coração
Tece versos de amor
Que o Vice-Rei sonhou
Neste cenário de paixão (de paixão)
A hora é esta
De irmanar a multidão

Canta, meu povo
Canta, meu povo
Vem no embalo (bis)
Que a lenda é carioca (canta, canta)
Canta, meu povo
Vem sambar de novo

Peripécias do amor, ô ô
O Vice-Rei sofreu
Foi Vicente quem casou, ô ô
O sonho se acabou
Suzana, musa deste mar de lama
Simplesmente a tua chama
Queima o peito de quem ama
Valentim, foi ele sim
Sim, quem esculpiu
A fonte dos amores
Recanto tão sutil

Briga, eu, eu quero briga
Hoje eu venho reclamar
(O que que tem, o que que há) (bis)
Esta praça ainda é minha
Eu também estou fominha
Jacaré quer me abraçar

1989

Enredo: Achado não é roubado
Autores: Neném, Mauro Silva e Carlinhos Madureira

Achei
Juro eu não roubei
Desde o meu tempo de criança
A vovó sempre dizia
Achado não é roubado
Tá na lembrança
De repente o senhor. Cabral
Chegou ao Brasil
Aportou a sua nau
E disse ao mundo que o descobriu
Na verdade a história conta
Um faz de conta
Ao seu modo e ao revés
Aí, e aí
A natureza se impôs tão ricamente
A Amazônia é um tesouro
Que hoje está presente
(Olha lá)

Olha lá, olhá lá
Olha lá Salomão (Salomão, Salomão!) (bis)
O tesouro é meu majestade
Não vá tirar da minha mão

Assim a história segue em frente
Sinceramente eu não consigo entender
Quem é o dono da cartola
Que fez este gigante aparecer
É tão triste olhar
Sem poder, sem poder reconquistar
Índio é o filho da terra
Que no meio desta guerra
Só faz se lamentar

Quem foi, diz quem foi amor
Ninguém sabe, ninguém viu (ninguém viu) (bis)
Eu queria é saber, saber
Quem descobriu o meu Brasil

1990

Enredo: É de ouro e prata esse chão
Autores: Cila da Portela, Espanhol e Sylvio Paulo

Eu segui a luz da poesia
Às regiões mais distantes
E encontrei toda a magia
De três raças tão amantes
Eu vi caciques adorando a lua
E caravelas colorindo o mar
Eu vi a dança de uma virgem nua
E as oferendas pra Iemanjá
Eu vi a arte com o nome da folia
Desse chão se levantar
Tomar carona na ciranda da alegria
Dar a mão ao tempo e comigo brincar

Canta meu cordel
Eu fiz de barro as imagens lá do céu (bis)
Ê muié rendá
Tira essa renda que hoje eu quero namorar

Me leva minha luz às tradições
Quero violas ao luar desses sertões
Quero ser o rei dessa congada
General da marujada
Bicho solto dos cordões
Meu sangue se mesclou de vez
Em caiapós, cateretês
Nos frevos e maracatus
Mentiras, "tus", "anarriês"

Eu vi num colorido amanhecer (bis)
O sonho da Portela acontecer

1991

Enredo: Tributo à Vaidade
Autores: Carlinhos Madureira, Café da Portela e Iran Silva

Eu sou vaidosa
Eu sou assim
Vaidade não tem preço
Mas eu tenho seu apreço
Pois você gosta de mim
Eu sei que faço seu corpo arrepiar
Eu sei que você não vai sem me ver passar
Eu já vi você chorar
Na hora do meu desfile encerrar
Perguntei ao espelho meu
Qual delas é mais linda do que eu

Ele então me respondeu (bis)
Mas linda do que eu só eu

O meu azul veio lá do infinito
O meu canto é mais bonito
Salve Oswaldo Cruz e Madureira
Me chamam celeiro de bamba
A majestade do samba
Da velha guarda formosa e faceira
Eu sou e sei que sou
Mais fascinante, deslumbrante, mais amor
Bem sei que você aprova
Pois meu visual comprova
Eu sou luxo e esplendor

Olha eu aí
Cheguei agora
Cheguei pra levantar o seu astral (bis)
Posso perder, posso ganhar, isso é normal
Vinte uma vezes campeã do carnaval

1992

Enredo: Todo azul que o azul tem
Autores: Carlinhos Madureira, Café da Portela e Ary do Cavaco

Encontrei no pavilhão da minha escola
A beleza mais notória pro meu visual
Tá nas cores da bandeira do meu país
Tá no espaço sideral
Não esquente a cabeça
Tá tudo azul, tudo legal

Olha nós aí de novo (bis)
Com a Portela azulando o seu astral

É dos deuses, é divinal (bis)
Vem da Pérsia tradicional

Quero a alegria de um azulão
Sobrevoando o lindo azul do mar
Dei bilhete azul para a tristeza
Amor vem comigo sambar
Oh, estrela, soberana triunfal
Cor de pedra preciosa
Traz a nobreza para o carnaval

Que saudade, que felicidade
Novamente encontrar (bis)
Eu sou o rio que passou em sua vida
Tem corações se deixando levar

1993

Enredo: Cerimônia de Casamento
Autores: Wilson Cruz, Cláudio Russo e Jorginho Estrela Negra

Eu vou lhe convidar pro camarote
Quero lhe mostrar o dote
Desta doce união
Veja, arquibancada está em festa
Na mais sublime relação
Até que enfim
Encontrei alguém que gosta só de mim
E na verdade, essa tal felicidade
Vai comigo até o fim

Me leva, amor (ô ô ô)
Sou Adão no Paraíso (bis)
Me encantou
A sedução do seu sorriso

É hora de emoldurar contos de fada
De conquistar a paz sonhada
E festejar no arraial
Eu sei que o amor conduz à eternidade
Da colorida amizade
À comunhão tradicional
Lá vou eu
Meu casamento é minha fé
Quero fazer bodas de ouro
E preservar a criação como Noé

É bom demais amar, amar, amar
Vou me acabar nesse véu (bis)
Vem Portela consagrar
Meu samba em lua-de-mel

1994

Enredo: Quando o samba era samba
Autores: Wilson Cruz, Cláudio Russo e Zé Luiz

África encanto e magia
Berço da sabedoria
Razão do meu cantar
Nasceu a liberdade a ferro e fogo
A Mãe Negra abriu o jogo
Fez o povo delirar
Deixa falar, ô, ô, ô
Deixa falar, ô, iaiá
Esse batuque gostoso não pode parar
Entra na roda ioiô
Entra na roda iaiá
Lá vem Portela é melhor se segurar

Axé vem de Luanda
Sacode negritude da cidade (bis)
Trazendo a bandeira do samba
Na Apoteose da felicidade

Samba é nó na madeira
É moleque mestiço
Foi preciso bancar
Resistência que a força não calou
Arte de improvisar

Capoeira
O samba vai levantar poeira (bis)
Tem zoeira
Em Oswaldo Cruz e Madureira

1995

Enredo: Gosto que me enrosco
Autores: Noca da Portela, Colombo e Gelson

É carnaval
O Rio abre as portas pra folia
É tempo de sambar
Mostrar ao mundo a nossa alegria
Veio bailando pelo mar
E de lá pra cá nasceu essa magia
Samba, que me faz feliz
Em sua raiz tem arte e poesia
Bate o bumbo, lá vem Zé Pereira
E faz Madureira de novo sonhar
A Portela não é brincadeira
Sacode a poeira, faz o povo delirar

Gosto que me enrosco de você, amor (bis)
Me joga seu perfume, hoje eu tô que tô

Praça Onze, berço das nossas fantasias
Deixa Falar deixou no peito a nostalgia
Dos ranchos, blocos e cordões
Dos mascarados nos salões
Pierrot beijando a Colombina
Chuva de confete e serpentina
Dos bondes ficou a saudade
Ah, que saudade do luxo das Sociedades

Abram alas, deixa a Portela passar
É voz que não se cala (bis)
É canto de alegria no ar

1996

Enredo: Essa gente bronzeada mostra seu valor
Autores: Jorginho Don, Picolé da Portela, Renatinho do Sambola e Carlinhos Careca

Chegou a hora
Portela alegremente vem cantar (lá laiá lá)
Com um brilho atraente de swing irreverente
Fazendo assim o mundo inteiro "delirar" (ô delirar)
Melodias que se tornaram marcantes
De artistas delirantes
Iluminados pela estrela do criar
Como "Memórias" de Paulinho da Viola
Ismael, mestre Cartola
Eu vou cantando para os males espantar

Canta iaiá pra ioiô, canta ioiô pra iaiá
Um samba quente, um chorinho de amor (eu vou) (bis)
Na onda do iê-iê-iê, eu sou o rei pra você
Fazendo a festa até o dia amanhecer

"Chega de saudade"
Meu peito invade, eu lembro do meu amor
Linda é a "Garota de Ipanema", seu gingado é um poema
Na "Asa Branca" sou eterno sonhador
"Pra não dizer que não falei das flores"
Vou me expressar mostrando todo o meu valor
Eu sou a arte que embala a esperança
Onde passo sou bonança
Bela "Aquarela Brasileira" decantou

A Portela demorou, mas abalou (bis)
E o povo canta novamente, já ganhou

1997

Enredo: Linda, eternamente Olinda
Autores: Doutor, Renato Valle, Tonico da Portela e Eli Penteado

Eu naveguei, encontrei

Um paraíso secular
Novo mundo vou mostrar
Majestosa e tão bela
Vim brilhar na passarela
Oh, linda eterna Portela
Nas ladeiras, poesia
Seu ouro branco e coqueirais
Bordada pelo mar
Ninguém esquecerá
Seu folclore popular

Vou invadir seu coração, Olinda
Encantando esta nação, tão linda (bis)
Acervo de beleza natural
Olinda, patrimônio mundial

Vou viajando assim
No frevo e maracatu
Ciranda e serenata
Vejam
Como é lindo seu carnaval
Quarta-feira de cinzas
Vou sair no bacalhau

E a Portela
Mostra como é linda (bis)
Oh, linda, Olinda

1998

Enredo: Os olhos da noite
Autores: Noca da Portela, Colombo, J. Rocha, Darcy Maravilha e Celino Dias

A noite
Se vestiu de azul e branco
Abriu seu manto
Com encanto e poesia
Seus olhos, são a luz do luar
Que ilumina a passarela
Para a Portela brilhar
Poetas, trovadores, canções de amores
Sonhos, fantasias, mistério, magia
E a noite veio seduzir o dia

Vem me beijar, amor
Te quero só pra mim (bis)
Maravilhosa flor
Que enfeita o meu jardim

Vem, sem medo de ser feliz
Mariposas, travestis
Dama da noite faz a vida
Tem lendas, fascínio e sedução
E a Portela na avenida
O que é, o que é
É uma noite de paixão

É lua cheia, amor
Sai dessa fossa (bis)
Cai no meu samba
Que hoje a festa é nossa

1999

Enredo: De volta aos caminhos de Minas Gerais
Autores: Noca da Portela, Colombo, J. Rocha e Darcy Maravilha

Lá vem o trem, lá vem, lá vem
Nesse balanço eu vou também (bis)
Com minha Portela e você meu bem

Viajei pelos caminhos de Minas
Encontrei obras bem feitas pela mão divina
Solo rico em minerais e belezas sem iguais
E essa gente hospitaleira
Trabalhando com bravura e amor
Pela cultura brasileira
Poetas, cantores, escritores geniais
Mago da escultura e figuras imortais
Heróis inconfidentes e presidentes
Que deram o coração
Pelo progresso da nossa nação

Ô, ô Minas Gerais, ô, ô Minas Gerais
Quem te conhece não te esquece mais (bis)
Quem te conhece não te esquece jamais

Lá teve escrava que se fez rainha
E a feiticeira lá em Araxá
Um rei com seu toque de bola encantou o mundo
Guerreira, com o canto de um sabiá
Pura magia e poesia popular
Traz o tempero desse teu quitute
Um cafezinho pra adoçar o paladar
Vem pra congada, marujada, cavalhada
Toca sanfona nesse arrasta-pé
Canta pro santo um canto de fé

Luz com seus raios divinais
Iluminai nossa Portela (bis)
Que vem cantar Minas Gerais

2000

Enredo: Trabalhadores do Brasil - A época de Getúlio Vargas
Autores: Amilton Damião, Ailton Damião, Edynel, Zezé do Pandeiro e Edinho Leal

O raiar de um novo dia
Desafia meu pensar
Voltando à "Época de Ouro"
Vejo a luz de um tesouro
A Portela despontar lá láiá
Aclamado pelo povo, o "Estado Novo"
Getúlio Vargas anunciou
A despeito da censura
Não existe mal sem cura
Viva o trabalhador ô ô ô

Nossa indústria cresceu (e lá vou eu)
Jorrou petróleo a valer (bis)
No carnaval de Orfeu
Cassinos, MPB

O Rei da Noite, o teatro, a fantasia
No rádio as rainhas, a "baiana de além-mar"
Tantas vedetes, cadilacs, brilhantina
Em outro palco o movimento popular
E no "Palácio das Águias"
Ecoou um grito a mais
Vai à luta meu Brasil
Pela soberana paz
Quem foi amado e odiado na memória
Saiu da vida pra entrar na história

Meu Brasil-menino
Foi pintado em aquarela (bis)
Fez do meu destino
O destino da Portela

2001

Enredo: Querer é Poder
Autores: Flávio Bororó, Zeca Sereno, Wagner Alves e Paulo Aparício

Vai voar, minha águia, meu bem querer
Soberana na avenida, desfilando seu poder
Água, terra, fogo e ar
A natureza fazendo o mundo girar
No pensamento há solução
Pra salvar nosso mundo ou pra destruição
O bem e o mal, eterno conflito
Emana da mente poder infinito
Fé num ser maior que nos conduz
Certeza de encontrar a sua luz

Sou energia, cristal, o brilho do carnaval
Sou Portela (bis)
Magia de uma paixão, misteriosa emoção
É meu coração na passarela

Ter é poder, não ter é querer
Nem sempre traz felicidade
Compra ilusão, corrompe a razão
Transforma sonho em realidade
O mundo onde impera a ambição
Pode ir pros ares no aperto de um botão
Podres poderes que fazem o homem
Tentar tomar a vez do criador
Tirando vidas que um dia ele plantou

O povo vai cantar
Querer é poder, queremos mudar (bis)
Na esperança de um novo dia
De paz, amor e alegria

2002

Enredo: Amazonas, esse desconhecido - Delírios e Verdades do Eldorado Verde
Autores: David Corrêa, Grillo e Naldo

Meu coração está em festa
Enlouqueceu
No seu rio-mar
Meu rio azul vai desaguar
Sob o verde desse olhar
O Ajuricaba seu canto ecoou
A cunhatã se banhou no lago
Na índia-flor se transformou
Amazonas seiva na mata a jorrar
Alumia candeeiro São José do Rio Negro
Vai Caboclo seringar
Teatro, sinfonia
Zona Franca e o industrial
Portela faz a festa nesse enredo
Universo tropical

Gira mundo a respirar
Dentro do meu coração (bis)
Nesse eldorado Verde
Na palma da minha mão

Poema Odisséia
Emergiu e conquistou o país
Vai meu barco deslizando
Vou pintando esse matiz
É o presente consciente no porvir
Que a vida se preserve
Assim serei feliz
Como a natureza quis

É Boi Bumbá
É boi maneiro (bis)
Garantido e Caprichoso
No meu Rio de Janeiro

2003

Enredo: Ontem, hoje e sempre Cinelândia - O samba entra em cena na Broadway brasileira
Autores: Caixa d'Água, Alexandre Fernandes, Júlio Alves

De um sonho fez-se um gesto de amor, amor, amor
Das luzes uma "cidade" criou
O Rio assiste em cena
O "Mundo" que o maestro imaginou
Um chão de estrelas vai surgindo
Envolvendo os corações
Cinemas, Night and day, teatros, felicidade é a lei
No palco da paixão a Cinelândia "faz opinião"
Boêmios, cantores, um beijo roubado ao luar
A poesia sorrindo em cada mesa de bar

A voz não pode calar, a gente tem que lutar (bis)
O povo "faz a hora" de mudar

Onde o amor faz morada já é madrugada
Deixa o dia clarear
É bom estar com você, do Bola Preta a gente vai ver
O sol, a rua, o filme que o vento não levou
Somos o "cais", emblema da paz
Velas ao vento, vem "navegar"
Voar no azul mais bonito, buscar no infinito
A alegria do meus carnavais

Voa, voa, divina luz de Madureira
O samba na praça, no embalo da massa (bis)
A Portela não é brincadeira

2004

Enredo: Lendas e mistérios da Amazônia
Autor(es): Catoni, Jabolô e Valtenir

Nesta avenida colorida
A Portela faz seu carnaval
Lendas e mistérios da Amazônia
Cantamos neste samba original
Dizem que os astros se amaram
E não puderam se casar

A lua apaixonada chorou tanto (bis)
Que do seu pranto nasceu o rio-mar

E dizem mais
Jaçanã, bela como uma flor
Certa manhã viu ser proibido o seu amor
Pois o valente guerreiro
Por ela se apaixonou
Foi sacrificada pela ira do Pajé
E na vitória-régia
Ela se transformou

Quando chegava a primavera
A estação das flores
Havia uma festa de amores
Era tradição das amazonas
Mulheres guerreiras
Aquele ambiente de alegria
Terminava ao raiar do dia

Ô skindô lalá
Ô skindô lelê (bis)
Olha só quem vem lá
É o saci pererê

2005

Enredo: Nós Podemos: Oito Idéias para Mudar o Mundo
Compositores: Noca da Portela, Darcy Maravilha, J. Rocha e Noquinha

Portela hoje abraça o mundo
Num amor profundo pela fraternidade
O samba é o porta-voz
E "nós podemos" desatar os nós
Da desigualdade
E vem no sorriso de criança
A esperança em cada coração
E nesse dia de folia, faz a sua profecia
Liberando a emoção 

Um mundo sem fome
Sem dor e sem guerra
Quem viver verá (bis)
O manto da paz cobrindo a terra
O que há de ser será 

Ensinando ver a vida como ela é
Respeitando os direitos da mulher
Dando à juventude um novo amanhã
Saúde, corpo forte e mente sã
Combater o HIV
E toda epidemia que aparecer
Preservar a natureza
Ver o bem vencer o mal
A ONU e o samba, parceria ideal
Pro desenvolvimento mundial 

A mensagem da Portela
É pra toda humanidade
Vamos semear amor (bis)
Pra colher felicidade

2006

Enredo: Brasil, Marca a tua Cara e Mostra para o Mundo
Compositores: Mauro Diniz, Ary do Cavaco, Júnior Scafura, Marquinhos de Oswaldo Cruz e Naldo

O brasileiro é nosso maior tesouro
A Portela vem mostrar
Através da história, nossa formação
Fatos que marcaram a nação
Contam que outras civilizações
Também estiveram por aqui
Deixaram marcas que estão no tempo
Antes da cobiça invadir (meu Brasil)

A lua banhava de prata
As matas, os rios e o mar
Será que tanta beleza (bis)
De nativa riqueza
Refletiu num povo singular

Invasão que deixou neste chão
O traço europeu
Alma e raça africana
Que tanto sofreu
Se misturou com sabor imigrante
Deixando heranças culturais
Incomparável mistura, só aqui se faz
Brasil, arte numa tela multicor
É crença que a fé espalhou
Exemplo para o mundo inteiro
A alegria e o talento brasileiro

É o povo que faz a marca desse país
Risonho, capaz, feliz
Com os olhos da águia (bis)
Eu vejo a nossa inspiração
Raiando o dia num azul de emoção

2007

Enredo: Os Deuses do Olimpo na Terra do Carnaval: uma Festa dos Esportes, da Saúde e da Beleza
Compositores: Diogo Nogueira, Ciraninho e Celsinho de Andrade

O mensageiro do olimpo anunciou: é carnaval!
Brasil, hoje é a terra dos deuses
Lindo paraíso tropical
A majestade do samba
Acende a chama e recebe as nações
Seu manto cobre o Rio de Janeiro
Chegou a hora de unir os corações
Voa minha águia leva o meu cantar
Semeando a paz pelas Américas
O show do Pan vai começar

Sou recordista de samba no pé
Exemplo de garra e fé (bis)
Medalha de ouro em bateria
Eu sou atleta e canto até raiar o dia

O homem lutou por fronteiras
Por seus interesses, religiões...
Hoje suplanta barreiras
Desfaz preconceitos, juntando nações...
Esporte é vida! É beleza e emoção
É esperança, amizade, inspiração
Portela, de azul e branco em aquarela
Supera todos os limites
Vem levantar sua bandeira
O samba, de alma verde e amarela
Abençoado pelos deuses
Vem coroar Oswaldo Cruz e Madureira

Eu sou a raiz do samba
Saúde e beleza na Passarela (bis)
O ninho da águia, celeiro de bambas
Sou Rio, sou esporte, sou Portela

2008

Enredo: Reconstruindo a Natureza, recriando a vida: o sonho vira realidade
Compositores: Júnior Scafura, Diogo Nogueira, Ciraninho, Ari do Cavaco e Celsinho de Andrade

Segue os passos do criador
Vai minha águia guerreira
Leva essa mensagem de amor
De Oswaldo Cruz e Madureira
Água, fonte eterna da vida
Terra, templo da evolução
O homem surgiu, brincou de criar
Descobriu tanta riqueza
É preciso progredir sem destruir
Viver em comunhão com a natureza

É o rio que corre a caminho do mar
A flor que se abre na primavera (bis)
Do ventre a esperança que vem renovar
O sonho de uma nova era

É hora de darmos aos mãos
Lutarmos pro mundo mudar
O líder de cada nação
Precisa parar pra pensar
A palavra é união
Pra reconstruir o nosso lar
Brasil, teu verde é o símbolo da vida
Renova a tua energia
Meu coração é o meu país
O sol vai brilhar pra anunciar
Um futuro mais feliz

Eu sou a água, sou a terra, sou o ar
Sou Portela (bis)
Um sonho real, um grito de alerta
A natureza que encanta a passarela

2009

Enredo: E por falar em amor, onde anda você?
Autores: Ciraninho, Wanderley Monteiro, Diogo Nogueira, L.C. Máximo e Júnior Escafura

Brilha Portela! Das trevas renasce o amor...
Doze cavaleiros se uniram
Um rei a lealdade conquistou
Lendas do povo europeu
Feitiços, mistérios, magia
A lua vem beijar o astro rei
A noite se encontra com o dia
Lágrimas nos olhos do imperador
Na índia, o palácio da saudade
Mãe África Negra! O amor cruza o mar! Liberdade!

Meu coração guerreiro
É raça, é filho desse chão (bis)
Meu canto tem raiz, é brasileiro
É natureza e miscigenação

Cenas de cinema, lindos temas de amor
A união da família, momentos que o vento levou
O homem tem que usar a consciência
As maravilhas da ciência
Para viver em harmonia
Vem recordar... ranchos, blocos e cordões
Os mascarados no nos salões
As fantasias no Municipal
Embarque nesse bonde, é Carnaval!
São vinte e uma estrelas que brilham no meu olhar
Se eu for falar da Portela não vou terminar
Lá vem minha águia no céu da paixão!
O azul que faz pulsar meu coração!

Oh! Majestade do samba
Meu orgulho maior é tua bandeira! (bis)
Chegou minha Portela! Meu eterno amor!
A luz de Oswaldo Cruz e Madureira

2010

Enredo: Derrubando fronteiras, conquistando a liberdade... Rio de paz, em estado de graça!
Autores: Ciraninho, Rafael dos Santos, Diogo Nogueira, Naldo e Junior Scafura

Portela segue os passos da evolução... Liberdade!
Num clique deleta barreiras
Derruba fronteiras da realidade
Desperta o bem social
Acessa o amor digital
Faz da criança um cidadão
Positivo pra nação
Na rede nossas vidas vão se transformar
Do ventre mais um ser nascerá
O dia de graça que o mestre cantou
Já raiou!

O meu pavilhão é minha paixão!
A luz da ciência é ela... (bis)
É samba, é jaqueira que não vai tombar
Sou Portela!

Mãos unidas pela inclusão
Povos, raças em comunhão
Vai meu verso ao mundo ensinar
É preciso navegar!
Brilhou no céu mais um sinal
Cruzando o espaço sideral
Portela... Portal cultural de um país
Um link com a nossa raiz
Rainha da passarela
Revela um rio de paz pra viver
A senha de um amanhecer
Mais feliz

Minha águia guerreira
Vai voar... Viajar! (bis)
Pousar no sonho de ganhar o carnaval
E conquistar o mundo virtual!

2011

Enredo: Rio, Azul da Cor do Mar
Autores: Wanderley Monteiro, Gilsinho, Luiz Carlos Máximo, Jr. Scafura e Naldo

Brilhou no céu 
A luz da Águia, a estrela-guia 
Do coração navegador 
Que na travessia enfrentou 
Todo o medo que havia 
Era a mitologia do mar 
A lenda deu lugar para a certeza
Que pra viver é preciso navegar 
As galés do Oriente já vêm 
Da Fenícia e do Egito também 
Gregos e romanos partem para conquistar 
E o farol da Alexandria fez a noite clarear 

Os mistérios vão desvendar 
Um novo caminho encontrar (bis) 
Lá na Índia, especiarias 
Leva-e-traz mercadorias 

A ambição do europeu se encantou 
Com o novo mundo de riqueza natural, sem igual 
Os navios negreiros 
Deixam seus lamentos pelo ar 
Nas águas de Iemanjá 
Nem pirata aventureiro nem o rei podem mandar 
Oi leva mar, oi leva 
Leva a jangada numa nova direção 
O porto centenário abriu seus braços 
Na terra de São Sebastião 
Portela vai buscar no horizonte 
A eterna fonte de inspiração 
Um oceano de amor que virou arte 
E deságua na imaginação 

Lindo como o mar azul 
Meu grande amor, minha Portela (bis) 
A força do seu pavilhão vai me levar 
A navegar

2012

Enredo: ...E o povo na rua cantando é feito uma reza, um ritual...
Autores: Wanderley Monteiro, Luiz Carlos Máximo, Toninho Nascimento e Naldo 

Meu rei
Senhor do Bonfim alumia
Os caminhos da Portela
Que eu guardo no meu patuá
Eu vim na proteção dos meus guias
Com Clara guerreira à Bahia
Cheguei, eu cheguei pra festejar
Deixa lavar nos altares e terreiros
Tem jarro com água de cheiro
Vou jogar flores no mar

No mar
Procissão dos navegantes (bis)
Eu também sou almirante
De nossa senhora Iemanjá

Vou no gongá
Bater tambor
Rezo no altar
Levo o andor
Vem chegando os batuqueiros
Desce a ladeira, meu amor
Que a patuscada começou
Eu vim pra rua
Onde o samba de roda chegou

Iaiá
De saia rendada em cetim (bis)
Bota o tempero na festa
Oi, tem abará e quindim

Portela cheia de encantos
Acolhe a Bahia em seu canto
Com festas, rezas, rituais
Vestido de azul e branco
Eu venho estender o nosso manto
Aos meus santos do samba que são Orixás

Madureira sobe o Pelô... Tem capoeira
Na batida do tambor... Samba Ioiô (bis)
Rola o toque de Olodum... Lá na Ribeira
A Bahia me chamou

2013

Enredo: Madureira... onde o meu coração se deixou levar
Autores: Wanderley Monteiro, Luiz Carlos Máximo, Toninho Nascimento e André do Posto 7

E lá vou eu cantando com minha viola
O amor tem seus mistérios
Por onde me deixo levar
Laiá
Nossa história começa por lá
No engenho da fazenda
Dos cantos de "canaviá"

Bate o sino da capela 
Que é dia de santo, sinhá (bis)

Tem mironga de jongueiro
O tambor me chamou pra dançar 

Tempo rodou na roda do trem e veio
A inspiração do partideiro
Que versou no Mercadão
Foi nesse chão
Que a estrela brilhou no tablado
O "Madura" pisou no gramado
O malandro do charme dançou
No pagode com outro gingado
Quando o bloco chegou
Agitou o suingue do black
E a nega baiana girou

Cai na folia comigo, meu bem vem na fé
Na ilusão da fantasia (bis)
Vai como pode, quem quer

Surgiu a coroa imperial
Em outros caminhos para o mesmo ritual
Portela, meu orgulho suburbano
Traz os poetas soberanos nesse trem para cantar
Que Madureira é muito mais do que um lugar
É a capital do samba que me faz sambar

Abre a roda, chegou Madureira
A poeira já vai levantar
O batuque ginga ioiô (bis)
Ginga iaiá
O batuque ginga ioiô
Ginga iaiá

2014

Enredo: Um rio de mar a mar: do Valongo à Glória de São Sebastião
Autores: Toninho Nascimento, Luiz Carlos Máximo, Waguinho, Edson Alves e J. Amaral

O canto do cais do valongo ôôôôôôô
Que veio de Angola, Benin e do Congo
Tem semba, capoeira e oração
O Rio sai da roda de jongo e vai desaguar
Na glória de São Sebastião

Oi bota abaixo, sinhô
Oi bota abaixo, sinhá (bis)
Lá vem o Rio
De terno de linho e chapéu Panamá

A correnteza
De um Rio Branco é que traz
A arte do canto e da dança
De todos os sons musicais
O teatro da vida não sai de cartaz
A ilusão é uma atriz
Se exibindo na praça linda e feliz
Eu vou (eu vou)
Da revolta da chibata
Ao sonho que faz passeata
Seguindo a canção triunfal

Nesse Rio que vem e que vai
Traço o meu destino (bis)
E viro menino pra brincar de carnaval

Sou carioca, meu jeito é de quem
Vem com sorriso do samba que a gente tem
Meu peito é um porto aberto
Pra te receber, meu bem

Vou de mar a mar, mareia
Vou de mar a mar, mareia, mareou
Iluminai o tambor do meu terreiro (bis)
Ó santo padroeiro
O axé da Portela chegou

2015

Enredo: ImagináRio - 450 Janeiros de uma Cidade Surreal
Autores: Noca da Portela, Celso Lopes, Charlles André, Vinicius Ferreira e Xandy Azevedo

Oh meu Rio
A Águia vem te abraçar e festejar
"Feliz cidade" sem igual
Paraíso divinal

E eu "daqui" feito "Dali" (bis)
Em traços te retrato surreal

A natureza lhe foi generosa
Na Guanabara "formosa mulher"
Despertou cobiça, beleza sem fim
"Delícias" de um "nobre jardim"

Eu vi o "Menino do Rio" versar
Um lindo poema (bis)
Para impressionar a "princesinha do mar"
Sonhando com a "Garota de Ipanema"

Vem amor, a Lapa dá o "tom" pra boemia
Vem amor, a nave da emoção nos contagia
Lá vem o trem chegando com o povo do samba
Lá vai viola, o batuque só tem gente bamba
Tão bela! Orgulhosamente a Portela
Vem cantar em seu louvor ô ô ô ô ô ô
"Central" do meu Brasil inteiro
Morada do Redentor

Sou carioca, sou de Madureira
A Tabajara levanta poeira (bis)
Pra essa festa maneira meu bem me chamou
Lá vem Portela, malandro, o samba chegou

2016

Enredo: No Voo da Águia, uma Viagem sem fim...
Compositores: Samir Trindade, Wanderley Monteiro, Elson Ramires, Paulo Lopita 77, Dimenor e Edmar Jr.

Voar nas asas da poesia
Rasgar o céu da mitologia
E nessa odisséia viajar
Meus olhos vão te guiar, na travessia
E no meu destino sem fim
Cruzar o azul que é tudo pra mim
Enfrentar tormentas e continuar, a navegar
Oh leva eu me leva, aonde o vento soprar eu vou
Oh leva eu me leva, sou livre aonde sonhar eu vou
Quisera ir ao infinito
Sentir lugares tão bonitos
Em terras mais distantes me aventurar
Sem saber se um dia vou voltar

E mais além, no elo perdido cheguei (bis)
No vai e vem, a chave da vida encontrei

Vou pedir passagem em busca do ouro
O seu brilho me fascina
Quero esse mapa da mina, pra achar tesouros
Abre a janela, pro mundo que Paulo criou
Do outro lado, alguém pode ver esse amor
Meus filhos vem me adorar
O samba reverenciar
Abram alas, vou me apresentar

Eu sou a Águia, fale de mim quem quiser
Mas é melhor respeitar, sou a Portela (bis)
Nessa viagem, mais uma estrela
Que vai brilhar no pavilhão de Madureira

2017

Enredo: Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse Rio passar...
Compositores: Samir Trindade, Elson Ramires, Neizinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, Girão e J. Sales

Vem conhecer esse amor
A levar corações através dos carnavais
Vem beber dessa fonte
Onde nascem poemas em mananciais
Reluz o seu manto azul e branco
Mais lindo que o céu e o mar
Semente de Paulo, Caetano e Rufino
Segue seu destino e vai desaguar

A canoa vai chegar na aldeia
Alumia meu caminho, Candeia (bis)
Onde mora o mistério, tem sedução
Mitos e lendas do ribeirão

Cantam pastoras e lavadeiras pra esquecer a dor
Tristeza foi embora, a correnteza levou
Já não dá mais pra voltar (ô iaiá)
Deixa o pranto curar (ô iaiá)
Vai inspiração, voa em liberdade
Pelas curvas da saudade
Oh, mamãe orayeyeo vem me banhar de axé orayeyeo

É água de benzer, água pra clarear (bis)
Onde canta um sabiá

Salve a Velha Guarda, os frutos da jaqueira
Oswaldo Cruz e Madureira
Navega a barqueada, aos pés da santa em louvação
Para mostrar que na Portela o samba é religião

O perfume da flor é seu
Um olhar marejou sou eu (bis)
Quem nunca sentiu o corpo arrepiar
Ao ver esse rio passar