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PAULINHO MOCIDADE

PAULINHO MOCIDADE

       

 

 

 

 

     

        Nome Completo: Paulo Costa Alves

 

 

 

        Ano de nascimento: 1960   

                                                                      

   
          A estréia de Paulinho Mocidade como intérprete oficial não poderia ter sido mais fogueira. Se o jovem sambista se saísse bem, seria a consagração. Caso contrário, seria o desastre total. Para sorte dele, da Mocidade Independente e do mundo do samba ocorreu a primeira opção. A história começou quando aconteceu a morte de Ney Vianna, em plena quadra da escola, durante a final da escolha do samba-enredo para o carnaval de 1990, em outubro de 1989. Vários nomes foram cogitados para substituir o legendário Ney, inclusive muitos medalhões. Na véspera da gravação do disco, o patrono da Mocidade, Castor de Andrade, definiu Paulinho Mocidade como novo intérprete da verde-e-branco. A notícia pegou muita gente de surpresa, afinal Paulinho era um jovem e semi-desconhecido sambista, restrito às rodas de samba realizadas na quadra da escola. Na faixa da Mocidade, os produtores mixaram a voz de Ney Vianna em antigas gravações no grito de guerra e em trechos do samba, em detrimento à voz de Paulinho.

A consagração de Paulinho Mocidade veio no desfile de 1990. Amparado por uma plêiade de cantores de apoio, entre eles, os então iniciantes Wander Pires e Nego Martins, a harmonia da escola foi conduzida de maneira correta. O desfile, memorável, deu à agremiação o campeonato e a certeza de que Paulinho Mocidade seria mantido no posto. Em 1991, já demonstrando cancha, ajudou o desfile do bicampeonato com o tema “Chuê, chuá, as águas vão rolar”. No ano seguinte, com “Sonhar não custa nada, ou quase nada”, samba de sua autoria, mais tranqüilo e experiente, Paulinho deu um show de interpretação e a Mocidade apresentou um lindo espetáculo na avenida, mas perdeu o título para a Estácio de Sá.

Paulinho Mocidade nunca foi unanimidade dentro da própria escola e a nova diretoria empossada. logo após o carnaval de 93, destituiu o puxador do cargo, abrindo passagem para o jovem Wander Pires no desfile de 94. Nos dois carnavais seguintes, Paulinho Mocidade conseguiu abrigo no morro do Borel e desfilou na Unidos da Tijuca. Em 98, foi para o Morro da Formiga e defendeu o samba “Elymar Superpopular”, na Império da Tijuca, pelo Grupo de Acesso.

Com a transferência de Preto Jóia para São Paulo, em 2000, Paulinho Mocidade, que estava afastado do carnaval, recebeu um convite da diretoria da Imperatriz Leopoldinense para interpretar o samba da escola. Na Imperatriz, foram três carnavais e dois títulos (2000 e 2001). Em 2001, além do tricampeonato pela agremiação de Ramos, veio o reconhecimento de seu trabalho e da sua maturidade como intérprete, ao receber o Estandarte de Ouro. Retornou a Padre Miguel em 2003 e 2004. No carnaval de 2005, Paulinho defendeu no carnaval paulista a Águia de Ouro. Em 2009, retornou ao microfone principal da Imperatriz depois de sete anos. Mas foi dispensado pela diretoria gresilense após o carnaval. Estreou no carnaval porto-alegrense em 2010, puxando a Embaixadores do Ritmo, onde ficou até 2012. Retornou ao Rio de Janeiro em 2013, onde defendeu a Santa Cruz no Acesso por dois carnavais. Em 2015, retornou às disputas de samba da Mocidade, onde chegou à final. Fez uma participação na novela "Império" (2015) como o intérprete da fictícia escola de samba União de Santa Tereza.

Além do carnaval, Paulinho Mocidade tem uma carreira de cantor e compositor de samba. Já lançou dois discos e é autor de músicas gravadas por Mestre Marçal, Dona Ivone Lara, Emílio Santiago, entre outros.

 
Início: Mocidade Independente de Padre Miguel, no final da década de 70. 

Até 1989 – Mocidade (apoio de Ney Vianna) 

1990 a 1993 – Mocidade 

1995 e 1996 – Unidos da Tijuca 

1998 – Império da Tijuca (Grupo A)  

2000 a 2002 – Imperatriz Leopoldinense 

2003 e 2004 – Mocidade

2005 - Águia de Ouro (SP)

2009 - Imperatriz Leopoldinense

2010 a 2012 - Embaixadores do Ritmo (Porto Alegre, ao lado de Farelo)

2013 e 2014 - Santa Cruz

Grito de guerra: (nome da escola)! Chegou a hoooraaa! 

Cacos de empolgação:em cima agora”; “que coisa linda”; “quero ouvir... quero ouvir... quero ouvir”. 

Sambas-enredo de sua autoria: “Como era verde meu Xingu” (83, com Adil, Dico da Viola e Tiãozinho da Mocidade); “Elis... um trem chamado emoção” (89, com Cadinho e Dico da Viola); “Sonhar não custa nada... ou quase nada” (92, com Dico da Viola e Moleque Silveira). 

Estandarte de Ouro: 2001

MAIS FOTOS DE PAULINHO MOCIDADE





Com Neguinho



Com a porta-bandeira Lucinha Nobre

Com Neguinho da Beija-Flor (as três últimas fotos foram cedidas por Igor Munarim)


Em 2010, defendendo a Embaixadores do Ritmo no carnaval de Porto Alegre (foto enviada por Vânia Andrade)

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