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NOEL ROSA DE OLIVEIRA

NOEL ROSA DE OLIVEIRA

                

     

 

 

      Ano de nascimento: 1920

 

 

 

        Ano de falecimento: 1988

                                                                    

          

         Uma voz que faz falta na avenida: a do velho compositor e puxador salgueirense Noel Rosa de Oliveira, dono de um dos mais belos timbres vocais do samba em todos os tempos e co-autor de obras antológicas.

O negrinho Noel veio ao mundo no Morro do Salgueiro, em 15 de julho de 1920 – menos de dez anos depois, portanto, de seu homônimo de Vila Isabel, nascido em dezembro de 1910. Os nomes idênticos são apenas coincidência, pois quando o salgueirense chegou ao mundo, o Poeta da Vila ainda nem sonhava em compor os sambas que o eternizaram.

Noel Rosa de Oliveira, aos 13 anos, tocava vários instrumentos de percussão e freqüentava as rodas de partido-alto em frente à venda de seu pai e era o mascote da turma. No mesmo ano, ingressou na Unidos do Salgueiro, onde, de 1939 a 1954, foi compositor e diretor de harmonia. A escola foi uma das três agremiações que viriam, anos mais tarde, a formar a Acadêmicos do Salgueiro. Em 1960, Noel Rosa de Oliveira leva para a avenida o belíssimo samba enredo “Quilombo dos Palmares”, em parceria com Anescarzinho e Walter Moreira. Três anos depois, novamente com Anescarzinho, faz delirar o mundo do samba com a vida da sensual escrava “Chica da Silva”. Em 1964, emplaca no terreiro nas rádios (na voz do cantor Noite Ilustrada) a história do menino negro e pobre que “gostou da filha da madame” (O neguinho e a senhorita), sucesso que Elza Soares e Neguinho da Beija-Flor regravaram posteriormente. No ano seguinte, Jair Rodrigues emplacou enorme sucesso com “Vem chegando a madrugada”.

Noel Rosa de Oliveira participou ainda, no final da década de 60, do grupo A Voz do Samba. Nos anos 70, ingressou no conjunto Os Partideiros do Plá. Noel é considerado um dos mais férteis melodistas do Salgueiro. Foi puxador de samba na época em que o cantor era acompanhado das pastoras da escola e não havia poderosos carros de som, gravação de discos oficiais, marchas disfarçadas de sambas enredo, baterias aceleradas e nem disputa por intérpretes a peso de ouro.

Durante quase duas décadas foi a voz oficial do Salgueiro, dividindo o posto com outros baluartes do samba, como os compositores Djalma Sabiá e Zuzuca ou os cantores Jorge Goulart, Sônia Santos e Joel Teixeira. Em 1977, Noel Rosa de Oliveira encerrou sua trajetória como puxador, passando o bastão e o microfone para o então iniciante Rico Medeiros. O coração deste maravilhoso compositor parou de bater em 19 de março de 1988, um mês depois de ter desfilado pela sua vermelho e branca com o tema “Em busca do ouro”.

Início: Escola de samba Unidos do Salgueiro, aos 13 anos de idade.

Em 1954, ajudou a fundar a Acadêmicos do Salgueiro.

De 1960 a 1977 – Salgueiro 

 

SAMBAS DE SUA AUTORIA: “Quilombo dos Palmares” (Salgueiro/60, com Anescarzinho e Walter); “Chica da Silva” (Salgueiro/63, com Anescarzinho).

 

OUTROS SUCESSOS: “O negrinho e a senhorita” (com Abelardo da Silva); “Vem chegando a madrugada” (com Adir de Paula “Zuzuca”).

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