PRINCIPAL    EQUIPE    LIVRO DE VISITAS    LINKS    ARQUIVO DE ATUALIZAÇÕES    ARQUIVO DE COLUNAS    CONTATO

NÊGO

NÊGO

       

         

    Nome completo: Edson Feliciano Marcondes

 

 

   Ano de nascimento: 1955

                                                                      

           No início, ele era apenas o irmão de Neguinho da Beija-Flor. No entanto, graças ao seu trabalho e talento, lutou e conseguiu o seu lugar ao sol com brilho próprio. É um puxador de primeira linha e importante compositor nas escolas.

Nêgo começou na Beija-Flor, em 1976, auxiliando seu irmão na condução da escola de Nilópolis. Em seguida, sempre junto com o mano mais velho, vieram as primeiras parcerias e composições. Nêgo resolveu alçar vôo sozinho logo após o carnaval de 1985, ao receber um convite do presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta. “Se eu permanecesse na BF, meu nome sempre ficaria atrelado ao de Neguinho, então resolvi ir atrás do meu próprio caminho”, afirmou.

O primeiro samba puxado na escola do Morro do Borel foi alvo de controvérsias. Muita gente torceu o nariz para “Cama, mesa e banho de gato”, de 1986, uma visão carioca e bem-humorada dos sete pecados capitais. Nego acredita que a escola foi vítima de preconceito. “A Tijuca já era dada como rebaixada antes mesmo de desfilar”, revela. No ano seguinte, ao invés de apresentar novamente um enredo irreverente, a escola preferiu contar a história do dinheiro com “As três faces da moeda”. Para dizer que o tema era sério, Nêgo criou o grito de guerra "Alô, povão! Agora é sério! Canta, Borel!". A escola fez um belo desfile e retornou para o Grupo Especial. Nêgo permaneceu oito anos na Unidos da Tijuca, só trocados após um convite irresistível de Laíla, que passou a dirigir o carnaval da emergente Acadêmicos da Grande Rio, em 1992. Na escola de Duque de Caxias, foram dez anos. O intérprete ainda teve duas passagens pelo Grupo A nos anos de 1992, quando defendeu o Arranco, e em 1999, quando foi o intérprete oficial da Villa Rica.

Nêgo trocou Caxias pelo Salgueiro em 2001. Ele vinha defendendo o samba de autoria de Augusto, José Carlos da Saara e Rocco Filho durante as eliminatórias. Ao vencer a disputa, Nêgo foi convidado pela diretoria da escola a permanecer na agremiação e cantar “Salgueiro no Mar de Xarayés, é Pantanal, é carnaval”. Repetiu a dose em 2002 até retornar à Unidos da Tijuca em 2003. Suas elogiadas performances renderam o convite para puxar “Aquarela Brasileira”, que o Império Serrano resolveu reeditar em 2004. Nêgo não pensou duas vezes e agarrou a preciosa chance com as duas mãos. Manteve-se no Império Serrano até o carnaval de 2007, deixando a escola em função de desacertos financeiros. Após defender a Viradouro em 2008, foi demitido da escola por não comparecer na gravação do samba-enredo para o CD oficial de 2009. Poucos dias depois, Nêgo acertou seu retorno ao Império Serrano, onde defendeu a reedição do samba "Lendas das Sereias, Mistérios do Mar". A escola foi rebaixada no Grupo Especial e o intérprete se desligou novamente da agremiação. Em 2010, dividiu com David do Pandeiro o microfone oficial da Mocidade. Também em 2010, fez expedientes nos carnavais da Região Sul, defendendo a União da Ilha da Magia em Florianópolis e integrando o carro de som da União da Vila do IAPI em Porto Alegre. Com a saída de David do Pandeiro, foi o titular no carro de som da Mocidade a partir de 2011, ao lado de Rixxa. Após o desfile, deixou Padre Miguel e acertou com a Unidos de Vila Maria, em São Paulo. Poderia defender também o Império Serrano no Acesso, mas a escola paulistana não o liberou por coincidência na data da apresentação das duas agremiações.

Para 2013, ensaiou um novo retorno à Serrinha, gravando no CD o samba-enredo do Império Serrano na Série Ouro. Porém, como retornou à Grande Rio depois de 13 anos como intérprete oficial ao lado de Émerson Dias (com quem cantou na Sapucaí), acabou substituído no Império por Freddy Vianna no desfile do Acesso. Após um ano sabático, chegou a ser anunciado em 2015 pela Cubango no Grupo A, mas comandou o carro de som da Imperatriz Leopoldinense no Especial. Em 2016, defendeu a Leão de Nova Iguaçu na Intendente, no Grupo B. Após um ano sabático em 2017, quando foi enredo do Carnaval de Nova Iguaçu homenageado pela Independente de Nova América com o título “Alô, povão, agora é sério. Do Nova América para o mundo, esse 'Nêgo' vale ouro”, para o Carnaval 2018 será o cantor principal da Acadêmicos do Sossego na Série A.

        Tem um CD gravado, com a produção de Milton Manhães. Seu estilo é vibrante na avenida, Nego ganhou cinco Estandartes de Ouro e conciliando uma correta condução do samba com a empolgação do público e dos componentes da escola.

INÍCIO: Beija-Flor de Nilópolis. Até 1985, foi apoio de Neguinho.

Primeiro ano como intérprete oficial: 1986, na Unidos da Tijuca

1986 a 1992 – Unidos da Tijuca

1992 - Arranco 

1993 a 2000 – Grande Rio

1999 - Villa Rica

2001 e 2002 – Salgueiro 

2003 – Unidos da Tijuca 

2004 a 2007 – Império Serrano

2006 e 2007 - Ilha da Marduque (Uruguaiana-RS)

2008 - Viradouro

2009 - Império Serrano

2010 e 2011 - Mocidade (junto com David do Pandeiro e Rixxa)

2010 - União da Ilha da Magia (Florianópolis-SC)

2010 - União da Vila do IAPI (Porto Alegre-RS - apoio de Kaubi)

2010 - Bambas da Alegria (Uruguaiana-RS, junto com Renan Ludwig)

2011 e 2012 - Camarões dos Pampas (carnaval virtual)

2012 - Unidos de Vila Maria (São Paulo-SP)

2013 - Império Serrano (gravou o samba no CD, mas não desfilou)

2013 - Grande Rio (junto com Émerson Dias)

2013 e 2014 - Unidos do Alvorada (Manaus-AM)

2013 - Imperadores do Sol (Uruguaiana-RS)

2014 - Vilage do Samba (Nova Friburgo-RJ)

2015 - Imperatriz

2016 - Leão de Nova Iguaçu

2018 - Acadêmicos do Sossego

GRITO DE GUERRA: Alô, povão agora é sério! Canta (nome do bairro da escola), seguura!

GRITOS DE EMPOLGAÇÃO:quem sabe diz”; “olha o balanço”; “no gogó”; “alegria, alegria, alegria”; “repete!”; “burugudú”, "na palma da mão", "olha aqui, é o Império", "pim, pim", "isso é comunidade!".

Sambas de sua autoria: “Carnaval do Brasil, a oitava das Sete Maravilhas do Mundo” (Beija-Flor 81, com Dicró, Neguinho da Beija-Flor e Picolé); “A grande constelação das estrelas negras” (Beija-Flor 83, com Neguinho); “O gigante em berço esplêndido” (Beija-Flor 84, com Neguinho); “Templo do absurdo” (Unidos da Tijuca 88, com Beto do Pandeiro, Carlos do Pagode, Ivar Silva, Monteiro e Vaguinho); “De Portugal à Bienal no país do carnaval” (Unidos da Tijuca 89, com Beto do Pandeiro, Gilmar L. Silva, Vaguinho e Vicente das Neves); “E o Borel descobriu... navegar foi preciso” (Unidos da Tijuca 90, com Azeitona, Beto, Ditão, Gilmar L. Silva, Ivan, Vaguinho, Valtinho e Vicente das Neves); “Tá na mesa, Brasil” (Unidos da Tijuca 91, com Antônio Conceição e Carlinhos Melodia); “No mundo da Lua” (Grande Rio 93, com Adão Conceição, Carlinhos P2, Dicró, G. Martins, Jacy Inspiração, Juarez Dy Galvoza, Mais Velho, Rocco Filho e Ronaldo), “Ei, ei, ei, Chateau é o nosso rei” (Grande Rio 99, com Barbeirinho e Derê), “Salgueiro no Mar de Xarayés, é pantanal, é carnaval” (Salgueiro 2001, com Augusto, José Carlos da Saara e Rocco Filho), “Asas de um sonho viajando com o Salgueiro, o orgulho de ser brasileiro” (Salgueiro 2002, com Claudinho, Leonel, Luizinho Professor, Serginho 20 e Sidney Sã), "Imperadores Viaja Junto à MPB e Sonha com Samba no Pé" (Imperadores do Sol 2013 - Uruguaiana, com Dudu Oliveira).

Estandartes de Ouro: 5 (1991, 1994, 1999, 2004 e 2006, como intérprete) e Tamborim de Ouro de Voz da Avenida em 2010.

MAIS FOTOS DE NÊGO






Começo de carreira, na Unidos da Tijuca, nos anos 80

Contracapa do LP de 1981, com Nêgo no time de compositores do samba da Beija-Flor daquele ano (composto também por Neguinho, Picolé e o não menos famoso Dicró)



Durante o desfile da Unidos da Tijuca, em 1992 (fotos cedidas por Fred Sabino)


Em 2009, no Império Serrano


Nêgo no "Xou da Xuxa"


Em 1991