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ALMIR SAINT-CLAIR

MONARCO

      

 

     

        Nome: Hildemar Diniz       

        Ano de nascimento: 1933

     

                                                                    

   
Nascido no bairro de Cavalcante, Monarco ainda criança foi morar em Nova Iguaçu. Aos 10 anos de idade mudou-se para Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio e bairro de origem da Portela. Àquela época teve de perto contato com os sambistas da escola, integrando blocos e compondo sambas ainda pequeno. Também foi nessa época que lhe surgiu o apelido.

Aos dezessete anos foi convidado a integrar a ala de compositores da Portela, onde mais tarde viria a se tornar líder da velha guarda. Exerceu também a função de diretor de harmonia da escola.

Monarco nunca chegou a ganhar uma disputa de samba-enredo pela Portela, mas conseguiu consagrar sambas de terreiro e sambas de quadra. Um deles é “Passado de Glória”, que já foi utilizado como “esquenta” (samba executado na área de concentração, pouco antes do desfile), da azul e branco em diversos anos.

No entanto, Monarco venceu algumas disputas na Unidos do Jacarezinho. Em meados da década de 60, o poeta se apaixonou por uma bela cabrocha moradora do bairro do Jacarezinho e o compositor se mudou para a região. Dali para frequentar o samba na escola rosa e branco foi um pulinho. Emplacou quatro sambas por lá, mas só enquanto a agremiação desfilava nos grupos de acesso.

Quando a escola venceu o grupo 2 (com um samba composto por ele), o poeta sentiu que era hora de voltar para a sua Portela pois o coração não aguentaria concorrer contra sua maior paixão no samba. Monarco fez tanto nome no Jacarezinho que chegou até ser o presidente da escola numa ocasião que a bandidagem só a ele respeitava – nos carnavais de 1993 e 1994. O bamba foi homenageado pelo Jacaré na Sapucaí, em 2005, quando a escola desfilou pelo então Grupo B (atual Série B, a terceira divisão do carnaval).

Apesar de não ter vencido nenhum samba-enredo pela Portela, Monarco concorreu diversas vezes. Numa entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, em outubro de 2017, revelou que as duas últimas vezes que foi às finais no Portelão foi em 1984 (em parceria com Noca da Portela, para o enredo “Contos de Areia”) e em 1987 (novamente com Noca, e com o reforço do filho de Monarco, o músico e cavaquinista Mauro Diniz, para o tema “Adelaide, a pomba da paz”). Sua última disputa de samba-enredo foi em 2007, com seu filho Mauro Diniz, Ary do Cavaco, Naldo e o presidente da Ala de Compositores da Portela, Júnior Scafura, para o enredo “Os deuses do Olimpo na terra do carnaval: uma festa dos esportes, da saúde e da beleza”, mas a obra acabou caindo nas eliminatórias.

Em 2013, Monarco foi articulador da vitória da chapa “Portela Verdade”, encabeçada por Serginho Procópio como presidente e Marcos Falcon como vice, atuando politicamente contra o então ex-presidente Nilo Figueiredo. Com a vitória da chapa, Monarco se tornou então o presidente de honra da Portela.
 
Início: Portela, na infância na década de 40.

GRITO DE GUERRA: Não tem

CACOS CARACTERÍSTICOS: Não tem

SAMBAS DE SUA AUTORIA: “Exaltação a Frei Caneca” (Unidos do Jacarezinho/1967); “Exaltação à cultura nacional” (Jacarezinho/1968); “A história de Vila Rica do Pilar” (Jacarezinho/1969); “Geraldo Pereira, eterna glória do samba” (Jacarezinho/1982).

DISCOGRAFIA DE CARNAVAL:

- Escolas de Sambas-Enredo Portela – Coletânea Sony (1993) 

– faixas “Rio, capital eterna do samba” (carnaval de 1960) e “As seis datas magnas” (carnaval de 1953).

DISCOGRAFIA:

- Portela Passado de Glória (RGE, 1970)
- Monarco (Continental, 1974)
- Monarco (Eldorado, 1976)
- Terreiro (Eldorado, 1980)
- Doce Recordação (Selo Office Sambinha, 1986)
- Inéditas: Projeto Preservação da Música Popular (CCSP, 1989) – consta o samba “Exaltação a Frei Caneca”
- A Voz do Samba (Kuarup, 1994) – consta o samba “História de Vila Rica do Pilar”
- Velhas Companheiras: Mangueira & Portela (Nikita, 2000)
- Todo Azul (Phonomotor, 2000)
- Doce Recordação (Nikita, 2000)
- Monarco (Warner, 2000)
- Uma História do Samba (Japão, 2000)
- Meninos do Rio (Carioca Discos, 2000)
- Uma História do Samba (Rob Digital, 2003)
- Passado de Glória - Monarco 80 Anos (Independente, 2014)
- Monarco de Todos os Tempos (Biscoito Fino, 2018)

Participações especiais:
- Histórias do Céu e da Terra (1984)
- Ala de Compositores da Portela (2000)
- Homenagem a Paulo da Portela (Nikita, 2001)
- Zeca Pagodinho: À Vera (Universal, 2005)
- Baú da Dona Ivone (Independente, 2012)
- Samba Book - João Nogueira (Musikeria, 2012)

Prêmios:
- Melhor Álbum de Samba (“Passado de Glória - Monarco 80 anos”), no 26º Prêmio da Música Brasileira (2015);
Estandarte de Ouro 2016 – categoria Personalidade.

MAIS FOTOS DE MONARCO


O poeta Hildemar Diniz, aos 85 anos


Monarco e sua imagem clássica: fazendo reverência com o chapéu panamá azul e branco


Monarco desfilando com sua Portela na Sapucaí






Capa de seu LP de 1991 "A Voz do Samba"


Monarco nos arcos da "Lapa de outrora", em 1971


Na capa de seu disco de 1976


Com seu filho, Mauro Diniz, na entrega do Prêmio da Música Brasileira (2015)


Capa do disco Terreiro, de 1980


Monarco ao microfone


Família Diniz: Mauro (filho), Juliana (neta) e o patriarca

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