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UNIDOS DO JACAREZINHO

UNIDOS DO JACAREZINHO

FUNDAÇÃO 16/06/66
CORES Verde, Rosa e Branco
QUADRA Av. Dom Helder Câmara, 2233
Vieira Fazenda
21050-450
Telefone: 3886-4384
Fax: 2261-2350
BARRACÃO Av. Rio de Janeiro, s/n
São Cristóvão
SÍMBOLO Jacaré

 

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

 

HISTÓRICO

A escola está localizada no bairro carioca do Jacaré, o segundo maior parque industrial da cidade, mais precisamente na favela do Jacarezinho, o segundo maior contingente habitacional da cidade do Rio de Janeiro. O G.R.E.S. Unidos do Jacarezinho, de cores rosa e branco, é oriundo da fusão de três agremiações - Unidos do Morro Azul, de cores azul e rosa, fundada em 28 de março de 1946 por Dona Andressa Moreira da Silva, líder comunitária e uma das primeiras mulheres a assumir a presidência de uma escola de samba, pela escola Unidos do Jacaré, de cores verde e rosa e pelo Bloco Carnavalesco Não Tem Mosquito, de cores vermelho e branco.

São os fundadores da Unidos do Jacarezinho: Ney de Gaspar, Josué da Silva, José Victor Barcelos, Antônio Barbosa, Ernani Pinto, Hélio Fábio dos Santos, entre outros. Dona Andreza era líder no morro e foi uma das primeiras mulheres a assumir presidência de escola de samba. É também fundadora da União das Escolas de Samba. Ney de Gaspar e Newton Monteiro foi quem propuseram as cores da escola. Sua antiga cor foi azul e branca, posteriormente mudando para a atual rosa e branco.

Em seu primeiro ano como escola de samba, a Unidos do Jacarezinho conquista o título do Grupo 3 com o enredo "Exaltação a Frei Caneca" no ano de 1967. Em 1970, a escola já se apresentava no Grupo principal das escolas de samba do Rio de Janeiro com o enredo "O Fabuloso Mundo do Circo" conquistando a penúltima colocação, voltando ao grupo 2.

No ano de 1986 conquista o título do Grupo 1-B, equivalente ao grupo A atualmente, com o enredo "Candeia, luz de inspiração", do carnavalesco Flávio Tavares, e retorna ao Grupo Especial. No ano de 1987, a Unidos do Jacarezinho abre o desfile de domingo com o enredo "Lupicínio Rodrigues, dor de cotovelo", também do carnavalesco Flávio Tavares, mas a escola não se faz feliz e retorna ao Grupo 1-B. No ano seguinte a escola consegue subir novamente, e em 1989 desfila no Grupo Especial com o enredo "Mitologia, Astrologia e Horóscopo, uma Benção para o carnaval brasileiro", de Lucas Pinto e novamente não consegue permanecer no Grupo Especial.

Depois disso, a escola nunca mais voltou ao Primeiro Grupo e, nos últimos anos, vinha oscilando entre os Grupos A e B. Em 2005, a Unidos do Jacarezinho foi rebaixada para o Grupo C, onde permaneceu por dois anos. Em 2008, com a reedição do tema de 1992 "A Visita do Jacarezinho ao Reino Encantado de Maria Clara Machado", a escola obteve nota dez de todos os jurados e retornou à Sapucaí em 2009 graças a conquista do título do Grupo C. A volta à Passarela do Samba foi em grande estilo, com a quarta colocação obtida no Grupo B. Porém, em 2010, um enredo sobre inclusão digital aliado a um samba polêmico, com pérolas como "Eu vou entrar no seu Orkut", provocaram o rebaixamento do Jacarezinho para o Grupo C em 2011. 

A rosa e branco ficaria apenas dois anos fora da Sapucaí. Em 2012, foi a vitoriosa do Grupo C e voltou para o Grupo B em 2013. No entanto, a homenagem a Jamelão não foi suficiente para manter o Jacarezinho no grupo, com o penúltimo lugar proporcionando o retorno à Intendente no Grupo B, onde até hoje permanece.

RESULTADOS DA ESCOLA

1967 - 1ª no Grupo 3 
Exaltação a Frei Caneca 

1968 - 10ª no Grupo 2 
Exaltação à Cultura Nacional

1969 - 2ª no Grupo 2 
Vila Rica do Pilar 

1970 - 9ª no Grupo 1 
O Fabuloso Mundo do Circo 

1971 - 8ª no Grupo 2 
Bahia de Ontem, de Hoje e de Sempre 

1972 - 2ª no Grupo 2 
Banzo Ayê 

1973 - 10ª no Grupo 1 
Ameno Resedá 

1974 - 10ª no Grupo 2 
Duduca Lunga, a Maravilhosa Arte Negra 

1975 - 12ª no Grupo 2 
Catarina Mina 

1976 - 7ª no Grupo 2 
Canudos, Histórias de sua Gente 

1977 - 8ª no Grupo 2 
A Glória dos Quilombos 

1978 - 10ª no Grupo 2 
Todas as Rosas do meu Rio 

1979 - 7ª no Grupo 2A 
Sai Azar, Pé de Pato, Mangalô Três Vezes 

1980 - 10ª no Grupo 2A 
E o Morro Desce 

1981 - 2ª no Grupo 2B 
Paulo da Portela, Majestade do Samba 

1982 - 1ª no Grupo 2A 
Geraldo Pereira, Eterna Glória do Samba 

1983 - 9ª no Grupo 1B 
Quente como Inferno, Negro como Noite, Doce como Amor 

1984 - 10ª no Grupo 1B 
Ziguezagueando no Zum Zum da Fantasia 

1985 - 6ª no Grupo 1B 
Do Batuque à Apoteose, o Samba pede Passagem 

1986 - 1ª no Grupo 1B 
Candeia, Luz de Inspiração 

1987 - 11ª no Grupo 1 
Lupicínio Rodrigues, Dor-de-Cotovelo 
Flávio Tavares

1988 - 2ª no Grupo 2 
Parabéns pra Vocês 

1989 - 18ª no Grupo 1 
Mitologia, Astrologia, Horóscopo, uma Benção para o Carnaval Brasileiro 
Lucas Pinto

1990 - 5ª no Grupo A 
Jurupari, a Voz da Mata 

1991 - 3ª no Grupo A 
Sou Negro, Sou Raça, Sou Gente 
Reinaldo Valença e Chocolate

1992 - 6ª no Grupo A 
A Visita do Jacarezinho ao Reino Encantado de Maria Clara Machado 
Carlos Feijó e Eduardo Gonçalves

1993 - 13ª no Grupo A 
Mangueira, Beleza que a Natureza Criou 
Flávio Tavares

1994 - 8ª no Grupo A 
E agora Eu, ao Vivo e a Cores 
Reinaldo Valença

1995 - 11ª no Grupo A 
E o Jacarezinho Descobriu a Atlântida, a Tela Perdida 
Eduardo Gonçalves

1996 - 3ª no Grupo B 
Vapt Vupt, 44 Anos de Cultura, Humor e Fantasia 
Comissão de Carnaval

1997 - 3ª no Grupo B 
Sonhando com a Infância, Oh ! Como é Doce ser Criança 
Comissão de Carnaval

1998 - 1ª no Grupo B 
Jacarezinho é ... Etnias na Sapucaí 
Comissão de Carnaval

1999 - 5ª no Grupo A 
Jacarezinho Canta e se Encanta com os Mistérios do Senhor da Luz 
Cláudio Domingos e Everton Jesus

2000 - 10ª no Grupo A 
Do Barão à Fundação, 100 Anos à Serviço da Nação 
Cláudio Santos e Everton Domingos

2001 - 3ª no Grupo B 
Maracanã, 50 Anos de Emoções 
Cláudio de Jesus e Ewerton Domingues

2002 - 3ª no Grupo B 
Jacarezinho e Daniel Azulay Brincando nos 25 Anos da Turma do Lambe-lambe 
Eduardo Gonçalves e Wanyr Júnior

2003 - 8ª no Grupo B 
Jacarezinho Roda, Roda, Roda e Avisa: que Saudades do Velho Guerreiro - Chacrinha! 
Eduardo Gonçalves

2004 - 4ª no Grupo B 
Unisuam no Mundo Jacaré, Coruja é Rei 
Eduardo Minucci

2005 - 10ª no Grupo B 
Monarco, voz e mémoria do samba, um passado de glória 
Eduardo Minucci

2006 - 3ª no Grupo C
Jacarezinho Guerreiro, Mostra Que a África é Aqui
Laerte Gulini

2007 - 9ª no Grupo C
Taí... Jacarezinho de turbante traz a herança da Pequena Notável fascinante
Laerte Guilini, Silvio Fernandes e Leonardo Soares

2008 - 1ª no Grupo C 
A Visita do Jacarezinho ao Reino Encantado de Maria Clara Machado 
Eduardo Gonçalves

2009 - 4ª no Grupo B 
Ora pois, pois... Tem Paticumbum à Vista
Alex de Oliveira

2010 - 10ª no Grupo B 
Jacarezinho.com.br
Alex de Oliveira

2011 - 6ª no Grupo C 
Encantados
Eduardo Gonçalves

2012 - 1ª no Grupo C 
O samba agoniza mas não morre. Nelson Sargento da Mangueira e também do Jacaré!
Eduardo Gonçalves

2013 - 18ª na Série A 
Puxador, não. Intérprete! Por Mestre Jamelão!
Marcus Ferreira

2014 - 8ª no Grupo B 
Africanidades. Os caminhos da arte de tez negra
Gebran Smera

2015 - 2ª no Grupo B 
Pirilampos – Uma lenda Curumim!
Eduardo Gonçalves

2016 - 8ª no Grupo B 
Aha, Uhu! É festa do Jacarezinho: 50 anos de cultura, arte e alegria de uma comunidade!
Eduardo Gonçalves

2017 - 9ª no Grupo B 
O dia em que o Jacaré comeu a noite
Eduardo Gonçalves

SAMBAS-ENREDO

1969

Enredo: Vila-Rica do Pilar

Compositores: Monarco

 

Brasil

É repleto de fatos importantes

De uma era tão marcante

Da fase colonial

Que nós cantaremos

Com detalhes interessantes

Neste carnaval

No ribeirão Tripuí

Um mulato desconhecido

Veio a descobrir

O ouro das Minas Gerais

É o que a história nos trás

Mito do Itacolomi

Ficou sendo marco dos mineradores

Que procuravam aquele local

Em busca do rico

E tão precioso metal

Minas Gerais tem as suas entranhas

Repletas de riquezas mil

Onde nasceram grandes vultos

Do nosso Brasil

Depois (ah, depois)

Daquela descoberta alvissareira

Surgiu muita gente

Naquela cidade mineira

Houve um combate

Sangrento e feroz

Guerra dos emboabas

Lembrada por nós

Não foi só isso

Que se deu em Vila Rica

A história explica

Devemos lembrar

Inconfidência Mineira

Página Brasileira

Que o povo jamais esquecerá

É com orgulho e glória

Que lembramos a história

De Vila Rica do Pilar

Lá lá laia lá lá lá

 

1970

Enredo: O Fabuloso Mundo do Circo

Compositores: Marcos e Sarabanda

 

O circo chegou aqui

Vamos aplaudir

Veio lá do estrangeiro

Para o nosso solo brasileiro

 

Trazendo alegria

A milhões de corações (bis)

Faz vibrar as multidões

 

Lá lá iá lá lá ia lá iá lá iá lá iá lá lá (bis)

Lá lá iá lá lá ia lá iá lá iá lá iá lá lá

 

O circo é tradição mundial

E o palhaço é figura principal

Os trapezistas sensacionais

Os domadores desafiam os animais

E no século XX

Despontaram para a platéia brasileira

O famoso Chimarron, Dudu

E Benjamim de Oliveira

 

Sorria, meu povo, sorria (bis)

Com Fred, Carequinha, Arrelia

 

Lá lá iá lá lá ia lá iá lá iá lá iá lá lá (bis)

Lá lá iá lá lá ia lá iá lá iá lá iá lá lá

 

1971

Enredo: Bahia de Hoje, Ontem e Sempre

Compositores: ????

 

Bahia é um berço de glória
Que não foge da memória
Deste povo varonil
Na era colonial
Foi a primeira capital do Brasil
Vultos imortais
Suas histórias não viveremos jamais

É o primor (bis)
A pureza da Bahia de São Salvador

Igreja do Senhor do Bonfim
Devotos pregam orações
Festas brilhantes
Fantasias e tradições
Mercado, negra baiana em feira
Berimbau e capoeira
Linda atração do candomblé

Salve a sereia Iemanjá (bis)
É a rainha do mar

 

1972

Enredo: Banzo-Ayê

Compositores: Nonô e Zé Dedão

 

Glorificamos

A história

Deste Brasil gigante

O quilombo dos palmares

Daqueles conflitos constantes

Ganza zumba

Sinhenerê guerreiro

Sedento da liberdade

Do terrível cativeiro

Nego quer ago

O sinhô não dá

Nego tá com banzo

Nego vai chorar

Foi ponto culminante

A chegada do Rei Negro

Teve festa na aldeia

E batuque no terreiro

Tijuco arraial de gente rica

Onde o muzungo encontrou

Aquela mulata bonita

Foi a mulata

Cor de canela

Salve, salve

Salve ela

 

1973

Enredo: Ameno Resedá

Autores: Nonô, Sereno e Zé Dedão

 

Nesta passarela reluzente

Contagiando muita gente

Ao ver a nossa escola desfilar

Jacarezinho apresenta

Um tema fascinante

O Ameno Resedá

É um fato importante

Com detalhe interessante

Do antigo carnaval

Recordamos na avenida

Que passou em sua vida

Alegrando o pessoal

 

Vamos meu povo, vamos cantar

Quero ver quem é de samba (bis)

Quero ver quem vai sambar, oi

 

Sinto na alma, meus senhores

Aquela linda melodia

Lentamente entoada

Quando o rancho aparecia

Vibrava a platéia em geral

Matizando alegria

Glorificando nosso carnaval

 

Vamos meu povo, vamos cantar

Quero ver quem é de samba (bis)

Quero ver quem vai sambar, oi

 

1975

Enredo: Catarina Mina

Compositor: Rode

 

Trazemos para este carnaval
Um fato importante
Da era colonial
Uma escrava que viveu no Maranhão
Era linda e sedutora
Despertava a atenção

Foi, foi Catarina Mina
Preta bela, preta fina (bis)
Empolgava a multidão

Êra, êra, êra (bis)
Lá vem Catarina toda faceira

Era esbanjadora de riqueza
Em São Luis, cidade dos azulejos
Satisfez o seu desejo
Muitos cobiçavam seu amor
Mas com um cafuzo ela se casou

Olha o boi-bumbá
Olha o catimbó (bis)
Salve o batuque
No terreiro da vovó

 

1976

Enredo: Canudos, História de sua gente

Compositores: Meireles, Guaraci, Moreira e Tompson

 

É lindo apresentar

A história deste povo nordestino

Imigrantes, sertanejos

Que tiveram, cruel destino

Estes retirantes

Num ponto do norte da Bahia

Criaram uma norma de viver

E fizeram surgir

O arraial de Canudos

Onde viram tudo renascer

Antonio Conselheiro já dizia

Pregoando em sua religião

Em profecias ele falava

No fim da miséria do sertão

 

Oh, virgem do Rosário

Senhora do mundo (bis)

Dê-me um coco d’água

Senão eu vou ao fundo

 

O bravo povo de Canudos

Suportando as perseguições

Repetia com fibra e valentia

As investidas das expedições

Lutaram com heroicidade

Vendendo caro a liberdade

Na luta travada nos sertões

Antonio Vicente Mendes Maciel

Chegando a Santa Cruz

Ao lado do altar

Viu no rosto da Virgem

Lágrimas de sangue

A rolar

 

Oh, virgem do Rosário

Senhora do mundo (bis)

Dê-me um coco d’água

Senão eu vou ao fundo

 

1978

Enredo: Todas as rosas do meu Rio

Compositores: Rodenir Pereira Rodrigues [Rode], Dorvalino Pires [Nonô], Joanir da Silva Coelho [Jonas] e Isaurino Jesus Pereira [Isauro]

 

Através das nossas cores

Vamos exaltar

Todas as rosas do meu Rio

No festejo popular

É carnaval

Trazemos rosas

Rosas para ofertar

 

Rosa é mamãe

Rosa é canção (bis)

Rosa é amor no coração

 

Vamos marcar encontro com a natureza

Falar de rosas, que beleza sem igual

Mas ainda guardo na lembrança

Lindos sonhos cor-de-rosa

Dos meus tempos de criança

 

Rosas brancas

Rosas pra Iemanjá (bis)

Odoceaba

No misterioso mar

 

1979

Enredo: Sai azar, pé de pato, mangalô três vezes

Compositores: Rode, Nonô, Jonas e Isauro

 

Sai azar
Pé de pato
Mangalô três vezes
É um tema popular
Que mostramos desta vez
Com o talismã da sorte
E o uirapuru a cantar
Arruda
E uma figa de guiné
Que afasta o azar

Quem canta
Seus males espanta
Transmitindo alegria (bis)
Afastando a superstição
Deste mundo em fantasia

O lado bom
É cercado de esperança
E fé
O lado mau
Transmite o medo
Sobrenatural

O gato preto
Perde as forças (bis)
No encanto do amuleto

Sexta-feira treze
Treze de agosto (bis)
Muita gente benze a casa
E toma banho com sal grosso

 

1981

Enredo: Paulo da Portela, a majestade do samba

Compositores: Dicaia, JB e Didi

 

Oh, que esplendor

Neste festejo brilhante de riquezas mil

Vamos exaltar esta chama que não se apaga

A majestade do samba no Brasil

Raiava o samba

E muitos não entenderam a sua luz

Hoje o samba é arte nobre de um povo

Samba, tuas sementes floresceram

Samba, exalta quem foi o primeiro

Sambista de Oswaldo Cruz

 

Fundador da Portela (bis)

Que tanto seduz

 

Paulo Benjamin de Oliveira

O saudoso Paulo da Portela

Mestre das escolas de samba

Pelas quais se entregou sem cessar

Nesta passarela engalanada

Sob o som da batucada

Volta a desfilar

Só que agora é enredo

Desta escola que em poema

Peito aberto vem cantar

Lá, laiá, lá, laiá, lá, laiá...

 

1982

Enredo: Geraldo Pereira, eterna glória do samba

Compositores: Monarco

 

Já lembramos vultos de nossa história

Que estão cobertos de glória

Nessa terra alvissareira

Hoje o artista foi feliz

Lembrou-se de uma raiz

Da música brasileira

É um orgulho

Da nossa Estação Primeira

Se divertia nos bailes das gafieiras

 

E hoje nós cantamos

Com prazer para enaltecer (bis)

O nome de Geraldo Pereira

 

Foi o rei do samba sincopado

Deve sempre ser lembrado

Este grande compositor

Quem não se lembra

De “Falsa Baiana”

E “Bolinha de Papel”

Que fez do bamba

O nosso bacharel

Você só dança com ele

E diz que é sem compromisso

É bom acabar com isso

Não sou nenhum Pai João

E o Jacarezinho

Enaltece o escurinho

Que tinha a mania de brigão

 

1983

Enredo: Quente como o inferno, negro como a noite, doce como o amor

Compositores: Meireles, Batista, Carlinhos e Helio

 

O poeta vem exaltar com primazia

Esse ouro verde em forma de poesia

Vamos falar da riqueza do país

Em tons de esmeraldas, topázios e rubis

Na era das monarquias

A exportação enriquecia as burguesias

E hoje neste festejo popular

O Jacarezinho vem homenagear

Francisco de Melo Palheta introduziu

A plantação do café no Brasil

E foi no Estado do Pará

Onde floresceu nesta terra fértil

Essa riqueza atravessou o Mediterrâneo

O rei café de origem africana

Esse presente que Palheta conquistou

Graças a um romance de amor

São Paulo é um grande produtor

Desse soberano do sabor

 

Na colheita, na moagem, na batida do pilão (bis)

Os colonos só cantavam essa beleza de canção

 

Eu queria ser peneira

Na colheita do café (do café)

Pra viver dependurado

Na cintura da mulher

 

Bota água pra ferver

Pra passar no coador (bis)

Como é bom tomar café

Quente e doce como o amor

 

1984

Enredo: Ziguezagueando, no Zum Zum da fantasia

Compositores: Batista, Meireles e Carlinhos Anchieta

 

Vamos formar um elo de alegria

E entrar no mundo da fantasia

E alimentar o calor da emoção

Em busca da imaginação

Brilhar, brilhar

No palco da alegria

Brindar com euforia

O renascer da fantasia

O Jacarezinho

Traz o tema pra folia

Prateando num rosado

Com lindo toque de magia

 

São fascinantes

Essas cores tão singelas (bis)

Que hoje brilham

Novamente na passarela

 

Oh, que beleza o coração

Apaixonado por tanta filosofia

Quero se perder, enlouquecer

E sobreviver o dia-a-dia

Eu vivo buscando a minha paz

Não tenho mágoas da realidade

 

Hoje no berço da liberdade (bis)

Eu quero encontrar felicidade

 

Vem sambar, sorrir, brincar

Ziguezagueando (bis)

No zunzum da fantasia

 

1985

Enredo: Do batuque à Apoteose, o samba pede passagem

Compositores: Barbeirinho do Jacarezinho, JB, Jorginho Boró e Expedito José

 

A chama do passado e tradição iluminou

E um canto de magia e sedução ecoou

Ô ô ô ô Bahia

Em primazia, a semente germinou

E no Rio de Janeiro

O samba se consagrou

Dos batuques de senzala até o momento atual

Suplantando preconceitos numa apoteose triunfal

 

Cateretê, cana verde viola

Batuque de Angola samba no pé (bis)

Cheiro de terra, cantos de guerra

Balangandãs, figa de Guiné

 

Oh, Praça Onze querida

Palco de saudosos carnavais

Onde o samba teve grandes glórias

E a memória não te esquecerá jamais

Tia Ciata, a festeira

A alegria comandava

Embaixo de um telheiro

Reunia os partideiros, onde o samba imperava

E hoje, vestindo a nova roupagem

Saudando a todos os bambas

O samba pede passagem

 

"Deixa Falar"

Tem batuque no terreiro (bis)

Gato virou tamborim

Na roda de batuqueiro

 

1986

Enredo: Candeia, Luz da Inspiração

Compositores: Bené do Feitiço, Pedrinho Total, Zé Leitão, Vilmar e Marquinho Mancha

 

O tempo que passou

Nos traz recordação laia laiá laiá

Vamos lembrar na avenida

Candeia, luz da inspiração (ao som)

Ao som da viola e pandeiro

Sou mais o samba brasileiro

Assim ele nos dizia

Portela, sua escola de coração

Que emoção ao desfilar com os sambas que ele fazia

Fundou Quilombo, que aos pobres ajudou (ajudou)

E a linda arte negra também mostrou

 

Olha o jongo, boi-bumbá

Olha o maculelê (bis)

Capoeira vou jogar

 

(Ele inovou)

Ele inovou, revivemos sua raça

Tornando todos os dias em um dia de graça

 

Bate palmas para mim (plá plá plá) (bis)

O patrão que o ano inteiro vive a me torturar

 

Cantar (oi cantar)

É a maneira de desabafar

É sorrir pra não chorar

Igualdade, liberdade é natural

Pro negro não mais voltar ao humilde barracão

Para toda humilhação acabar afinal

Agora canta, meu povo canta

Esquece as mágoas porque hoje é carnaval

Agora canta, meu povo canta

Em homenagem ao sambista imortal

 

1987

Enredo: Lupicínio Rodrigues, a dor-de-cotovelo

Compositores: Milton de Luna, Madeira, Bené do Feitiço, Lucio Bacalhau e J. Andrade

 

Entra meu amor, fica à vontade

Para homenagear

O grande artista e poeta popular

Que se faz vestir

De rosa e branco

É por aqui a vida e obra de Lupi

De bar em bar

E de amores em amores

Teceu canções

E fez da mágoa uma fonte de lazer

Semeando ao som de melodias

Alegria e prazer, eis a lição

Haja coração

Desafiando

O tempo e atravessando gerações

Suas canções vão encantando

Nos cabarés e salões

Uma legião de sofredores

Falando em desamor numa só voz

Vira um mutirão de sonhadores

Semeando flores entre nós

 

Quem ontem chorou

Hoje vai sorrir (bis)

Lupiciniando na Sapucaí

 

1988

Enredo: Parabéns pra você

Compositores: Macambira e Batista do Jacarezinho

 

Hoje sou criança, sou folia

Jacarezinho faz a festa

Oh, quanta euforia

Pra vocês nossos amores

Comunicadores infantis

Sei dizer que a hora é de alegria

E venham cair nesta folia

 

Com bolas coloridas

Cataventos a girar (bis)

Segura meu pião

Minha pipa está no ar

 

Me encanto com a magia do balão

Eu faço parte dessa gente inocente

E na carruagem dos meus sonhos

Vejo a paz sempre presente

Tem Lobato em reinações, meus heróis

Seus contos espelham meus devaneios

Mantendo esperanças entre nós

Lupu Limpim Clapá Topô

Domingo vamos ao Parque

Para semear amor

As suas trapalhadas não são arte

São feitas com humor, pra encantar

Oh, meu garoto

Vem com paipai se divertir

Distribuindo doces na Sapucaí

 

A festa é nossa, é carnaval

Parabéns pra vocês (bis)

Beijinhos, beijinhos, tchau, tchau

 

1989

Enredo: Mitologia, Astrologia, Horóscopo, uma benção para o carnaval brasileiro

Compositores: Barbeirinho do Jacarezinho, Jorge Pi, Serginho da Banda, Macambira, Batista do Jacarezinho e Lúcio Bacalhau

 

Me fiz de sonhos e vaguei

Pelas estrelas

E ao perto tê-las

Como estrela me senti

Vendo Zeus

E a sua corte vindo ao nosso carnaval

 

Com bênçãos e presentes (bis)

Através do ciclo zodiacal

 

Hoje a astrologia é a rainha

Que fascina os nossos corações

A sorte, o amor, quanta magia

Que os astros irradiam em nosso caminhar

Na correlação da mitologia

Em uma viagem pelas civilizações

Na carruagem do delírio

Vi meus sonhos e desejos astrais

Tomados em forças e preceitos

Nesta carta astral

(Oh, Marte)

Marte é a força, é a vitória

Hera une os povos na folia

Mercúrio, a cultura do enredo

Apolo, a inspiração do compositor

Hoje o sol é o nosso astro-rei

A opulência da mais alta majestade

 

Um cicerone da lua

Guiando os astros (bis)

Para sambar na cidade

 

Diana, o esplendor da arte

A plenitude pelas mãos do artesão

Vênus, a beleza da mulher

A miscigenação

Dádiva dos deuses

A glória dos destaques

Regendo o sonho

Embalando em poesia

Num mundo de fantasia

Ao calor da emoção, oi

 

Oi gira roda

138, alô, alô (bis)

Me responda se eu serei

Neste dia o vencedor

 

1990

Enredo: Jurupari, a voz da mata

Compositores: Clomar, Serginho e Maurício

 

Por uma viagem fascinante

Curupira me levou

Num mundo de encantamento

Nas águas tranquilas de Janauari

Rairú e os segredos da noite

Iara a me seduzir

 

Boiuna olhos faiscantes

Nos quartos minguantes (bis)

Só quer destruir

 

Norato, a vagar pelas areias

Na noite, sob o brilho das estrelas

Ouvi o canto mágico do Uirapuru

Anunciando que o melhor tá pra chegar (tá pra chegar)

Mãe quente vem me aquecer

Baíra quero aprender

Pescar nos rios e furar favos de mel

Comida, macaxeira e tomei do guaraná

As mulheres guerreiras aprendi a amar

Voltei desta viagem fascinado

Mas estou tão preocupado

Com o que pode acontecer

O homem destruindo as florestas

Cedo ou tarde, vai se arrepender

 

Jurupari, a voz da mata

Jurupari foi criado por Tupã (bis)

Pra proteger o pindorama

E a justiça conseguir

 

1991

Enredo: Sou negro, sou raça, sou gente

Compositores: Macambira, Jonas e G.P.

 

Hoje sou um conto de uma raça

De lendas, mistérios e magias

Trago para este carnaval

Em forma de poesia

 

Aí o branco foi chegando

Aqui colonizando

Explorando este chão (bis)

Abraço-me à folia

Num toque de magia

Oh, quanta imaginação

 

Cultura, arte, sonho e poesia

Num colorido sem par

Vinda da África distante

Nos tumbeiros, entre terra, céu e mar

E na senzala, adorava seus deuses

E seus orixás

Com cantos envolventes, saravá Pai Oxalá

No Quilombo dos Palmares

Nem o banzo recuava

Surgiu um grito forte

Na aldeia ecoou liberdade

A beleza e a graça

Sou negro, sou gente, sou raça

 

Tem, tem, tem

Abrosô e acarajé (bis)

Na panela do Jacaré

 

1992

Enredo: A visita do Jacarezinho ao reino encantado de Maria Clara Machado

Compositores: Tingo, Gilson Bernine, Clóvis Pê e Fernando

 

Sou (eu sou, eu sou)

Jacarezinho e sou criança

E visito o mundo encantado

De uma doce inspiração

Que clareou (ah, que clareou)

Maria Clara Machado

Tic-tac meu relógio bate forte

Sou recebido por bonecos engraçados

Lá vou eu pra conhecer

O doutor que faz crescer

 

Vem brincar, bruxa boa

Sai pra lá, bruxa má (bis)

É carnaval, eu quero é saracotear

 

E num passe de magia, me encontrei

No reino medieval, quem matar o dragão

Leva a filha do rei

O circo transborda alegria

Explode coração de emoção

Vou no cavalinho azul pra saber

Quem matou o leão

O mais malandro aqui é o camaleão

O dilúvio pode vir

Pois afinal sou Jacaré

Pego carona na arca de Noé

Quem sacar primeiro, leva a melhor

Tem faroeste e bang-bang em Tribobó

 

Olha o Pluft aqui, olha o Pluft ali (bis)

Um fantasminha na Sapucaí

 

1993

Enredo: Mangueira, beleza que a natureza criou

Compositores: Tobi, Jonas, Zezinho e Macambira

 

Fiz deste tema poesia

Decorei a fantasia

Com que o artista imaginou

Jacarezinho exalta Mangueira

Beleza que a natureza criou

É a raiz do samba

Terra de gente bamba

Onde tudo começou

Com menestrel Carlos Cachaça

Cartola e outros bambas

Uniram talentos e belezas

Para acabar com a demanda

Criando a Estação Primeira

 

Divina luz

Deu inspiração a esses poetas (bis)

Bordando com primazia

Suas lindas melodias

 

Minha madrinha querida

Campeã de vários carnavais

Colorindo com seus versos

Os cenários musicais

 

Não podemos esquecer

Cultura, esporte e lazer (bis)

Mangueira do Amanhã

Parabéns a você

 

1994

Enredo: E agora... "eu" ao vivo e a cores

Compositores: Paulinho Zona Sul, Zé Luiz, Ci da Banda União, Neri Buiú e Carvalhaes

 

Lá do céu

Os astros irradiam da janela

Resplandescendo a terra e o mar

 

O arco-íris coloriu a passarela (bis)

Abram alas para Oxumaré passar

 

Metá-metá, chegou a hora (bis)

Vai virar homem ou uma cobra

 

Com sete cores

Eu me pintei (ah, eu me enfeitei)

Pra desfilar

Na Sapucaí cheguei

E agora lá vou eu

Jacarezinho ao vivo e a cores

 

O que que eu sou

Sou emoção

Vou sacudir seu coração

Canta povão

Sou emoção

Vou sacudir seu coração

 

Sambando a cada palmo deste chão

Brilham a arte, a cultura e a sedução

Diz a lenda que Euá chorou

Ao ver devastada a natureza

Pelo homem com certeza, sem pudor

E o sol veio enxugar seu pranto

Como um ato de amor

E com a chuva pintaram a mais bela

Aquarela que a lua prateou

 

Sou gnomo na magia

Do tesouro guardião (bis)

Quem me vê nesta folia

Vai ter sorte e proteção

 

1995

Enredo: E o Jacarezinho descobriu Atlântida, a tela perdida

Compositores: Gilson Bernini, Clovis Pê, Valter Veneno e Moacir M

 

Mergulhei lá no fundo do mar

Num sonho de felicidade

E descobri, ai eu descobri, foi genial

Atlântida, a tela perdida

Tesouro do cinema nacional

Fiquei maravilhado, um banho de arte

Vi talento em toda parte

Foi tamanha emoção

Balançou meu coração

 

Oscarito e Grande Otelo

Estrelas imortais (bis)

Gente que a gente

Não esquecerá jamais

 

Aí me diverti, cantei, dancei

Me encantei com os sucessos musicais

Quanta beleza, quanta alegria

Filmes de amor e de humor ô ô

Sou artista, hoje é meu dia

Entre tantos, aviso aos navegantes

Colégio de brotos

Esse mundo é um pandeiro

E lá vou eu, Jacaré aventureiro

Resgatando essa cultura

Magia do cinema brasileiro

 

De vento em popa, eu vou

Sputinik chegou (bis)

Tô em cartaz, vamos aplaudir

Jacarezinho na Sapucaí

 

1996

Enredo: Vapt vupt - 44 anos de humor e fantasia

Compositores: Carvalhães, Neri, Gilson Bernini e Bizuca

 

O show está no ar

Minha escola vai passar

Dando aula na avenida

É hora de cantar, sambar e gargalhar

Ficar de bem com a vida

Jacarezinho se faz palco num sorriso

Exalta Chico Anísio e um elenco triunfal

É arte, é cultura e poesia

Bom humor e fantasia neste carnaval

 

Vapt-Vupt pra cá

Vapt-Vupt pra lá (bis)

Eu gostcho e "Zé Fini"

Vou pra galera na Sapucaí

 

(Trajetória)

São 44 anos de emoção

Que a escolinha humoriza esta nação

Sucesso no rádio e chega à televisão

Em preto e branco, clareou e coloriu

Conquistando o povo em todo Brasil

Hoje o professor Raimundo

Faz do samba uma lição

Dá um "sambarilove" no seu coração

 

Fecha a conta, passa a régua

Na tristeza dá um nó (bis)

Como diz o amado mestre

"E o salário ó"

 

1997

Enredo: Sonhando com a infância, oh! Como é doce ser criança

Compositores: Zezinho, Aílton, Tiônio e Ito da Fazenda

 

Viajei

Na carruagem dos meus sonhos

E voltei a ser criança

Oh, doce lembrança

Dos doces que eu saboreava

E as histórias que vovó contava

Da Branca de Neve

Chapeuzinho e o Lobo Mau

O mundo do faz de conta

É sensacional

Brindando as festas tradicionais

Brincando eu vou com o Jacarezinho

Neste carnaval

Brinca de roda, pipa, bola e pião

E voar de balão mágico no céu da ilusão

Nossos heróis

Nacional Kid foi o pioneiro

Tem Emília e Visconde

Personagens brasileiros

É lindo ver, no circo o palhaço

É a grande atração

Agüenta coração

No despertar dos meus sonhos ô ô ô

Volto à realidade

Vou no shopping, vou brincar

De patins, skate e Mega-drive

 

1998

Enredo: Jacarezinho é.... Etnias em festa na Sapucaí

Compositores: Jorge Branco, Walter Veneno, Beto M. Mascote e Moacir M.M.

 

Agora vai

Vamos dar a volta por cima

A própria vida nos ensina

Jacarezinho se agiganta e vem cantar

O índio, o branco e o negro

Samba e carnaval

Toda a riqueza do folclore nacional

Traduzem festa que o tempo consagrou

Sob a influência de quem se influenciou

Quando o branco chegou, se encantou

Com as belezas desta terra

Delirou fazendo festa

Pro real dono da terra

 

Aruanã, quanta fartura

Aruanã, menina pura

Festa dos pássaros, Javari (bis)

Tem louvor à natureza

Hoje na Sapucaí

 

Ordena o rei que o Rio seja capital

Por força das circunstâncias

Chega a Família Real

Viva a coroação de Dom Pedro Imperador

E finalmente meu Brasil se libertou

Tempo passou e a República chegou

Oh, Princesa

Divina a mão que assinou

Cultuando os Orixás

No Quilombo tem zoeira

Negro samba a noite inteira

Sua sina terminou

 

Bateria faz a bossa, a festa é nossa

Minha escola vem aí, pode aplaudir (bis)

O Jacarezinho é etnia em festa na Sapucaí

(Samba lá que eu sambo aqui)

 

1999

Enredo: Jacarezinho canta e se encanta com os mistérios do senhor da luz

Compositores: Machado, Bigo, Thionio, Feitiço, Joelson, Xandi de Pilares e Piu

 

Ao amanhecer, aurora anuncia

No horizonte que reluz

Jacarezinho canta e se encanta

Com os mistérios do senhor da luz

Vamos contar suas lendas, encantos e magias

Arrepia bateria e faz essa galera delirar

O sistema solar ilumina a imensidão

Gira e passeia pela Terra

Formando as quatro estações

Galileu foi perseguido pela inquisição

 

É carta de tarô e astrologia (bis)

Que fascinam o nosso dia-a-dia

 

Lá no sertão, o sol racha a terra

Que o artista retratou na sua tela

Na música, estou eu

Na literatura, sou inspiração

O alquimista por mim tem adoração

(Santa Clara) Clareia, clareia com todo seu amor

Vendo o sol nascer quadrado

Na sombra da justiça estou

Vejam os colibris a bailar

Oh, que doce sedução

Sol e chuva, casmento de viúva

O arco-íris em tons de fascinação

Sou fonte de energia nos esportes de verão

Meu Jacarezinho eternamente campeão

Sol é alegria, vou me bronzear

Uma geladinha pra bebemorar

 

Ai que bom, ai que bom, bom, bom

Ver o pôr-do-sol à beira mar (bis)

Com a minha escola desfilar

 

2000

Enredo: Do Barão à fundação - 100 anos a serviço da nação

Compositores: Bizuca, Gilson Bermini, Valter Veneno, Adenildo Vasconcelos, Lula, Thionio, Carvalhaes e Maurício Alves

 

Foi o barão quem me chamou

Cheguei e imunizei geral (eu cheguei)

Trabalhei, me dediquei

No palácio que sonhei

O berço da ciência nacional

Insetizei pra combater febre amarela

E contra a peste foi melhor a prevenção

Varíola, vacinei

Na luta com a malária

Até pro norte viajei

 

Comprei rato, e de fato

Enfrentei o mal (bis)

Vi malandro criar rato

Na maior cara de pau

 

Ah, que saudade

Eu vi o Rio parercido com Paris

Criticado, fui em frente

Pelos portos defendendo a minha gente

Com jeitinho brasileiro

Assumi a direção, dei meu nome à instituição

Que faz um século de glória

Uma bela trajetória à serviço da nação

Pesquisando, reciclando, saneando

Gerando grande obra social (vai, vai, vai)

Vai seguindo a Fiocruz

Para o povo uma luz

Visando um futuro triunfal

E o Jacarezinho é uma vacina

De felicidade nesse carnaval

 

Xô doença, ninguém te quer

Tem saúde a toda hora (bis)

Quem receita é o Jacaré

 

2001

Enredo: Maracanã, 50 anos de emoções

Compositores: Tião Larrieu, Tia Helô, Dalvan e Nelson Pilão

 

Nem tudo só deixou saudade

Coração bate nesse embalo de emoção

Delírio, a galera reunida

Um balé de alegria sacudindo meu povão

É lindo ver, não sou apenas o templo do futebol

É o grito da torcida, o coro da canção

A fé mostrando a devoção

 

Balança a rede, faz a multidão vibrar (bis)

Chegou o Jacarezinho, nosso show vai começar

 

Ilusões, quantas decisões

Maracanã, 50 anos de emoções

Nesta cidade maravilhosa

Do Pão de Açúcar e no alto, o Redentor

Cercado por belas praias encantadas

Nesse postal faltava

O símbolo da grande paixão do torcedor

E no compasso dos acordes, canto e danço

Ao som dos astros da música popular

Sia Majestade, sua Santidade, eu vi aqui também passar

Vou sorrir, vou chorar

Sei perder, também sei ganhar

Neste monumento colossal

Que hoje é enredo do meu carnaval

 

O mais belo do mundo (ôô) é intocável

Ary Barroso, Mário Filho, obrigado (bis)

De coração, eu agradeço esse legado

 

2002

Enredo: Jacarezinho e Daniel Azulay brincando nos 25 anos da Turma do Lambe-Lambe

Compositores: Maneco, Leandro Thomaz, Pedro Miguel e Diego Moura

 

O show vai começar

Alô alô criançada vem brincar

Jacarezinho faz a festa para homenagear

25 anos de história pra contar

No mundo encantado do era uma vez

Tem algodão doce pra vocês

 

Lá vem o palhaço, voa o trapezista

O circo é a inspiração do artista (bis)

É arte, é cultura na televisão

Um compromisso com a educação

 

Tristinho e a simpática Xicória

Chegam também para brincar

Gilda e Professor Pirajá

Lata, pincel, papelão

Um pouco de imaginação

Chegou a hora de brincando aprender

Eu também vou para a frente da TV

No céu a luz reluz, uma visão sem igual

Um disco voador cruzando o espaço sideral

Meu samba é Daniel Azulay

E a turma do lambe-lambe é o nosso carnaval

 

É nesse embalo que eu vou, eu vou, eu vou

Por esse mundo de magia (bis)

Nas asas de um sonhador

Que fez do sonho a minha fantasia

 

2003

Enredo: Jacarezinho roda, roda, roda e avisa: Que saudades do Velho Guerreiro - Chacrinha

Compositores: Barbeirinho do Jacarezinho, Marcos Diniz, Baianinho do Pandeiro e Nego Piu

 

Em busca da essência

De tamanha irreverência

Que jamais pode ter fim

Através dos tempos viajei

Fui parar em Pernambuco

Nos quintais de Surubim

Onde nasceu o menino levado da breca

E a sua discoteca encantou e divertiu todo Brasil

Buzinando a moça, balançando a pança

Agitando a massa, "Santas Loucuras", alegres lembranças

Vamos chacrinhar e exaltar a arte de fazer sorrir

 

Porque é carnaval (bis)

E o baixo astral leva o troféu abacaxi

 

Do rádio e da televisão, "Rei da Comunicação"

Continua dando as ordens no terreiro

E vai daqui um abraço ao moleque palhaço

Velho Guerreiro

Hoje o meu Jacarezinho está com tudo e não está prosa

Vascaíno e portelense, que saudade

Florinda, o amor de verdade

Do Grande Abelardo Barbosa

 

Vocês querem bacalhau, alô alô Terezinha

Quem não se comunica, se trumbica (bis)

Tô no barato da folia do Chacrinha

 

2004

Enredo: Unisuam no mundo Jacaré, coruja é rei

Compositores: Ailton, Marcelinho, Luiz Bieira e Roxinho

 

A arte do saber fez florescer

Uma "semente" com ideais de igualdade

O vento soprou em seu destino

Consciente e objetivo

E fez este "universo" em Bonsucesso crescer

Integrar o jovem à sociedade

É um sonho verdadeiro

"Augusto Motta" foi o grande pioneiro

 

Vamos homenagear, vem meu povo coroar

Com alegria, laraiá (bis)

No mundo do Jacaré, coruja é rei

Nesta folia

 

Tem saúde, esporte, lazer, cultura

Resgatando ideais, com projetos sociais

E hoje, a nossa comunidade

De mãos dadas e irmanada, prega solidariedade

Em busca da paz, fome não teremos mais

Pois aprendemos neste solo cultivar

Semear esta riqueza e a nossa dignidade conquistar

Me formei, vou mostrar o meu "canudo"

Junto com a sabedoria, conquistaremos o mundo

 

A coruja vai piar, vai piar, oi

"Unisuam" dá aula de cidadania (bis)

O meu Jacarezinho é faculdade da alegria

Venha desfrutar desse ensino dia-a-dia

 

2005

Enredo: Monarco: voz e memória do samba, um passado de glória
Autores: Barbeirinho do Jacarezinho, Gilson Bernini, Carvalhaes e Baianinho do Pandeiro

Reverenciando em poesia
Meu Jacarezinho vem prestar
Esta homenagem tão singela
Ao Monarco da Portela
Um artista popular
Do samba, a voz e a memória
Passado repleto de glória
De Cavalcante a Osvaldo Cruz
Veio iluminar a nossa história

Numa estrada dessa vida
Ele aqui chegou (bis)
Se vestiu de rosa e branco
Nossa escola embalou

Sambista de uma bela trajetória
Aprendeu e se inspirou
Com baluartes de outrora
Suas composições
Encantando os corações
Lindos versos de amor
Um ilustre velha-guarda
Que mantêm a essência da raiz
O samba agradece e enaltece
O bamba Hildemar Diniz

E a emoção invade o coração
E faz o Jacaré sambar (bis)
Se eu for falar do poeta
Hoje eu não vou terminar
(Samba aqui, samba lá)

2006
Enredo: Jacarezinho guerreiro, mostra que a África é aqui

Compositores: Norma do Getúlio, Madalena, Anderson e Luiz Carlos

Canta meu Quilombo, canta forte
Celebra em versos para o mundo inteiro ouvir
Jacarezinho guerreiro
Mostra que a África é aqui
Cultura Yorubá nesta folia
Com sua lenda, mistério e magia
A culinária afro brasileira
Congada e rituais de candomblé
Batuque na casa da Tia Ciata
Profano se unindo a fé

Na Cidade Nova também vou morar
E fazer valer a tradição (bis)
Cantar com arte a cultura
Que bate forte neste chão

De Angola e Nagô, cada povo uma verdade
Nasce a religião sem distinção
Para praticar a caridade
O braço forte negro é fundamental
No plantio e na colheita
Do Panteão dos Deuses, presente e futuro
Sacerdotes davam decisões reais
Que se uniam aos sentidos naturais

Com a benção de Oxalá
Clama África bem alto
Meu Quilombo é aqui (bis)
Sou grande herói da resistência
Herança do meu existir

2007
Enredo: Taí... Jacarezinho de Turbante traz a Pequena Notável Fascinante

Autores: Anderson, Boi Cachambi, Gordo, Luiz Carlos, Madalena, Norma do Getúlio, Odmar do Banjo e Simonal

Portuguesa com certeza
Brasileira de coração
Ela é Carmem Miranda
Brejeira, faceira, internacional
A platéia delirava, quando se apresentava
Era forte a emoção
No rádio, teatro...
Seu canto em forma de oração

Meu Jacarezinho, com muito carinho
Vem pra avenida reviver (bis)
A Pequena Notável
Sua arte, sua alma e a alegria de viver

Nos movimentos, cassinos, cinemas
Grandes artistas inspirou
E com o "Bando da Lua"
O mundo inteiro conquistou
"Boneca de Piche"
O que é que a baiana tem?
Eu fiz tudo pra você gostar de mim
Alô, alô, Brasil
Yes, nós temos banana
Feito "Chiquita Bacana"
Obras que ficaram imortais

De plataforma, turbante, balangandãs
Mirandiano, cantando, somos seus fãs (bis)
De rosa e branco, levantando meu astral
Vou viajando nessa nave espacial

2008

Enredo: A visita do Jacarezinho ao reino encantado de Maria Clara Machado

Compositores: Tingo, Gilson Bernine, Clóvis Pê e Fernando

 

Sou (eu sou, eu sou)

Jacarezinho e sou criança

E visito o mundo encantado

De uma doce inspiração

Que clareou (ah, que clareou)

Maria Clara Machado

Tic-tac meu relógio bate forte

Sou recebido por bonecos engraçados

Lá vou eu pra conhecer

O doutor que faz crescer

 

Vem brincar, bruxa boa

Sai pra lá, bruxa má (bis)

É carnaval, eu quero é saracotear

 

E num passe de magia, me encontrei

No reino medieval, quem matar o dragão

Leva a filha do rei

O circo transborda alegria

Explode coração de emoção

Vou no cavalinho azul pra saber

Quem matou o leão

O mais malandro aqui é o camaleão

O dilúvio pode vir

Pois afinal sou Jacaré

Pego carona na arca de Noé

Quem sacar primeiro, leva a melhor

Tem faroeste e bang-bang em Tribobó

 

Olha o Pluft aqui, olha o Pluft ali (bis)

Um fantasminha na Sapucaí

2009
Enredo: Ora, pois, pois... tem Paticumbum à Vista!
Autores: Anderson, Luiz Carlos, Moleque Silveira e Barbeirinho do Jacarezinho

Tudo começou assim
Singrando mares vindos lá de Portugal
A Serração da Velha
Trouxeram pro Brasil colonial
O Zé Pereira com seu bumbo original
A feijoada eu troquei por bacalhau
Como a historia relata seduzidos pelas curvas da mulata
Ai Jesus era tudo que eu queria
Com alma carioca nesse paraíso da folia
Tem serpentina, tem confete e euforia

Tira o dedo do pudim
Que grande sociedade (bis)
A nostalgia só me traz felicidade

Quanta saudade
Dos ranchos e blocos na avenida central
Carmem Miranda um talento musical
Na era da Rádio Nacional
E hoje....
O manto rosa e branco almejando o apogeu
Estou feliz da vida
O samba agonizou mais não morreu

Abram alas batam palmas, palmas alegria
Meu Jacarezinho chegou
Ora pois pois caramba!!! (bis)
Tem paticumbum à vista
E notáveis portugueses no meu samba

2010
Enredo: Jacarezinho.com.br

Autores: Anderson Bala, Flávio Diogo, Mauro de Paula e Tuninho da Fé

Vou navegar e pesquisar
Quero acessar e aprender
Eu vou ter prazer...
Em viajar com você...
Nova mania mundial
Agora tudo é digital
É chat é blog
Tudo em tempo real

Eu vou entrar no seu Orkut
Mesmo distante vou te tocar (bis)
Num bate papo um sentimento
À um casamento vai te levar

Oh! Inclusão
Até o excluído descobriu
Que o lado social
Está em todo canto do Brasil
Nas comunidades
O jovem busca seu valo
Transformando a realidade
Visando um novo mundo se integrou
Amor...
A rosa e branco ultrapassou barreiras
Chega valente e pioneira
Nosso pavilhão não tem fronteiras

Eu já disse pra teclar
Jacarezinho.com.br (bis)
Esse é o site do nosso carnaval
Conectado na folia virtual

2011
Enredo: Encantados
Autores: Flávio Diogo, Mauro de Paula, Moisés Santiago, Ribamar, Martins e Tuninho Jr.

Deixe a mente vagar, vem viajar
Que vai fluir a sua imaginação
E o mundo de encantos
Faz a magia dominar seu coração
Em seres "encantados"
Na divina e fascinante natureza
Poderes sobrenaturais
Te contagiam é só acreditar
Fadas, duendes vão realizar
Os desejos que você sonhar
Em noite de lua cheia
Tem bruxa solta pelo ar

A platéia vai se arrepiar
O Jacarezinho vai cantar (bis)
E a bateria no embalo da canção... É emoção

Colorindo seu imaginário
Verás um mundo de rara beleza
Emoldurando essa visão
Têm rosa, branco e verde de paixão
No meio da mata pode ir, vai ver
Moleque traquina... Saci pererê
Curupira, caipora e boitatá
Quanta coisa tem por lá!
Do mar ecoa o canto das sereias
Te fazendo delirar!

Nossa missão é preservar
O que é de deus é pra se amar
(bis)
Respeitar a natureza
É saber se respeitar...

2012
Enredo: O samba agoniza mas não morre. Nelson Sargento da Mangueira e também do Jacaré!
AUTORES: Andinho do Samba, André Fluido, Cadú Régis, Douglas Monteiro, Leandro Partideiro e Nei Barros

Lua
Noite estrelada me convida pra cantar
As grandes obras de um artista popular
Um menestrel
Com inocência e pé no chão, do tempo de Zagaia
Viu-se o sargento abraçado ao violão
Ele fez um carreteiro
Em terras de Salgueiro com seu tamborim
Seu primeiro amor de verde e rosa se vestiu
E na primavera
A voz do morro lhe sorriu
 
Se o samba agoniza, não deixa morrer
De boteco em boteco, faz o chão tremer (bis)
Negro forte vascaíno, fidalguia do salão
Sou baluarte da canção
 
A noite se repete
Em sinfonias imortais
Prisioneiro deste mundo e Geraldo, autorias
Magistrais
Orfeu da Conceição, (ôô) como ator (ôô), primeiro dia
Se o poeta canta encantos e paixões
O trato com amor sincero
O sol... desponta, e a aurora vem mostrar
Suas lindas paisagens impossíveis não se apaixonar
Prometo... nunca vou te abandonar
Como eu te amo, ninguém mais te amará
 
Que show de vida, vem sambar
Surdo Um da bateria é de arrepiar 
(bis)
Bate forte continência, com respeito e carinho
Pra Nelson Sargento no Jacarezinho

2013
Enredo: Puxador, não. Intérprete! Por Mestre Jamelão
Compositores: Andinho do Samba, André Fluido, Cadu Régis, Chiquinho Gomes, Leandro Partideiro, Marquinho e Robson Pereira

As ondas do rádio estão no ar
O show vai começar
Vou a gafieira e lá quero ver
Moleque Saruê
Pois a tua voz não é leviana
E deixa de moda, cantou folha morta
Ouvi na vitrola canção divinal
Matriz ou filial

Eu agora sou feliz
Ela disse-me assim (bis)
Os seus nervos são de aço
Meu pecado dei um fim

Quem há de dizer
Da Apoteose ao Rio Antigo
Mangueira o teu cantar é uma beleza
Lembranças de tantos carnavais
Até do seu humor, ai que saudade me traz
Centenário de glória, seu nome na história
No samba ele se consagrou,
Puxador não... Intérprete sim!
Estou de volta na Sapucaí

Pode aplaudir com emoção
Pulsando forte o coração (bis)
Jacarezinho faz a festa
Saudando o Mestre Jamelão

2015
Enredo: Pirilampos – Uma lenda Curumim!
Compositores: Mag do Cavaco, Junior Miranda e Sergio Pegador

A lua despertou ôô ôô
Revelando os segredos da mata
Conta a lenda, o velho pajé
Mula sem cabeça, curupira e boitatá
Vai guerreiro curumim
Desbravar os caminhos da luz
Se embrenha, queima a lenha, faz fogueira
Pede aos céus pra iluminar à brincadeira
Como presente uma estrela caia
E do seu pranto surge a alegria

Vem, vem, vem, vem, vem
Sonhar e ser criança novamente
(bis)
Ao som da bateria show mil
Minha escola faz a festa neste enredo infantil

Debate para solução
Mandar de volta o astro à constelação
Com um grande arco ou rolar do penhasco
Nessa floresta de beleza sem igual
É tropical... Bendita seja a natureza
Uma aventura fascinante
Onde pássaros e insetos vão brincar
Na nossa aldeia reina a felicidade
O pirilampo de coragem, tomou uma decisão
Levou a cadente pra brilhar na imensidão

Clareou lá no Xingu
A noite virou dia reluzente 
(bis)
Jacarezinho sob as bênçãos de Tupã
conta a história curumim na Intendente

2016

Enredo: Aha! Uhu! É festa no Jacarezinho: 50 anos de cultura, arte e alegria de uma comunidade!
Autores: Alexandre Bordoni, Vinícius de Paula, Andinho do Samba, Nei Barros, Cicinho, Fabiano Bordoni e Mauro de Paula

Chegou o grande dia
O gigante despertou e o jornal noticiou
Enfeitei de circo o salão
Arrastei a multidão
A um desfile que é show
Se liga no feitiço da mulata
Não faltam cabrochas pra te encantar
Nessa arte nobre de um povo
Lembranças imortais haja coração
Chega no gingado a malandragem
De um escurinho com mania de brigão

É dia de graça tem balão e diversão
Os astros me disseram que serei o campeão (bis)
Preservar a natureza é manter o alto astral
Vem comigo bruxa boa para brincar o carnaval

Nesta festa multicolorida
Faz a bossa bateria com a miscigenação
É nesse embalo que eu vou
Nas asas de um sonhador pincelando a fantasia
A voz e a memória do samba
Traz um povo de bambas
E você vai se arrepiar
Meu pavilhão a emocionar
Prometo nunca vou te abandonar

Quem faz a festa sou eu
Jacarezinho te convida, vem sambar (bis)
Cinquenta anos de glórias que traz à memória
Um jubileu a celebrar

2017

Enredo: O dia em que o Jacaré comeu a noite
Autores: Madalena, Serginho Aguiar, Felipe Nazário, Elaine Ribeiro, Carlinhos Ousadia e Fred Lima

A mais bela floresta encantada 
O reino da bicharada onde mora o jacaré
Festa na mata era pura alegria 
Na esperança de cair nessa folia
Barrado no baile, resolveu se vingar 
Devorou o sol, se foi o dia
Borboletas cintilantes a chorar 
Nem formiguinhas queriam trabalhar
Lá vem o sapo pra dizer o que que há 
A crocodilagem pairava no ar

Que tolice a minha to passando mal 
A bola de fogo não desceu legal
(bis)
Jantar a lua e as suas estrelinhas 
É meu desejo saborear a noite fria

Camaleão numa confusão de cores 
Convocando a todos
Tamanduá mandou reunir 
Tia coruja revoltada, dona anta indagava
Vamos virar zumbis 
Na grande ideia seu jabuti foi a cesta construir
Macaco malandro chamou na viola 
Depois que o papudo aplicou outra volta
Adormecido por acordes musicais
Não viu que a noite não lhe pertencia mais
O jacaré de tanto beber água 
Acorda nesta festa iluminada
Dessa história ficou a lição
Ninguém é mais forte que a nossa união

Jacarezinho faminto é um perigo 
É bicho papão (bis)
Abre a boca e mostra os dentes 
Comunidade valente