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IMPÉRIO SERRANO

IMPÉRIO SERRANO

FUNDAÇÃO  23/03/47
CORES  Verde e Branco
QUADRA  Av. Ministro Edgar Romero, 114
Madureira
21350-300
Telefone: 2489-8722
Fax: 2489-5696
BARRACÃO  Rua Rivadávia Correa, 60
Barracão 07
Cidade do Samba - Gamboa
20220-290
Telefone: 2518-3318
SÍMBOLO Coroa

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

HISTÓRICO

Fundado em Madureira, em 1947, mais precisamente no morro da Serrinha, o Império Serrano formou-se graças a uma dissidência da escola Prazer da Serrinha. Os integrantes saíam nessa escola, comandada por Alfredo Costa. "Seu" Alfredo era o dono, mandava e desmandava, e no carnaval de 46 chegou ao cúmulo de desprezar na hora do desfile o samba "Conferência de São Francisco", de Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola, que fora ensaiado com antecedência e feito especialmente para "contar" o enredo apresentado pela escola, o que na época era novidade. "Seu"Alfredo cismou, de repente, de mandar cantar um antigo samba de terreiro, No alto da colina, e o resultado foi a péssima colocação da escola, uma das favoritas naquele ano.

O pessoal achou que era demais. Sebastião de Oliveira, o Molequinho, com seus irmãos, compadres e amigos, resolveu fundar uma escola de samba que fosse inovadora em tudo. E principalmente na questão de ninguém poder dar ordens que não admitissem discussão, de ninguém ter de abaixar a cabeça mesmo sem concordar. Adeus, seu Alfredo Costa. Adeus, Prazer da Serrinha. Agora todo mundo vai poder opinar, todo mundo vai querer ser ouvido: nascia o Império Serrano. Era 23 de março de 1947.

O nome fora sugerido por Molequinho, eleito por unanimidade, mas na escolha das cores ele foi voto vencido - era, enfim, a democracia que chegava - e prevaleceu a sugestão do compositor Antenor, pintando de verde e branco o morro da Serrinha, o subúrbio de Madureira e o carnaval carioca, representando a esperança e a paz, repectivamente. O símbolo - uma coroa - e o risco da bandeira surgiram das mãos hábeis de Mestre Caetano.

Como na época ainda não havia segundo nem terceiro grupo, o Império Serrano começou arrasando. Venceu o primeiro desfile de que participou, em 1948, deixando para trás a Portela, que vinha levando o campeonato nos sete anos anteriores. O Império foi a primeira escola a trazer todos os seus componentes fantasiados e também a ter o casal de mestre-sala e porta-bandeira no meio da escola, e não à frente, como era de costume. Inovações que tornaram-se a regra de todas as outras escolas até hoje.

Depois da boa estréia, a escola manteve a dianteira, conquistando os campeonatos de 49, 50 e 51. Nas décadas de 50 e 60 a escola se notabilizou por compositores de samba-enredo que renovaram o gênero, em especial Silas de Oliveira, autor de nada menos que 14 sambas cantados na avenida e considerado o melhor compositor de samba-enredo de todos os tempos. Outros autores de destaque foram Mano Décio da Viola e Dona Ivone Lara, primeira mulher a se destacar no ramo. Roberto Ribeiro, intérprete da escola de 1974 a 1981, até hoje é considerado um dos melhores puxadores de samba de todos os tempos.

Um dos maiores sucesso da história da escola ocorreu em 1982. Depois de terminar a década de 70 em baixa - quando chegou a disputar o segundo grupo, em 1979 -, o Império foi à avenida com o antológico samba-enredo "Bum bum paticumbum prugurundum", de Beto Sem Braço e Aluísio Machado, que contava a história dos antigos carnavais e é um dos mais populares de todos os tempos. A escola venceu o carnaval em 82 (no ano anterior, havia terminado na última colocação, mas safou-se por não ter havido rebaixamento naquele ano). Em 1983, levou o estandarte de ouro com o maravilhoso samba "Mãe Baiana Mãe". Beto e Aluísio, com a colaboração de Bicalho, escreveram em 1987 o samba-enredo "Quem não se comunica se trumbica", também de grande apelo popular. Nos anos 90, a escola amargou alguns rebaixamentos para o Grupo de Acesso, oscilando entre este e o Especial nos últimos carnavais. 

Em 2004, o Império Serrano fez história ao reeditar o enredo e o samba "Aquarela Brasileira" de 1964. A emoção proporcionada pelo samba-enredo marcou um dos melhores momentos do Sambódromo, que, na ocasião, completava vinte anos. Em 2007, a escola acabou rebaixada para o Grupo A. Uma coincidência triste: o Império Serrano caiu nos carnavais em que completou 50 e 60 anos, respectivamente, em 1997 e 2007. A escola retornou à elite do carnaval carioca com o campeonato do Grupo A em 2008, mas em 2009, mesmo reeditando o samba de 1976 "Lenda das Sereias", amargou mais um rebaixamento para o acesso com o último lugar dado pelos jurados. Amargou então sua maior sequência no Grupo de Acesso, ficando de fora da elite do Carnaval de 2010 a 2017, seu maior intervalo longe do Grupo Especial. O título da Série A de 2017 devolve o Império Serrano ao lugar de onde nunca deveria ter saído. 

RESULTADOS DOS DESFILES

1948 - 1ª no Grupo 1

Homenagem a Antônio Castro Alves

 

1949 - 1ª no Grupo 1

Exaltação à Tiradentes

 

1950 - 1ª no Grupo 1

Batalha Naval do Riachuelo

 

1951 - 1ª no Grupo 1

61 anos de República

 

1952 - no Grupo 1

Ana Néri ou Homenagem à medicina brasileira

 

1953 - 2ª no Grupo 1

O Último Baile da Corte Imperial ou Ilha Fiscal

 

1954 - 2ª no Grupo 1

O Guarani

 

1955 - 1ª no Grupo 1

Exaltação a Caxias

 

1956 - 1ª no Grupo 1

Caçador de Esmeraldas

 

1957 - 2ª no Grupo 1

D. João VI ou Brasil Império

 

1958 - 2ª no Grupo 1

Exaltação à Bárbara Heliodora

 

1959 - 3ª no Grupo 1

Brasil Holandês, Homenagem a João Maurício de Nassau

 

1960 - 1ª no Grupo 1

Medalhas e Brasões

 

1961 - 4ª no Grupo 1

Movimentos Revolucionários e Independência do Brasil - Inconfidência Mineira

 

1962 - 2ª no Grupo 1

Rio dos Vice-Reis

 

1963 - 3ª no Grupo 1

Rio de Outrora e de Hoje ou Exaltação a Mem de Sá

 

1964 - 4ª no Grupo 1

Aquarela Brasileira

 

1965 - 2ª no Grupo 1

Cinco Bailes Tradicionais na História do Rio

 

1966 - 3ª no Grupo 1

Glória e Graças da Bahia

Armando Iglésias, Antônio Carbonelli e Paulo dos Santos Freitas

 

1967 - 2ª no Grupo 1

São Paulo, Chapadão de Glórias

Armando Iglésias, Antônio Carbonelli e Paulo dos Santos Freitas

 

1968 - 2ª no Grupo 1

Pernambuco, Leão do Norte

Armando Iglesias e Antonio Carbonelli e Paulo Freitas

 

1969 - 4ª no Grupo 1

Heróis da Liberdade

Acir Pimentel e Swayne Moreira Gomes

 

1970 - 8ª no Grupo 1

Arte em Tom Maior

Luiz Fernandez

 

1971 - 3ª no Grupo 1

Nordeste, Seu Povo, Seu Canto, Sua Gente

Fernando Pinto

 

1972 - 1ª no Grupo 1

Alô, Alô, Taí Carmem Miranda

Fernando Pinto

 

1973 - 2ª no Grupo 1

Viagem Encantada Pindorama Adentro

Fernando Pinto

 

1974 - 3ª no Grupo 1

Dona Santa, Rainha do Maracatu

Fernando Pinto

 

1975 - 3ª no Grupo 1

Zaquia Jorge, a Vedete do Subúrbio, Estrela de Madureira

Fernando Pinto

 

1976 - 7ª no Grupo 1

A Lenda das Sereias, Rainhas do Mar

Fernando Pinto

 

1977 - 6ª no Grupo 1

Brasil, Berço dos Imigrantes

Moacyr Rodrigues e Lielzo de Azambuja

 

1978 - 7ª no Grupo 1

Oscarito, Carnaval e Samba, Uma Chanchada no Asfalto

Fernando Pinto

 

1979 - 2ª no Grupo 1B

Municipal, Maravilhoso, 70 anos de glória

Evandro Castro Lima

 

1980 - 5ª no Grupo 1A

Império das Ilusões - Atlântida, Eldorado, Sonho e Aventura

Mauro de Almeida, Bira, Vandinho e José Eugênio

 

1981 - 10ª no Grupo 1A

Na Terra do Pau-Brasil, nem tudo Caminha Viu

Luiz Fernandes e Ricardo de Aquino

 

1982 - 1ª no Grupo 1A

Bum-bum Paticumbum Prugurumdum

Rosa Magalhães e Lícia Lacerda

 

1983 - 3ª no Grupo 1A

Mãe Baiana Mãe

Renato Lage

 

1984 - 2ª no Grupo 1A e 4ª no Supercampeonato

Foi Malandro, É

Renato Lage

 

1985 - 7ª no Grupo 1A

Samba, Suor e Cerveja, o Combustível da Ilusão

Renato Lage e Lílian Rabelo

 

1986 - 3ª no Grupo 1A

Eu Quero

Renato Lage e Lílian Rabelo

 

1987 - 3ª no Grupo 1

Com a Boca no Mundo, Quem não se Comunica se Trumbica

Ney Ayan

 

1988 - 7ª no Grupo 1

Pára com Isto, Dá Cá o Meu

Ney Ayan

 

1989 - 10ª no Grupo 1

Jorge Amado, Axé Brasil

Oswaldo Jardim

 

1990 - 11ª no Grupo Especial

História da Nossa História

Gil Ricon

 

1991 - 15ª no Grupo Especial

É por aí que eu vou

Ney Ayan

 

1992 - 3ª no Grupo A

Fala Serrinha, a Voz do Samba Sou Eu Mesmo Sim Senhor

Paulo Resende e Wanderley Silva

 

1993 - 2ª no Grupo A

Império Serrano, Um Ato de Amor

Cid Camilo e Sancler Boiron

 

1994 - 16ª no Grupo Especial

Uma Festa Brasileira

Cid Camilo e Sancler Boiron

 

1995 - 12ª no Grupo Especial

O Tempo não Pára

Lílian Rabelo

 

1996 - 6ª no Grupo Especial

Verás que um filho teu não foge à luta

Ernesto Nascimento

 

1997 - 15ª no Grupo Especial

O Mundo dos Sonhos de Beto Carrero

Jerônimo

 

1998 - 1ª no Grupo A

Sou o Ouro Negro da Mãe África

Comissão de Carnaval

 

1999 - 13ª no Grupo Especial

Uma Rua Chamada Brasil

Mário Borriello

 

2000 - 1ª no Grupo A

Os Canhões de Guararapes

Sílvio Cunha

 

2001 - 11ª no Grupo Especial

O Rio Corre pro Mar

Sílvio Cunha

 

2002 - 9ª no Grupo Especial

Aclamação e Coroação do Imperador da Pedra do Reino: Ariano Suassuna

Comissão de Carnaval

 

2003 - 12ª no Grupo Especial

E Onde Houver Trevas que se Faça a Luz

Ernesto Nascimento

 

2004 - 9ª no Grupo Especial

Aquarela Brasileira

Ilvamar Magalhães

 

2005 - 12ª no Grupo Especial

Um Grito que Ecoa no Ar. Homem/Natureza - em Perfeito Equilíbrio

Ilvamar Magalhães

 

2006 - 8ª no Grupo Especial
O Império do Divino
Paulo Menezes

 

2007 - 12ª no Grupo Especial
Ser Diferente é Normal - O Império faz a Diferença no Carnaval
Jack Vasconcelos

 

2008 - 1ª no Grupo A
Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim
Márcia Lávia e Renato Lage

2

2009 - 12ª no Grupo Especial
Lenda das Sereias, Mistérios do Mar
Márcia Lávia

.

2010 - 6ª no Grupo A
João das Ruas do Rio
Rosa Magalhães, Mauro Leite e Andréa Vieira

.

2011 - 6ª no Grupo A
A Benção, Vinícius
Alexandre Colla

.

2012 - 2ª no Grupo A 

Dona Ivone Lara: o Enredo do meu Samba
Mauro Quintaes

.

2013 - 3ª na Série A
Caxambu - O milagre das águas na fonte do samba
Mauro Quintaes

.

2014 - 6ª na Série A 

Angra com os Reis
Eduardo Gonçalves

.

2015 - 3ª na Série A 

Poema aos peregrinos da fé!
Severo Luzardo

.

2016 - 4ª na Série A 

Silas canta Serrinha
Severo Luzardo

.

2017 - 1ª na Série A 

Meu Quintal é Maior do que o Mundo
Marcus Ferreira

.

SAMBAS-ENREDO

1948

ENREDO: Antônio Castro Alves
AUTOR: Altamir Maia (Comprido)

Salve Antônio Castro Alves
O grande poeta do Brasil
O mundo inteiro jamais esqueceu
Sua poesia de encantos mil
Deixou história linda
Seu nome na glória vive ainda
Salve este vulto varonil
Amado poeta do nosso Brasil
Foi a Bahia que nos deu
Sua poesia o mundo jamais esqueceu

1949

ENREDO: Exaltação a Tiradentes
AUTOR(ES): Mano Décio da Viola, Penteado e Estanislau Silva

Joaquim José da Silva Xavier
Morreu a 21 de abril
Pela Independência do Brasil

Foi traído e não traiu jamais (bis)
A Inconfidência de Minas Gerais

Joaquim José da Silva Xavier
Era o nome de Tiradentes
Foi sacrificado pela nossa liberdade

Este grande herói (bis)
Pra sempre há de ser lembrado

1950

ENREDO: Batalha Naval do Riachuelo
AUTOR(ES): Mano Décio da Viola, Silas de Oliveira e Penteado

Hoje rendemos homenagem
Aos defensores do Brasil Imperial
Pelo seu exemplo de coragem
Na Batalha Naval
Salve a Marinha de Guerra
Seu passado glórias mil encerra
Tamandaré, Almirante Barroso
Marcílio Dias, marinheiro garboso
Salve esses heróis
Filho varonil
Lutaram e tombaram
Em defesa do nosso Brasil

1951

ENREDO: Sessenta e um Anos de República
AUTOR(ES): Silas de Oliveira

Apresentamos
A parte mais importante
Da nossa história
Se não nos falha a memória
Foi quando vultos notáveis
Deixaram suas rubricas
Através de 61 anos de República
Depois de sua vitória proclamada
A constituinte votada
Foi a mesma promulgada
Apesar do existente forte zum-zum-zum
Em 1891, sem causa perca
Era eleito Deodoro da Fonseca
Cujo governo foi bem audaz
Entregou a Floriano Peixoto
E este a Prudente de Morais
Que apesar de tudo
Terminou com a guerra de Canudos
Restabelecendo assim a paz
Terminando enfim todos os males
Em seguida veio Campos Sales
Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha,
Hermes da Fonseca e outros mais
Hoje a justiça
Numa glória opulenta
A 3 de outubro de 1950
Nos trouxe aquele
Que sempre socorreu a Pátria
Em horas amargas
O eminente estadista
Getúlio Vargas
Eleito pela soberania do povo
Sua vitória imponente e altaneira
Marcará por certo um capítulo novo
Na história da República brasileira

1952

ENREDO: Homenagem à Medicina Brasileira
AUTOR(ES): Mano Décio da Viola, Penteado e Fuleiro

O ilustre professor
Doutor Osvaldo Cruz
Grande pesquisador
Carlos Chagas, Miguel Couto
Vultos de glórias mil
Na Medicina do Brasil
Laureano, Caiado de Castro
Miguel Couto e outros mais
Ana Néri, corajosa enfermeira
A heroína brasileira

1953

ENREDO: O Último Baile da Corte Imperial - Ilha Fiscal
AUTOR(ES): Silas de Oliveira e Waldir Medeiros

Foi o último baile
Do Brasil Imperial
Foi realizado
Na antiga Ilha Fiscal
Os ilustres visitantes homenageados
Partiram para o seu país distante
Com êxito brilhante, emocionados
Sua Majestade, o Imperador
Ao lado da Imperatriz
Diante de tanto esplendor
Sentia-se alegre e feliz
Jamais acreditaria
Que o seu reinado terminaria
E mesmo a Corte não pensando assim
A monarquia chegava ao fim

1954

ENREDO: O Guarani
AUTOR(ES): Silas de Oliveira, Fuleiro e João Fabrício

Procuramos homenagear
A José de Alencar
Evocando seu passado de escritor
De ricas obras foi autor
Exaltamos O Guarani
Que é inspirado no amor de Peri
Pela fidalga Ceci
Lá, lá, lá, lá, lá
Assim Carlos Gomes, célebre maestro
Musicou O Guarani
Homenageando ao devotado Peri
Tendo lutado com a onça enfurecida
Pra ofertar a seu amor
Com risco da própria vida
Amor que nasceu sem vaidade
E seria levado pela tempestade

1955

ENREDO: Exaltação a Caxias
AUTOR(ES): Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e João Fabrício

A 25 de agosto de 1803
Data em que nasceu Caxias
Soldado de opulenta galhardia
Este bravo guerreiro
Hoje patrono do Exército brasileiro
Com elevado espírito de estadista
Pacificou de Norte a Sul
Os revolucionistas
Seu gesto nobre de civismo
É um modelo magnífico
De patriotismo
A sua casta primazia
Está na maneira
Pela qual se conduzia
Honrosamente sentimo-nos orgulhosos
Em apresentar
Que este vulto encerra
Na paz ou na guerra
O ideal do Brasil militar
Lá-iá, lá-iá, lá-iá, lá-iá, lá lá lá

1956

ENREDO: O Sonhador de Esmeraldas
AUTOR(ES): Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola

Paes Leme, o desbravador
Cuja famosa expedição chefiou
Sua história é página de valor
Foi o século XVII que nos presenteou
Nas jornadas fulgurantes dos bandeirantes
Herói se revelou
Mas o sonho das ricas esmeraldas
Não realizou
Que importa que as pedras verdes
Tivessem sido um sonho vão
E a serra da prata
Sua desejada paixão
Glória ao sertanejo
Que em plena mata do bravio sertão
Deu a própria vida
Ao progresso da nossa nação

1957

ENREDO: Dom João VI
AUTOR(ES): Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Penteado

Foi D. João VI
O precursor da nossa Independência
Belo histórico texto
Esse monarca deixou
Livres todos os portos
E o comércio do Brasil
E outros atos importantes
Que o imortalizaram
Em serviços relevantes
Esse vulto imortal
Ao regressar a Portugal
Disse ao seu povo
Oh, que terra hospitaleira
É aquela nação brasileira
Felicidades perenes eu gozei
Ali eu fui feliz
Ali eu fui um rei

1958

ENREDO: Exaltação à Bárbara Heliodora
AUTOR(ES): Ramon Russo, Mano Décio da Viola e Nilo Oliveira

Lá, lá, rá, iá
Lá, lá, rá, iá
No século XVIII
Em Vila Rica
Foi nos áureos tempos da Coroa
Que o notável vulto
Da mulher mineira
Personificou-se na varoa
Que exalta a raça brasileira
Exaltamos a figura
Virtuosa de Bárbara Heliodora
Cuja cultura
De um infinito cabedal
Sua beleza e opulência
Não havia outra igual
Tudo sucedeu
Quando veio a conspiração
A morte preferia
A atentar contra a conjuração
Mais tarde enlouquecia
Pelas ruas vivia a vagar
Heliodora
A quem viemos exaltar

1959

ENREDO: Brasil Holandês - Homenagem a Maurício de Nassau
AUTOR(ES): Mano Décio da Viola, Abílio Martins e Chocolate

Lá, lá, rá, lá, rá, rá, rá
Pernambuco teve a glória
Divulgando na história
Do Brasil colonial
O governo altaneiro
Para o solo brasileiro
De João Maurício de Nassau
O progresso foi marcado
E por ele foi deixado
Na expansão comercial
Como governador
Conseguiu incrementar
A produção nacional
Foi Maurício de Nassau
Que desenvolveu o Brasil
Na indústria açucareira
E o transporte da nossa madeira
João Maurício de Nassau
Culto, sereno e jovial
Deu assistência social
Ao grande Brasil colonial

1960

ENREDO: Medalhas e Brasões
AUTOR(ES): Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira

Esta brilhante página
Da nossa história militar
É um lindo cenário de ilustrações
Que glorificaram os nossos rincões
Onde desfilaram
Medalhas e brasões
Que glorificaram
Seus filhos varonis
São fatos da nossa história
Que deram glórias ao nosso país
A coragem de Caxias
O Exército glorificou
A bravura de Marcílio Dias
A Marinha consagrou
Num predomínio de fé
Exaltamos Barroso
E o bravo Tamandaré
Ao finalizar essa história
Narramos as batalhas meritórias
Curuzu, Riachuelo e Paissandu
Tiveram muita expressividade
Em suas vitórias
Sua Majestade
Nosso querido imperador
Orgulhosamente
Nossos heróis condecorou
Lá lá lá lá
Brasil, ó meu querido Brasil

1961

ENREDO: Movimentos Revolucionários e Independência do Brasil - Inconfidência Mineira
AUTOR(ES): Aidno Sá, Mano Décio da Viola e Davi do Pandeiro

Vila Rica 1720
Nasceu a rebelião
Em prol de nossa nação
Que mais tarde nos fez
Povo forte e liberto de igual valor
Filipe dos Santos, o audaz
Que morreu enforcado
Por seus ideais
Pascoal da Silva Guimarães
Foi um dos principais
E outros mais
Tiradentes sempre sonhou com a libertação
Morreu defendendo o direito da nossa nação
Domingos Martins, João Pessoa e Antônio Cruz
Todos os demais companheiros tiveram igual fim
Que vultos varonis
Todos imortais
Da história do Brasil
José Bonifácio de Andrada e Silva
Abnegado lutador
Cuja coragem enalteceu o seu valor
Redigiu a Sua Majestade
Uma carta na qual se anunciou
Defensor da nossa Independência
E D. Pedro aceitou
Foi com satisfação
Que o povo recebeu a resolução
Que D. Pedro clareasse a nossa questão
Nas margens do Ipiranga
Ele decidiu a sua sorte
Quando bradou
Independência ou Morte
Lá, lá, lá, rá, lá, rá

1962

ENREDO: Rio dos Vice-Reis
AUTOR(ES): Aidno Sá, Mano Décio da Viola e Davi do Pandeiro

Rio de Janeiro
Obra-prima de rara beleza
Foste engalanada pela própria natureza
Rio dos vice-reis
Dos chafarizes, das velhas congadas
Rio dos capoeiras
Cenário eletrizante
Das famosas cavalhadas
Quando badalavam os sinos
Anunciando a festa do Divino
Era lindo o seu ritual
Admirado até na Corte Real
O monumento dos Arcos
Com todo o seu esplendor
Rio das lindas paisagens
E das belas carruagens
Obra de grande valor
Lá, lá, lá, iá, lá, lá, iá, lá, lá, iá
Lá, lá, lá, iá, lá, lá, iá, lá, lá, iá
Lá, lá, lá, iá, lá, lá, iá
Com todo o seu esplendor
Rio, oh meu Rio de Janeiro
Serás sempre o primeiro
Na história do mundo inteiro

1963

ENREDO: Rio de Ontem e de Hoje
AUTOR(ES): Ala dos Compositores e Davi do Pandeiro

Cidade do Rio de Janeiro
Maravilhosa tela
Que a natureza pintou
Orgulho do povo brasileiro
Abençoada pelo Cristo Redentor
Em 1565
Estácio de Sá fundou
A cidade do Rio de Janeiro
E o mundo consagrou
Salve Mem de Sá
E os heróis desta grande jóia
Salvador Correia de Sá
E os guerreiros de Araribóia
Este Rio que amo
Tornou-se uma jóia rara
Temos um governador
Que procura engrandecer
A nossa Guanabara

1964

ENREDO: Aquarela Brasileira
AUTOR(ES): Silas de Oliveira

Vejam esta maravilha de cenário
É um episódio relicário
Que o artista num sonho genial
Escolheu para este carnaval
E o asfalto como passarela
Será a tela
Do Brasil em forma de aquarela
Passeando pelas cercanias do Amazonas
Conheci vastos seringais
No Pará, a ilha de Marajó
E a velha cabana do Timbó
Caminhando ainda um pouco mais
Deparei com lindos coqueirais
Estava no Ceará, terra de Irapoã
De Iracema e Tupã
Fiquei radiante de alegria
Quando cheguei à Bahia
Bahia de Castro Alves, do acarajé
Das noites de magia do candomblé
Depois de atravessar as matas do Ipu
Assisti em Pernambuco
À festa do frevo e do maracatu
Brasília tem o seu destaque
Na arte, na beleza e arquitetura
Feitiço de garoa pela serra
São Paulo engrandece a nossa terra
Do leste por todo o centroeste
Tudo é belo e tem lindo matiz
O Rio dos sambas e batucadas
De malandros e mulatas
De requebros febris
Brasil, essas nossas verdes matas
Cachoeiras e cascatas
De colorido sutil
E este lindo céu azul de anil
Emolduram em aquarela o meu Brasil

Lá rá rá rá rá (bis)
Lá lá lá lá iá

1965

ENREDO: Os Cinco Bailes da História do Rio
AUTOR(ES): Silas de Oliveira, Dona Ivone Lara e Bacalhau

Carnaval, doce ilusão
Dê-me um pouco de magia
De perfume e fantasia
E também de sedução
Quero sentir nas asas do infinito
Minha imaginação
Eu e meu amigo Orfeu
Sedentos de orgia e desvario
Cantaremos em sonho
Os cinco bailes da história do Rio
Quando a cidade completava
Vinte anos de existência
O nosso povo dançou
Em seguida era promovida a capital
A corte festejou
Iluminado estava o salão
Na noite da coroação
Ali no esplendor da alegria
A burguesia fez sua aclamação
Vibrando de emoção
O luxo, a riqueza imperou com imponência
A beleza fez presença
Comemorando a Independência
Ao erguer a minha taça
Com euforia
Brindei aquela linda valsa
Já no amanhecer do dia
A suntuosidade me acenava
E alegremente sorria
Algo acontecia
Era o fim da monarquia

Lá rá rá lá rá rá rá rá (bis)

1966

ENREDO: Glória e Graças da Bahia
AUTOR(ES): Silas de Oliveira e Joacir Santana

Oh, como é tão sublime
Falar das suas glórias
E dos seus costumes, formosa Bahia,
Catedrais ornadas de encantos mil
Do candomblé, da famosa magia
Celeiro de heróis
E bravura varonil
Lá, rá, rá, rá, rá, rá, rá
Lá, rá, rá, rá, rá, rá, rá
Bahia, Bahia
Terra do Salvador
Iaô, iaô, iaô
Gegê, nagô, gegê, nagô
Saravá, saravá
Yerê, yerê de abê ocutá
Em louvor à rainha do mar
Iemanjá, Iemanjá
É lindo, é maravilhoso
Assistir à cerimônia do lava-pés
Ver a Bahia com seu traje suntuoso
Apregoando caruru, vatapá e acarajé
Ouvir o povo em romaria cantando assim
Vou pagar uma promessa
A Nosso Senhor do Bonfim, ô ô
Ô ô ô ô Bahia
No seu abençoado berço dourado
Ô ô ô ô Bahia
Nasceram grandes vultos na nossa história
Maria Quitéria, a brava heroína
Ana Neri, símbolo da abnegação
Castro Alves, apóstolo da Abolição
Rui Barbosa, gênio da civilização

1967

ENREDO: São Paulo, chapadão de glórias
AUTOR(ES): Silas de Oliveira e Joacir Santana

Madrugada triste de garoa, na serra a brisa entoa
No momento o meu pensamento voa
Minha voz se embarga, mas não me calo
Com lápis e pincel
Risquei nesse painel
A singela homenagem a São Paulo
São Paulo! Cantamos em teu louvor
Povo ordeiro e triunfante. Num afago delirante
Te exaltamos com fervor
Sendo descendentes de Ramalho
Se dedicam ao trabalho
Com verdadeiro amor
Num ideal triunfante
Os denodados bandeirantes
Deixaram exemplos de bravuras incessantes
Gravaram lindas páginas na história do Brasil
Tu és poderoso gigante, terra dos desbravadores
E dos grandes bandeirantes
Oh povo dos povos
Onde se deu a alegria de um rei
Que não aceitou a coroa
Deixando a regência da linda terra da garoa
É quando a riqueza se engalana
Na história ficou "o cacho de banana"
Outro fato de memorável relevância
Foi a consagrada altivez de um patriota viril
Do rio Ipiranga às margens plácidas
Num gesto sublime, num impulso forte
Deu o grito de Independência ou Morte
A sua lavoura verdejante
Floresta exuberante
É um orgulho desta imensa nação
Café, o seu maior mensageiro
Seus lavradores são os principais pioneiros
Da nossa futura emancipação
Foi no seio desta terra, de raro esplendor,
Que nasceu o genial compositor
Iluminado por sua inspiração
Fez vibrar as platéias do "Scala de Milão"
Lá, rá, rá, rá, rá, rá, rá, rá
É fabuloso o desenvolvimento industrial
Elevar o país é o teu fator comercial
A tua engenharia enobrece a nova era
Demonstrando sua obra-prima
O suntuoso Ibirapuera

1968

ENREDO: Pernambuco, "O Leão do Norte"
AUTOR(ES): Silas de Oliveira

Esta admirável página
Que o passado deixou
Enaltece a nossa raça
Disse um famoso escritor
Que Maurício de Nassau
Na verdade foi um invasor
Muito genial
Glória a Vidal de Negreiros
E aos seus companheiros
Que na luta contra os holandeses
Em defesa ao Leão do Norte
Arriscaram suas vidas
Preferiram a morte
Na trégua dos Guararapes
Teatro triste da insurreição
Houve estiagem, coragem, abnegação
Pernambuco hoje
É orgulho da federação
Evocando os palmares
Terra de Bamboriki
Ainda ouço pelos ares
O retumbante grito do Zumbi

Lá, rá, rá, rá, rá, rá (bis)
Lá, rá, rá, rá, rá, rá, ô, ô

1969

ENREDO: Heróis da Liberdade
AUTOR(ES): Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manoel Ferreira

Ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô
Liberdade, Senhor
Passava a noite, vinha dia
O sangue do negro corria
Dia a dia
De lamento em lamento
De agonia em agonia
Ele pedia
O fim da tirania
Lá em Vila Rica
Junto ao Largo da Bica
Local da opressão
A fiel maçonaria
Com sabedoria
Deu sua decisão lá, rá, rá
Com flores e alegria veio a abolição
A Independência laureando o seu brasão
Ao longe soldados e tambores
Alunos e professores
Acompanhados de clarim
Cantavam assim
Já raiou a liberdade
A liberdade já raiou
Esta brisa que ajuventude afaga
Esta chama que o ódio não apaga pelo Universo
É a evolução em sua legítima razão
Samba, oh samba
Tem a sua primazia
De gozar da felicidade
Samba, meu samba
Presta esta homenagem
Aos "Heróis da Liberdade"
Ô ô ô

1970

ENREDO: Arte em Tom Maior
AUTOR(ES): Nina Rodrigues, Aidno Sá e Jorge Lucas

Lá lá lá rá lá lá
Lá lá lá lá
Tudo isto quer dizer Brasil, Brasil, Brasil
És a natureza em festa
Até parece seresta
A passarada cantando em seu louvor
Oh meu Brasil
Glória ao colonizador
Que evolui esse torrão
O negro foi braço forte da evolução

Terra de artistas geniais
Ainda existem nos salões de belas-artes (bis)
Como testemunhas imortais

São belos nossos rios e cascatas
Terras e verdes matas
E campina multicor
É o orgulho de uma raça
Quando brilha o astro rei
Tudo é esplendor
Essa paisagem tão bela
Que cantamos nesta passarela
O velho mundo conheceu
Usos e costumes em aquarela

1971

ENREDO: Nordeste, seu povo, seu canto e sua glória
AUTOR(ES): Heitor Achiles, Maneco e Wilson Diabo

Nordeste
O canto de tua gente
No Império está presente
Para se comunicar
No Fandango irradias alegrias
Lendas, rezas, fantasias
Tudo isto faz lembrar
Dona Santa desfilou desde menina
O Pierrô e a Colombina
São eternos foliões
Pastorinhas, cirandeiras na cidade
Sai o Bloco da Saudade
Entram em cena os cordões
Eia, eia, eia, boiada
Eia, eia o vaqueiro canta assim
Plantador colhe e semeia
Suplicando pra chover
Arrastão feliz n'areia
As rendeiras a tecer
Olê olá, olê olê
Quando a lua se alteia
Cantador canta vitória
Viola afinada ponteia
O canto de um povo em glória
No Nordeste...

1972

ENREDO: Alô, alô, taí Carmem Miranda
AUTOR(ES): Maneco, Wilson Diabo, Heitor Rocha

Uma pequena notável
Cantou muito samba
É motivo de carnaval
Pandeiro, camisa listrada
Tornou a baiana internacional
Seu nome corria chão
Na boca de toda gente

Que grilo é esse?
Vou embarcar nessa onda (bis)
É o Império Serrano que canta
Dando uma de Carmem Miranda

Cai, cai, cai, cai
Quem mandou escorregar (bis)
Cai, cai, cai, cai
É melhor se levantar, oi

1973

ENREDO: Viagem encantada Pindorama adentro
AUTOR(ES): Wilson Diabo, Malaquias, Carlinhos

Venham ver, no Império minha gente
Um navegante procurando Upabuçu
Ansiosamente
No pavão misterioso
Vi a sereia do mar
Em Pindorama coisas lindas
Até o boitatá
Oxossi, rei da mata
Fez Coaraci aparecer
Numa jangada segui o saci-pererê
Iererê, rê rê
Como rema o saci-pererê
Iererê, rê rê
Só remava o saci-pererê
Quando Jaci surgiu
Enfeitiçando o rio mar
Iara me levou
Sob o clarão do luar
Na lagoa dourada de beleza sem par
As flores conversavam
Tudo era encantado
Naquele lugar

Foi assim que encontrei
O reino encantado que procurei (bis)

1974

ENREDO: Dona Santa Rainha do Maracatu
AUTOR(ES): Wilson Diabo, Malaquias, Carlinhos

Vejam em noite de gala
As nações africanas
Que o tempo não levou
É maracatu
Olhem quanto esplendor
Na festança real
Vêm as nações importantes
Saudando a rainha Dona Santa
Cantarolando num baque virado alucinante

Ô ô ô ô ô
Olha a costa velha do batuque do tambor (bis)
Ô ô ô
"Maracatu Elefante" chegou

Perto do pálio da soberana
Um festival em cores
Enfeita a nação

Vejam a garbosa rainha
Na matriz do Rosário (bis)
Depois da coroação

Chegou maracatu no Império original
Maracatu tradição do Carnaval (bis)

1975

ENREDO: Zaquia Jorge - Vedete do Subúrbio, Estrela de Madureira
Autor: Avarese

O Império deu o toque de alvorada
Seu samba a estrela despertou
A cidade está toda enfeitada
Pra ver a vedete que voltou
Com seu viver de alegria
Fez tanta gente sonhar

Outra vez se abre o pano
Pra todo o céu suburbano (bis)
Ver sua estrela brilhar

Viagem, revista, aquarela
O passado é presente
E neste teatro-passarela
Ela resplandece novamente

Baleiro-bala
Grita o menino assim (bis)
Da Central a Madureira
É pregão até o fim

1976

ENREDO: A lenda das sereias - Rainha do mar
AUTOR(ES): Vicente Mattos, Dinoel e Arlindo Velloso

O mar, misterioso mar
Que vem do horizonte
É o berço das sereias
Lendário e fascinante
Olha o canto da sereia
Ialaô, Okê, laloá
Em noite de Lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com a doce melodia
Os madrigais vão despertar

Ela mora no mar
Ela brinca na areia (bis)
No balanço das ondas
A paz ela semeia

Toda a corte engalanada
Transformando o mar em flor
Vê o Império enamorado
Chegar à morada do amor

Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá (bis)
Oloxum, Inaê
Janaína, Iemanjá
(Sou Rainha do Mar...)

1977

ENREDO: Brasil, berço dos imigrantes
AUTOR(ES): Roberto Ribeiro e Jorge Lucas

É tempo de Carnaval
Hoje as cores do Império
Vem saudar a imigração
Numa doirada alegria
Neste dia de folia
O samba é anfitrião
Desta gente que ao chegar
Semeou nesta terra
Seu folclore popular
Brasil, berço dos imigrantes
Sua raça é mistura
Sem cessar
O povo com seu sorriso
Vem pra avenida festejar

Violas e pássaros
Clarins de vento (bis)
O Arlequim
Entoando um canto lento

Num céu de serpentina
Um Pierrot a desfilar
O dominó ganhou confete
E ao imigrante foi saudar

Olha o passo da mulata
Esplendor da Colombina (bis)
Cantem samba minha gente
Nesta festa que domina

Lá, lá, laiá
Lá, laiá, laiá (bis)
Lá, laiá, lá, laiá

1978

ENREDO: Oscarito, Carnaval e samba, uma chanchada no asfalto
AUTOR(ES): Nina Rodrigues, Aidno Sá e Ubirajara Cardoso

Era criança
Ficou com a herança
Que sua família deixou
O seu sonho dourado
Foi realizado
A platéia lhe amou

Quem não viu, venha ver
O rei das gargalhadas (bis)
Na avenida acontecer

Nos picadeiros
O povo o aplaudiu
No teatro e no cinema
O seu conceito subiu
"Cupim", "Papai Fanfarrão"
"O golpe", "Zero à Esquerda"
Foram seus sucessos teatrais
Relembramos suas fitas geniais
Hoje, uma chanchada no asfalto
O Império engalanado o eleva
No pedestal mais alto

No verde e branco
É um barato legal (bis)
Oscarito é curtição
Do nosso Carnaval

1979

ENREDO: Municipal maravilhoso, 70 anos de glória
AUTOR(ES): Roberto Ribeiro, Jorge Lucas e Edson Paiva

É arte, é cultura
A idéia do artista é genial
Em cenário deslumbrante
O Império exalta o Municipal
Que maravilha os corais
Ao som de orquestras magistrais
Sonoras sinfonias
Que não se esquecem jamais
Iara e a paz
Retratam a cultura nacional
Ainda hoje são vividas
Nos palcos deste Rio colorido

Vem meu povo
Ver como é que é (bis)
O balé no samba
Na ponta do pé

A suntuosidade imperava
Nos grandes bailes
Do nobre salão
Onde tudo era alegria
Elegância, beleza
Num sonho de fantasia

Carnaval é ilusão
Do pierrô sofrido (bis)
É festa de um povo
É consagração

1980

ENREDO: Império das ilusões - Atlântida, sonho e aventura
AUTOR(ES): Durval Nery e Joaquim Aguiar

Em sonhos coloridos
No Império das ilusões
Viajei por caminhos floridos
Num carrossel de emoções
Ao se abrir a porta do Sol
A luz me levou ao passado milenar
Eu vi o reino encantado
Que aventureiros sonhavam encontrar
Pelas matas verdejantes
Rios bravios ouvi cantar
Vi guerreiras enfeitadas com brilhantes
Vitórias-Régias flutuando ao luar
Nas cidades por onde passei
Com Castelos de Safiras me encantei
Nessa aventura divinal
Encontrei montanhas de Cristal

O vento trazia poeira, poeira de ouro
E transformava meu caminho em tesouro (bis)

A roda do tempo transformou em mar
Um continente de riqueza
Minha ilusão foi procurar
O que restou de tanta beleza
Quando despertei do meu sonho
Num cenário iluminado

Vi no Império Serrano
A sedução do Eldorado (bis)

1981

ENREDO: Na terra do pau-brasil, nem tudo Caminha viu
AUTOR(ES): Jorge Lucas e Edson Paiva

Maravilhosa terra
De legendas
Que o passado não contou
Hoje o Império Serrano
Vem com Pero Vaz de Caminha
O célebre eminente precursor

Ô, ô, ô, ô, ô
Ô, ô, ô, ô, ô (bis)

Em tempos idos
Chegavam a uma vasta região
Audazes descobridores
Dando-se a integração
Com os primitivos habitantes
Deste imenso Torrão

Canta gente
Esta linda canção (bis)
Exaltando o Brasil
Em sua dimensão
(Lá, lá, lá)

A beleza da mulata
Enaltece a raça
Com seu requebro febril
Nossos rios, campos e florestas
Emolduram a natureza
O ouro e pedras preciosas
São riquezas do solo deste Brasil
Que Pero Vaz de Caminha não viu...

Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá...

1982

ENREDO: Bumbum Paticumbum Prugurundum
AUTOR(ES): Beto Sem Braço e Aluísio Machado

Enfeitei meu coração
De confete e serpentina
Minha mente se fez menina
Num mundo de recordação
Abracei a Coroa Imperial
Fiz meu carnaval
Extravasando toda minha emoção
Oh! Praça Onze, tu és imortal
Teus braços embalaram o samba
A sua apoteose é triunfal
De uma barrica se fez uma cuíca
De outra barrica um surdo de marcação

Com reco-reco, pandeiro e tamborim
E lindas baianas (bis)
O samba ficou assim

E passo a passo no compasso
O samba cresceu
Na Candelária construiu seu apogeu
As burrinhas que imagem, para os olhos um prazer
Pedem passagem pros Moleques de Debret
"As Africanas", que quadro original
Yemanjá, Yemanjá enriquecendo o visual

(Vem meu amor...)
Vem meu amor
Manda a tristeza embora (bis)
É carnaval, é folia
Neste dia ninguém chora

Super Escolas de Samba S/A
Super-alegorias
Escondendo gente bamba
Que covardia!

Bumbum Paticumbum Prugurundum
O nosso samba minha gente é isso aí
Bumbum Paticumbum Prugurundum
Contagiando a Marquês de Sapucaí

1983

ENREDO: Mãe, baiana mãe
AUTOR(ES): Aluísio Machado e Beto Sem Braço

Abre as portas, oh folia
Venho dar vazão à minha euforia
A musa se vestiu de verde e branco
E o pranto se fez canto
Na razão do dia-a-dia
Mãe, baiana mãe
Empresta o teu calor
Eu quero amanhecer no teu colo
Onde deito, durmo e rolo
E isolo a minha dor
Eu quero, quero te saudar nesta avenida
Pra valorizar a vida
Que a vida valorizou
Mãe negra, sou a tua descendência
Sinto tua influência
No meu sangue e na cor
Iê, abará, acarajé
Capoeira, filho da mãe
Pregoeiro, homem da mulher

Okolofé mamãe
Kolofé-lorum (bis)
Aieieu, aieieu mamãe oxum

Baiana, baianinha boa
Teu requebro me enfeitiçou
Enfeitiçado, sambando eu vou
Baiana mãe Baiana
É belo o teu pedestal
Eu te adoro e adorando imploro
Teu carinho maternal
Tia Ciata, mãe amor
O teu seio o samba alimentou

E a baiana se glorificou (bis)

1984

ENREDO: Foi malandro é
Autor: Bicalho

Império sutilmente encontrou
Nas entrelinhas da história

Heróis do aipim, heróis do bacalhau
Tirando a poeira das memórias, que legal (bis)

Pero Vaz, escrevendo de mansinho
Asilou o seu sobrinho
Inventou o pistolão

E Caramuru não deu chabú, "fica a bangu"
Na tribo com Paraguassu (bis)

Araribóia loteou Niterói
E fez do índio seu office-boy (bis)

Malandro que é malandro bota banca
Dom João VI pega o ouro e se arranca

Dizendo: "Ó Pedrito, filho meu
Segura esse foguete, entendeu?" (bis)

Na lei de Chico Rei
O fim modifica os meios
Assim, libertou seu povo
Com a poupança do alheio
Chica da Silva
Empolgou um galego e a nação
Eis Dom Pedro levando
Cachaça pro pagode e mulheres pro colchão
Rio Branco dilatou as fronteiras, na surdina
Com barris de vaselina

Barão esperto foi Drummond
Bolou um jogo além de bom

E colocou a bicharada
Na cabeça da moçada (bis)

Com blá blá blá
Sem bafafá (bis)
Quem foi malandro é
Sempre será

1985

ENREDO: Samba, suor e cerveja, "combustível da ilusão"
Autor: Beto Sem Braço

Nesta festança eu vou (eu vou)
De mão dada à poesia
Debruçado num verde esperança
Num branco que deixa herança
Nos caminhos d'alegria
Quero cantar, sambar, suar, me embriagar
Ser feliz, bem feliz
Desfrutar das coisas lindas
Que existem ainda neste meu país

Alegria, alegria, meu amor
De peito aberto aqui estou (bis)

Cada gota de suor (que cai)
É um pingo de felicidade
No néctar dos deuses flutuando
Na espuma me banhando
Encontrei mil realidades
Coisas daninhas serão banalidades
Quem vem do lado de lá
Assistir à nossa batucada
Se trouxer no peito tristeza
Que afogue lá na mesa
Numa cerva bem gelada
Já coloquei na pedreira
Cerveja preta para o Rei Xangô
Cerveja branca também coloquei na mata
A noite inteira "Seu" Ogum bebericou
Quem canta o mal espanta
Explode coração
No combustível da ilusão

Haja frio ou calor
Cervejando lá se vai o dissabor (bis)

1986

ENREDO: Eu quero
AUTOR(ES): Aluísio Machado, Luiz Carlos do Cavaco e Jorge Nóbrega

Eu quero, a bem da verdade
A felicidade em sua extensão
Encontrar o gênio em sua fonte
E atravessar a ponte
Dessa doce ilusão
(Quero, quero, quero sim)

Quero que meu amanhã, meu amanhã
Seja um hoje bem melhor, bem melhor (bis)
Uma juventude sã
Com ar puro ao redor

Quero nosso povo bem nutrido
O país desenvolvido
Quero paz e moradia
Chega de ganhar tão pouco
Chega de sufoco e de covardia

Me dá, me dá
Me dá o que é meu (bis)
Foram vinte anos
Que alguém comeu

Quero me informar bem informado
E meu filho bem letrado
Ser um grande bacharel (bacharel)
Se por acaso alguma dor
Que o doutor seja doutor
E não passe por bedel
Cessou a tempestade
É tempo de bonança
Dona liberdade
Chegou junto com a esperança (vem, meu bem)

Vem, meu bem, vem, meu bem
Sentir o meu astral, que legal (bis)
Hoje estou cheio de desejo
Quero te cobrir de beijos
Etecetera e tal

1987

ENREDO: Com a boca no mundo, quem não se comunica se trumbica
AUTOR(ES): Beto Sem Braço, Aluísio Machado e Bicalho

Se liga, ligação vai ser preciso, ô
Aviso, o verbo é comunicar
Caminha nem pestanejou
Como agente da passiva se comunicou

Vai, pombo correio
De perneio, na imensidão (bis)
Voa e vá dizer ao meu amor
Que a saudade machucou meu coração

Pregoa, pregoeiro
O mercado é todo seu
Independência ou morte
Grito forte que valeu
Ô de casa, olha o carteiro
É a carta de quem nunca lhe esqueceu
Jornal, jornaleiro, jornalista
Reportagem em revista
A Imprensa em comunhão
Tudo em primeira mão

Alô, alô, alô, alô, alô
Não se comunicou, dançou (bis)

A rádiodifusão está no ar
Seu sucesso é notório
Fez tanto artista popular
Novelas, programas de auditório
Indiscutivelmente, é a era da televisão
O tão distante presente
Se faz presente e satisfaz nossa visão
Até a Lua lá no céu
Nos chega via Embratel

Quem não se comunica
Se trumbica e como fica (bis)
Fica na saudade, fica

1988

ENREDO: Pára com isso, dá cá o meu
AUTOR(ES): Luís Carlos do Cavaco, Lula e Jarbas da Cuíca

O Rio não é mais como era antes
Pois acabaram com a nossa Guanabara (diz aí)
Fundiram toda nossa competência
E já não somos a Cidade Jóia Rara
Que saudades que eu tenho
Da bandeira com golfinhos e brasão
Do nosso Rio antigo
Praça Onze, onde o samba tinha abrigo
Rio, grande centro cultural
Patrimônio da riqueza nacional

Dá cá o meu
Dá cá, dá cá o meu (bis)
O povo carioca
Cobra aquilo que perdeu

Quero novamente ver meu Rio
Dono do samba e do grande futebol
Ter um forte banco aqui na praça
E que não seja um comitê eleitoral
Chega de ter nossa casa comandada
Por malandro e coisa e tal

O Rio é negro
E negro luta pelo Rio (bis)
Buscando a liberdade
Enfrentando desafio
O Rio é negro
E é negra essa nação
Vamos firme nessa luta
Proclamando a Abolição

1989

ENREDO: Jorge Amado - Axé Brasil
AUTOR(ES): Beto Sem Braço, Aluísio Machado, Bicalho e Arlindo Cruz

Sob os olhos graciosos de Oxalá
Desce a Serrinha
Esquenta o país do Carnaval
É muita pimenta, dendê e cacau

Você sabe que tem festa, meu amor
Lá na Tenda dos Milagres
Vem que eu vou, eu vou (bis)
Jubiabá tá no portão
E as Iaôs jogam pitangas pelo chão

Com os pastores da noite
Vem gente lá da terra do Sem-Fim
(Pode crer que dá pra mim)
Oriundo lá das matas de Oxossi e Ossain
O famoso Valentim
E ao som dos Atabaques
Rola o suor dos Ogans
Olha que papo maneiro
Entre os velhos marinheiros
E os novos capitães
Vem gente que sofreu demais
Lá do sertão e da beira do cais (é doce...)

É doce morrer no mar
Nos braços de Yemanjá (bis)

Teresa Batista cansada de guerra
No samba de roda esquece as mágoas
Tiêta se beber faz graça
Quincas Berro D'água agitando a massa
(Põe tempero Gabriela...)
Põe tempero na panela Gabriela
Mexe, mexe com amor
Cozinha com o teu calor
Bota logo o vatapá na tigela
Quem mandou foi Dona Flor
É gente que chega
E tem gente pra chegar, ô

Ekchêupa ba bá
Ekchêupa ba bá (bis)
Axé Brasil
Pai Amado saravá, saravá

1990

ENREDO: Histórias da nossa história
AUTOR(ES): Jangada, Tico do Gato, Zito, Ibrain Solidão e Edgard do Agogô

Deixei minha mente vagar (vagar, vagar, vagar)
E no rastro da memória
O Império vem mostrar
Histórias da nossa história
O rei, ah!, o rei
Mandou vir de Portugal
Uma expedição colonial
Criando os primeiros vilarejos
Os engenhos de açúcar
Enriqueceram o litoral
Arando e cultivando a terra
Trouxeram também os animais

A beleza da Índia
Encantou Caramuru (bis)
Era todo seu tesouro
A linda Paraguassu

Aí, (oi, aí) chegou Maurício de Nassau
Com o progresso e a nobreza
Criou palácios e academias culturais
Mas a união das raças e seus valores
Expulsaram para longe os invasores

Ô ô ô ô
Bravos guerreiros (bis)
Brasil, sempre Brasil
O Brasil já era brasileiro

Sonho verde de esperança
Se expandia na ilusão (na ilusão)
Na conquista de esmeraldas

O ouro e prata encravados nesse chão (bis)

1991

ENREDO: É por aí que eu vou
AUTOR(ES): Wilson Solidão, Ibraim, Beto Pernada, Valdir Sargento, Edu do Pagode e Elcy

É dia, é noite, sol ou chuva lá vou eu
Céu estrelado ou nublado tanto faz
Pouco me importo com o frio ou calor
Viajando "É por aí que eu vou"
Esperando um futuro bem melhor
Na fé do meu protetor

É chão, poeira, estrada vou embora
Transportando o progresso por aí (bis)
Moça bonita, por mim não chores
Eu te prometo que um dia volto aqui

O clarão da Lua Cheia
Na boléia do meu caminhão
O retrato da família
A distância traz saudade
Que aperta o coração
Devagar também é pressa
Nunca ande na banguela
Meu irmão de profissão

Rodar, rodei
Desbravando estradas
Novo mundo encontrei (bis)
Cidade grande, que fascinação
Nos cabarés da vida há doce ilusão

1992

ENREDO: Fala Serrinha - A voz do samba sou eu mesmo sim senhor
AUTOR(ES): Beto Sem Braço, Jangada e Maurição

Avante imperianos
A luz de Deus iluminou a Serrinha
Viemos cantar, sambar
Mostrar, provar a nossa tradição
Pouca coisa não vai nos jogar no chão

Nos olhos da claridade
Até cego tem poder (bis)
Pior cego é aquele
Que enxerga e não quer ver

Fiz meu pedestal
Ilustrei o Carnaval
Etecétera e tal
Eu vou enxugar com a sua ingratidão
Meus pés que vou suar de poeira
Toda criação que eu criei foi pra brincar
Se não lembrar é brincadeira
Do prato, reco-reco, agogô
Que até hoje levanta o seu astral
O primeiro destaque do samba surgiu
Em minha pauta musical
Com miçangas e paetês bordei meu nome
Nos braços do mais belo Carnaval

Lá do céu o "Viga-Mestre" nos pediu
Em sua filosofia (bis)
Pro Império não parar de entoar
Seu canto de euforia

Lembrar as glórias da Corte Imperial
Quatro anos de vitórias sem igual
(E assim...)
Atravessei fronteiras
De emoção vi turista chorar
Meus fãs vão chorar saudades
Em não me ver no meu grupo desfilar

Sou Império, sou patente
Só demente é que não vê (bis)
Do samba sou expoente
Abra meu livro, pois tu sabes ler

1993

ENREDO: Império Serrano, um ato de amor
AUTOR(ES): Arlindo Cruz, Aluísio Machado, Acyr Marques e Bicalho

Meu coração
É emoção que se repete
É muito amor
Essa paixão é Carnaval
Eu sou um menino de quarenta e sete
Imperial

Novidade pra cidade criei
Samba-enredo de verdade cantei (bis)
A nobreza em pessoa mostrei
É real minha coroa sou rei

Fiquei radiante de alegria
Um céu cor de anil
Se fez passarela
Viajei na minha fantasia
Pintei meu Brasil
Que linda aquarela

"Alô, alô, taí" o Império
Mudou, mudou
Foi um caso sério (bis)
Foi tropical, não teve demanda
Deu Carmem Miranda
No meu Carnaval

Paticumbum, Prugurundum no meu tambor
Resplandeceu, reacendeu o meu calor

Eu sou um ato de amor
De uma Nação (bis)
Eu sou o Império
Do seu coração

1994

ENREDO: Uma festa brasileira
AUTOR(ES): Lula, Zito e Beto Pernada

Ressoou, ressoou no seio da mata virgem
O canto do índio guerreiro
Exaltando o homem branco que chegou
Lá se vão
Marujos, Tabajara e Tupinambá
Até as margens do Sena
Mostrar a dança solene
As maravilhas da renascença
Onde o rei e a rainha
Ficam encantados com uma festa brasileira

Que zoeira, que zoeira
Tem batuque na corte
Dia e noite, noite inteira (bis)
O novo mundo
Mostra a arte em brincadeira

A cultura
Se junta à arte numa nova dimensão
Hoje o Império faz a festa
Contagiando a galera de emoção
E exibe para o mundo inteiro
O carnaval brasileiro
Como na corte dos reis
Engalanado entra em cena outra vez (e assim)
Assim, a festa continua
Tão minha quanto sua
Neste delírio tropical
O verde e branco é a razão da minha vida
Nesta folia todo mundo é igual

Ô embala eu, embala eu
Que nesta festa eu também vou (eu vou, eu vou) (bis)
Ô embala eu
Com surdos, tamborins e agogôs

1995

ENREDO: O tempo não pára
AUTOR(ES): Maurição, Jorge Lucas e Luís Carlos do Cavaco

Eu vi surgir
De um túnel a tempo uma luz
Para iluminar o meu império
Desvendar esse mistério que seduz
O mundo gira em torno do tempo
Onde a vida faz nascer, crescer, morrer
Se planar o mal, o bem não vai colher
Amor é hora
Sinto energia no ar
É real a união
Tenho fé e esperança
De ver tudo melhorar

Quem sabe não espera
O que pode acontecer (bis)
O tempo vai embora
Sem a gente perceber

A busca da eterna juventude
É a falsa atitude
De que o tempo vai parar
Ganhar muito dinheiro
Ter poder pra desfrutar
É melhor não perder tempo
Pois o tempo não espera
E quem parar no tempo pode se arrepender
O homem evoluiu
Aperfeiçoando a ciência
Será que não dá pra entender
Que já é hora de usar a consciência

Vem amor, pra essa avenida
Hoje estou de bem com a vida (bis)
Vislumbrando um bom astral
Pra Coroa Imperial

1996

ENREDO: E verás que um filho teu não foge à luta
AUTOR(ES): Aluísio Machado, Lula, Beto Pernada, Arlindo Cruz e Índio do Império

O povo diz amém
É porque tem
Um ser de luz a iluminar
O moderno Dom Quixote
Com mente forte vem nos guiar
Um filho do verde esperança
Não foge à luta, vem lutar
Então verás um dia
O cidadão e a real cidadania

Quero ter a minha terra, ô ô ô
Meu pedacinho de chão, meu quinhão
Isso nunca foi segredo (bis)
Quem é pobre tá com fome
Quem é rico tá com medo

(Vou dizer...)
Quem tem muito, quer ter mais
Tanto faz se estragar
Joga no lixo, tem bugica pra catar
Senhor, despertai a consciência
É preciso ter igualdade
O ser humano tem que ter dignidade
Morte em vida, triste sina
Pra gente chega de viver a severina
Junte um sorriso meu, um abraço teu
Vamos temperar
Uma porção de fé, sei que vai dar pé
Não vai desandar
Amasse o que é ruim, e massa enfim
Vai se libertar
Sirva um prato cheio de amor
Pro Brasil se alimentar

Eu me embalei, pra te embalar
No balancê, balancear (bis)
Vem na folia (vem, vem, vem)
Chegou a hora de mudar
O meu Império vem cobrar democracia

1997

ENREDO: O mundo dos sonhos de Beto Carrero
AUTOR(ES): Carlos Sena, Maurição, Arlindo Cruz e Índio do Império

O Reino encantado, oi
Se tornou realidade
Na verdade é um presente ao meu Império
Nos seus 50 anos de idade
Lá em Santa Catarina
Vi um sonho de menino se realizar
Hoje a penha é uma cidade
Cheia de felicidade, vem brincar

Olha a massa imperiana
Demonstrando seu valor (bis)
Vamos nessa caravana
Que o show já começou

Vi dinossauro, vi Tarzan na selva, ô ô ô
Vi pirata em alto-mar, segura iaiá
Cuidado, meu bem, tem fantasma no trem
É de arrepiar
Sou boiadeiro, eu sou, pelas estradas cavalguei
Equilibrista balancei, mas não caí
Me fiz palhaço sem saber sorrir
Com muito amor no coração
Todas as feras eu domei
Só pra ver a vida mais feliz
Pra criançada desse meu país

Roda gira, gira roda
Quero ver girar
Lá na terra do futuro tem magia (bis)
Vilá Árabe e Chinesa
Castelo Medieval
É Beto Carrero, nosso Carnaval

1998

ENREDO: Sou ouro negro da Mãe África
AUTOR(ES): Gonzagão, Gonzaguinha, Otávio Samba, Deo, Alexandre, Paulinho Gafieira e Marcão da Serrinha

Vim da África
Minha raiz mãe tesouro
A liberdade é o meu ouro
Sou negro sim senhor
Pelo criador fui abeçoado
Numa doce união
E soberania em reinados
No nascimento do menino rei
Por uma estrela fui guiado

Com a sola dos meus pés marquei a terra
Em vários cantos abracei novos anéis (bis)
Eu sou negro eu sou raça, sou emoção
Sou ouro negro baluarte da nação

Cruzei mares em Pindorama cheguei
Terra do pau cor de brasa
Onde meus valores misturei
Costume, culinária e cultura
Valeu eu vou à lua com bravura
Meru grito é um cantar de liberdade
Sou um Império de bambas, hoje felicidade
E no Carnaval levanto o seu astral
Nesta festa multicor
No esporte e nas ciências
Ilustrando eu vou
Ô Kalofé, oh mãe baiana
Trago minha raça, sou força e luta
Vem comigo nessa fé

Sem limite, sem fronteiras
Eu corro o chão (bis)
Afastando os espinhos
Semeando a união

1999

ENREDO: Uma rua chamada Brasil
AUTOR(ES): Arlindo Cruz, Carlos Sena, Maurição e Elmo Caetano

Em busca de um novo eldorado ô viajei
Pro melhor lugar do mundo
Fui tentar a minha sorte na 46
E ao chegar
Encontrei aventureiros
Gente deste mundo inteiro
Na terra do Tio Sam
Vi o jeito brasileiro
Na grande maçã
Há esperança de um novo amanhã

Bate forte coração eu sei
É difícil ser um rei
Longe da terra natal (bis)
Mas eu não perdi a fé, lutei
Pra curar a solidão
Eu rezei na catedral

Fui chamado afro-brasileiro
Pra ganhar algum dinheiro
Fui muambeiro, engraxate, fui garçom
Me encantei com os diamantes
O teatro é pura emoção
Foi tão bom
Nessa cidade vi amor, fraternidade
Mas a saudade fez meu peito balançar

Mãe baiana
Foi sua carta que me fez voltar (bis)

Lá vou eu de verde e branco, feliz
A serrinha é meu encanto, meu país (bis)
Parabéns Carmen Miranda que conseguiu
Mesmo distante não deixar de ser Brasil

2000

ENREDO: Os Canhões de Guararapes
AUTOR(ES): Paulinho Manahú, Marco Cabeça Branca e Zé Ferreira

Minha terra tem palmeiras
Onde o sabiá sempre cantou
E o "caraíba"
Vindo de terra distante
Tupinambás lá encontrou
A cana-de-açúcar enriqueceu a região
Da nossa maior capitania
E foi entregue a Cosme e Damião
A proteção do novo Estado que surgia

Linda, Olinda
Recanto de beleza natural
Na dominação dos holandeses (bis)
Pernambuco é transformado
Em grande centro cultural

Rei Congo, ê, rei Congo
Deslumbra a corte de Maurício de Nassau
Guararapes, palco da insurreição
Uniu as raças em defesa da nação
Vitalino molda em barro sua gente
Hoje tem frevo, repente
E cordel na Avenida
E se o Maracatu é da Coroa Imperial
Sou Pernambuco neste Carnaval

Eh! Nordeste
Cabra da peste, com orgulho, eu sou (bis)
E a Nação Imperiana
Vem cantar em meu louvor

2001

ENREDO: O Rio corre pro mar
AUTOR(ES): Arlindo Cruz, Maurição, Carlos Sena e Elmo Caetano

Amor vem ver o mar
Vem contemplar o meu Rio
Agô, Mãe Iemanjá, só de pensar dá arrepio
Meu Rio tem tanta beleza
E a natureza sempre nos abençoou
Sou carioca da gema, sou resistência
Sou Império, sim "sinhô"
Abriu o porto ioiô, é porta aberta iaiá
É o comércio, é o progresso da cidade
E a cidade cresceu, o mundo então conheceu
O berço da felicidade
Toda ladeira cantou, a freguesia sorriu
A velha praça inteira aplaudiu

E assim nasceu a estiva
O primeiro sindicato do Brasil (bis)

Entre revolta de dor
E um canto negro de fé (bis)
O nosso povo exportou samba no pé

Axé, minha Guanabara
Recanto mais doce do mar
Tão doce que trouxe a indústria
E fez o turista se apaixonar (na Praça Mauá)
Hoje a "noite" é bem mais quente, não é mais
Um inocente arranha-céu, oi
Torre de Babel que vive em paz
Já ancorou mais um navio
E eu sou confidente desse cais
Orgulho e tradição do Rio

Aviso aos navegantes que o Império vem aí
Olha, o bicho vai pegar, a poeira vai subir (bis)
É arte, é cultura, é talento original
Hoje tem festa no Planeta Carnaval

2002

ENREDO: Aclamação e coroação do imperador da Pedra do Reino - Ariano Suassuna
AUTOR(ES): Aluízio Machado, Maurição, Carlos Sena, Elmo Caetano e Lula

Sol inclemente, oi
Vai além da imaginação
Sopro ardente, árida terra
Desse poeta cantador
Sede de vida, gente sofrida
Salve o lanceiro, guerreiro do amor

Cabra macho, firmeza, que emoção
Liberdade, esperança, ressurreição (bis)
A bondade, a maldade no coração
Amor, verdade, eu encontro neste chão

(Vem que tem...)
Tem azul, tem encarnado, tem
Numa comunhão de fé
Lança em punho ao som da luta
Desse sonho contra a dor
Resgatando o passado
Desse povo vencedor
Esses reis tão sertanejos
Descendentes de valor
E a cavalgada parte
Lá de Belmonte
Prá serra do Catolé
Tão linda minha corte sertaneja
Marco forte, altaneira do sertão
Buscando na justiça igualdade
Empunhando a bandeira na coroação

Hoje o Império é a voz da razão
Onde reina a paz e a união (bis)
E é muito mais que uma paixão
Sou imperador lá do sertão

2003

ENREDO: E onde houver trevas...Que se faça a luz
AUTOR(ES): Aluísio Machado, Arlindinho Cruz, Maurição, Carlos Sena, Elmo Caetano

Luz, magia
Que faz a mente do poeta delirar
Estrela guia
Faz meu Império brilhar
É bom amar (amar) e ser amado
Se dar e receber
Eu quero um mundo de inspiração
Pra clarear de vez a escuridão

Prometeu roubou do Sol o fogo
Trouxe a Luz pra iluminar o povo (bis)
O que vem do coração ô ô ô clareia
Clareia igual a Lua cheia

E a paz, desejo da Humanidade
Se faz com liberdade e igualdade
Feliz, muito feliz
"Uma criança" vai nascer
Se o homem conseguir usar a luz da razão
A Terra então vai florescer e vai
Vai meu irmão
Tens a chave do Céu
A energia no ar
Vem da ribalta da vida
Serrinha é o show nessa avenida

Uma prova de amor, perdão
Uma grande paixão, amor (bis)
A esperança é quem me conduz
Onde houver trevas que se faça a Luz

2004

ENREDO: Aquarela Brasileira
AUTOR(ES): Silas de Oliveira

Vejam esta maravilha de cenário
É um episódio relicário
Que o artista num sonho genial
Escolheu para este carnaval
E o asfalto como passarela
Será a tela
Do Brasil em forma de aquarela
Passeando pelas cercanias do Amazonas
Conheci vastos seringais
No Pará, a ilha de Marajó
E a velha cabana do Timbó
Caminhando ainda um pouco mais
Deparei com lindos coqueirais
Estava no Ceará, terra de Irapoã
De Iracema e Tupã
Fiquei radiante de alegria
Quando cheguei à Bahia
Bahia de Castro Alves, do acarajé
Das noites de magia do candomblé
Depois de atravessar as matas do Ipu
Assisti em Pernambuco
À festa do frevo e do maracatu
Brasília tem o seu destaque
Na arte, na beleza e arquitetura
Feitiço de garoa pela serra
São Paulo engrandece a nossa terra
Do leste por todo o centroeste
Tudo é belo e tem lindo matiz
O Rio dos sambas e batucadas
De malandros e mulatas
De requebros febris
Brasil, essas nossas verdes matas
Cachoeiras e cascatas
De colorido sutil
E este lindo céu azul de anil
Emolduram em aquarela o meu Brasil

Lá rá rá rá rá (bis)
Lá lá lá lá iá

2005

 

Enredo: Um Grito que Ecoa no Ar - Homem/Natureza, o Equilíbrio Perfeito
Compositores: Marcão, Marcelo Ramos e João Bosco

Meu grito ecoa pelo ar
Faço um alerta ao mundo
O homem com a sua ambição
Trouxe a tecnologia
Fez mal uso da razão
De mãos dadas com a ganância
Tem tudo que lhe deu o criador ôô
De graça, com amor
No seu futuro pode semear a dor

No meu verde das matas, tem magia
Equilíbrio perfeito que irradia, oi (bis)
As minhas águas cristalinas
São poluídas no seu dia-a-dia

Choro com essa tal evolução
Ressentida estou ao ver minha devastação
O homem com a sua sapiência
Transformou tudo em ciência
Maltratando a minha natureza
É muito lixo jogado aos ventos
Usou o átomo sem consciência
Causou tristeza, degradação
Coloca em risco toda a civilização
Enfim, num grande gesto de amor
Já tem gente a refletir
E por mim vive a lutar
Um fio de esperança a reluzir
Basta reciclar os seus conceitos
Na reforma ser perfeito
Produzir sem maltratar
Sou a mãe Terra
Só o seu amor vai me salvar

Clamando numa só voz, vem meu Império
A gente tem que pensar, é caso sério (bis)
Pra natureza sorrir, o homem tem que mudar
E aprender a preservar

2006

Enredo: O Império do Divino
Compositores: Arlindo Cruz, Maurição, Carlos Sena, Aluízio Machado e Elmo Caetano

Cantando em forma de oração
Serrinha pede paz, felicidade
Pra nossa gente que não pára de rezar
E como tem religiosidade
Senhor, olhai por nós
Até por quem perdeu a fé
Vem, meu amor
Na festa do divino
Pagar promessa de joelho ou de pé

Hoje tem maracatu, bate tambor
Cai na folia, é festa de reis
Chão colorido (bis)
Fogaréu, semana santa
Pode chegar
Que aqui tem festa todo mês

Tem romaria lá no Juazeiro
A procissão do Círio faz chorar
Mas o Brasil é tão alegre e festeiro
É um celeiro de cultura popular
A esperança vem do índio caiapó
É louvação com muito amor no coração
Do povo negro veio todo axé
Lá do terreiro, umbanda e candomblé
Um mar de flores para Iemanjá
Água-de-cheiro, águas de Oxalá

O meu Império é raiz, herança
E tem magia pra sambar o ano inteiro
Imperiano de fé não cansa (bis)
Confia na lança do santo guerreiro
E faz a festa porque Deus é brasileiro

2007

Enredo: Ser Diferente é Normal - o Império Serrano faz a Diferença no Carnaval
Compositores: Arlindo Cruz, Maurição, Aloísio Machado, Carlos Senna e João Bosco

Serrinha vem pedir respeito ô ô ô
Temos que olhar de outro jeito
Quem nasceu diferente
E venceu preconceito
A gente tem que admirar
Harmonizar pra ser feliz
Diferença social, pra quê?
Tá na cara que a beleza
Está nos olhos de quem vê
Romantismo irradia energia pra viver

Nesse mundo onde tudo é relativo
Minha escola é meu motivo (bis)
Meu maior prazer

A história do samba mudou
Bateria diferente, olha o toque do agogô (bis)
O primeiro destaque e a comissão
São novidades verde e branco, meu irmão

Difícil conviver na adversidade
Com arte ser eficiente
Fazer da pintura sua liberdade
Fazer esculturas usando a paixão
Feitiço de poeta invade o coração
Divino é o poder da criação
Eu pergunto a você
Será que existe?
Limite entre a loucura e a razão

Eu quero ver
O amor florescer
Ser diferente é normal (bis)
E o Império taí
Pra levantar seu astral
Se liga no meu carnaval

2008

Enredo: Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim
Compositores: Marcão, Marcelo Ramos, Vando Diniz, Chupeta, Henrique Hoffmann, William Black, Nato e Zé Paulo

Luz divina luz
Eu quero ouvir o seu cantar
Império Serrano é samba
É Carmem Miranda, é popular
Pequena notável, de ti eu sou fã
Oh! Deusa do balangandã
Na imensidão de um sonho
Viajei na fantasia
No rádio, no cinema, nos cassinos deu um show
A fina flor da boemia

No tabuleiro da baiana tem!
Tem requebrado, tem quitute, tem amor (bis)
E nesta festa vou sambar também
Com pandeiros, tamborins e agogôs

Sua voz ecoa pelo ar
Ao som de lindas marchinhas
Seu nome atravessou fronteiras
Um buquê de poesias
Se internacionalizou, samba ioiô
Fez o Tio Sam sambar samba iaiá
Estrela que brilha, tu és maravilha
Num lindo céu azul anil
A portuguesinha que virou rainha
Orgulho deste meu Brasil

Meu Império outra vez
Vem no balanço do seu coração (bis)
Eu sou verde-e-branco com muito orgulho
Sou emoção

2009

ENREDO: Lendas das Sereias, Mistérios do Mar
AUTOR(ES): Vicente Mattos, Dinoel e Arlindo Velloso

O mar, misterioso mar
Que vem do horizonte
É o berço das sereias
Lendário e fascinante
Olha o canto da sereia
Ialaô, Okê, laloá
Em noite de Lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com a doce melodia
Os madrigais vão despertar

Ela mora no mar
Ela brinca na areia (bis)
No balanço das ondas
A paz ela semeia

Toda a corte engalanada
Transformando o mar em flor
Vê o Império enamorado
Chegar à morada do amor

Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá (bis)
Oloxum, Inaê
Janaína, Iemanjá
(Sou Rainha do Mar...)

2010

Enredo: João das Ruas do Rio
Autores: Marcelo Ramos, Henrique Hoffmann, Paulinho Valença, Willian Black e Popeye

Vou levar meu samba por aí
Passando pelas ruas
Feliz da vida
Saindo da Misericórdia onde tudo começou
Mistura de raças, a diversidade
No Largo do paço, a primeira cidade
Um encontro com a riqueza de culturas
Julieta na janela esperando seu amor
Pelas ruas do João do Rio
Chegando ao cais a força do estivador

Vem que o Império te leva
Vem recitar poesias em canções (bis)
E nos boulevares e vielas
Vem ouvir o canto das favelas

Tem santo pra tudo
É a fé como escudo
Me amparo na lança do Santo Guerreiro
Livros e jornais, pintores geniais
Revistas, cantores e artistas
Ah! E nas ruas do Centro o Carnaval
Cordões, mais um show de alegria
Hoje flanelinhas, ambulantes camelôs
Cenário natural do dia a dia

Numa explosão de emoção
É verde-e-branco essa paixão
É um caso sério (bis)
E na Serrinha ecoa a voz de uma nação que diz:
Sou Império!

2011

Enredo: A Benção, Vinícius
Autores: Aluisio Machado, Henrique Hoffmann, Paulinho Valença, Popeye, Victor Silva e Zé Paulo

E por falar em saudade onde anda você? (poeta!)
Hoje o império é seu (desperta!)
“Templários, prisioneiros da lua
Cavaleiros que servem à grande princesa”
Poema que é ponto de partida
Pra Serrinha entrar em cena
Com Vinicius nessa avenida
Em “Garota de Ipanema”, Tom Jobim
com Toquinho viajou em Itapoã
“Gente humilde” que encanta
Bossa nova de sucessos
Que o mundo inteiro canta

Caô... Meu pai Xangô
Se o canto é de Ossanha (bis)
Vou bater o meu tambor
“Lamento de Exu” que o poetinha cantou

“Cores de abril” no “rancho das flores”
“Aquarela” mais pintada do Brasil
Inspiração que nasce no sorriso de criança
No “arrastão” de esperanças eu vou
Só pra ver como é que é
Numa arca de Noé
Revelar minha maior paixão
Como Orfeu numa manhã de carnaval
“Um amor em cada coração”

Cantar! É preciso cantar!
Aplausos no seu despertar (bis)
Com a benção de pai Oxalá
Vininha... Velho, saravá!

2012

Enredo: Dona Ivone Lara, o Enredo do meu Samba
Autores: Arlindo Cruz, Tico do Império e Arlindo Neto

Serra dos anos dourados da nossa história
Desperta e vem cantar feliz
O jongo e o samba de raiz
No enredo desse carnaval
Que não é sonho meu, pois ela é real
Ivone Lara Iá
Quero ver quem não vai se embalar
No encanto do Tiê Oia Lá Oxá
Desfilando em verde e branco
E a sinfônica demonstra o seu amor
Batendo forte no balanço do agogô

A rainha da casa, mãe esposa de fé
Diz que o dom de compor é coisa de mulher (bis)
Com o mestre venceu o desafio ôôô
Nos cinco bailes da história do meu Rio

Dona Dama Diva...
Estrela do samba de luz radiante
Show no Opinião
Parceira de bambas, carreira brilhante
Com a liberdade num lindo alvorecer
Sonha, nossa terna mãe baiana
Seu sorriso negro não dá pra esquecer
E hoje nosso Império aclama

Dona Yvone
Lara Ia Laia (bis)
Lara Laia
Lara Laia

2013

Enredo: Caxambu - O Milagre das Águas na Fonte do Samba
Compositores: Paulinho Valença, Henrique Hoffmann, Marcelo Ramos, Filipe Araújo, Popeye, Beto do Império e Airinho

Caxambu
Mata essa sede de vitória
Em tuas águas o povo da minha Serrinha
Hoje vem se banhar
Passa a pura energia
E a força que te leva para o mar
Contou a mitologia... Foi Poseidon
Que batendo seu tridente
Fez a serra borbulhar
E brotaram doze fontes de inspiração
Entre rios e cascatas
Nasceu esse lugar

Vai meu canto vai
E marca o passo da procissão (bis)
“Jonga” negro no compasso
Do congado em devoção

Glória e glamour na Era Vargas
O brilho dourado
A sorte no cassino
Paraíso abençoado
Pela fé de Nhá Chica no divino
Da milagrosa mina
A cura da princesa
O sonho da família imperial
Na fazenda da roseta a beleza
Que brota no meu Carnaval

E vem de lá o povo a cantar
Pode acreditar (bis)
A cada ano renasce na fonte do samba
Um novo Império Serrano

2014

Enredo: Angra com os Reis
Compositores: Paulinho Valença, Henrique Hoffmann, Popeye, Victor Alves, Filipe Araújo, Tião Pinheiro, Juliano Centeno e Beto do Império

Odoyá, Iemanjá!
Abençoe a nossa corte do samba
(bis)
Angra é o cenário do encontro do Reisado
Como o maior Império de bambas!

A grande festa de amor e fé vai começar
As cores cintilantes da bandeira a boa nova vem anunciar
Palhaços, Cantadores, Dançarinos, Reis Magos da Folia
A beleza das flores colorindo o chão pro Rei menino
Ofertando alegria, entoando louvores
Seguindo o cortejo, posso ouvir o toque do agogô
Emoção em verde e branco
O reizinho de Madureira chegou

Abre a roda do terreiro
Tem a batuque na festança
(bis)
É o Jongo da Serrinha
Povo “nego” e sua dança

A mão que cortava cana bate o tambor, ooo
Mãe preta benze essa “peça” aí
É filho quilombola, é negro guerreiro de Bracuí
Pela trilha do ouro, viajar
Mergulhar no paraíso da essência
A harmonia da montanha com o mar
Energia despertar, a consciência

2015

Enredo: Poema aos Peregrinos da Fé
Compositores: Arlindo Cruz, Arlindo Neto, Lucas Donato, Alex Ribeiro, Rogê, Carlos Senna, Beto BR, Andinho Samara, Zé Glória, Wagner Rogério, Chico Matos, Ronaldo Nunes e Léo Guimarães

Andar com fé eu vou
Na minha peregrinação
Vai ter muita festa, muita emoção
Além dos limites da religião
Imperiano
Sambista devoto do santo guerreiro
Passo na avenida em romaria
Buscando a vitória, levando alegria
Lá vou eu...

Vou no pau de arara, de chapéu de palha
Barriga vazia... purificação (bis)
Cheio de esperança, sai pra lá pecado
Tô de corpo e alma nesta procissão

Por todos os cantos, com todos os santos
Valei-me padim Ciço, Oxalá Nossa Senhora
Tá na hora, adorando a minha escola
Peço a Deus pra abençoar
Hoje a fantasia é o manto
Nossa sinfonia um encanto
Meu samba nunca vai morrer
E a Serrinha vem dizer
O branco é a paz e o verde é esperança
De ver o mundo só fazer o bem
Senhor rogai por nós amém

No toque do agogô
Eu vou com fé e amor (bis)
E pode acreditar
Que a fé não costuma "faiá"

2016

Enredo: Silas Canta Serrinha
Compositores: Arlindo Cruz, Aloísio Machado, Arlindo Neto, Zé Gloria, Andinho Samara, Ronaldo Nunes e Lucas Donato

Hoje num relicário vivo na memória
Serrinha é um encanto a tua história
Talvez a mais bela de uma favela
Pois foi assim que meus avós contaram
No meio do mato
Passava noite vinha dia...
O negro fez do morro moradia
Pedindo ao rei banto proteção, saúde...
Como nos bons tempos de além mar
Com água na cachoeira e ouvindo pássaros cantar

Quando o jongo me chamou eu louvei Maria
E no toque do tambor tem magia (bis)
Veio gente da estiva, da resistência também
Todo mundo chegou no balanço do trem

Ôô tinha samba na rua
Veio o bloco da lua
Era Carnaval!
Foi com prazer que eu desci a Serrinha
Numa noite dourada, num sonho real
Estava nascendo o Império Serrano
Reizinho do meu lugar...
Pro santo guerreiro abençoar...
Quando parti... de longe eu vi mudar
Tudo se modernizar...
É a evolução... a brisa que afaga a juventude
Com charme e negritude
Mas a arte se eternizou
Nos baluartes que mostraram o seu valor!

Meu centenário vou comemorar
Esse é o povo que me consagrou (bis)
Imperiano volte ao seu lugar: vencedor!

2017

Enredo: Meu Quintal é Maior do que o Mundo
Compositores: Lucas Donato, Tico do Gato, Andinho Samara, Victor Rangel, Jefferson Oliveira, Ronaldo Nunes, André do Posto 7, Vagner Silva, Vinicius Ferreira, Rafael Gigante e Totonho

Abre a janela vem ver ôô
Poesia brotar no quintal
O carnaval florescer
Menino Bernardo em meu ser
Reinvento o meu Pantanal
O som do apito a tocar anuncia a cor
Um canto verde do índio enfeitiçou
Guardando o segredo das águas
Regando o mar de Xarayés
O eldorado reina aos meus pés 

O som que salta do brejo
Empresto a viola
A paz do meu lugar "aflora"
É feito um Império em procissão
Enfeito meu coração morada do meu viver
Tem casa que anda por esse chão
Bandarra é meu coração que voa no entardecer

Menino do mato o nosso verde fez o céu emocionar
E o branco então floriu meu chão
Atento a um feroz olhar
Luar... Que me traz a lembrança
Nossa Senhora é fé, esperança
De um pantaneiro a lutar
Reizinho... de tantas vitórias
Cantando eu declamo esse amor por você
Eu sou Império
Abra o meu livro pois tu sabes ler

A minha história já fala por mim
Sou resistência, orgulho sem fim (bis)
Tem poesia no ar, você já sabe quem sou
Pelo toque do agogô