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IMPERATRIZ LUDOVICENSE

IMPERATRIZ LUDOVICENSE

PRESIDENTE Marcelo Ferreira
VICE-PRESIDENTE Matheus Bianck
CARNAVALESCO Cleiton Almeida
INTÉRPRETE Leandro Kfé
DIRETOR DE CARNAVAL Afonso Cecel
CORES  Azul, Vermelho e Ouro
FUNDAÇÃO 01/01/2014
CIDADE-SEDE Curitiba-PR
SÍMBOLO Coroa e Leões

A Sociedade Escola de Samba Virtual Imperatriz Ludovicense fundada em 01-01-2014 na época com sede em São Luís-MA, nasceu da reunião de amigos que resolveram criar uma agremiação virtual para disputar o carnaval virtual. O nome fora escolhido pelo ex-presidente da agremiação Samuel da Cruz Imperatriz faz homenagem à cidade de Imperatriz, o termo ludovicense faz referencia a quem nasce em São Luís, a capital do Estado. Para o carnaval de 2016 a escola estreou na LIESV, contando com novos componentes para reforçar a escola. Marcelo Jakare assumiu a presidência, com o novo vice presidente sendo Matheus Bianck, ambos com experiência no carnaval virtual. A escola teve sua sede mudada para Curitiba, o restante da equipe da escola foi mantida para a folia virtual, e com o enredo afro "Sansakroma", a escola conquistou o título do Grupo de Acesso, se classificando para o Especial em 2017, estreando na elite com uma nona colocação. As cores oficiais são o vermelho, azul e ouro, os símbolo é uma coroa ladeada por dois leões.

Ano

Enredo

Colocação

2018 É para todos e para todas sempre será! – O Paraíso da Diversidade 8º (Especial)
2017 Axé Carybé, Axé 9º (Especial)
2016 Sansakroma: A fênix africana 1º (Acesso)
2015 Odoyá, Rainha Iemanjá 13º (CAESV)

SINOPSE ENREDO 2018

É para todos e para todas sempre será! – O Paraíso da Diversidade



Apresentação

Para o carnaval de 2018, o SESV Imperatriz Ludovicense apresenta o enredo “É para todos e para todas sempre será! – O Paraíso da Diversidade”, uma maneira lúdica e delirante de contar sobre como a diversidade sexual brasileira foi arruinada com a fé colonizadora. Utilizando-se de uma linguagem e estrutura fabulística, nossa escola cria uma narrativa com personagens fictícios, baseada na própria história do Brasil, a partir de fatos e estudos sobre como era a vida dos habitantes do nosso país antes e depois da chegada dos colonizadores. Analisa-se os impactos dessas mudanças na sociedade contemporânea e a relação delas com a censura e o preconceito contra grupos LGBT+.

Contudo, embora a maioria das informações tenham fontes seguras, essa é uma parte da história ainda pouco estudada. Durante a construção do enredo, teve-se a liberdade de pegar dados de tribos diferentes e uni-los em um só “Paraíso”, onde os habitantes celebram a sua própria natureza e têm a diversidade como maior divindade.

Sinopse

Imersão em conhecimento

Em terras tropicais, existe um Paraíso de estonteante beleza. Ele, que já foi um lugar plural, de exuberante natureza e riqueza de cores, é propriedade de um ser tão vibrante quanto o próprio: a Diversidade. Ela o criou para ser a morada das mais variadas criaturas – os paraiseiros – que conviviam em plena harmonia, com respeito mútuo . Porém, o Paraíso da Diversidade já não é mais o mesmo. Ele se transformou em um lugar cinzento e frio, onde a repressão se estabeleceu e a liberdade se encontra ameaçada.

Inconformada com a atual situação de seu Paraíso e com o intuito de revertê-la, a Diversidade viaja rumo ao passado para descobrir quem é o responsável pelas mudanças em suas terras, para assim poder expulsá-lo. De mente aberta, imerge em conhecimento – a melhor maneira de compreender a história.

Absorção da história

Imersa. Está na origem do Paraíso. Seus primeiros habitantes gozavam de uma gostosa liberdade e naturalidade. Exerciam seus prazeres como exerciam a própria vida. Noites de luar, atos de amor. Selvagem, por que não? A cultura sexual autóctone era avançada, repleta de variedades e fantasias. A fauna e a flora eram tão fogosas e diversas quanto os desejos dos nativos. A Diversidade estava presente em cada singularidade daquelas plurais terras continentais.

A vida no Paraíso era fluida. Longe de ser uma bagunça, pelo contrário, era muito bem organizada pela própria natureza. Aceitava-se a individualidade dos habitantes, independente de suas preferências. Homem, mulher ou ambos. Ter dois espíritos era uma dádiva – um presente da Diversidade. E esses seres que transitavam entre múltiplos caminhos desempenhavam papel espiritual dentro do Paraíso – tinham potenciais xamânicos. Eram curandeiros que carregavam a sabedoria da natureza. Eram pajés que lideravam a tribo com empatia e sensibilidade.

Contudo, a Diversidade vê chegar em seu Paraíso um personagem de caráter sombrio. A bordo das caravelas da fé, desembarcam nessas terras tropicais o Pecado e seus servos. Os recém-chegados, ao verem a liberdade dos nativos, ficam espantados: “Ora pois, sem coisa alguma que lhes cubra as vergonhas!”. O Pecado achava que sua cultura era superior a dos habitantes do Paraíso, então passou a doutriná-los segundo seus costumes. Instaurou o mito do céu e do inferno, que se tornou uma lei geral. Uma nuvem de culpa e vergonha preencheu a atmosfera. O paraiseiro, encurralado pelos servos do Pecado, precisou se vestir. E escondendo sua nudez, escondeu também um pouco de sua felicidade.

A partir do vestimento dos nativos, os rígidos princípios do Pecado vigoraram pelos séculos seguintes. A castidade dos habitantes do Paraíso era obrigatória e só era permitido o sexo entre homem e mulher, dentro do casamento. Mas nem mesmo para isso a roupa poderia ser retirada! Aos poucos, os paraiseiros foram alienados e esqueceram que aquele era o Paraíso da Diversidade. O que era natural, se tornou bestialismo. Exercer sua própria natureza foi proibido, abominável. O que antes era liberdade, se tornou crime. Habitantes condenados à prisão, à tortura ou até à morte. O Pecado, com suas Tarântulas do mal, apagou as cores da Diversidade e devastou toda a cultura sexual do Paraíso.

Desde então, o Paraíso permanece em escala de cinzas. Os paraiseiros vivem presos à culpa do Pecado e reprimem seus desejos. Foram ensinados a julgar e a condenar a sexualidade alheia e a jamais fugir do padrão imposto que persiste até a atualidade. O sexo é um tabu. O retrocesso foi imenso. A censura e o preconceito contra a Diversidade se mantém. Quem antes era celebrada, hoje é marginalizada. Não é recomendada à sociedade.

Emersão para a transformação

Chegando ao hoje, a Diversidade emerge para um novo tempo. Já absorveu conteúdo suficiente para restabelecer seu Paraíso como sonhou e criou. Em uma sobrecarga de cor e brilho, transforma-se em um ser superpoderoso. Na força do seu bate-cabelo babadeiro expulsa o Pecado de suas terras tropicais para sempre. Para recolorir o Paraíso, chama todas as manas, as minas, os manos e as monas. Em um movimento de pura expressividade, pinta no céu um arco-íris de glitter, uma promessa que a Diversidade nunca mais deixará o Paraíso ser destruído. Um elo de amor entre ela e os paraiseiros.

No Paraíso da Diversidade entram todas as pessoas, de todos os gêneros e de todas as sexualidades. Só não entra o Pecado com seu preconceito, raiva e discriminação.

Autor: Cleiton Almeida