EM CIMA DA HORA
EM
CIMA DA HORA

FUNDAÇÃO |
15/11/59 |
CORES |
Azul Pavão e Branco |
QUADRA |
Rua Zeferino da Costa, 556
Cavalcanti
21370-230 |
BARRACÃO |
Praça Marechal
Hermes, 63
Santo Cristo |
SÍMBOLO |
Relógio com Lira |
RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO
HISTÓRICO
Alguns
abnegados sambistas se
reuniram para fundar uma escola de samba. Discussão vai,
discussão vem, ideologias à parte, mas nenhuma
conclusão
quanto ao nome. Assim iam madrugada adentro, até que um deles,
de repente, olha para o relógio e verifica: "Puxa vida,
são três horas da manhã. Estou em cima da hora de
chegar em
casa". Riram-se todos. E assim com a anuência dos demais
presentes, desencantou-se o tão sonhado nome: "G.R.E.S. EM
CIMA DA HORA".
Dois dos
fundadores, Leleco e
Baianinho, antes de morarem em Cavalcanti, foram crianças no
Catumbi, onde existia um bloco com o nome de "Em Cima da
Hora" (um dos primeiros do Rio de Janeiro). Quando rapazes,
após fundarem com outros moradores de Cavalcanti o bloco que
inicialmente era conhecido como "Bloco do Leleco", nas
cores verde e branco, resolveram dar o nome de "Em Cima da
Hora" em homenagem a aquela agremiação já extinta.
E em
15 de novembro de 1960 passou à Escola de Samba, batizada pela
Portela, adotando as cores azul e branco e tendo como símbolo um
relógio marcando três horas com uma lira ao fundo.
A escola
do subúrbio de
Cavalcanti, que fica próximo a Cascadura e Inhaúma, fez
uma
trajetória bonita no carnaval carioca, já tendo figurado
no
grupo principal sete vezes. Em 1973 conquistou seu primeiro
Estandarte de Ouro com o samba-enredo "O Saber Poético da
Literatura de Cordel", de Baianinho. Em 1976, a "Em
Cima da Hora" se superava e brindava a todos com um dos
melhores sambas-enredo de todos os tempos: "Os
Sertões", de Edeor de Paula, e abocanhava seu segundo
Estandarte de Ouro. Em 1984, o samba "33 - Destino, Dom
Pedro II", de Guará e Jorginho das Rosas conquistava o
terceiro Estandarte de Ouro da "Em Cima da Hora". Nos
anos que se seguiram a Escola ganhou o Estandarte de melhor Ala
das Crianças, sob a coordenação da saudosa Dona
Didi, e o de
melhor Passista Masculino através de Carlinhos de Jesus, que
anos após viria a ser reconhecido como o grande mestre da
dança.
Pertence
também à escola o
famoso compositor Baianinho, autor de inúmeros sucessos da MPB,
e João Severino, sambista dirigente que presidiu a
agremiação
durante anos, bem como durante muitos anos, a ela pertenceu o
jornalista e vereador Sérgio Cabral. É uma das escolas
mais
queridas pela imprensa especializada em carnaval e também pela
intelectualidade carioca.
Em 2000,
a Em Cima da Hora
empatou em pontos com a Tuiuti, dividindo o vice-campeonato do
Acesso com a escola de São Cristovão. A Em Cima da Hora
só
não subiu para o Grupo Especial porque perdeu para a Tuiuti no
quesito-desempate. A partir daí, amargou uma trajetória
em queda livre: caiu em 2001 do Grupo A
para o B, desceu do B para o C em 2003 e no carnaval de 2004
amargou mais um rebaixamento ao cair para o Grupo D, a quinta
divisão do carnaval carioca. A escola chegou a dar sinais de
recuperação sagrando-se campeã do Grupo D em 2006
com a
reedição de seu enredo de 1974, "A Festa dos Deuses
Afro-Brasileiros". Mas a Em Cima da Hora novamente foi
rebaixada ao Grupo D em 2008. Foi campeã em 2010, retornando ao
Grupo C em 2011, iniciando uma arrancada rumo à Sapucaí.
O retorno
à Passarela do Samba ocorreu depois de 11 anos de
ausência. Ao vencer o Grupo B em 2013, anunciou a
reedição do clássico "Os Sertões". Ao
contrário dos infortúnios que acarretaram no fracasso do
desfile original em 1976, quando uma forte chuva espantou os
componentes, em 2014 a escola abriu os desfiles da Série A com
muita garra, obtendo a permanência no grupo com o 13º lugar,
apesar de notas absurdas no samba, como um inexplicável 9,6 dado
pelo julgador Celso Chagas.
2015 era
pra ser o ano para a azul-e-branco fixar raízes definitivas
na Série A. Mas o que se viu na Sapucaí foi uma
sucessão de equívocos. A não-entrega de inumeras
fantasias fizeram com que os integrantes desfilassem de roupas normais.
Foram poucas as alas que passaram completas. O trágico desfile
proporcionou a última colocação para a Em Cima da
Hora e o retorno à Intendente Magalhães em 2016, onde
ficou até 2020. O vice-campeonato do Grupo Especial da
Intendente (num desfile em homenagem a Carlinhos de Jesus) devolve a
azul-e-branco de Cavalcanti à Passarela do Samba em 2021.
RESULTADOS
DA ESCOLA
1962 - 16ª no
Grupo 3
Independência do Brasil
Osmar da Rocha
1963 - 24ª no
Grupo 3
Insurreição Pernambucana
Diretoria da Escola
1964 - 12ª no Grupo 3
Apoteose Econômica e Financeira do Império
Sebastião Souza de Oliveira
1965 - 4ª no
Grupo 3
Carnaval do Rio Através dos Séculos
Sebastião Souza de Oliveira
1966 - 1ª no Grupo 3
Missão Artística Francesa em 1816 - Debret
Sebastião Souza de Oliveira
1967 - 3ª no
Grupo 2
Vida e Amores de D. Beja
Sebastião Souza de Oliveira
1968 - 1ª no Grupo 2
Anita Garibaldi, Amor e Revolução
Ney Roriz
1969 - 10ª no
Grupo 1
Ouro Escravo
Ney Roriz
1970 - 8ª no Grupo 2
O Mundo Maravilhoso de Debret
Sebastião Souza de Oliveira
1971 - 1ª no
Grupo 2
Este Rio que Eu Amo
Sebastião Souza de Oliveira
1972 - 8ª no Grupo 1
Bahia, Berço do Brasil
Sebastião Souza de Oliveira
1973 - 6ª no
Grupo 1
O Saber Poético da Literatura de Cordel
Sebastião Souza de Oliveira
1974 - 8ª no Grupo 1
Festa dos Deuses Afro-Brasileiros
Roberto Rodrigues
1975 - 12ª no
Grupo 1
Personagens Marcantes dos Carnavais Cariocas
Sebastião Souza de Oliveira
1976 - 13ª no Grupo 1
Os Sertões
Sebastião Souza de Oliveira
1977 - 11ª no
Grupo 2
Heitor dos Prazeres, um Artista Carioca
Sebastião Souza de Oliveira
1978 - 1ª no Grupo 3
O Samba é o Embaixador
Diretoria
1979 - 10ª no
Grupo 2A
Do Astro Rei à Rainha das Flores
Diretoria
1980 - 5ª no Grupo 2A
Bahia, Bahia, Tradicional Bahia
Diretoria
1981 - 2ª no
Grupo 2A
Boi-bumbá com Abóbora
Ney Roriz
1982 - 4ª no Grupo 1B
Popô, Papá, Bubu, Babá
Ney Roris
1983 - 10ª no
Grupo 1B
Enredo, Sem Enredo
Ney Roris
1984 - 3ª no Grupo 1B
33, Destino D. Pedro II
José Leonídio e Regina Celi
1985 - 16ª no
Grupo 1A
Me Acostumo mas Não me Amanso
Sid Camilo e Edson Mendes
1986 - 5ª no Grupo 1B
Terra Brasilis
Sérgio e Amarildo
1987 - 9ª no
Grupo 2
Kid Morangueira da Silva, o Embaixador dos Morros
José Leonídio e Regina Celi
1988 - 2ª no Grupo 3
Samba-Ô
Vando
1989 - 9ª no
Grupo 2
Num Passe de Mágica
Regina Celi e José Leonídio
1990 - 5ª no Grupo B
Saudades do Rio
Júlio Mattos
1991 - 4ª no
Grupo B
Elymar, um Sonho que Virou Canção
Beto Maia
1992 - 8ª no Grupo B
A Sombra da Ilusão, uma Fantasia Brasileira
José Eugênio
1993 - 7ª no
Grupo B
ECA 8069
Reynaldo Valença
1994 - 3ª no Grupo B
De Frequência em Frequência na Cadência do Samba
Amarildo Lopes, José Leonídio e Regina Celi
1995 - 10ª no
Grupo A
No Reflexo do Espelho, a Arte de Dançar (Homenagem à
Carlinhos
de Jesus)
Reinaldo Valença e Edson Santos
1996 - 6ª no Grupo A
Yara Cigana, Canta, Dança e Toca, é Rio, é Rua,
é
Carioca
Colaboarra, André Machado, Salomé e Reinaldo
1997 - 5ª no
Grupo A
Sérgio Cabral, a Cara do Rio
André Machado e Fernando Pamplona
1998 - 7ª no Grupo A
Quem é você, Zuzu Angel? Um Anjo feito Mulher
Ernesto Nascimento e Actir Gonçalves
1999 - 6ª no
Grupo A
Horas... Eras de Glórias ... e Outras Histórias ...
Alex de Sousa e Ernesto Nascimento
2000 - 3ª no Grupo A
Oswaldo Cruz, A Saga de Um Herói Brasileiro
Alex de Sousa e Ernesto Nascimento
2001 - 12ª no
Grupo A
Goiá Tacá Amopí - O Campo das Delícias
Luiz Marques
2002 - 10ª no Grupo B
A Poesia anda de Bonde e a Em Cima da Hora conta essa Linda
História
Silvio César
2003 - 11ª no
Grupo B
XVª Região - Nossa Vida, Nosso Progresso, nossa
Paixão...
Marcelo Portela
2004 - 12ª no Grupo C
Uai, Nós somos Brasileiros
Marco Antônio
2005 - 4ª no
Grupo D
Mãe Baiana, Signo da Africanidade Carioca
Cida Donato
2006 - 1ª no
Grupo D
Festa dos Deuses Afro-Brasileiros
Jorge Caribé
2007 - 5ª no
Grupo C
Os Tambores do Brasil
Jorge Caribé
2008 - 12ª no
Grupo C
Entre Pulgas e Piolhos... Assim Levaram Nossos Tesouros
Jorge Caribé
2009 -
5ª no
Grupo D
Sob as barbas de
Noé, colori de azul e branco a Arca de Vinícius
André Tabuquini e Anna
Clara Tavares
2010 -
1ª no
Grupo D
50 Anos de
História, Assim Conta Minha Senhora, Em Cima da Hora
Sandro Gomes
2011 -
5ª no
Grupo C
É Carnaval...
Abram alas para a folia
Marco Antonio
2012 -
4ª no
Grupo C
Simplesmente... Amor
Marco Antonio
2013 -
1ª no
Grupo B
Além do espelho, João Nogueira de todos os
sambas
Marco Antonio
2014 -
13ª no
Grupo A
Os Sertões
Marco Antonio
2015 -
15ª no
Grupo A
No coração da cidade, uma história das Mil e Uma
Noites: O Rio das Arábias
Marco Antonio
2016 - 4ª no
Grupo B
Na rota das especiarias: O leva e traz de cheiros, as surpresas da nova terra!
Raphael Torres e Alexandre Rangel
2017 - 5ª no
Grupo B
Maria, Nossa Mãe Aparecida: 300 anos de bençãos
Raphael Torres e Alexandre Rangel
2018 - 7ª no Grupo B
Uma Viagem Fantástica por uma Cidade em Aquarela
Rodrigo Almeida
2019 - 5ª no
Grupo B
Orlando Baptista: o menino e bola
Rodrigo Almeida
2020 - 2ª no Grupo Especial da Intendente
Malandro - O Rei da Boêmia e o Barão da Ralé
Lucas Milato e Marco Antônio Falleiros
SAMBAS-ENREDO
1968
Enredo: Anita Garibaldi, amor e
revolução
Compositores: Edinoel e Jair Torrada
Uma explosão
Tinge de vermelho o auri-verde
Escrevendo uma epopéia
Verde, vermelha e amarela
Na Guerra dos Farrapos
Surge como estrela ao máximo brilhante
Anita Garibaldi
No barco do seu romance
Símbolo da Bravura Farroupilha
Heroína de dois mundos
Heroína de duas bandeiras
Glória a Anita Garibaldi
Uma heroína brasileira
Fazendo parte da tripulação do
Seival
Muito lutou contra a coroa Imperial
A navegar sobre as ondas bravias do mar
Sempre empunhando seu fuzil
Em defesa da paz e da liberdade no Brasil
Lará la la lá la la la
Lará la la lá la la la
1969
Enredo: Ouro
escravo
Autor(es): Normi de Freitas e Jair dos Santos
Do homem
africano
ressaltamos o valor
Nesta página marcante
Que o Em Cima da Hora desfolhou
O ouro escravo
No tempo do Brasil colonial (bis)
Brilha nos anais desta história
Que apresentamos neste carnaval
Solto no campo,
na
serra ou junto ao mar
O índio bronzeado não puderam escravizar
Enquanto o negro era martirizado na escavação do ouro
Trabalhando sem cessar
A toda crueldade
resistia
Oh, quanto o negro sofria (bis)
A
exploração era
geral
Na mineração e também no vegetal
O pau-brasil
De um século para outro sumiu
Transformado em anilina, enriquecendo o tecido
Que o colo de ricas damas cobriu
E as montanhas de esmeraldas
E as pepitas brilhantes
Aumentavam as ilusões
Dos aventureiros bandeirantes
E o negro trabalhava
Nesta terra importante
Tratava da plantação
Na lavoura verdejante
Ô ô
ô lara, lara,
lara, ra, ra
Só o homem africano era braço produtor (bis)
Que mais tarde a Lei Áurea libertou
1970
Enredo: O mundo maravilhoso de
Debret
Compositores: Dodô Marujo e Zeca do
Varejo
Quando o Brasil passou
A sede da Monarquia
Abriu seus portos
Ao comércio internacional
Chegava ao Rio a convite da Soberania
Uma missão de alto nível cultural
Após idos anos
Vamos reviver
Apresentando as maravilhas de Debret
Ele ilustrou
Com as suas aquarelas
As cenas belas
Deste imenso torrão
Retratando
Em uma de suas pranchas
A viagem da Corte de Dom João
Os negros serradores
Os meios de habitação
O índio bororeno
E o negro cirurgião
O vendedor de aluá
O vendedor de manuê
Mundo encantado
Do inesquecível Debret
La la la la la la la
1972
Enredo: Bahia,
berço do Brasil
Autor(es): Eládio (Baianinho)
Ê ê ê, Bahia
Bahia de São Salvador (bis)
Terra dos
capoeiras
Do famoso candomblé
Tem a festa da
Ribeira
A festa do lava-pés (bis)
Salve Senhor do Bonfim
Que os baianos tem muita fé
Ê ê
ê, Bahia
Bahia de São Salvador (bis)
Glória
à heroína
Maria Quitéria, mulher de grande valor
Lutou pela liberdade
E contra o terrível preconceito
Bahia,
berço do
Brasil
Terra de São Salvador (bis)
Que o mundo inteiro encantou
1973
Enredo: O
saber poético da literatura de cordel
Autor(es): Baianinho
Era uma vez
Era assim que começava
Eu era menino, hoje recordo
As estórias que vovô contava
O pavão misterioso
Que Evangelista mandou construir
Com seu talento conquistou, ô, ô
A filha do conde, seu amor
Quem é que não se lembra
Do conto do boi mandingueiro
Quando falava o seu nome
O vaqueiro tremia de medo
Quem amansasse o boi
Tinha um prêmio em dinheiro
E também
casava com
a filha do fazendeiro (bis)
O Padre
Ciço do
Juazeiro
Homem de bom coração
Sempre lembrado
Pelo povo cristão
Vamos cantar,
minha
gente
Presta atenção no refrão (bis)
Viva o poeta violeiro
Lá do sertão
Ê boi,
ê, ê
Ê boiada (bis)
É mandingueiro gente
É vaquejada
1974
Enredo: A
festa dos deuses afro-brasileiros
Autor(es): Baianinho
Desde o tempo do cativeiro
A magia imperou
Os negros vieram da África
Com sofrimento e dor
E chegando à Bahia
Bahia de São Salvador ô ô ô
Os negros pediam aos deuses
Para amenizar a sua dor
Nas noites de lua cheia
Eles cantavam com fervor (arerê)
Arerê,
caô meu
pai, arerê (bis)
E nas noites de
magia
Pretos velhos festejavam
O grande mestre Oxalá
E a rainha Iemanjá
Num batuque de lamento
A noite inteira sem cessar
Eles festejavam os deuses
Cantando pra não chorar
Ô ô
ô ô ô ô ô
ô ô ô ô ô ô (bis)
1975
Enredo: Personagens
marcantes do carnaval carioca
Autor(es): Cigarra
É Praça Onze
É pierrô, é colombina (bis)
Arlequim e serpentina
Tia Ciata, a sambar
Dos carnavais
modernos e de outrora
Personagens marcantes
Recordamos agora
Autores e cantores
Reconhecemos seus valores
Zé Pereira com seu bumbo original
O Rei Momo comandando o pessoal
Vilma porta-bandeira
Quanta alegria ver
No carnaval
As escolas de samba
São aquela atração
Os blocos de sujo
Arrastando a multidão
Olê,
olê
Olê, olá (bis)
Sociedades, minha gente
E o Ameno Resedá
1976
Enredo: Os
Sertões
Autor(es): Edeor de Paula
Marcados pela própria natureza
O Nordeste do meu Brasil
Oh, solitário sertão
De sofrimento e solidão
A terra e seca
Mal se pode cultivar
Morrem as plantas e foge o ar
A vida e triste nesse lugar
Sertanejo e forte
Supera miséria sem fim (bis)
Sertanejo homem forte
Dizia o poeta assim
Foi no
século
passado
No interior da Bahia
O homem revoltado com a sorte
Do mundo em que vivia
Ocultou-se no sertão
Espalhando a rebeldia
Se revoltando contra a lei
Que a sociedade oferecia
Os
jagunços lutaram
Ate o final (bis)
Defendendo Canudos
Naquela guerra fatal
1977
Enredo: Heitor
dos Prazeres, um Artista Carioca
Autor(es): Amaury Machado (Louro)
Encantando a
passarela
Um enredo divinal
Retrata a vida do artista
Heitor dos Prazeres, o magistral
Das obras que Mano Lino escreveu
O Brasil cantando enalteceu
Suas aquarelas musicais
Hoje
Do mestre só ficou saudade (bis)
Da linda tela, a bela imagem
Da festa de São João
Ficou seu nome de bamba
Nas escolas de samba
O cavaquinho a recordar
Não se deve amar sem ser amado
Mulher de malandro
O pierrô apaixonado
Querida Praça Onze
Hoje seu filho (bis)
Está presente
Neste tema comovente
1979
Enredo: Do
Astro Rei à Rainha das Flores
Autor(es): ???
Lenda, sublime
imaginação
Chegou a nossa geração
Nas estações, o artista se inspirou
O sol e a lua, que beleza
No espaço, iluminando a natureza
O povo brincando, que emoção
Nas ruas alegres, saudando o verão
Praias, piqueniques, fantasia (bis)
Vontade de viver em euforia
E nas fazendas, os colonos em festa
Agradece ao outono a colheita feliz
Chega o inverno acolhedor
Colorindo o universo, que esplendor
E a primavera, estação das flores
Bem iluminada de amores (bis)
Trazendo paz, poesia e sedução
Aguardando a chegada do verão
1981
Enredo: Boi Bumbá com
abóbora
Compositores: Dodô Marujo e Zeca do
Varejo
Em Cima da Hora apresenta
Seu gado, criação nacional
O boi mandigueiro sonhou
Ser boi-bumbá na ilha do carnaval
Sol, cor de abóbora brilhante
Ofusca o azul e o luar
Astros, astronaves vagantes
Lendas e mitos no ar
Olha o boi com abóbora
Ele vai chifrar (bis)
O bicho tá solto
Pode te pegar
Antes de acontecer
A imprensa comentou
Que a soberana imperatriz
Mandou a mocidade providenciar
Uma águia nas cores azul e branco
Para a vila imperial enfeitar
Lá no alto do salgueiro
No topo de uma mangueira (bis)
Um beija-flor diferente
Cantando a noite inteira
1982
Enredo: Popô,
Papá, Bubu, Babá
Autor(es): Jair Torrada e Baianinho
Os anjos da paz e da guerra
Orixás de outra terra
Viram Popô nascer
Num palco de luz e alegria
Caramuru tupiniquim pedia
Lua brilhante
Olhe, meu anjinho, com amor
Este lindo bebê gigante
Será um
rei, ator
feliz
Ator feliz, será um rei (bis)
A mucama baiana
A Preta-Velha Babá
Pega o artista pra criar
Mal começa a andar já quer falar
Tutu papá bubu babá
O Popô
quer dançar
O Popô quer o Bubu da Babá (bis)
Dá
chupeta pra ele
Cante modinhas do famoso boi-bumbá (boi-bumbá)
É lindo seu chorinho
Popô quer mamá
O popularesco, o
pop
popular
Sem temer com Macobeba vai brincando (bis)
Macunaíma na vida
Vai rebolando e cantando
1983
Enredo: Enredo,
Sem, Enredo
Autor(es): Guará, Hélio do Bar, Nelinho e Timbó
Fala, fala
falador
ô ô ô ô
Caveira quem te matou
Foi a língua, meu senhor
Vota, vota eleitor ô ô ô ô
Enredo quem te apontou
Foi o voto sim senhor (foi assim)
Mas não
tem nada
não
Sambista de verdade traz no coração
O samba batido na palma da mão
E na discordância sempre havia
Popô e Lili, noite e dia
Com Geni na multidão
Que fascinação
No voto, um ritual com gosto de democracia
Fosse tema da Bahia
Da monarquia ou enredo original
Tudo o que o Popô queria neste palco eleitoral
Adeus à tristeza, voto é carnaval
Voto é carnaval
Não
há enredo,
Popô sabe como é (bis)
Sai como pode, como gosta e como quer
Meteram dedo,
criticaram o boi-bumbá
Fizeram troça do popô, papá
E do bubu da babá
Eis aí o
sem enredo
Para o malhador malhar (bis)
Pegue a chave do segredo
Se é capaz, deve votar
1984
Enredo: 33
– Destino D. Pedro II
Autor(es): Guará e Jorginho das Rosas
Vamos sublimar em poesia
A razão do dia-a-dia
Pra ganhar o pão
Acordar de manhã cedo
Caminhar pra estação
E chegar lá em Dom Pedro
A tempo de bater cartão
Não
é mole não
Com a inflação (bis)
Almejar a regalia
E o progresso da nação
O suburbano
quando
chega atrasado
O patrão mal-humorado
Diz que mora logo ali
Mas é porque não anda nesse trem lotado
Com o peito amargurado
Baldeando por aí
Imagine quem vem
lá
de Japerí (bis)
Olhando a menina
de
laços de fita
Batucando na marmita
Pra não ver o tempo passar
Esquecendo da
tristeza quando o trem avariar (bis)
E na viagem, tem
jogo de ronda
De damas e reis
Vendedores, cartomantes, repentistas
Tiram onda de artista
No famoso “Trinta e Três”
O trombadinha quase sempre se dá bem
O paquera apanha quando mexe com alguém
Não
é tão mole
andar de pingente no trem (bis)
1985
Enredo: Me
acostumo mas não me amanso
Autor(es): Reco, Nunes e Renato
Deixando as terras secas do Norte
Saí pra buscar a sorte
Vim pro Rio de Janeiro
A cidade grande é um novo teste
Sou mais um cabra da peste
Com instinto aventureiro
De tudo vendo na praia e na feira
Vendo a minha história inteira de saudade e desamor
Com minha sanfona, sou sucesso
Faço parte do progresso, mas ninguém me dá valor
Vote em mim, sou
retirante
Cabra macho nacional (bis)
Saí do sertão distante
Pra vencer na capital
Na feira, com
saudades vou lembrando
Parte do cotidiano no meio de tanto avanço
São Cristóvão agora é meu patrono
E eu aqui nesse abandono
Me acostumo mas não me amanso
Sou índio, sou nativo soberano
Sou enredo este ano
O meu grito está no ar
Sonhando, vejo um novo agreste
Porque lá no meu Nordeste
Se chover, de tudo dá
Eu sou
índio sou
guerreiro
No meio da multidão (bis)
Sou pião, sou forrozeiro
Nordestino, campeão
1986
Enredo: Terra
Brazilis
Autor(es): Lino, Fabrício, Walter Bastos e Marquinhos Pagodeiro
Navegando ô, em busca de riquezas
Caravelas portuguesas
Aqui chegaram comandadas por Cabral
Deslumbrando com a terra
Caminha escreve ao rei de Portugal
Terra rica igual
não há (bis)
Se plantando tudo dá
O colonizador
trouxe
as sementes
Que brotaram vários frutos diferentes
Mas os insetos daninhos
Foram destruindo a plantação
Como aqui tudo é possível
Surge o monstro invisível
Criado pelo homem animal
Enquanto a mão do homem mata o inseto
O monstro mata o homem por completo
Isso é coisa de multinacional
Vou trepar,
tirar um
coco
Onde o vento faz a curva (bis)
Menina, larga o toco
Pega o cacho de uva
(E o verde)
Do verde só restou a dívida externa
O negro pássaro estimula a baderna
As florestas quase viraram papel
Nossa fruta tornou-se suco-exportação
E o jacaré sapateia na inflação
Nossa cana
ganhou
roupagem fina (bis)
Minha cachaça mudou, agora é gasolina
(Mas chegou...)
Mas chegou, ô ô, a nova República
Para organizar a vida pública
O pássaro branco anuncia
Raiou enfim a Democracia
Carnaval eu vou
brincar (eu vou brincar)
Ver meu time campeão (bis)
Mas na hora de pular (eu não)
Eu não tiro o pé do chão
1987
Enredo: Kid
Morangueira da Silva, o Embaixador do Morros
Autores: Joel, Bigo e
Francisco
Sublime é exaltar
Nem o tempo apaga da
memória
E a Em Cima da Hora
Veio homenagear
Aquele que é o rei da
malandragem
Conquistou toda a cidade
Com seu jeito de cantar
Mete a boca no trombone
do seu pai
Sua mãe é cozinheira (bis)
O tutu já não faz mais
Antonio Moreira Mulatinho
Pequeninho já começa
despontar
Nascido ao pé do morro
do Salgueiro
Foi sambando o dia
inteiro
Ele aprendeu a falar
Bonjour, c'est fini, ao
revoir
E assim foi conquistando
toda gente
Com sua maneira diferente
De se expressar
Mas como seu santo é
forte
Ele teve muita sorte
Pra chegar aonde está
Na jogatina nunca se deu
mal (bis)
No Cassino Atlântico
tornou-se o tal
E nos anos 50
Explode Kid Morangueira
O embaixador dos morros
Amante da Estação
Primeira
Cadeira cativa no
Maracanã (bis)
Cadê seu Mengo, que
sempre foi fã
1989
Enredo: Num
passe de mágica
Autor(es): Reinaldo Vilas, Jorginho das Rosas, Nunes e Bigo
Vou levantar o astral
Fazer o meu carnaval e cair na folia
Erguer a taça de cristal
Transformar minhas lágrimas em fantasia
Qual será o orixá
Que reinará os novos dias
Como num passe de mágica
Com muito mais sabedoria
Noite bela
Assista a missa, meu amor, na catedral (bis)
Põe o vinho sobre a mesa
E convida o pessoal
Adeus, ano velho
Felicidade para o ano que vem
Que a paz se harmonize em seu interior
Quando os anjos disserem amém
No sorriso da criança, uma nova esperança
O seu grito está no ar ô
Acenda em seu peito aquela chama
Dê um abraço em quem te ama
E traga alegria pro seu lar
Seja rico ou seja pobre todos fazem reveillón
Nas esquinas pelos bares
Em casa ou nos salões
Com pierrô e colombina, serpentina pelo ar
O povo de braços abertos
Se confraterniza, feliz a cantar
Oh, divina luz
que
me conduz
E ilumina o meu viver (o meu viver)
Como é linda a passarada (bis)
Numa revoada ao amanhecer
1991
Enredo: Um sonho que virou
canção
- Elymar Santos
Compositores: Escurinho de Cavalcante,
Tadeu da Cuíca, Paulo Cangalha e Naldo do Cavaco
Ao despertar de um sonho lindo
Buscou a imaginação na
imensidão
O esforço virou lema
A vida virou poema
O sonho virou canção
Menino pobre, criado na Leopoldina
Entre becos e vielas no Morro do Alemão
Resolveu tentar a sorte
No programa do Chacrinha foi calouro
exportação
Taberna da Ilha, Don Franguito e Tabuão
Com a força do talento alugou o
Canecão
Taberna da Ilha, Don Franguito e Tabuão
No Teatro João Caetano, fez do palco um
coração
Hoje na carruagem do delírio
E o esplendor da emoção
Com a benção da divina
Exaltando a música popular
Seu nome colorindo esse pais
Conseguiu disco de ouro
Não esqueceu a raiz
No presente já famoso
E o futuro Deus dirá
Nesse palco iluminado
Nosso enredo é o Elymar
Filho de Oxossi, filho de Iansã
Pela feira de Olaria, com carrinho de
rolimã
É gostoso te amar
Mal de Amor
Minha cachaça é você
(é você)
Dona do meu coração
Mexe e remexe
Me dá mais prazer
1992
Enredo: A Sombra da
Ilusão, uma Fantasia Brasileira
Autor(es): ????
O eterno sol da
liberdade ô
Aquece o país
Do carnaval tropical
E após a construção
Do paraíso
O gigante adormecido
Repousa em berço esplêndido
Afinal (afinal)
E o povo em harmonia
Imitando a poesia
Colhe os frutos
Do jardim do amor
O nosso céu tem mais azul
Aqui plantando dá
Demais (demais)
País igual a este não verás
Todo dia é verão (ô é verão)
E o sol tem muito mais calor (Mais calor)
É o lar dos imigrantes (bis)
Brasil, carinho, paz e amor
Vem, vem aqui viver
Eu sinto prazer
Em ser brasileiro
Eu fico feliz
Quando retorna um irmão
Depois que a saudade
Lhe apertou o coração
Bem mais que sonho
Ou fantasia e fruto
Da imaginação
E a em cima da hora
Dá um basta na tristeza
Ao exaltar a sobra da ilusão
Somos alegria pra quem vem ficar
Terra abençoada pelos deuses (bis)
Com axé de oxalá
1995
Enredo: No
reflexo do espelho, a arte de dançar
Autor(es): Nunes, Tavares, André, Júlio Cesar e Marcos
Venham ver
Na avenida mostro a arte de dançar
Vem gingar, suar, saltar, amar
Entra na dança, deixa o corpo te levar
No espaço cultural
Surgiu a luz de uma nova esperança
Embalando a nostalgia
Eternos relicários são heranças
Sonhos, sedução nos movimentos
E o artista em seu momento triunfal
Exibe a arte, dando um show de visual
Nesse
cenário de
luz
O seu bailar me seduz (bis)
Na azul e branco, vem Carlinhos de Jesus
Em bailes de
outrora
O minueto fez dançar a monarquia
De norte à sul, dança Brasil
Tem frevo, tango e maculelê ê ê
Dança de salão, uh tererê
Nessa quadrilha quero um par
A capoeira vou jogar
Sou dançarino nesta festa popular
Tem batuque, vem
sambar
Está na alma e o carioca vem curtir (bis)
Canta, exporta e encanta
Brinca e dança hoje na Sapucaí
1996
Enredo: Iara
Cigana, canta, dança e toca, é Rio, é rua,
é Carioca
Autor(es): Jeffinho, Bruno, Renato Miranda e Jayme Cesar
Sonho a caminho da Tiradentes com a luz
No tabuleiro da baiana
Em minha mente, uma rua que encanta
De oxuns, vedetes, transformistas e tietes
Nesse lugar que é um barato
Tem mito íris e teatro rebolado
E tome polca, no Bar Luiz a noite inteira
Samba, chope e gafieira
E a boemia ciganando o carnaval
Foi Rua Egito
Do Piolho se chamou (bis)
E hoje é Carioca
O nome que ficou
Agora vem, vem
ver a
arte popular
De Zicartola, Debret, Di Cavalcanti
Olha o bonde aí
É a Em Cima da Hora
Som caripoca na Sapucaí
É a Em Cima da Hora
Zé Ketti e Noca na Sapucaí
Ô Iara
Ô Iara Cigana (bis)
Canta, dança e toca
É Rio, é rua, é Carioca
1997
Enredo: Sérgio
Cabral, a cara do Rio
Autor(es): Cláudio Russo, Rogerinho, Paulo Cara Feia e
Antônio
Nick
O amor bateu mais forte no meu peito
Não tem jeito, é gamação
Sou a cara do Rio
Em Cavalcanti, fui menino pé no chão
Minha infância querida
Doce lembrança que afaga a minha vida
Ecoa um canto de festa
Desperta a minha emoção
Com a bandeira cruz-maltina
E a linda musa que impulsiona a criação
Clareia,
clareia, Em
Cima da Hora
Ô, ô, ô clareia (bis)
Essa vontade de escrever que me incendeia
Eu jornalista,
me
fiz
Um eterno aprendiz, carioca de fato
Um dia, num lampejo de amor
Eu me vi compositor
Mangueira me mostrou o seu retrato
Quem luta faz opinião
Chegou a hora da justiça social
É Pixinguinha, é Elizeth, é uma
constelação
Glória à cultura nacional
Reduto de bamba,
sou
eu
A escola de samba, sou eu (bis)
Azul e branco é toda a cidade
Sérgio Cabral, um carioca de verdade
1998
Enredo: Quem
é você Zuzu Angel? ... Um anjo feito mulher
Autor(es): Escurinho de Cavalcanti, Reinaldo Vilas, Julinho,
Jorginho das Rosas e Naldo do Cavaquinho
(Oh, Zuzu)
Vem no bailar da poesia
Com minha escola, ser mais feliz
Bem à moda brasileira
No zig-zag desse meu país
Vindo de curvelo a mais bela
Encantando as passarelas
Ditando moda nesse meu Brasil
Inspirada no Nordeste
Nos irmãos cabra-da-peste
Orgulho varonil
Soldados bordados em rendas
Tanques de guerra
Mostravam o sofrimento dessa terra
O
Prêt-à-Porter
não foi brincadeira
Até Nova Iorque virou onda brasileira (bis)
Oh,
Pátria mãe,
taí esse nó na garganta
Quero só democracia
Me dê um fio de esperança
Ditadura nunca mais
Me lembra as torturas, que horror
Quantas noites acordada
Procurando o seu grande amor
Oh, sereia
Clareia o fundo do mar (bis)
Traz o meu anjo de volta
Pra que eu possa embalar
Igualdade sim,
violência não
Deixa a luz da consciência
Invadir teu coração
Igualdade sim, violência não
A Em Cima da Hora é nossa
Liberdade de expressão
1999
Enredo: Horas...
Eras de glórias... E outras histórias...
Autor(es): Jayme Cesar, Cláudio Russo, Biscoito, Paulinho Cara
Feia, Alvinho e Amaral
Musa, me empreste um poema
Que o tempo é o tema
Da minha canção
São horas e eras de glórias
E outras histórias em evolução
Passando o tempo, observando o espaço
Descobrindo os encantos que a natureza tem
Qual noite que abraça o dia
Na roda do tempo, o homem é refém
(Madrugada...)
Oh, madrugada
O amanhecer já bate a sua porta (bis)
Em Cima da Hora é a razão
Do forte compasso em meu coração
Quando o
relógio
surgiu
O homem se iludiu
E o tempo domou
No sol, na areia, no fogo
A hora é um jogo
Que a vida ganhou
Acorda, amor
Revele enfim a inteligência
Educação na consciência
Para um futuro promissor
Ô gira
roda, todo
mundo a girar
E a roda gira, volta ao mesmo lugar
E no milênio que vem (bis)
Felicidades meu bem
É a nova era de Aquarius a chegar
(Oh, musa...)
2000
Enredo: Oswaldo
Cruz, a saga de um herói brasileiro
Autor(es): Marcos, Julio César, Antonio da Primavera e Sergio
De São Luiz do Paraitinga
A saga de um herói vamos contar
Grande gênio da ciência
Trouxe a experiência da Cidade-Luz
No Brasil, está vivo na memória
O carnaval de epidemias combateu
Saneando a cidade, o meu Rio tropical (legal)
Foi espelho de Paris (Paris)
Botar abaixo o antigo
Construindo um ideal (e assim)
E assim remodelar a capital
Com seus feitos,
muitas vidas preservou
Foram idéias geniais e amor (bis)
Diretor pela saúde se tornou
Nos anais da nossa história, o seu nome consagrou
(Mas nem tudo...)
Mas nem tudo eram flores
E houve dissabores com a vacinação
E aí a imprensa com humor malhou, malhou
Em meio a tanta dor (no Pará)
Lá no Pará, terra de Tapajós e Apiacás
Com muita força e fé, livrou do mal
Operários da Madeira-Mamoré (pois é)
Pesquisador, tornou-se imortal
Prefeito da Cidade Imperial
Oswaldo Cruz, a
fundação é você
Batam palmas, quero ver
Parabéns ao centenário (bis)
Muito fez por merecer
(Vem de
lá...)
2001
Enredo: Goiá
Tacá Amopi, o campo das delícias
Autor(es): Felizardo Manhães, Toninho Shita, Paulo Cigano e
Ricardo de Mendonça
Quando aqui chegaram os portugueses
E aos Sete Capitães, legaram
A Planície Goiacá, ainda então
Capitania de São Thomé
Os índios eles não escravizaram
"Iau, aua, anrê, anrê"
Mas com a fé no Salvador
Campos dos Goitacazes começou a se erguer
No
terreirão da
casa grande, "olha o doce sinhá"
O batuque a noite inteira, era o negro a cantar (bis)
Sinhozinho mandou buscar lá no engenho
Cachaça boa pra deliciar
Ah, a cidade
cresceu
Veio o progresso sobre os trilhos
Na luz elétrica, a pioneira
Com a produção do açúcar e goiabada caseira
Campos dos grandes heróis
Benta Pereira, José do Patrocínio e outros mais
Nilo Peçanha, o republicano
Não esqueceremos jamais
Terra de mitos e lendas, folclore popular
Arquitetura eclética e barroco singular
Às margens do Paraíba, no seu curso rumo ao mar
Para orgulho do Estado, oh Brasil
Tem negro à jorrar, à jorrar
Em Cima da Hora,
eu
sou
Goiá Tacá Amopi (bis)
Campo das Delícias, amor
Têm Goitacazes na Sapucaí
2002
Enredo: A
poesia viaja de bonde, e a Em Cima da Hora conta essa linda
história
Autor(es): Adilsinho, Pedrinho, Carlos Bleck e Gilberto Santa
Casa
Foi na época do Império, que tudo começou
O bonde tração animal
Por longo tempo ele transitou
Com a nova formação do governo
O progresso enfim chegou
E o avanço da tecnologia
Veio beneficiar
Esse transporte se eletrificou
Expandiu e passou a circular
Com mais freqüência
Daqui pra lá, de lá pra cá
Atuou na integração social
E assim é o nosso carnaval
Oi, pare o bonde
condutor
Me leve até Santa Tereza (bis)
Sentir de perto a emoção
Cartão-postal da natureza
Os fatos de sua
última viagem
O Bonde 13 só deixou saudades
Página marcante dessa história
É sua fonte de expressão cultural
A Em Cima da Hora exaltando
A nossa Carioca
Nos faz viajar nessa história
Me leva, oi me
leva
De bonde a passear (bis)
Hoje estou de bem com a vida
Ninguém me segura, vou extravasar
2003
Enredo: XVª
Região - Nossa vida, nosso progresso, nossa paixão...
Autor(es): Jefinho, Sidney de Pilares, Henry, Marcos, Julio Cezar
e Kadu Pqd
Atravessando fronteiras
Rompendo barreiras, de um tempo que passou (que passou)
Chega então o progresso, o século vinte
Meu Rio assim se transformou
E pelas ruas se vê, a modernidade
Conduzindo dia-a-dia multidões
É a "explosão urbanista" que abraça a cidade
E faz unir as regiões
A
indústria chegou,
chegou
O comércio trazendo, variedades (bis)
Surge a "décima quinta" em Madureira
Certeza de prosperidade
Um "cheiro doce
no ar", venham saborear
O "grande mercado" da fascinação
A boa escolaridade, segurança e saúde pra
população
Aqui "tem tudo" pra você
De clube à boates, que vão seduzir
"Carícia" ao seu bel-prazer
E lindos shoppings pra se divertir (eu vou)
Vou com paz e muito amor, fazer a oração
Na "Capela de Pedra", eu faço uma prece
Pra meu São José, iluminai a quem tem fé
Futebol,
emoção,
é gol, é gol
E o samba é raiz, do nosso chão (bis)
Sacode a massa, sempre que passa
A Em Cima da Hora é paixão
(Vamo lá, vamo lá)
2004
Enredo: Uai! Nóis é
brasileiro
Compositores: Jayme Cesar, Ivanir Ramos,
Julinho CA
Despertou, o alvorecer
Eu fui ganhar o dia a dia
Da plantação, pro ranchinho eu
vou
E na quermesse eu faço uma prece
Em devoção ao protetor
Vejo a bandeira do divino aclamando
A esperada hora dos festejos começou
Pego a viola pra tocar pro meu amor
Ô moreninha linda, eu vou te conquistar
Hoje tem quadrilha, quero ser seu par
Salve São Pedro, Santo Antônio e
São
João
Vem dançar catira ao luar do meu
sertão
Lendas, mistérios e delírios
pairando
no ar
Um sorriso meigo, inocência no olhar
Jurando que viu o moleque Saci
Eu luto amor, contra a bandeira da
invasão que chegou
Querendo americanizar, cowboy você
é do
estrangeiro
Uai, nós é brasileiro
Hoje o sol clareou
No interior, eu sou o rei dessa folia
Na Em Cima da Hora ecoou
Um canto coroando o caipira
2005
Enredo: Mãe Baiana, Signo da
Africanidade Carioca
Compositores: Jayme César, Ivani Ramos,
Biscoito e Nilson Castro
Pelas águas de Iemanjá
Vieram negras guerreiras
Com os filhos da África
O Navio Negreiro chegou
Surgiu a crença, os rituais
O candomblé, a fé nos orixás
Saudades do seu chão
Trouxeram a tradição
Preces em devoção
A liberdade de um dia ecoou
Nas terras de São Salvador
Seu tempero traz proteção
Iguarias para seu prazer (bis)
Com aromas a enfeitiçar
No tabuleiro vem oferecer
Ressou o som do tambor
Na cultura brasileira
Samba, jongo e capoeira
É arte popular
Oh, mãe da africanidade carioca
A Em Cima da Hora hoje envoca
O signo da força e do amor
Valorizar nossa raíz
É a negritude nesse meu país
Brilhará a chama dessa luz
Me conduz, um canto pela sua história (bis)
A Mãe Baiana é divindade de fé
Hoje peço seu axé
2006
Enredo: A
festa dos deuses afro-brasileiros
Autor(es): Baianinho
Desde o tempo do cativeiro
A magia imperou
Os negros vieram da África
Com sofrimento e dor
E chegando à Bahia
Bahia de São Salvador ô ô ô
Os negros pediam aos deuses
Para amenizar a sua dor
Nas noites de lua cheia
Eles cantavam com fervor (arerê)
Arerê,
caô meu
pai, arerê (bis)
E nas noites de
magia
Pretos velhos festejavam
O grande mestre Oxalá
E a rainha Iemanjá
Num batuque de lamento
A noite inteira sem cessar
Eles festejavam os deuses
Cantando pra não chorar
Ô ô
ô ô ô ô ô
ô ô ô ô ô ô (bis)
2007
Enredo: Os
Tambores do Brasil
Autores: Jayme Cesar, Nilson Castro, Ivani Ramos e Roberto
Iguaçu
Ecoou
Um toque na terra
Dos negros guerreiros
Oh África mãe, seu filho nos traz
Um ponto de fé em louvor aos orixás
Pra ginga do Candomblé
Na Umbanda sedução
Atabaques no terreiro
A noite inteira em devoção
O índio entoou
Na crença floresceu
Um batuque de encantos
Ao folclore concedeu
Ê Capoeira
Maracatu, Maculelê e o Bumbá (obá obá) (bis)
Ê tem a congada, bumba-meu-boi
São os tambores a rufar
Na fé dos Filhos de Ghandi
Uma canção ijexá
Salve o frevo, salve o Jongo e Olodum
Salve a levada dos nossos tantãs
No samba, o som que ecoa
Vem da bateria a sua emoção
Na Em Cima da Hora
Um canto então surgiu
Rufem os tambores do Brasil
Ô ô
Ressoa o tambor (bis)
E traga vibração
Que incendeia o meu pavilhão
2008
Enredo: Entre
Pulgas e Piolhos... Assim Levaram Nossos Tesouros
Compositores: Tuil Pontes, Lula e Carlos Junior
Avante!
Caravelas ao Brasil
Traz na bagagem, a coragem e muita sorte
“Em Cima da Hora” nosso rei partiu
De Portugal até chegar ao Brasil
No tempo confuso, no mar a tempestade
Mistérios e magia, a desvendar
A população temia a invasão
Anunciada por Napoleão
A corte enfim ... Seguiu com seu destino a capital
Com toda riqueza, um tesouro, especiarias
Primeiro desembarca na Bahia
Chega ao Rio de Janeiro, logo avistou!
Um paraíso a realeza, se encantou (bis)
Com a visão no futuro, o reino unido surgiu
Abriu portos, fez crescer o Brasil
Assim o grande estadista
Nosso país conquista
Com seus projetos sociais
Cria bancos, a gazeta, academia militar
Biblioteca nacional, um acervo cultural
E ficou, a história, na memória
“200 anos” uma parte eu conto agora
D. Pedro cadê meu dinheiro?
D. João “olho vivo” e ligeiro (bis)
Devolva nosso capital
Que tu levaste lá pra Portugal
2010
Enredo: 50
anos de história, assim conta minha senhora, Em Cima da Hora
Autores: Ivani Ramos, Fábio Lourenço, Célio
Marques e Frank
Em Cima da Hora
No meu relógio são três horas da manhã
Exclamou um grande fundador
O Leleco adotou e da águia guerreira
Eu herdei o manto azul e branco
E a fibra de um vencedor
Assim te encantei com as maravilhas de Debret
O amor e a revolução de Anita eu contei
Esse Rio que eu amo, eu brindei
Com literatura de cordel
Reluziu no seio no meu pavilhão
Uma constelação
Vi João se admirar
ao ver Carlinhos dançar
Bornay, Pamplona, Baianinho e Guará (bis)
Pagodiei nessa magia
Com Reinaldo e Jovelina
Mostrei com Edeor a vida no sertão
Das sete vezes que brilhei
Peguei carona com o 33
Cantei o sonho de Elymar
Fui jornalista e escritor
O meu menino até virou governador
Deuses afro brasileiros o axé do meu tesouro
Tenho cinco Estandartes de Ouro
Eu sei que ao me ver chegar
É delirante a emoção
Que acelera o coração
Sou cultura, amor e glória
Meio século de história
E o Morro da Primavera (bis)
Bate no peito e diz
Sou Cavalcante, sou raiz
2011
Enredo: É
Carnaval... Abram alas para a folia
Autores: Claudio Russo, Fábio Lourenço, Frank,
Sílvio Romai, Santclair Cunha e Marquinhos
É hora de brincar
Vem amor é o nosso dia
Meu sonho vou realizar
No calor da fantasia
Quando o entrudo chegou
Uma rosa brilhou, olha o almofadinha
Nasce o amor do folião
Mascarados no salão
Rio antigo é boemia
O abre alas que eu quero passar
Mamãe eu quero mamar (bis)
Oi da chupeta pro pierrot apaixonado
Que a colombina hoje só quer sambar
Meu coração de arlequim roubou
Amores ganhou emoção
Eu sou cacique, mas vou nesse bafo
A bola é preta e agita o cordão
Deixa falar, a pioneira veio desfilar
Tantas bandeiras sambas S.A.
A homenagem a João
E la vou eu, dando um baile na avenida
Os Sertões, a obra viva
Eternizada em cada coração
É carnaval sorria
Deixa rolar a minha nostalgia (bis)
Em Cavalcante a
emoção
Em Cima da Hora é paixão
2012
Enredo: Simplesmente... amor
Autores: Alexandre, Didi, Julinho, Julinho Cá, Pedrinho, Rui e
Serginho Gama
O criador, fez surgir o universo
O amor do sagrado coração
Da natureza a mais sublime criação
Nas diversas culturas
Os deuses, anjos querubins
Cupido acertou em cheio meu coração
Afrodite deusa da paixão
Oxum, oh mãe das águas
Ilumine o imperador
Na maior prova de amor, a sua amada
Mas eu quero sonhar e sambar
O sol aquece o doce luar (bis)
História de uma linda paixão
E lágrimas de amor lá no Sertão
Um abraço um sorriso
A importância de um amigo, brilha no olhar
Amor sem preconceito, é bom desse jeito
São varias as formas de amar
É o afeto de quem dá o seio
Ao primeiro anseio de alimentação
Tem sedução no carnaval
No correio virtual
Conheci uma bela menina
Eu sou pierrô e ela é minha colombina
É hoje que o bicho vai pegar
Coração vai disparar... De amor! (bis)
A primavera vai sorrir,
vamos aplaudir
Em Cima da Hora rumo a Sapucaí
2013
Enredo: Além do
espelho, João Nogueira de todos os sambas
Autores: Duda, Guinho, Josemar, Luis Caxias, Netinho Brites e Sidnei
Eletricista
Vem do céu a mais sublime inspiração
A noite embala os versos do gênio João
Reflete sua vida no espelho
De quem viveu a cantar
As coisas do coração
A águia conduz nosso sonho
O azul e branco herdei da Portela
Sou carioca, sou suburbano
Semente que germinou na primavera
Oh! Mineira, mineira guerreira
Sou nó na madeira, segui a missão (bis)
Cantei com os bambas em
Madureira
Sobre o poder da criação
Música, a obra te fez imortal
Suplica no dom da voz divinal
Palmas ao bom malandro da canção popular
Chora viola a saudade está no ar
Pai, abençoe essa homenagem
Na grande tela a dor da liberdade
No compasso reescrevo sua história
No grito de um gol, o gol da vitória
Na raça canta Em Cima da Hora
João meu Brasil… encanta.
É Nogueira, de todos os sambas (bis)
Um ser de luz, pura magia
Meu poeta virou poesia
2014
Enredo: Os
Sertões
Autor: Edeor de Paula
Marcados pela própria natureza
O Nordeste do meu Brasil
Oh, solitário sertão
De sofrimento e solidão
A terra e seca
Mal se pode cultivar
Morrem as plantas e foge o ar
A vida e triste nesse lugar
Sertanejo e forte
Supera miséria sem fim (bis)
Sertanejo homem forte
Dizia o poeta assim
Foi no
século
passado
No interior da Bahia
O homem revoltado com a sorte
Do mundo em que vivia
Ocultou-se no sertão
Espalhando a rebeldia
Se revoltando contra a lei
Que a sociedade oferecia
Os
jagunços lutaram
Ate o final (bis)
Defendendo Canudos
Naquela guerra fatal
2015
Enredo: No
coração da cidade, uma história das Mil e Uma
Noites: O Rio
das Arábias
Autores: Thiago Meiners, André Kaballa, Carlos Botafogo,
Gláucio
Guterres,
Alexandre Gordão, Gilson Souza, Wilson Bizzar, R10 e Shazam
Num cenário de magia
Além da imaginação
Mil e uma noites de alegria
Um mundo de fascinação
Gênios, marujos, princesas
Cultura que o tempo preservou
Histórias de amor que fazem sonhar
A inspiração vai nos guiar
Deixando os palácios e desertos
Cruzando os sete mares, rumo incerto
Até o paraíso encontrar
E te encontrei...
cidade maravilhosa
Que encanta meu olhar (bis)
Canta, Em Cima da Hora... Inshalá
Do Oriente, a esperança
Saalam Aleikum! aqui cheguei
Fiz da arte, a herança
Os costumes e as danças, eu recriei
Nos jornais, o dia a dia, são mensagens de saudade
Com os mascates, o comércio prosperou
Eu vou fazer da passarela o meu Saara
A mais perfeita jóia rara, com as marchinhas vem a
emoção
Vou comprar a fantasia e cair nessa folia
Solta a voz do coração
Deixa a festa rolar, vem ser feliz
O samba é raça... é minha raiz (bis)
Com a benção dos bambas e do Redentor
Meu Rio das Arábias chegou
2016
Enredo: Na
rota das especiarias: O leva e traz de cheiros, as surpresas da
nova terra
Autores: André Kaballa, Thiago Meiners, Claudio Mattos, Rafael
Tubino, Gilson Souza, Valdair, Botafogo, Lorraine Messias, Igor
Vianna, Victor Alves e Niu Souza
Ser imortal
O sonho da eterna vida
A fé, a esperança de um dia retornar
O Faraó e seu ritual sagrado
Do segredo revelado
Na Arábia a procurar
Seguiram pela rota do Oriente ô
Para o comércio prosperar
Cruzar o mar...um oceano
Desconhecido, irreal (bis)
Um rumo incerto... nas Índias, o destino
Em busca do caminho ideal
Os portugueses enfim se lançaram
Nas águas bravias da imaginação
Numa viagem de medo e luta
Nas ondas, mareia o meu coração
Então... um cenário se descortinou
Um novo mundo, a vida em flor
Um paraíso surreal
De Cavalcanti, renasce a esperança
Meu pavilhão é imortal
Eu sou um aventureiro
Em Cima da Hora, amor verdadeiro (bis)
Um sonho nasce assim, numa aventura sem fim
Mostrar meu samba pro mundo inteiro
2017
Enredo: Maria, Nossa Mãe Aparecida: 300 anos de bençãos
Autores: ???
Do céu a esperança enviou
Pelas palavras de um anjo
Uma mensagem de amor
Oh! Virgem Santa!
Te reconheço sempre entre nós
Tu és um ventre universal
A mão que nos afaga e afasta o mal
Pureza da flor, o brilho no olhar
Mãe do Salvador vem nos iluminar
Singela oração, vou oferecer
A quem sempre vai nos proteger
Em Cima da Hora em revelação
Segue a procissão (bis)
Ave Maria!
Saúdo esta devoção
Força divina, minha prece irá resplandecer
Com fé, o pescador pede um milagre
Joga a rede com coragem
E a vitória vai acontecer
Nas águas emerge a santa que vai nos guiar
Seu nome é chama divina, Aparecida
Em romaria peço a proteção
És a rainha, imagem do bem
Traga do céu a sua paz, amém
Cavalcanti te ama
São trezentos anos de bênçãos (bis)
Oh! Padroeira do meu país
Somos frutos da tua raiz
2018
Enredo: Uma Viagem Fantástica por uma Cidade em Aquarela
Autores: André Kaballa, Thiago Meiners, Claudio Mattos, Rafael
Tubino, Gilson Souza, Valdair, Botafogo, Lorraine Messias, Igor
Vianna, Victor Alves e Niu Souza
Declamo nesta avenida
Em artes a sua vida
Encantos que aguçam
O sentido da inspiração
Dos tempos idos
Serviu de refúgio
Pro Rei Dom João
Sou guerreiro Araribóia
Na luta por esse chão
Guardião em sentinela
“Por ela, por ela”
A mais linda aquarela
Na tela do seu pintor
Gravura que o tempo não apagou
Levo meu olhar
Para o outro lado do mar (bis)
Mareja, meu olhar, mareja
Vem, vem comigo conhecer
O seu jeito cultural de ser
Monumentos que fascinam
A beleza das igrejas predominam
Na bela época tropical
Marcou a sua história triunfal
Vestígios de outra civilização
Mistérios preservados no teu chão
A maré balança
A embarcação avança
Joga a rede pescador
Carnavais que brinquei
Nos braços dessa folia
Banhei no mar a minha fantasia
Pode avisar Cavalcanti chegou
Trazendo a Cidade Sorriso do amor
Vou cair na gandaia (bis)
Junto com a Viradouro
Do lado de cá
Quando a Em Cima da Hora passar
2020
Enredo: Malandro, o rei da boêmia e o rei da ralé
Autores: Serginho Rocco, Márcio de Deus, Orlando Ambrosio, Gilmar L Silva, Tinga, Michel do Alto e Jefferson Oliveira
Raiou a falsa liberdade
Povo de rua ganhou o destino
Subiu o morro sob um céu boêmio
À convite do sereno pra fugir do desatino
Ôô vagou nas bandas de lá
De coreto ao meio fio
Ôô rodou nas bandas de cá
Alma malandra do Rio
É teatro de revista na ginga da arte
Rei do terreiro, batuqueiro, baluarte (bis)
Na ponta do pé, seu cortejo é navalha
Galanteio de Zé não falha!
Anoiteceu... a linda Opera ao luar
E o carioca a vagar pelas calçadas da vida
Sofrida o dia a dia da ralé
Quem sobrevive, malandro é!
Cai a madrugada, vou de ponta e faca
Lá em Cavalcanti, bebo a saideira
No compasso o mestre-sala, bailado que aflora
Eu sou o samba e não vou embora
Sessenta anos depois, eu quero ver
Quem é malandro não pode correr (bis)
Chapéu Panamá, a fé me conduz
Em cima da Hora é Carlinhos de Jesus