ACADÊMICOS DO CUBANGO
ACADÊMICOS
DO CUBANGO

FUNDAÇÃO |
17/12/59 |
CORES |
Verde e Branco |
QUADRA |
Rua Noronha
Torrezão, 560
Cubango
Niterói
24240-183
Telefone: 2710-6190
Fax: 2717-2224 |
BARRACÃO |
Av P. Julio de Moraes
Coutinho, 01
Benfica |
LEMA |
A Cubango não
é a maior nem a melhor, é a do povo |
RESULTADOS
- SAMBAS-ENREDO
HISTÓRICO
No dia 17 de dezembro de 1959
foi fundado
o G.R.E.S Acadêmicos do Cubango, no bairro de mesmo nome, na
cidade de Niterói. Em muito pouco tempo tornou-se a mais
popular
e querida escola da cidade, ao lado da Viradouro. Afinal, foram
quinze títulos de campeã niteroiense, cinco dos
quais
obtidos
consecutivamente.
Após uma vitoriosa carreira como escola de samba na cidade
de
Niterói, a Acadêmicos do Cubango pediu
filiação à
Associação das Escolas de Samba para desfilar na
cidade
do Rio
de Janeiro.
Em 1986 atravessa a Baía de Guanabara sendo então
avaliada e
aprovada por suas co-irmãs do Rio de Janeiro. Fez sua
primeira
apresentação na capital, juntamente com sua
co-irmã, a
Viradouro, porém, não concorrendo. Ano seguinte,
foi
vice-campeã no Grupo 4.
A Cubango, como é conhecida, é uma escola popular
que
conta
quase que exclusivamente com a força de vontade e o carinho
de
sua comunidade para superar as dificuldades comuns às
escolas de
samba. No entanto, sem a ajuda de "padrinhos", tudo é
sempre muito difícil. Hoje, a verde e branco niteroiense
conta
com uma legião de abnegados admiradores que a auxiliam e
juntos
caminham para levá-la ao tão sonhado desfile no
Grupo
Especial. A
Cubango chegou a cair para o Grupo B em 2008, mas venceu o
carnaval do
Terceiro Grupo de 2009, dividindo o título com a Unidos
de Padre Miguel. A escola investiu bastante para o desfile de
2010, mas terminou o carnaval do Grupo A numa modesta nona
colocação, o que levou o presidente Olivier
Pelé a
protestar contra a LESGA em plena apuração. A
raiva do
mandatário da escola contra a liga perdurou até
ela ser
dissolvida, logo após o Carnaval 2012. Na
ocasião,
Pelé simulou o enterro da LESGA, com caixão e
tudo, em
frente à sua sede.
'
O
Carnaval 2018 marcou a estreia do movimento "Resgata Cubango" em frente
à escola, que, com os reforços dos promissores
carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, realizou um bom desfile
sobre Arthur Bispo do
Rosário, se classificando em quinto lugar na Série A.
Desde então, a escola vem obtendo boas
classificações, batendo na trave na tentativa de seu
primeiro acesso ao Grupo Especial em 2019, ficando com o
vice-campeonato ao apresentar o tema "Igbá
Cubango - A Alma das Coisas e a Arte dos Milagres", da mesma dupla Bora
e Haddad, que se transferiria para a Grande Rio depois daquele Carnaval. A Cubango segue na Série A como uma das
potências do Grupo de Acesso, ainda sonhando em ascender pela
primeira vez à elite do Carnaval Carioca.
A CUBANGO
NÃO É A MAIOR NEM
É A
MELHOR - A CUBANGO É DO POVO. E A VOZ DO POVO É A
VOZ DE
DEUS.
São
fundadores da Acadêmicos
do
Cubango: Nei Ferreira, Luiz Carlos Ferreira, Dona Denetildes, Tia
Lourdes, Mãe Luizinha, Sebastião B. Rosa, Onorio.
RESULTADOS
DA
ESCOLA
1960 -
no Grupo
Homenagem ao Rei Momo
1961 - no Grupo
Liberdade dos Escravos
1962 - no Grupo
Carlos Gomes
1963 - no Grupo
Sonho das Esmeraldas
1964 - no Grupo
Maurício de Nassau
1965 - no Grupo
República Negra de Palmares
1966 - no Grupo
Marquesa de Santos
1967 - no Grupo
Brasil Pintado por Debret
1968 - no Grupo
Reisado
1969 - no Grupo
Dançada - Niterói
1970 - no Grupo
Zé Pereira
1971 - no Grupo
Nega Rosa
1972 - no Grupo
Coroação de um Rei Congo em
Sabará
1973 - no Grupo
Homenagem ao 4° Centenário
1974 - no Grupo
Festas Tradicionais Fluminenses
1975 - no Grupo
Folclore e Riqueza do Nordeste
1977 - no Grupo
Sapucaia Oroca
1978 - no Grupo
Madrugada - Niterói
1979 - no Grupo
Afoxé
1980 - no Grupo
Mundo Mágico
1981 - no Grupo
Fruto do Amor Proibido
1982 - no Grupo
O Olimpo de Olímpia
1983 - no Grupo
Metais e Pedrarias que Embelezam o Brasil
1984 - no Grupo
Porque Oxalá usa Ekodidé
1985 - no Grupo
Explode Saudade - Desfile em Niterói
1986 - no Grupo
Vamos ao Teatro - Desfile em Niterói
1987 - 2ª no Grupo 4
O Encantamento de Soboadan
Paulo Roberto da Costa e Paulo Flores
1988 - 4ª no Grupo 3
Ave Bahia, Cheia de Graça
Max Lopes
1989 -
4ª no Grupo
3
Dançadas
Alexandre Louzada
1990 - 4ª no Grupo B
O Místico José Ferreira
Paulo Roberto da Costa
1991 -
3ª no Grupo
B
Terra de Santa Cruz, dos Abacaxis e dos Filhos da Fruta
Gil Gouveia
1992 - 2ª no Grupo B
Negro que te Quero Negro
José Luiz Melo e Ronaldo Silva
1993 -
11ª no Grupo
A
Do Fogo às Águas Recriando a Terra
José Luiz Melo e Ronaldo Silva
1994 - 15ª no Grupo A
Ao Mestre com Carinho (Homenagem a Fernando Pamplona)
Etevaldo Brandão e Sônia Regina
1995 -
7ª no Grupo
A
Da Aldeia de São Lourenço a Niterói, a
Cidade
Sorriso
Rosângela e Renato Dias
1996 - 9ª no Grupo A
Dos Brasões do Reino de Portugal, Ao Esplendor da Bandeira
Nacional
Rosângela e Renato Dias
1997 -
2ª no Grupo
B
Os Pontos de Nossos Contos
Rosângela e Renato Dias
1998 - 4ª no Grupo A
Nausicaa - A Odisséia Cubanga nos Verdes Mares
Carlinhos D&rsquoAndrade
1999 -
8ª no Grupo
A
Tempero, uma Pitada na História
Alexandre Louzada
2000 - 11ª no Grupo A
Por uma Independência de Fato
Max Lopes e Amarildo de Melo
2001 -
6ª no Grupo
B
A Cubango Mostra tua Raça, Niterói é
teu
Berço, a Cidade te
Abraça
Roberto Reis
2002 - 1ª no Grupo B
África, o Exuberante Paraíso Negro
Beto Reis
2003 -
9ª no Grupo
A
Cândido Mendes, Um Século de Paixão na
História da
Educação
Beto Reis
2004 - 5ª no Grupo A
Cubango é Shopping no mundo do toma lá,
dá
cá
Antônio Sérgio e Beto Reis
2005 -
6ª no Grupo
A
O Fruto da África de Todos os Deuses no Brasil de
Fé.
Candomblé...
Jaime Cezário
2006 -
8ª no Grupo A
Na Magia da Escrita, a Viagem do Saber
Jaime Cezário
2007 -
7ª no Grupo A
De Fio a Fio na Real, para lá, para li, Paracambi
Comissão de Carnaval
2008 -
9ª no Grupo A
Mercedes Batista, de Passo a Passo, um Passo
Wagner Gonçalves
2009 -
1ª no Grupo B
Afoxé
Léo Morais e Sérgio Silva
'
2010 -
9ª no Grupo A
Os Loucos da Praia Chamada Saudade
Milton Cunha
'
2011 -
4ª no Grupo A
A Emoção está no Ar
Jaime Cezário
'
2012 -
4ª no Grupo A
Barão de Mauá — Sonho de um Brasil
moderno
Jaime Cezário
'
2013 -
11ª na
Série A
Teimosias da imaginação
Severo Luzardo
'
2014 -
5ª na Série
A
Continente Negro - uma epopeia africana
Marcio Puluker
'
2015 -
4ª na Série
A
Cubango, a realeza africana de Niterói!
Jaime Cezário
'
2016 -
6ª na Série
A
Um banho de mar à fantasia
Cid Carvalho
'
2017 -
8ª na Série
A
Versando Nogueira nos cem anos do ritmo que é nó
na madeira!
Lucio Sampaio
'
2018 -
5ª na Série
A
O Rei que Bordou o Mundo
Gabriel Haddad e Leonardo Bora
'
2019 - 2ª na Série
A
Igbá Cubango - A Alma das Coisas e a Arte dos Milagres
Gabriel Haddad e Leonardo Bora
'
2020 -
5ª na Série
A
A Voz da Liberdade
Alexandre Rangel e Raphael Torres
SAMBAS-ENREDO
1972
Enredo: Coroação de um Rei
Congo em
Sabará
Compositores: Coutinho e Betinho
Toda a
cidade engalanada
Os negros festejam a coroação
Do Rei Congo, Sua Majestade
Era lindo ver
O ato cerimonial
A Rainha Ginga e o Rei
Com seus trajes divinais
Suas faces mascaradas
Suas coroas brilhavam
Como um astro no céu
Que eles receavam
Oi, Lua vem rompendo
Dancem Guerreiros
Deixar de ser negro
Violeiro, eu tenho medo
Ô ô ô ô negro é Rei
Negro é senhor
Na corte
A alegria imperava
No festival de cores
Destacava-se a nobreza
Que beleza
Este fato original
Que o Cubango se Agiganta
E traz para esse carnaval
Ê ê ê ô baê,
Ê ê ê
ô baa
Tem pandeiro, marimba
Atabaque, ganzá
1974
Enredo: Festas Tradicionais
Fluminenses
Compositor: Wilson Mendonça
As grandes festas tradicionais
É o que a Cubango apresenta e traz
Em 6 de janeiro
Angra dos Reis é o primeiro
A começar os festejos municipais
As camponesas vestidas de trajes típicos
Vão pelas ruas a desfilar
Saudando os Reis Magos, aniversário do lugar
Em São Fidélis
A festa da lagosta é sensasional
Aproveitando a época
O movimento é colossal
A festa da laranja de Nova Iguaçu à
Itaboraí
Mas que beleza, minha gente (bis)
Dá prazer de assistir
Em 31 de dezembro
Todo umbandista dá seu saravá
Vai levar suas oferendas
Á senhora Rainha do mar
E em Bom Jesus, o povo comemora com fervor
Lembrando o rei e a rainha (bis)
Faz a festa do imperador
Também nas festas juninas
De São Pedro e São João
Vamos ver as sinhazinhas
Pulando fogueira e soltando balão
A festa das flores
Em Friburgo é de beleza sem igual
E afinal
Com palhaços, pierrots e colombinas
Confetes, arlequins e serpentinas (bis)
Apresentamos carnavais
Dentro do próprio carnaval
1978
Enredo: Madrugada
Compositor: Heraldo Faria
Faz
parte da natureza
O esplendor da madrugada
A Cubango com sua graça e beleza
Faz dela sua eterna namorada
Madrugada, oh, madrugada
Das boates, cassinos e hotéis
Do boêmio, no bar e na calçada
Entoando canções à sua amada
Das gafieiras e majestosos salões
Damas da noite vendedoras de ilusões
E sob o luar prateado lá no lendário
sertão
O caboclo canta lendas dedilhando o seu violão
Vai, vai, vai pescador
Joga a rede no mar (bis)
É madrugada, tem alguém a lhe esperar
Confetes
e serpentinas
As escolas na avenida em evolução
Pierrot, arlequim e colombina
É o carnaval da multidão
Tem umbanda e candomblé nos mais lindos rituais
O povo cheio de fé
Presta homenagem aos Orixás
Ao romper da alvorada vendedores a gritar
E baianas vendendo cocadas (bis)
Olha aí, quem vai comprar
O
Bloco de Sujo
desfilando
Quando o sol resplandece no horizonte
Pássaros cantando em revoadas
Surge um novo dia radiante
Tudo isso é madrugada
1979
Enredo: Afoxé
Compositores: Heraldo Faria e João Belém
Abrindo o portão imaginário
Do longínquo solo africano
A Cubango traz para o cenário
Afoxé, tema original
Do reino de Oloxum
Na festa de Domurixá
Em homenagem a Oxum
Deusa da nação Ijexá
Onde a figura principal
Era o boneco Babalotim
Mensageiro da alegria, da força do axé
Um ídolo menino, levado por menino em sua
fé
E assim teve origem o afoxé
Afoxé lorin, é lorin (bis)
Afoxé loriô, é loriô
Nesta festa desfilavam com riquezas
Os soberanos orientais
O adivinho joga búzios com presteza
Desvendando o futuro e o que ficou pra trás
Tem as cortes dos Reis Lobossi e Obá
Alaké
Xangô em seu camelo sagrado
Esta é a história do afoxé
Que hoje desfila pelas ruas em rituais
Louvando os orixás
Ofi la laê, Olê loá (bis)
Ofi la laê, Olê loá
1980
Enredo: Esse Nosso Mundo Mágico
Compositores: Heraldo Faria e Flavinho Machado
Evoluindo
Num turbilhão de alegria
A Cubango se transforma neste dia
Num mundo de magia
Em devaneios
Sou levado para o reino encantado
Do carrossel da infância e da fascinação
Oh, que beleza
A criançada faz cantar a natureza
Bicho-papão, Cuca, Saci-pererê (bis)
Boi da Cara-Preta, Feiticeiro e Boitatá
Que lindo é ver desabrochar
As flores em bom floral
No Rio Verde as irmãs virgens
Aos homens vão encantar
A Caipora, mulher flecheira
Perturbava com suas brincadeiras
Os domínios dos Orixás
Vislumbrei o palácio imaginário de
Oxalá
E o povo irmanado em sua fé
Entoando canções de candomblé
Eba-bá Pai Oxalá (bis)
Agô-iê Oni-Babá
Depois resplandece o infinito
Acendendo a chama da esperança
Volto a ilusão de uma criança
De um paraíso sem dor, sem desamor
Acordo deste sonho de esplendor
1981
Enredo: Fruto do amor proibido
Compositores: Flavinho Machado e Heraldo Faria
Quando o sol
Riscava o infinito céu
Criando o entardecer
Numa explosão de amor
Procurando a lua em seu esplendor
Nesta tarde de verão
Oxossi descobriu Oxum (descobriu Oxum)
A rainha do Efan
Perdeu-se de amor
Do rei de Alaketu
A la la la ê
A la
la la ô (bis)
Okê okê arô arô oxé
o rei
Alalaô
Fruto deste amor proibido
Logun, concebido menino
Herdeiros de nações rivais
Que dividiam seu destino
Em Ketu, caçador de animais
Em Efan, vestia roupa de princesa
Bailava com encanto e leveza
Vivia neste mundo de magia
Meio rei, meio rainha (mais um dia)
Um dia, sentiu a força da razão
E na imensidão do lago negro sumiu
O sol não mais achou a lua
Morreu Logun na solidão
O ra ei ê ê ô
O ra ei ê ê ô
Para seus filhos todo axé (bis)
Canta Cubango
Com o povo em sua fé
1983
Enredo: Metais e Pedrarias que Embelezam o Brasil
Compositores: Gelson Devaneio, Hugo, Camburão, Coutinho e
Betinho
Oh, natureza
Me fez um paraíso verde cheio de riqueza
E quando os brancos aqui chegaram
Os índios tudo isso desfrutavam
Oiana, outras tribos Carajás
O Brasil sempre foi rico em pedras minerais
Bravo bandeirante Fernão Dias Paes
Encontrou uma jazida
Mas esmeralda não havia
Escravo ludibriava senhor
Para comprar sua alforria
Pro garimpo vem gente
Da cidade, do sertão e da vila, oi
Pro garimpo vem gente
Pra garimpar nas grimpas ou nas cacimbas
Garimpeiro Oi
Garimpeiro vai (bis)
Metais e pedrarias que embelezam o Brasil
Vejam só que maravilha
Prata, ouro, diamante, esmeralda
Hoje é tesouro nacional, Serra Pelada
E no Palácio de Cristal a corte bailava
Com jóias raras
Que hoje se vêm em manequins (bis)
Que a Cubango mostra assim
1984
Enredo: Porque Oxalá usa
Ekodidé
Compositores: Heraldo Faria, Flavinho Miranda e Jair
É manhã
A natureza parece cantar
O sol resplandece sobre a terra
Colorindo o campo, a serra e o mar
E nessa manha em Ilê Ifé
O povo começou a adorar
Numa procissão de fé
O culto das águas de Oxalá
Omom Oxum, guardiã escolhida
Os invejosos perturbaram sua vida
Roubaram a coroa de Oxalá
Mas sua filha encontrou num peixe do mar
O
Jurê aia lá
é mamajo
é mamajo (bis)
O Jurê aia lá é mamajo é
mamajo
Depois
lhe fizeram um
ebó
Causando sofrimento e tristeza
Só Oxum, rainha da beleza
Lhe curou com Ekodidé, fazendo um bem maior
Quando Oxalá chegou
E soube de tudo que passou
Levou Omom de volta ao palácio
Lhe devolvendo o Axé
Oxalá passou a usar a Pena Vermelha, "o Ekodidé"
Arerê
ia Oxum
Arerê (bis)
Arerê ia Oxum, Arerê
1985
Enredo:
Explode Saudade
Compositores Getúlio Só e Diskonha
Extasiado pela emoção
Viveu o compositor
Momentos de rara beleza
Leila Diniz despontou
São cores, são luzes, é festa
A alegria já contagiou
Num toque tão carinhoso
Pixinguinha também desfilou
Na apoteose do sonho
Carmem Miranda deslumbrava
Baiana, colares e brincos
Brejeirice não lhe faltava
Quem é quem é
Que faz a alegria do povo (bis)
Flutua diante aos teus olhos
Ataulfo e Ari Barroso
Puro som de sinfonia
Mestre André, regia a bateria
Neide com encanto e leveza
Brilhava como a luz do dia
Cartola entende a sorrir
Bate outra vez seu coração
Clara guerreira
Sob um manto de aplausos cantou ô ô
Giram através da poesia
São pierrots em multicores
Eneida, amor e fantasia
A brisa toca em teu corpo
Desperta enfim (bis)
Explode em saudade
Esta saudade dói em mim
1986
Enredo:
Vamos
ao teatro
Autores: Sardinha, Rogerinho, Rolian do Cavaco e Gira
Abrindo
As portas da cultura
No Brasil ele surgiu
Trazido pelos padres jesuítas
O teatro então evoluiu
Autores e atores, personagens teatrais
Deixaram suas marcas neste meu país
Com suas obras imortais
Ceci, Peri, amor e paixão
Vividos em "O Guarani"
A comédia que nos faz sorrir
O rebolado com o show de travestis
"É fogo na Jaca"
"Bububu no bobobó" (bis)
Vamos ao teatro
Curtição não tem melhor
Mostrando a todos seu valor
O teatro infantil
Com seus aprendizes no Tablado
Encanta todo este Brasil
Na dramaturgia
Zé do Burro é o personagem principal
Caminhando sete-léguas para a morte
Em busca de um ideal
Ô baiana, gira na roda
Amarra a saia c'oa paia da cana (bis)
1987
Enredo:
O
encantamento de Soboadam
Autores: Sardinha, Rolian do Cavaco, Ribeiro e Gira
A
passarela
Hoje é o Palácio encantado de Xangô
Abrindo
os
portais
Exu e os guardiões (bis)
Recebem as nações
Iabás,
Iabás,
Iabás
Orantos incrustados exibiam os Orixás
Ecoam batais e berrantes
Surgem então fascinantes
O Deus de todos Orixás
Oxalá
Nem o mar (Nem o mar...)
Com suas belezas divinais
Alegrou a Oxun
Foi preciso recorrer a rituais
Entre raios e trovões
Feitiço e magia
Soboadam encantador aparecia
É canto, é dança
Os negros no atabaque a rufar
Oxun dengosa e faceira
Ijexá
Consagrou Soboadam
Na mais bela lenda de Orixás
Alaafim
yó, rei de
Kossô
Grande Orixá, Xangô (bis)
1988
Enredo: Ave Bahia cheia de graça
Compositores: Heraldo Faria, Huguinho e Flavinho Machado
Axé, axé deseja a Cubango (bis)
A todo povo que tem fé
Oh,
legendária Bahia
De mistérios e rituais
Quando os atabaques anunciam
A semana dos orixás
Exú, o mensageiro, e Omulú, o curandeiro
São cultuados na segunda-feira
Em Nova Aurora, vem Ogum Guerreiro
Na quarta vem Xangô
Grande orixá Nagô
E Inhan-Sã, dona dos ventos, bela como o amanhã
Ia-io de, oiá (bis)
Afefé, oiá
Resplandece novo sol
Com Oxosse e Oxum
Ela, deusa menina, ele, rei de Alaketú
Na sexta reina Oxalá
Filho de Olurum e o maior dos orixás
No sexto dia o canto de magia
De Yemanjá, a princesa de Aiocá
E no domingo
Nanã Buruquê acende a esperança
Com Ibeji divindade da criança
Auê, auê, auê, auê
Ave Bahia cheia de graça (bis)
Agô-iê babá-okê
1989
Enredo:
Dançadas
Autor: Zequinha
Apresentamos neste carnaval
Em cenário de sonhos e de fantasias
As mais belas danças brasileiras
Nesta apoteose triunfal
Que maravilha, que fascinação
Ao rever folguedos e bailados
Com muita beleza e sedução
É no frevo que eu vou brincar
Em Recife ou em Salvador (bis)
Entre blocos e pastorinhas
Com muito brilho e fulgor
De origem africana
Veio o maracatu
Das folias, o reisado e o Bumba-meu-boi
E os moçambiques
Entoando sempre o seu cantar
Ogum, obá, Oxumarè, Ilê
No candomblé são Orixás
Olha o berimbau, rabo-de-arraia e bananeira
Ô abram alas para ver a capoeira
Samba
Que ao mundo inteiro faz vibrar (bis)
E todo povo se encanta
Orgulho da nossa cultura popular
1991
Enredo: Terra de Santa Cruz, dos abacaxis e dos
filhos da
fruta
Compositores: Sardinha, Eduardo Poeta, Mário de Minas e
Quinzinho
Vem dos tempos da Monarquia
A anarquia neste meu país (dos abacaxis)
Seu Cabral só não previa
Que tanta patifaria estivesse por um triz
Em meio a tanta riqueza
Caminha escrevia ao Rei de Além-Mar
A terra é Santa (Cruz)
O que se planta dá pra explorar
Lá lá laiá...
&ldquoOi esse coqueiro que dá coco&rdquo
Dizia na aquarela o Ary
Mas coqueiro brasileiro
No sufoco, pode dar abacaxi
Nordeste do frevo, do maracatu
Escandalosa, a mandioca deu rebu
Vem de lá (ô e vem de lá) os
minérios de
Carajás
Onde está, nosso tesouro onde é que foi parar
Arrancaram nosso couro, Multi-Mistério do Ouro
As oferendas à Bahia vou levar
Carmem Miranda &ldquoAlô Alô&rdquo,
&ldquoTaí&rdquo
Roda a baiana em verde e branco a sorrir
Os índios perdem suas terras
Cansados de guerra com o branco explorador
E lá em Minas Gerais
Pedras preciosas nunca mais
Vem a Cubango
Amargando o abacaxi
Dos filhos da fruta na Sapucaí
(E mais eu digo que vem...)
1992
Enredo: Negro que te quero negro
Compositores: Ismael do Nascimento, Odir Sereno e Plínio
Se um negro vai, um outro vem (bis)
Um história a mais que tem
Obrigado Zumbi
Que o nosso criador lhe abençoe lá no
céu
Glórias a José do Patrocínio
Conseguiu que a Princesa assinasse o papel
Viva o Rei, viva o Rei, viva o Rei
Seu sangue é de outra cor
Como os olhos da Anastácia
Escrava que por nós lutou
Chica da Silva, oh, mudou de vida
Mãe Menininha viveu para nossas vidas (bis)
E a Clementina que parou de vadiar
Ainda hoje ouço o seu cantar
Otelo tão pequeno, mas enorme no talento
Watusi fez do Scala o seu momento
Zé Kéti liberou do morro a sua voz
Martinho kizombando canta e samba entre nós
Cartola no jardim do coração
Colheu sua Zica como rosa
Mãe Luizinha negra flor
Exemplo na avenida toda prosa
Mãe Tiana que se foi
Razão do meu cantar e meu sorrir
E a camisa 10 de ouro, Rei Pelé
Sacudiu o mundo inteiro com o tri
Negro que te quero negro
A Cubango mostra na Sapucaí
1993
Enredo: Do fogo às águas
recriando a terra
Compositores: Bujico, Maneco e Chico
Quando a Terra
Girava na imensidão
Era bola encandecente
O iniciar da criação
Deus Leba indiferente
Assistia o padecer de sua gente
Aí surge Olufã, deus maior
Com piedade e seu amor profundo
Cria uma estrada para um novo mundo
Põe Ogum de guardião
E para anunciar um novo dia
Xangô, para o bem e o mal avaliar
E Obaluaê para curar
A to
to Obaluaê, a to to
ê ê (bis)
A to to Obaluaê, a to to ê ê
E para criar as matas
Vem Oxossi caçador
Para lavar as profundezas
E levar todo o sinal de dor
Oxum, sublime deusa do amor
A fertilidade infinda
Cobre o manto verde do mar
E a procriação da vida
É a força de Iemanjá
Resplandece o amanhã
Ressoam as trombetas
Vai pai Olufã levar paz
A outro planeta
É Jurê Êba, é Jurê
Êba
Canta a Cubango em seu louvor (bis)
Epa babá, Epa babá
1994
Enredo: Ao mestre com carinho (Homenagem a Fernando
Pamplona)
Compositores: Huguinho, Marcelo e Aloizio
Eu vou sorrir para o saudade
Olha eu aí, sou a felicidade
Não sou a maior, nem tampouco a melhor
Eu sou Cubango, eu sou do povo
Estou aqui, trago um sorriso novo
Pioneiro, teceu sua arte
No barracão deu vida ao estandarte
A chama da paixão moldou Palmares
Surgiu um menino campeão
Espelho de uma geração
Quando não se tem o que se quer (se faz o quê)
Usa-se o imaginação
Põe-se no papel, cria-se então
É tudo uma grande emoção
Vem ver amor
Ver Fernando, um talento, um esplendor (bis)
Vem ver amor
Que a vida passa mas Pamplona não passou
Lindo é ver
No horizonte um novo amanhecer
De esperança e paz
Eis a nossa homenagem ao mestre dos carnavais
Meu cantar vai ecoar no céu, na mar, no ar
Então eu vou te ver feliz, envolvido no meu manto
Pois você é a raiz
Eu vim cantando
Eu vim cantando oi pra mostrar como é que (bis)
Trago no samba
Trago no samba minha força, minha fé
1995
Enredo: Da aldeia de São
Lourenço a Niterói
"cidade-sorriso"
Compositores: Ismael Nascimento, Odir Sereno e Rolian do
Cavaco
Minha aldeia é um lindo paraíso
De um eterno sorriso que jamais se viu igual
Araribóia fundador desta cidade
Que nos enche de vaidade, foi também Vila Real
Nasce a cidade litorânea, com orgulho a gente ama
Batizada Niterói, onde tudo é belo e natural
Os imigrantes fixaram residências
E Dom João se fez um grande anfitrião
É tudo alegria em plena luz do dia na festa do
beija-mão
A vila
virou cidade e o
sonho se realizou (bis)
Ficou cheia de vaidade porque se emancipou
Com a ajuda de Dom Pedro tudo nessa terra expandiu
A indústria foi crescendo, o comércio aparecendo
Sendo um marco no Brasil
De lá pra cá, daqui pra lá, a Barca da
Cantareira
Chegou o grande dia, é pura cantoria
Bate o bumbo, Zé Pereira
As sociedades entraram na história do carnaval
Nascem as primeiras escolas
O sambista deita e rola no desfile principal
Veio a Cubango e Viradouro pra avenida
Neste duelo, foi o povo quem ganhou
Niterói se sente vaidosa, mais bonita e orgulhosa
Onde só existe amor
A cultura e o esporte a evoluir (bis)
Niterói hoje é Cubango na Sapucaí
1996
Enredo: Dos Brasões do Reino de Portugal,
ao Esplendor da
Bandeira Nacional
Compositores: Henrique Inspiração, Paulinho
Degrau,
Huguinho e
Maneco
Quando a Idade Média despontou
Renasceu um novo dia
Brilharam os brasões
Que enalteceram a nobreza
Vem nas ondas como herança
Ordem de Cristo e minha esperança
Com o poder da esfera armilar
E os sete castelos dourados
Um grande Reino foi criado
A
pomba branca do divino
Bumba-meu-boi, maracatu (bis)
Meu folclore em aquarela
Aconteceu de norte a sul
Foi riscada neste chão
A liberdade sonhada
Anseios de um povo
Oh, Pátria amada
Em meio a tantas bandeiras
Erguidas no país
Surge a soberana
Sob um céu azul anil
Ordem e progresso, Brasil
A fé que me leva (oi)
Me leva ao infinito (bis)
Meu brasão é o coração
Minha bandeira é minha paixão
1997
Enredo: Os pontos dos nossos contos
Compositores: Marcio Souto, Marcio André e Boró
do
Porto
Vem ser criança, vem
Neste carnaval
São livros abertos de pura magia
Ilusões desfilando na avenida
Libertando um furacão de alegria ôô
Nesse mundo de encanto e fantasia
Vem sonhar, lembrar
Das histórias da vovó, amor
Que os pontos são poemas na canção
E os contos se revelam neste chão
Vem
comigo, vem brincar
(vem brincar)
Levantar o seu astral (que legal)
E no faz de conta aprender (bis)
O que é o bem e o mal
E assim, o teatro infantil me levou
Lindo universo de luz e de cor
Mágica do amor, lendas e mitos
Castelos e tesouros escondidos
Eu vou, no disco voador
Viajar na imaginação
Do escritor que não pára de criar
Meu samba vem te homenagear
Lá vem Cubango, canta meu povo
Lá vem raiz (bis)
Juntando os pontos, dos nossos contos
Fazendo um sonho tão feliz
1998
Enredo: Nausicaa, Uma Odisséia Cubanga
nos Verdes
Mares
Compositores: Boró do Porto, Márcio Souto,
Huguinho,
Fernando
de Lima e Márcio André
Em verdes mares, baila a poesia
Lá vou eu desvendar
Fazendo uma odisséia na avenida
Deságua minha luta pelo mar
De lá pra cá
Daqui pra lá
Vou navegar
No reino de Netuno
No fundo desse mar
A beleza encontrar
E com povos navegantes
Oceanos conquistar
E a
poluição
Quem não viu (bis)
Riquezas desse mar, destruiu
Nosso alerta assim surgiu
Salve as nossas águas cristalinas
Os rios, mares e baías
Pesquisadores, alquimistas
E hoje o ideal é preservar
A fauna e a flora
Um banho de mar
Sambando nas ondas
Minha escola vem cantar
É nessa onda que eu vou
Eu vou, eu vou (bis)
Vem nessa despoluir
Cubango na Sapucaí
1999
Enredo: Tempero &ndash Uma Pitada na
História
Compositores: Eduardo Poeta, Mário Di Minas, Quinzinho, Jo
Ennes, Lênio da Cotia e Eduzinho
Por "mãos divinas"
Teci minha sina em uma era milenar
Sou o "sal da Terra"
Planta de cheiro, sou erva
Temperei com meu feitiço
Deu rebuliço, sedução (que
sedução)
Dei um toque de magia
Fiz arder seu coração
"Tirei onda" de tesouro, encantei
Tem capricho nesse molho, vem provar (bis)
Fui jardim, curei, eu sei
Nobreza coroar
Disputado por nações
Riqueza de um profeta iluminado
Um mistério do oriente
Pelo velho mundo cobiçado
Um dia, a luz se apagou
De heresia que em "trevas" se ocultou
Renasci, naveguei
Ao novo mundo mostrei meu sabor
Mistura na cor, gosto, raça e raiz
Receita que me faz feliz
O aroma me chamou, me leva
Me leva que tempero é de iaiá (bis)
Cubango põe água na boca e a galera
Faz carnaval com um gostoso paladar
2000
Enredo: Por uma Independência de
Fato
Compositores: Celso Tropical, Rolian do Cavaco, Pepê, William
e
Altair
Gigante pela própria natureza
Ainda menino se deixou sonhar
Um grito às margens do Ipiranga
Literatura e dragões na aquarela
Quem sabe faz a hora, é o despertar
"Por uma independência de fato"
É um ato pra se libertar
Velas
ao vento, caravelas
Sofrimento
lamentar (bis)
Para a
esperança
iluminar
Ganga Zumba, grande rei Zumbi (bis)
Palmares inda ecoa por aqui
Oh, mulher, o sutiã em chamas
Em teus seios, a liberdade
Espaço é condição humana
Vestido de noiva em cena
Na arte, a bravura
Teatro, tropicália e cinema
A independência da cultura
Folia sem repressão, erradicado o mal
São três dias de alegria
A magia do meu carnaval
Sou Cubango, sou felicidade
Meu sonho eu fiz verdade (bis)
Guerreiro da liberdade
2001
Enredo: Cubango mostra tua raça,
Niterói é
teu berço e
a cidade te abraça
Compositores: Flavinho Machado, Rogerão, João
Belém, Paulinho
Hadad, William, Juarez e Maurilinho
Quando o sol iluminou a arena da folia
Um guerreiro anunciou o duelo de paz e alegria
Veio de lá da Grécia milenar
Como passei a me chamar
Minha cultura, minha arte é soberana
É de origem africana
Tenho orgulho do que herdei de um rio de Angola
Meu pavilhão, é meu tesouro real
Minha paixão maior, é o carnaval
Eu sou batuque, sou raça
Negritude é hora de sorrir (bis)
Nesta festa que congraça
Todas as raças na Sapucaí
(Meu verde)
Lembra dessas matas, desse meu Brasil
Branco estandarte de encantos mil
Sementes de bambas plantei
O mais puro samba cantei
Cidade sorriso, do índio guerreiro
Sou a Cubango, simplesmente
Desfilando em seu louvor (em seu louvor)
Trazendo este samba de presente
De Niterói sou raiz
Da fina flor do samba verdadeiro (bis)
Aqui trago um abraço feliz
Pra você, oh Rio de Janeiro
2002
Enredo: África, o exuberante
paraíso negro
Compositores: Jacy Inspiração, Celso Tropical,
Rogerão e
Gilberth Castro
Tão linda igual a cor da noite
Pureza, simboliza a raça
Nesse paraíso exuberante
Onde a natureza é divinal
Doce
fonte de riquezas
que seduz (bis)
A força da mensagem cristalina
Que o negro traduz na fé
Na crença, no rito e na reza
Momentos de pedir axé
Nas oferendas em louvor aos orixás
No ecoar do toque do tambor
O negro canta, o negro dança (bis)
Esperança de um tempo promissor
Com inteligência e imaginação
Desperta o poder de criação
A beleza do artesanato
É o retrato que fascina a multidão
É arte, é cultura e poesia
Obras desta raça milenar
Multicolorindo o dia-a-dia
A gente não se cansa de exaltar
Ilu-ayê, mãe África
Negra forma de viver (bis)
Ago-iê, mãe África
Hoje a Cubango é você
2003
Enredo: Cândido Mendes, um
Século de Paixão
na história
da educação
Compositores: Quinzinho, Eduardo Poeta, Eduzinho, Lenio da Cotia
e Sardinha
Na bela época
O charme do meu Rio encantou
E na sedução da história
A academia do comércio despontou
Uma geração cristã, guerreira
Trazia um sonho lá do Maranhão
Nas asas da nobreza abençoada
Iluminada, ensina que eu viajo na emoção
Eu vou ao paço
Que eu não passo sem você (bis)
Tradição e liberdade, vem ver
Pioneira na economia
Prêmio latino de comércio exterior (sim, senhor)
Faz direito que é direito
Justiça a um povo que merece ser doutor
No silêncio da Nação
Palavra é crença, a bandeira tremulou
Sob a força da opressão, uma voz não
se calou (oh,
mãe)
África, Oriente, centro de estudos sem igual
Cultura faz quem sabe a arte
Espaço infinito, o destino é social
No meu olhar, vai brilhar a jóia rara
A universidade mostra a cara
Hoje o centenário é carnaval
Vem, meu amor, eu vou
Pós-graduar, paixão (bis)
Sou Cubango, sou Cândido Mendes
Cem anos de educação
2004
Enredo: Cubango é shopping, no mundo do
toma lá,
dá
cá
Compositores: Fábio Gomes, Fernando Gaguinho,
Gegê,
Aderbal e
Délio
Cubango dá um toque de magia
Do troca-troca ao camelô, ô ô
As caravanas, a feira livre, loja de rua
E o comércio se instalou
Há muito tempo antes de Cristo
Hoje se informatizou
Vender é arte e não há quem disfarce
O dom de ser vendedor
Olhe nossa vitrine e se ilumine com o esplendor
Apaixonado eu sou, e neste dia eu vou
Dar um presente pra agradar o meu amor
Já que a data é especial
Aproveite a promoção (bis)
Vale cheque pré-datado
Crediário ou cartão
Bem-vindo à praça de
alimentação
Um chope pode ser uma opção
Teatro e cinema é cultura
A beleza é postura
O shopping é sedução
Tem área de lazer, presente pra você
Esse show não vou perder
É um sonho
Hoje eu fui sorteado (bis)
A verde-e-branco na avenida
É um shopping iluminado
2005
Enredo:
O Fruto da
África de todos os Deuses no Brasil de fé:
Candomblé
Autores: Flavinho Machado, Rogerão, Gilberth de Castro,
Rubinho
e Carlinho da Penha
Surgiu, no raiar de um novo dia
Nasceu, no solo fértil da mãe África
A nação guerreira, Yorubá
E hoje a Cubango vem mostrar
Com braços fortes e valentia
Oduduá se fez senhor
E o destemido Oranian rei de Oyó
Criou a suprema dinastia
Bravos na luta
Não se entregavam jamais
Nas suas crenças e seus rituais
Cultuavam as forças naturais
Do pranto à união, um canto em
oração
Que o ideal da liberdade (bis)
Não seja ilusão
E nessa "viagem", surge a imagem
De um "mundo" promissor
Em nosso chão a reunião de
tradições e
louvações
As sementes floresceram na sagrada Bahia
Na casa branca do engenho velho
Em Salvador de todos os orixás
O Candomblé ergue o seu império
A chama que não se desfaz
O toque do tambor, embala minha fé
Salve a nação Nagô
Raiz do Candomblé (bis)
Auê yorubá auê
Agô alafiá axé
2006
Enredo: Na Magia da Escrita, a Viagem do Saber
Autores:
Diego
Nicolau, Marcelo Camões, Gustavo Soares, Luciano Tinoco e
Bruno
Derani
Vai, minha imaginação
Voa com o livro ao infinito
Deixa essa máquina do tempo
Decifrar cada momento
Desse sonho tão bonito
Mergulhei
Nessa magia, me tornei aventureiro da ilusão
Me fiz, um viajante das constelações
Achei no brilho das estrelas, o caminho
Para novas civilizações
Viajei, e na ciência encontrei
Fonte de conhecimento
Vi o "mal" explodir (bis)
Surgindo assim o clamor
Que a natureza, preservou
Sou herói em contos de amor
Sonhos trago na palma da mão
A sabedoria é uma arte divinal
Passa geração a geração
Virá, um verso lá do céu
E fará no papel, a obra "imortal"
Renascerá
Um novo mundo repleto de paz
Na liberdade que eu sempre quis
Escrevo um final feliz
Eu vou viajar nas asas de um livro
Pra construir um universo ideal (bis)
Contando história, nessa passarela
Cubango faz seu Carnaval
2007
Enredo:
De
Fio a Fio na Real, pa-ra-lá, pa-ra-alí - Paracambi
Autore(s): Arthur Bernardes, Sardinha, Junior Duarte, Carlinhos
da Penha e Edson Carvalho
Terra dominada pelos índios
Local de caça e pesca
No Rio dos Macacos minha origem nascerá
Na colonização, o jesuíta construindo
faz brotar
A nova &ldquoluz&rdquo, para ao futuro me guiar
Fazenda Santa Cruz, o meu pilar
O bravo bandeirante desbrava o meu chão
Em busca de riquezas naturais
A caminho das Minas Gerais
Na força de uma raça, lamento e
escravidão
O ciclo do café enriquecendo a região
E nesse vai e vem, de lá pra cá
Lá vem o trem pra estação (bis)
Com o progresso da industrial revolução
O imigrante ao chegar
Se encantou, foi divinal
Foi erguendo seu mundo
Na Companhia Têxtil Brasil Industrial
&ldquoDe fio a fio na real&rdquo
Teci o amor no coração
Qualidade de vida em meu berço
É cultura da população
Em minhas matas &ldquoverdejar&rdquo
Em águas claras me &ldquobanhar&rdquo
Na fábrica de sonhos &ldquodespertar&rdquo
Eu sou Cubango, amor ô ô
Paracambi, meu bosque em flor (bis)
Um canto vai ecoar, o curió faz-se ouvir
Com a verde e branco na Sapucaí
2008
Enredo:
Mercedes
Batista, de passo a passo, um passo
Compositores:
Arthur Bernardes, Sardinha, Diego Nicolau, Junior Duarte e
Carlinhos da Penha
Jubà
Ìbamolé
Pro sonho dessa noite de magia
Abra as cortinas, oh Municipal
Pra ópera do povo, o samba em sinfonia
Onde houver a fé, o axé dos orixás,
vitória
Louvar a natureza, legado ancestral
Negra e verdadeira herança cultural
Viva em nosso carnaval
O violino com batuque do tambor
&ldquoCorta-jaca&rdquo, Mondongô... me leva! (bis)
Ao &ldquopás de deux&rdquo no jongo e
entrechat no Congo
Início de uma nova era
O Alvorecer
Dourava a corte em sua realeza
Salve a academia tijucana
Onde a negritude era nobreza
A mãe do balé afro com os pés no
chão
Revela seu poder de sedução
Vai acontecer
Florescer cultura popular
Na força dos heróis do novo mundo
A minha academia vai brilhar
O tão sonhado passo avançar
Baila...
Vem fazer parte dessa emoção
Teu manto verde e branco é tradição (bis)
Cubango, luz da minha vida
Mercedes Baptista, divina tu és
Ponho a avenida a teus pés
2009
Enredo: Afoxé
Compositores: Heraldo Faria e João Belém
Abrindo o portão imaginário
Do longínquo solo africano
A Cubango traz para o cenário
Afoxé, tema original
Do reino de Oloxum
Na festa de Domurixá
Em homenagem a Oxum
Deusa da nação Ijexá
Onde a figura principal
Era o boneco Babalotim
Mensageiro da alegria, da força do axé
Um ídolo menino, levado por menino em sua
fé
E assim teve origem o afoxé
Afoxé lorin, é lorin (bis)
Afoxé loriô, é loriô
Nesta festa desfilavam com riquezas
Os soberanos orientais
O adivinho joga búzios com presteza
Desvendando o futuro e o que ficou pra trás
Tem as cortes dos Reis Lobossi e Obá
Alaké
Xangô em seu camelo sagrado
Esta é a história do afoxé
Que hoje desfila pelas ruas em rituais
Louvando os orixás
Ofi la laê, Olê loá (bis)
Ofi la laê, Olê loá
2010
Enredo: Os Loucos da Praia Chamada Saudade
Autores: Sardinha, Carlinhos da Penha, Junior Duarte, Diego
Nicolau, Dílson Marimba e Raphael Prates
O
trono enlouqueceu
Essa epopéia decifre ou lhe devora
O palácio se ergueu no toque do marquês
E o monarca nessa zorra deita e rola
Insano que sou, viajei
E vi a beleza maquiar a clausura
Os loucos de pedra fazendo a história
Camisas de força tolindo memórias
E a nova banana, tremenda baderna
Mais doido é o povo ou quem te governa?
Tá lotado de maluco... Fechou!
Assombrado, o artista pintou (bis)
Já é hora da virada nesse surto
imaginário!!!
Tô por conta do cenário, sou um louco sonhador
Renasce das cinzas pra vida
Bossa nova, um hino contra a opressão
Em uma nudez incontida
Da dura que dita, sangrando a nação
Clareia minerva assanhada
Ergui a bandeira nas diretas já
Pra ver meu país mais feliz
De cara pintada, eu fui protestar
E o meu Brasil pinel desperta pra folia
Sambando no raiar de um novo dia
É mais que paixão, beirando a loucura
Vesti verde e branco, ninguém me segura (bis)
Cubango encanta e traz liberdade
Aos loucos da praia chamada saudade
2011
Enredo: A
Emoção está no Ar!
Autores: Sardinha, Carlinhos da Penha, Junior Duarte, Gustavo Soares,
Zé Glória e Bruno Derani
Eu
sou...
Na pura essência, expressão
Sou eu, sou eu...
Quem toca o seu coração
Emano traços da vida, mexo com sua razão
Sorriso de criança, poder da criação
E ao explodir... Chorar, sorrir
Nas luzes da ribalta, encantei
É arte que hoje passo em revista
Cenário de escritores e artistas
Vem nessa onda, amor! Que o show vai começar
No rádio, informação e astros a cantar
(bis)
Pode aplaudir porque a emoção está no
ar
À minha luz
Sétima arte, a grande tela
Aos quatro cantos se revela
O sonho em preto e branco ganha cores
Realidade, fantasia, sedução
Um momento de paixão
E na TV sou a imagem em movimento
Que no olhar reflete cada sentimento
Sou a emoção que nasce da alma, estende a
mão
Coragem pra lutar e força pra cantar
O show tem que continuar
É carnaval, me leva que eu vou
Brilhar na avenida, mostrar meu valor (bis)
Com teu verde branco correndo na veia
Cubango incendeia
2012
Enredo: Barão de Mauá -
Sonho de um Brasil
moderno
Compositores: Belo, Beto Gama, Emerson, Regina Angélica e
Totonho
Novos tempos
O Império em transformação
Um nome surgia então
Renovando as esperanças
O sonho da modernidade
Seguiu Irineu em viagem
No rio à cidade, seu grande destino
E descobriu valores
Tornou-se maçom a prosperar
Trabalho e dedicação
Na arte de comerciar
E o progresso chegou
Me diz quem foi condutor, o Barão (bis)
Em Niterói, a indústria semeia
É ponta d'areia movendo esse chão
Assim, segue pelos trilhos a buscar
O país modernizar
Com todo gás as ruas iluminou
Seus efeitos são valorizados
E a nobreza então conquistou
Barão de Mauá homem forte
Do sul ao norte são projetos mil
O banco, a honra e a história
Daquele que não desistiu
Guerreiro além do seu tempo
Cubango segue seu exemplo
Chegou a Cubango, paixão verdadeira
Nação verde e branco, levanta a bandeira (bis)
Da fé no trabalho com dignidade
Um nobre legado para a eternidade
2013
Enredo: Teimosias da
Imaginação
Autores: Junior Duarte, Carlinhos da Penha, Huguinho, Coquinho e
Felipe de Paula
Eu vi brilhar!
Um sonho “especial” na imensidão
“As teimosias da imaginação”
Levam o “artista” aonde o povo está
Nos fazem acreditar, que a “arte” é
fonte singular
Desperta o “dom” em cada ser
Conduz a inspiração
Criar, pois a beleza é fato aos olhos de quem vê
Renova a emoção a cada amanhecer
Pra história se reinventar
Poder de criação, detalhes tão sutis (bis)
Num toque divinal, revela seus “Brasis”
Sonha... O sublime deslize do “Cinzel”
Borda, molda o “barro”. É o destino
feito a
mão
Clama! Ao talento que encanta o coração
Dos grandes mestres imortais
Nos muros há vida, delírios de um sonhador
Do “vime” ao “metal”, a mente
genial, a
dádiva do criador ô ô
Canta meu povo que a festa é nossa
Faz da avenida um lindo “painel”
A bateria “folgada” faz bossa
E o nosso limite é o céu
A obra mais bela dessa “galeria”
Meu samba é magia, se espalha no ar (bis)
É minha Cubango, “deusa” da folia
O show vai começar!
2014
Enredo: Continente Negro - uma Epopeia
Africana
Autores: Sardinha, Gustavo Soares, Diego Moura, Deigre Silva, Junior
Fionda, Lequinho, Igor Leal e
Wagner Bis
Quando ressoarem os tambores
Pra louvar Orunmilá
Mostro a força da minha cor
E o axé dos meus orixás
África, mistérios e magias
Livre no bailar dos animais
Brilhou da natureza
Fonte de riquezas minerais
Firma na fé pra espantar o mal
Vai começar o ritual
Atotô Obaluaê, atotô babá
Tem batuque no xirê, chama pra dançar (bis)
Atotô
babá,
atotô obulaê
A demanda da Cubango é vencer
Da opressão, a dor da senzala
A voz de Nelson Mandela ecoou
Liberdade raiou, igualdade entre irmãos
Negro dança, joga capoeira
A herança desse chão
Sou da pele negra à brilhar
Eu tenho a arte de sambar
Pulsando em cada coração
Sou da pele negra
Portal de tantos carnavais
Eternizando o legado dos meus ancestrais
Bate no tambor ÔÔÔ
Canta pra saudar Alafiá
Nessa Kizomba eu sou Cubango (bis)
Reflete
o negro
No meu manto verde e branco
2015
Enredo: Cubango, a Realeza Africana de
Niterói
Autores: Sardinha, Gustavo Soares, Wagner Big, Diego Moura, Junior
Fionda, Lequinho, Gabriel Martins e Igor Leal
Dádiva, tesouro
Herança dos meus ancestrais
Me embala no teu colo oh mãe
Do Congo eu sou guerreiro
Raiz que atravessou o mar, África
Aqui chegou
Aos olhos da lei clandestino
Mudando de vez seu destino
Um novo caminho brilhou
Em nossa terra
A semente germinou
Lerê, lerê, tem batuque eu quero ver
Hoje a festa no Quilombo vai até o amanhecer (bis)
Laiá,
laiá,
se baixou deixa girar
Pro ritual continuar
Negro mantém a esperança
De ver um dia a bonança chegar
Negro tem força e não cansa
É a essência africana a lutar... A lutar
Vai meu samba
Cantar em uma só voz
Exaltar a glória
Dos nossos heróis
Não foi em vão nossa fé
Sou carregado de axé... Axé
Somos uma corrente de irmãos
Orgulho de uma negra nação
Ouçam, a nossa oração
Ôôô, o canto do negro ecoou
A liberdade já raiou (bis)
Ressoa em Niterói cidade que eu amo
Sou realeza sou quilombola Cubango
2016
Enredo: Um Banho de Mar à Fantasia
Compositores: Sardinha, Gustavo Soares, Wagner Big, Diego Moura, Diego
Nicolau,
Julio Alves, Marco Moreno, Samir Trindade, Elson Ramires e
Cláudio Russo
Brilha na linha do olhar
No véu do infinito a se transformar
Do ventre da terra escorreu
Da branca espuma, o verde nasceu
Bravura a navegar
No reino de Netuno, a imensidão
Do tenebroso mar da imaginação
Mareou, maré cheia
Iara no Rio, sereia no mar (bis)
Tem mistério tem, na areia
Boiúna é cobra que vai te levar
Por essas ondas mora Yemanjá
Depois dos oceanos, Olokum
Em águas claras de pai Oxalá
Desagua mamãe Oxum
Vem preservar as cachoeiras lá dos
ribeirões
Velejar e orgulhar futuras gerações
Água é vida, vida sou eu
A cristalina, lágrima de Deus
Deixa clarear, o dia
Quero me banhar a fantasia (bis)
No vai-e-vem do mar, as águas vão rolar
É a Cubango dando um banho de alegria
2017
Enredo: Versando Nogueira nos cem anos do
ritmo que é nó na madeira
Compositores: Gabriel Martins, Ronaldo Bello, Rafael Coutinho, Robson
Ramos,
Sérgio Careca, Demá
Chagas, Alessandro Falcão, Vinicius Xavier, Thiago Farias,
Duda,
Lequinho, Fadico, Junior Fionda, Neyzinho do Cavaco e Igor Leal
Vai minha inspiração
Com prazer sou João
Um certo Nogueira
Sou resistência a correr nas veias
E poesia feito "lenha na fogueira"
Em tempos de versos açoitados
Batuque acorrentado
Meu samba não se calou
Reinando no auge do seu centenário
Ele é imortalizado
Vem mostrar o seu valor
Quebram-se as correntes do passado
Hoje o samba é magistrado
Tem diploma de doutor
A cura da mente e do coração
É o poder da criação
Nesse terreiro tem Clara guerreira
"Batucajé" não é brincadeira
Firmei o ponto no canto de um "sabiá"
Tem axé pra iluminar a força no meu caminhar
Lá no céu tua fé que me faz sonhar
E de joelhos saudei o meu orixá
"Por onde andarás" morena?
Cabrocha que roubou meu coração
"Restou essa saudade" da pequena
E o "consolo do antigo violão"
E é por isso que eu vivo no Clube do Samba
Em terreiros de bambas a cantar
Num beijo apaixonado de Oswaldo Cruz em Madureira
Nascia um verdadeiro amor
Nas asas de uma águia altaneira
A vida é um dom de Deus
Se o espelho é bom ninguém jamais morreu
Vou viver pra sempre nesse manto
Existir nesse azul, repousar no teu branco
Ôô... eu sou o espelho do espelho que não quebrou (bis)
Ôô... Cubango é nó na madeira
2018
Enredo: O Rei que Bordou o Mundo
Compositores: Gabriel Martins, Bello, Wagner Big, Junior Fionda, Marcio
André Filho, Jairo, Gigi da Estiva, Rafael Mikaiá,
Neyzinho do Cavaco e William Rodrigues
Velas ao mar que o vento leve
Por mares da insanidade navegue
Delírios, sonhos, devaneios
Por sete anjos me guiei
Num sopro divino, segui peregrino... andei
E não me fiz entender
Pensamento aprisionado por meus irmãos
Na mente, a procura de ser
Enviado pela voz, o rosário da razão
Mas a arte irrompe a pele
Bordando o destino, a direção
O bem e o caos, rainha ou peão
No bispo o senhor, a salvação (bis)
O inventário em jogo, a luz dos olhos meus
Ao tabuleiro as mãos de deus
Parti pra fazer a minha chegança
O mundo enfim pude recriar
A emoção nos tempos de infância
Sagrado samba que faz relembrar
O manto e suas coroas
Tambores em procissão (bis)
Quilombos
e cabaças
Alma do sertão
Sou mais um negro
Orgulho dos meus ancestrais
A vida eu colori de paz
Nas páginas brancas da memória
Tingi de verde a minha história
Resgata Cubango o meu grande amor
Insano … Nessa avenida eu vou (bis)
Trançando
em arte o sentimento mais profundo
Eu sou o rei que bordou o mundo
2019
Enredo: Igbá Cubango - A Alma das Coisas e a Arte
dos Milagres
Compositores:
Ailtinho, Diego Nicolau, Hugo Oliveira, Robson Ramos, Carlão,
Manolo, Sérgio Careca, Anderson Lemos, Duda, Sardinha, Thales
Nunes, Marcos Paulo, Samir Trindade e Chaynne Santos
Vou buscar pra mim a força do seu axé
Menino babalotim no sagrado afoxé
Menino babalotim no sagrado afoxé
Aos pés do morro fiz o meu terreiro
Onde o padroeiro veste a palha em seu altar
Atotô, eu bato cabeça pra Omulu
Nesse chão tem pipoca pro santo
Oferendas do meu mundo verde e branco
Ê saruê baiana, ê saruê baiana
Gira laguidibá, giram saias e guias (bis)
Carrego no patuá a
sua sabedoria
Figas, carrancas, balangandãs
Relíquias e milagres no caminho
Sou peregrino e amarro a minha fé
A cruz no peito a me abençoar
No céu de promessas, um presente ofertar
Em romaria eu agradeci
Na alma das coisas, acreditei
Pedaço de sonho, ex-voto na mão
Um coração bordado ao divino rei
Senhor, tem piedade de nós
Eis a oração em nossa voz
Tem gente vendendo ao povo ilusão
Acendo vela, peço salvação
Ko si oba kan ôôôô
Ofi Olorum ôôôô (bis)
Meu Igba Cubango é amuleto
Proteção e amor
2020
Enredo: A Voz da Liberdade
Compositores:
Diego Nicolau, Rafael Coutinho, Duda Tonon, Manolo, Anderson Lemos,
Leonardo Castro, Sérgio Careca, Sardinha, Rildo Seixas, Junior
Fionda, Vinicius Xavier, Alessandro Falcão, Robson Ramos e
Lequinho
Se a igualdade fosse cor?
De Mahin nagô é raça
Pra mordaça não vingar
Tenho a resistência como ninho
De Luiza o passarinho que se permitiu voar
Certo que nego liberto, segura a mão do irmão
Ê sangue malê, rebelião
Ilê meu São Salvador
Salva a dor dessa gente escrava, dolente
Que não se entrega não
Quebra a corrente
Sei do meu valor
Não me bote preço não, bote não senhor
Que meu povo é bom de luta (bis)
Alforria fez morada em meu peito
É preto sim, meu legítimo direito
Tremeu na casa grande o opressor
Com o peso da palavra de um negro
Quando um novo horizonte vive
Meu povo é livre!
Quem sou eu?
O berro contra toda tirania
Cabresto não segura poesia
Enfim um canto forro ecoou
Lute como um dia eu lutei
Um sonho, tantas vidas, uma lei
Meu lugar de fala
Hoje favela, ontem senzala
A chibata não cantou, kabô lerê
Firma no batuquejê, Cubango! (bis)
Uma história de bravura, testemunha da verdade
Eu sou a voz da liberdade!