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ARRASTÃO DE CASCADURA

ARRASTÃO DE CASCADURA

FUNDAÇÃO  27/04/73
CORES  Verde e Branco
QUADRA  Rua Caetano da Silva, 700
Cascadura
Telefone: 2593-9043
Fax: 3317-6865
BARRACÃO Rua Carlos Xavier, 397
Campinho
Telefone: 2593-9043
LEMA Arrastão sempre Arrastão
SÍMBOLO  Rede e Instrumentos

 

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

 

HISTÓRICO

Rompendo as rígidas normas que determinavam a não aceitação de novas escolas de samba na Associação das Escolas de Samba, a Arrastão de Cascadura conseguiu convencer os dirigentes da associação a tê-la como escola de samba, pois, como bloco, já havia provado seu potencial e desejava iniciar nova carreira como escola de samba.

Em 1976, consegue o titulo no Grupo 3, onde havia começado, e novamente em 77 é campeão do Grupo 2, ganhando o direito de participar do desfile principal em 1978.

Não foi feliz, mas vem se mantendo nos grupos intermediários, demonstrando ser uma força ainda viva que, a qualquer momento, explodirá como uma grande escola de samba. Em 2008, obteve o vice-campeonato no Grupo C, subindo para o Grupo B em 2009. O Arrastão de Cascadura voltou a desfilar na Marquês de Sapucaí depois de dez anos. Depois do carnaval, acabou rebaixado e desde 2010 desfila na Intendente Magalhães. Em 2012, o enredo sobre a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, não foi suficiente para sustentar o Arrastão no Grupo C. A escola só retornaria ao Quarto Grupo em 2015. Em 2017, foi rebaixada para o Grupo D.

RESULTADOS DA ESCOLA

1974 - 8ª no Grupo 3 
Flamengo, Glória de um Povo 

1975 - 11ª no Grupo 3 
Reminiscências dos Carnavais Cariocas 

1976 - 1ª no Grupo 3 
Boi Tatá, um Fantástico Ser das Riquezas 

1977 - 1ª no Grupo 2 
Um talismã pra Iaiá 

1978 - 9ª no Grupo 1 
Talaque, Talaque, o Romance da Maria-Fumaça 

1979 - 3ª no Grupo 1B 
Da Lapinha ao Coreto, um Folguedo Popular 

1980 - 4ª no Grupo 1B 
Mambembes e Mamulengos 

1981 - 9ª no Grupo 1B 
Rudá, o Deus do Amor 

1982 - 6ª no Grupo 1B 
Brasil Verde e Amarelo 

1983 - 11ª no Grupo 1B 
Barravilhosa 
Adalberto Sampaio

1984 - 7ª no Grupo 1B 
O Conto Lendário de Marabá 

1985 - 8ª no Grupo 1B 
Depois do Mal Feito, Chorar não é Proveito 

1986 - 3ª no Grupo 2A 
Mano Décio da Viola, Apoteose do Samba 

1987 - 5ª no Grupo 3 
Dos Reisados ao Folclore, das Políticos às Artes, Quem Sou Eu ? 

1988 - 1ª no Grupo 3 
Festa para Orfeu Negro 

1989 - 8ª no Grupo 2 
Zezé, um Canto de Amor e Raça 

1990 - 3ª no Grupo B 
Ecologiando do Oiapoque ao Chuí 

1991 - 7ª no Grupo B 
A Procura da Sorte 

1992 - 1ª no Grupo B 
Carnaval, Ontem, Hoje e Amanhã 
João de Deus

1993 - 15ª no Grupo A 
Quem Canta seus Males Espanta 
Leonardo Alegria e Valdemiro de Castro

1994 - 16ª no Grupo A 
Assim Caminha a Humanidade 
Beto Maia e Lu Ferreira

1995 - 3ª no Grupo A 
Frevança 
Max Lopes

1996 - 7ª no Grupo A 
As Icamiabas 
Jerônimo Guimarães e Orlando Júnior

1997 - 8ª no Grupo B 
Oju-Obá, os Olhos do Rei 

1998 - 9ª no Grupo B 
Florindo o Rio de Alegria 
Kleber Ressureição

1999 - 7ª no Grupo B 
No Palco da alegria, sou o Rei nesta Folia 
Virgilia Bayma

2000 - 12ª no Grupo B 
Caxambu, da Hidrópolis Real a Corte no Carnaval 
Reginaldo Rocha

2001 - 11ª no Grupo C 
Brasil, Mostra a sua Cara 
Jefferson Machado

2002 - 10ª no Grupo D 
De Confete e Serpentina vou Brincar o Carnaval 
Jefferson Machado

2003 - 2ª no Grupo D 
Tem Jangada no Mar, Hoje tem Arrastão 
Sandro Gomes

2004 - 7ª no Grupo C 
Quem tem padrinho desfila com emoção nos 30 anos do Arrastão 
Sandro Gomes

2005 - 7ª no Grupo C 
O Rio em ação é Pan no carnaval do Arrastão 
Sandro Gomes

2006 - 13ª no Grupo C
Dudu Alabukun do Arrastão Visita a Terra dos Yorubás
Comissão de Carnaval

2007 - 3ª no Grupo C
De Estácio de Sá ao Pão de Açúcar, o Rio Nasceu na Urca
Ricardo Neto

2008 - 2ª no Grupo C
Paço de São Cristóvão: do Palácio Real ao Museu Nacional, 200 Anos de História

Ricardo Neto

2009 - 13ª no Grupo B
E foram felizes para sempre... A química perfeita das duplas
Comissão de Carnaval

2010 - 7ª no Grupo C
O Rei de Irê
Sandro Gomes

2011 - 3ª no Grupo C
Qual é o seu sonho?
André Tabuquini

2012 - 11ª no Grupo C
Patrícia Amorim: a majestade rubro-negra!
Fábio Santos

2013 - 9ª no Grupo C
E com vocês: o palhaço a desfilar
Felipe Rocha

2014 - 4ª no Grupo D
As Rainhas do Rádio dão a Voz na Intendente
Felipe Rocha

2015 - 5ª no Grupo C
Arrastando as alegrias, mostrando as máscaras na folia!
Sandro Gomes

2016 - 3ª no Grupo C
O Arrastão anuncia: todo dia é dia de Cacique de Ramos!
Daniel Ghanem

2017 - 13ª no Grupo C
#Guerreiros
Daniel Ghanem

SAMBAS-ENREDO

1977 
Enredo: Um Talismã para Iaiá 
Compositores: Nilton Lemos e Barreto

Revendo as histórias encantadas
Da colonização do meu Brasil
Encontro a melodia pra contar
O tema é um talismã para Iaiá (lalaiá)
Vivia na mata virgem
Uma negra de tom reluzente
Era órfã e por isso carente
De amigos escondia a sua dor
Por isso, imaginava o seu amor
E o uirapuru
Em seu canto violado
Encontra o amado Zumbi acordado
Então gorjeia assim este recado

Plante a roça gongá
E não vá desperdiçar (bis)
Protege a fauna gongá
Para Anhangá lhe ajudar

Que maravilha
É madrugada
Quase amanhecendo o dia
Aparece a negra faceira
Pronta para trabalhar
Puseram sobre a folha da bananeira
A massa preparada sem cansar
E o encanto calunga começou a deslumbrar

Ô Iaiá
Como o último a caçar (bis)
Para com Donga você se casar 

1978 
Enredo: Talaque, talaque, o romance de Maria-Fumaça 
Compositores: Pestana e Jorginho do Pandeiro 

Plantando cidades
Em cada rincão (bis)
Maria Fumaça
Conquista o sertão 

(Através...)
Através dos campos e vales
De rios e lagos
Deste imenso Brasil
Qual um bandeirante
Com raça, valente
A "pretinha" seguiu...
(Lá vai...)

Lá vai o trem, lá vai
Subindo a serra (bis)
Deixando e levando saudades
Pra quem vive nesta terra

Abertos os caminhos
A primeira "Maria" passou
Com afeto e carinho
De "Baronesa" o povo a chamou
Outras "Marias" vieram
"Zezé Leonni", beleza sem par
A "Romana", "Faustina"
Quantas estórias pra contar

1979 
Enredo: Da Lapinha ao coreto, um folguedo popular 
Compositores: Pinga, Adilson Barbado e Menilson 

Mistérios e encantos da Lapinha
Mostramos com euforia neste carnaval
Diz a lenda que Teiniaguá guardava
O tesouro que existia
Lá na serra do Jarau
Do infinito, uma estrela despontou
E a chegada dos reis magos
A Belém anunciou

Nesta brincadeira
De raro esplendor (bis)
Pastorinhas jogam flores
Como prova de amor

A cidade está em festa
No coreto, a orquestra
Toca uma linda canção
E para manter a tradição
Vejam o velho, a cigana e o vilão
E o cordão de cá
Desafia o dia lá
Cada um com sua mestra para comandar
Tem fogueira sim
O momento é de queimar
O chicote do vaqueiro negro para terminar

Boa noite meus senhores
Já é hora de partir (bis)
Para o ano voltaremos
Se assim Deus permitir

1980 
Enredo: Mambembes e Mamulengos 
Compositores: Amauri, Barreto, Jacy Inspiração e Netinho

Em cada rosto um sorriso, que beleza
Em cada qual uma explosão de alegria e esplendor
Neste cenário de luzes, cores, fantasias
Delira a multidão em festa e em sedução
Mambembes e mamulengos traz o Arrastão
Com arte, com talento, o artista propagou
Coisas da cultura que o tempo nos legou
Que maravilha a gente ver
Mostrando a arte com amor
Um grupo destemido
Levando alegria seja onde for
Doutor Babau, João Redondo
Manoel, Amendoim e outros mais
São partes importantes nesta história
Que o tempo vai passando e não desfaz
Os mamulengos na avenida
Parecem da platéia sentir o calor

Canta, minha gente, canta (bis)
Nesta festa de real valor

Olé lê lê lê le ô
Com harmonia (bis)
Neste embalo
Eu também vou

1981 
Enredo: Rudá, o deus do amor 
Compositores: ??? 

Chuá luar, a comunicação ôô
Cantando em festa
Laiá laiá, traz o Arrastão
Em forma de poesias
Oh, quanto esplendor
A história de Rudá, o Deus do amor

Ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô
Segura a lança iaiá (bis)
Não deixa a lança cair
Hoje sou festa Tupi Guarani

É tão sublime o infinito
Em tempo de Jaci e Guaraci
E no lago Chuá
Um mistério encantava
Era a serpente, que a menina moça separava

Hoje tem festa e dança
Tem batuque de tambor (bis)
Tem feitiço e lua cheia
Tudo isso em seu louvor

1982 
Enredo: Brasil, verde-amarelo 
Compositores: Jacy Inspiração, Amauri e Netinho 

(Brasil)
Que lindo
Emoldurar-te em poesia
Num canto cheio de esperança
Bordado em ouro
E neste cenário de belezas mil
Viajar aos quatro cantos
Pra te decantar Brasil
Lindos campos, verdes matas
Quanta alegria nesta multidão
Rios, cachoeiras e cascatas
A passarada em forma de canção 

Uê erê êê uê erá
Neste solo fértil (bis)
Jogue semente e deixe germinar

O livro da história nos revela
Tantos feitos que orgulha este torrão
Na arte, na cultura e na ciência
De tantos filhos deste chão
Oh, quantas riquezas
Nas fontes desta imensidão
Abençoado o povo
E este gigante em expansão

É canto, é dança
É bola no pé (bis)
É o povo na festa
É a reza na fé

1983 
Enredo: Barravilhosa 
Compositores: Jacy Inspiração, Netinho e Amauri

Raiou o rei
Maravilhoso a brilhar (a brilhar)
Ao longe bem se vê
Flores a flutuar
Deixadas em louvor à Iemanjá
Venho mostrar à natureza
Beleza que o verão faz fascinar (fascinar)
O visual é deslumbrante
Com pranchas deslizando sobre o mar (e sobre o mar)
E como não pode faltar
Não posso deixar de exaltar

As mulheres com o corpo bronzeado
Desfilando na areia (bis)
E gaivotas a voar

Faz parte da cidade maravilhosa
Quem não conhece, vê agora o que ela tem
É uma Barra
Barravilhosa também
Que aos domingos todos querem freqüentar
Onde o sambista tem a pista pra sambar
Falando de amor não pode haver melhor lugar
Pra amar, pra amar, pra amar

Ô morena, ô morena
Me leva pra conhecer Joá (bis)
Me leva pra conhecer Joá
Me leva pra conhecer

1984 
Enredo: O conto lendário de Marabá 
Compositores: Jacy Inspiração, Netinho e Amauri 

É folia, cidade maravilhosa
Pisa nesta passarela
Nossa escola suntuosa
Cantando a lenda
De uma estória de amor
Quando Iná
Pelo conquistador se apaixonou 

O amante deu-lhe um beijo
Rio abaixo navegou (bis)
Mas deixou o seu anel
Como prova de amor

Nasce Marabá
Filha da floresta, com as flores se enfeitou
Ao vê-la emergir da água doce
É Iara, Ipojuca exclamou
Aquela imagem penetrou em sua mente
E encantado se enamorou
Esse amor gerou ciúme
A vingança se espalhou
O que era tão bonito
Em tragédia se tornou
Denunciados por Moema
Perseguidos pela tribo
Pelos brancos são capturados
O pai, ao ver o seu brasão
Abraça a filha, peito cheio de emoção
O guerreiro
Sem nada entender
Flecha a sua amada
Com medo de lhe perder

Ôôôôô
O conto terminou (bis)
Marabá nasceu
Cresceu viveu, morreu no amor

1985 
Enredo: Depois do mal feito, chorar não é proveito 
Compositores: Jacy Inspiração, Netinho e Amaury 

Eu me vesti de natureza
Me bordei com poesia
E num rio de saudade
Mergulhei, mergulhei nesta folia
Sou eu, as Sete Quedas que você matou
Pedaço de floresta que você, sei lá
Sou eu, a borboleta que beijava a flor
Eu sou o passarinho que cantava o amor
Sou eu, sou eu, sou eu
O arco-íris que enfeitava a serra
Sou eu, sou eu, sou eu
A luta pelo pouco que ainda resta 

Ai, eu sou
Ai, eu sou (bis)
Retalho das belezas
Que o progresso lentamente exterminou

Essas mãos que se uniram
Construindo nova fonte de energia
Que se unam bem mais fortes
Em defesa da ecologia
Quem não se lembra
Da trovoada e o temporal
O povo irmanado nas campanhas
Pagando o preço da destruição
Na inocência da infância
As criancinhas vão cantando esse refrão

Que mundo é esse, mamãe
Que mundo é esse
Que até parece que está
Chegando ao fim
Que mundo é esse, mamãe
Que mundo é esse
Que se maltrata a natureza
Tanto assim

1986 
Enredo: Mano Décio da Viola. A apoteose do samba 
Compositores: Santa Branca, Adilson Madureira e Lico 

Meu carnaval é você
Vou explodir minha alegria
Todo Arrastão hoje é folia
Peito aberto, fantasia
Nos braços da poesia
Desperta meu mestre ô
E vem ouvir o meu cantar

Com a luz iluminando a passarela
A noite fica mais bela (bis)
E a alegria vai contagiar

Veio um menino pobre ô
Com a esperança de crescer
Lata d’água, o carreto lá pro morro
Era o seu meio de viver (de viver)
Com o tempo foi girando
De sua arte, veio a glória
De Mangueira a Madureira
O pregão de um jornaleiro
Era a luz de liberdade ô
No talento de um guerreiro
Braço forte no trabalho
Com um sonho de vencer
Tricolor de coração
Nas manhãs de seu lazer
A viola na Serrinha
Fez parceiro um mestre bamba
Mano Décio e seu Império
Apoteose do samba

Ê violeiro, passeia na minha canção (bis)
Cisca a viola, ponteia no meu coração

1989 
Enredo: Zezé um canto de amor e raça 
Compositores: Jacy Inspiração, Netinho, Amaury e Bebeto Arrastão 

Sou um pedacinho desta festa
E lá vou eu nesta folia
Peito aberto pra te decantar
Oh Zezé, tu és razão deste poema
Da nossa escola muito mais que tema
Tu és a própria arte viva no cordão
Quero é mais eternamente ver-te em cena
Nos palcos dos teatros desta vida
Negra pura, flor mulher
Sinto que o vento sopra um canto de amor
Hoje as raças se irmanam
Tudo se transforma neste show

É a dança, é a ginga
Deixa o corpo balançar (bis)
Este mar de alegria
Faz a onda te levar

Emoldurei-te em pensamento
Bordei a tela no meu coraçao
Poxa, tu estavas tão bonita
Revivendo a Negra Xica, que fascinação
Anda que ainda é tempo
Tempo de mostrar bem mais
É a glória do artista
Mais que artista, um mito que não se desfaz

O talento corre os ares
Çorre chão (bis)
E Zezé nos braços da multidão

1991 
Enredo: A procura da sorte 
Compositores: ??? 

Joguei
Mais uma vez tentei a sorte
Fui com pensamento forte
No fabuloso mundo da ilusão
E busquei
No esplendor das fantasias
No fascínio que irradia
Minha doce ilusão
Eu cantei a pedra que eu desejava
Na mente se concentrava
Tudo que eu imaginei
Se a estrela guia iluminava
E a minha sorte eu procurava
Bem alto eu apostei
Isso até parece caipira
Quem teu bota banca
E quem não tem, se vira
No jogo do amor é mais sério
Há um grande mistério
Pra se conquistar
Não se aventura nas cartas
Um bom coração
Tem que amar
Pois amar faz bem
Um grande amor não leva tristeza a ninguém
E o povo nordestino
Continua na ilusão
Não tem casa pra morar
Vive querendo ganhar
Um pedaço deste chão
Apostei, ganhei da solidão
Procurando a sorte
Com meu Arrastão

1993 
Enredo: Quem canta seus males espanta 
Compositores: Nery, Valdo e Betinho 

Me enfeitei de paixão e alegria
No afã da poesia, amor
Deste tema singular

Vem de longínquas eras
Qual magia de Quimera (bis)
A estória do cantar

Um canto deu origem ao nosso mundo
Assim a mitologia diz
Um coro de anjos para anunciar
A primeira alvorada
Mais tarde na Grécia milenar
O canto assumiu vulto maior
E virou arte em toda parte, explodiu
O primeiro coral se ouviu

Ô Orfeu
Chama Deus Baco
Que o som ficou legal (bis)
Trovador, cantando amor
Na era medieval

Fluindo, o cantar evoluiu
Com lirismo e harmonia
Dos índios e dos sabiás
Cantos divinais
Dos negros, louvor aos orixás
O mascate do passado
Em um tom malandreado
Hoje é o nosso camelô
Mas quem não sonha ser artista
Ir pro rádio, ser cantor ôô
Canções embaixo do chuveiro (chuá, chuá)
Aliviam o dissabor

Ê ô, bebum
No gogó sem vacilar (ê o ê o) (bis)
Quem canta seus males espanta
E o Arrastão não pode se calar

1994 
Enredo: Assim caminha a humanidade 
Compositores: Jorginho Estrela Negra, Rubinho e Zequinha do Cavaco 

Brilhou num lindo sonho infantil
O calçado que ensina
A humanidade a caminhar (caminhar)
Criado numa era tão distante, era tão emocionante
Ver o povo se equilibrar (e vem)
Vem enriquecer a fantasia
A Cinderela é alegria
Com o sapatinho de cristal
Musa, simbolizou com exuberância
Carmem Miranda é lembrança
Estrela do meu carnaval 

Eu vou de salto alto que o grego inventou (bis)
Amor, amar, amar eu vou

O homem primitivo teve uma idéia genial
De cobrir os pés, mas quem diria
Com um pedaço de pele de animal
E com o passar dos tempos a moda trouxe a evolução
De botas, o astronauta foi à lua
É de griffe e bem transado
O tênis da nova geração

Ô sapateia ioiô, ô sapateia iaiá
Vem pra passarela desfilar
Que eu hoje tô que tô (bis)
E vou deixar cair
Sapateando na Sapucaí 

1995 
Enredo: Frevança 
Compositores: Mazola, Edimilson, Mazinho e Naldo do Cavaco 

Eu danço frevo
Frevado gostoso, estou aí (bis)
Vou arrastando o povo na Sapucaí 

Meu coração se sentiu pernambucano
Esqueceu os desenganos
Quando os clarins anunciaram a brincadeira
E eu me fiz mulato descendo a ladeira
Vi palhaço em fauceto a gargalhar
Mascarando a tristeza
O carnaval vai começar
Rancho das Flores
Andaluza, Pirilampos
Caboclinhos, solta a imaginação
Pernambuco canta e dança
Na beleza e no balanço do meu coração

Dança menina pra lá e pra cá (bis)
Embala o frevo, que eu vou me embalar

Maracatu, motiva um sentimento novo
Orgulho de um povo 
É a coroação (sacode Arrastão)
Meia-noite ou meio-dia
O gigante Malaquias 
Mantém a tradição
A quarta-feira de cinzas anunciou
Que a frevança terminou
O vento sopra no Capiberibe ôô
Com esse canto, o mundo inteiro se encantou

1996 
Enredo: As Icamiabas 
Compositores: Amaury dos Santos, Netinho, Jacy Inspiração e Guto 

Amazônia
Ao me vestir de verde nesta festa
Venho descrever em poesia
A viagem encantada na floresta
Encontrei as mulheres guerreiras
Fazendo loucuras com a flecha na mão
Cada tempo era tempo de luta
Era a valentia impondo a razão

E deixa a sol brilhar
Com todo o seu clarão (bis)
Pra gente caminhar
Por essa imensidão

A mata esconde o tesouro
É prata, é ouro, e nos faz sonhar
Mulheres de poucos amores
E haja meninas pra se educar
Tomara que ao invés da batalha
O vento espalhe esse canto no ar

Se de presente eu ganhar
Uma alegria sem fim (bis)
Vai ser tão gostoso dividir

1997 
Enredo: Oju-obá, os olhos do rei 
Compositores: ??? 

Vem iluminar a poesia
Através desta magia
Fazer poemas na canção
Canta, canta nagô-Yorubá
De Oduduwa, Oranmiam
Obátalá, iansã
Hoje eu quero ser feliz
Unir os laços da minha raiz 
Ia, ia, iaô, ô, iaô, iaô
Toca o Rumpi do Lé
Ajobó a girar
Salve, salve xangô
Oh, divina luz
Que me conduz em fantasias
Tu és Xangô, meu protetor
Nesta folia
Minha força, meu oxé (Ojé)
Meu caminho a seguir
Esta emoção que encanta
O Arrastão na Sapucaí
É a luz de Oju-obá
Obá Kawô
É de fé, é divinal
É xangô que ilumina
O nosso carnaval

2000 
Enredo: Caxambú, da hidrópolis real à corte no carnaval 
Compositores: Tiãozinho Cruz, Ailton Mililiu, Bira do Doce e Wilson do Cavaco 

És consagração
Beleza que a mãe natureza
Reservou pra você
É força, é fé, é cultura, é raiz
É "Caxambu" da hidrópolis real
A corte no carnaval
Vem da era romântica
Fatos da história
Em que a Princesa Isabel
No enlace com o Conde D'Eu
Dissipou assim a alegria
Por um filho que não concebeu
Lá vai o trem
Lá vai a liteira
Percorrendo a Serra da Mantiqueira
Lá no paço
A suntuosidade e a elegância do salão
Enfeitado com as armas do Império
Surge a promessa
Com a concepção construiria
A Igreja de Santa Isabel de Hungria
Três belos filhos
A água milagrosa lhe proporcionou
Frutos de uma terra que tem nome de dança
Morros em forma de tambor
Seu turismo é atração
A cozinha mostra Minas Gerais
O mundo se rende ao potencial
Do maior pólo hidromineral 

2001 
Enredo: Brasil mostra a sua cara 
Compositores: Ailton Mililiu, Bira do Doce e Tiãozinho Cruz 

Sou brasileiro
Dignidade, igualdade, paz e amor
A esperança impera
Que esse povo siga a luz do criador
(Oh meu Brasil)
Ordem e progresso Brasil
A favela e o nordeste fazem parte de você
É triste ver criança condenada
À fome e à prostituição
Sem terras
Índios pedem chão para viver
Educação, justiça social
Não somente no carnaval 
Brasil mostra a sua cara
É pintada ou de cor
Minha pátria idolatrada
O que importa é o meu amor
O verde das matas
O azul do mar
O amarelo ouro onde estará
Viva Rio se mobilizou
Sim à paz e não à guerra
Viva Cazuza com a saúde trabalhou
A pistola pela escola
Minha fé universal
Fim do colarinho branco
Impureza nacional

2003 
Enredo: Tem jangada no mar, hoje tem Arrastão 
Compositores: Marçal, Kakalo, Natal, Cosminho, Kao e Tiãozinho Cruz 

Da Índia veio a Xanga como embarcação
Com licença mãe Yemanjá
Pois tem jangada no mar
Hoje tem Arrastão
O vento dos Deuses nos conduz a prosperar
E o sol clareira nosso mestre a singrar
Deixe a prancha embalar
Nossa rede é verde e branco 
E o oceano a avenida conquistar
Jangadeiro trás o peixe, de cada dia
A quimanga é fartura, na pescaria
O Dragão não vai ousar, me afrontar
Nem as Iaras vão fazer me apaixonar
Mãe Mãe D'água a proteção é Janaína
A vida é nosso tesouro
Aos pescadores quem te pede é a família
E os temores vão passar
Nem tubarões nem tempestades
Eparrei Iansã
Os seus raios trazem claridade
É doce morrer no mar
No Nordeste a procissão
Contra lendas e mistérios
Mar a dentro lá se vão

2004 
Enredo: Quem tem padrinho desfila com emoção nos 30 anos do Arrastão 
Compositores: Tiãozinho Cruz, Alika, Roberto Iguaçu, Pinel Simpatia e Natal 

Nesta maravilha de cenário
Ovacionamos a coroa imperial
Sob os olhos graciosos de Oxalá
Nove vezes campeã do carnaval
Bumbum paticudum prucurundum
O império é patente, só demente é que não vê
Quem tem padrinho, desfila com emoção
Nos trinta anos do Arrastão
Vai Flamengo, a glória de um povo
Ai que saudades dos antigos carnavais
Boitatá, um talismã pra iaiá
A Maria Fumaça vai passar
Na lapinha, fiz meu coreto popular
Mambembes mamulengos
Orfeu, eu vi brilhar
Zezé, és meu estandarte
Do Oiapoque ao Chuí, ontem hoje e amanhã
Assim caminha a humanidade
Dancei frevança
Mulheres guerreiras
Oju Obá meu Orixá
No palco da alegria, sou rei
Renovei minha raiz, ganhei
Iansã lançou seus raios
Dando um toque divinal
Me banhando de alegria neste carnaval

2005 
Enredo: O Rio em ação é Pan no carnaval do Arrastão 
Compositores: Wlamir e Otávio da Sedae

Meu Rio de Janeiro e festa

Se manifesta a 40 graus de emoção

Cidade maravilhosa, todo prosa em ação

É o Pan-Americano no carnaval do Arrastão

Vem lá do Olimpo a inspiração

Do Tio Sam a emoção

Sediado na Argentina

Coroando América Latina

A cultura falou forte

Unida pelo esporte, 2007 vem ai

Prepare o seu coração

Pra mega competição

Na quadra, na pista

O show do esportista

Nas águas vão rolar

No ginásio, no gramado e na areia

Meu Brasil vai despontar

Que venham os cinco elos da corrente

Semente de uma juventude sã

Meu sonho há de se realizar

Renascendo a esperança

E o Redentor abençoar

O meu Arrastão è um tesouro

Minha bateria medalha de ouro

Nos jogos da vida, eu vou delirar

Acende a chama

E deixe o corpo balançar

2006
Enredo: Dudu Alabukun do Arrastão visita a terra dos Yorubás
Compositores: Sereno, Jerônimo, Fernandinho dos Gatos, Vaguinho RC, Sorriso, Binho, Carlos Junior e Paulinho da Área

Em busca da história, Dudu abençoado viajou
E ficou maravilhado com as belezas que encontrou
Crenças e costumes nas terras de yorubás
Influência na cultura brasileira, fé nos orixás
Divina integração, à Maomé adoração

Tem mistério atrás do véu
A mulher com o poder de sedução (bis)
Na culinária, a pimenta fortalece de paixão

Ao retornar para o Brasil
No Rio de Janeiro constatou
É como olhar em um espelho
Nigéria, somos iguais
Na arte estampados coloridos
Viu os blocos afros da Bahia
No povão, a alegria de brincar e ser feliz
E no terreiro da Tia Ciata
Foi que o samba começou

Amor, vem desfilar, é o nosso Arrastão
Seu verde e branco faz de um jeito (bis)
Sentir a emoção em nosso peito

2007

Enredo: De Estácio de Sá ao Pão de Açúcar, o Rio nasceu na Urca
Compositores: Nilson Lemos, Roberto Saideira, Cosminho, Luquinha da Conceição, Julinho Cá, Marcos e Ivani Ramos

O rei mandou, a ordem foi realizada
Chega Estácio de Sá pela Baía da Guanabara
A fim de cumprir sua missão
E fundar a grande São Sebastião
Na luta, a batalha final, a vitória enfim conquistou
A sua vida sangrou, liberdade, um grito ecoa no ar
Adeus franceses e a paz reinará
Salve o Forte São João contra os invasores
Chega de opressão
Viva o Rio de Janeiro
Onde brilha o Arrastão

Cassino da Urca, balneário, hotel
Carmem Miranda a encantar (bis)
Roda roleta, oh Terezinha
É um barato a buzina do Chacrinha

Pelo ar a paisagem é tão bela
O Pão de Açúcar vem adoçar o meu céu
Praia Vermelha, Pasteur
Minha avenida querida
Benjamin Constant é a luz
A força da fé ao esporte conduz
Hoje o bairro me seduz
De Estácio de Sá ao Pão de Açucar
O Rio nasceu na Urca

Nosso canto hoje ecoa
Pisa forte, Arrastão (bis)
Amour, Amour é simpatia e alegria
Vem sambar na explosão da bateria

2008

Enredo: Paço de São Cristóvão: Palácio Real ao Museu Nacional, 200 anos de história
Compositores: Luquinha da Conceição, Garcia, Julinho Cá, Nilson Lemos, Vanir, Marquinhos e Cosminho

Em meu Brasil aportou
Realeza chegou de Portugal
A Quinta da mais bela vista
Se fez moradia o Palácio Real
Ilustres moradores seus feitos imortais
Usaram a razão, determinação conquistando ideais
Um grito ecoou, Independência a nação
Liberdade é um direito em forma de oração
Mas com o fim da monarquia
O improvável aconteceu
E o Paço quem diria se transforma em Museu

O acervo sem igual, a arqueologia
Evolução as etnias (bis)
África de Daomé, Roma e seus gladiadores
Os incas sucumbiram aos invasores

Bendegó caiu em terras da Bahia
E Santos Dumont pra aviação renasceria
Diversos exemplares a fauna e a flora em evidência
Biblioteca de grande extensão incentivo à ciência
Tora livro sagrado dos judeus
Antigo Egito no museu não precisa se assustar
Estudantes visitantes
A múmia não vai te pegar

Do Palácio Real ao Museu Nacional
200 anos de história (bis)
Trazendo a corte imperial
Aí vem o Arrastão, almejando a vitória

2009

Enredo: E foram felizes para sempre... A química perfeita das duplas
Compositores: Nilson Lemos, Marquinhos, Ivani Ramos, Julinho Cá, Garcia, Vanir Mecânico, Pixulé, Luquinha da Conceição e Frank

Minha inspiração
Vem da união que gera vida
Traz meu Arrastão
De volta à luz desta avenida
Noé criou a sua arca dos amores
No céu brilhou
A luz divina em sete cores
Opostos se atraem em harmonia
O orvalho se completa junto as flores
O sol e a lua, espumas e o mar
Essa alquimia é o que me faz sonhar

Deixa eu provar o teu sabor
Pra misturar a nossa cor (bis)
Pela manhã eu venho te saborear
Está na mesa, no almoço e no jantar

Nas artes
Grandes parcerias entram em cena
Morena, a amizade leva à criação
De grandes personagens imortais
Cantores e poetas nos encontros musicais
No reino de confete e serpentina
Venha ser a colombina
Que eu serei o seu pierrôt
Na química perfeita sem igual
Felicidade eterna, a esse amor de Carnaval

O que me fascina
É a volta por cima do meu Arrastão
Vem provar essa mistura (bis)
Que vem lá de Cascadura
Pra ganhar seu coração

2010

Enredo: O Rei de Irê
Autores: Cláudio Russo, Frank, Fábio Costa, Julinho Cá, Nilson Lemos e Ivani Ramos

Axé alacoro, Ogum yê, meu pai
A força do homem ao mito
Orixá no infinito de orum
E no aço forjado
Seu destino traçado Ogum, “Ogum partiu”
Partiu de Ifé
E batalhou demais o filho de Ododuá
Chegou Irê
E se tornou o onirê, mas não parou
A lenda diz que ao perder o seu juízo
Depois de tanto desatino, a sua espada calou

E no navio negreiro ecoou
Um canto nagô Yorubá (bis)
Contra corrente a resistência
A evidência de um orixá

No Brasil chegou, não se curvou a proibição
Seu povo defendeu
E hoje o meu orixá de coração
Ogum vencedor de demandas
Um rei protetor
Empunhando a lança na mão
Adorado na canção
Na lua se vê, guerreiro de fé
Na umbanda e no candomblé

Salve Ogum rei do xirê, axé
O meu pai é dono do obé (bis)
É a luz pra clarear meu Arrastão
Oh divindade que me da à proteção

2011

Enredo: Qual é o seu sonho?
Autores: André Kaballa, Jayme Cesar, Tiãozinho Cruz, Di Bamba, Anderson Alemão, Osman Oliveira, Pinelzinho Simpatia e Rodrigo

Vou... Nos braços de Morfeu
Que ao meu sonho embalou
Vou... Na inocência que vai reviver
O sonho encantador ôô
Um mundo desperta e me leva a emoção
De fadas, duendes, herói e vilão
Tem pó da magia, nesta fantasia
E o mal que assombrar meu coração

Pesadelo que me traz... Agonia
O medo é o fruto da imaginação
(bis)
Meus olhos abertos desvendam o dia 
E revelam a minha ilusão

Viajar...
Nas riquezas dessa vida
Quero acreditar...
Que a sorte um dia poderá me premiar
Beijos ardentes encontros marcados
O sentimento parece real
Sou verde e branco, eu sou
E hoje canto esse amor... Que não tem fim...
Ao adormecer uma luz vem anunciar
Que o meu desejo vai chegar

Qual é o seu sonho? Revele enfim
É um anjo que chega e pergunta pra mim
(bis)
Então eu vou confessar, eu quero é ser campeão
Neste carnaval com Arrastão

2012

Enredo: Patrícia Amorim: a majestade rubro-negra!
Autores: Marquinhos Silva, Cláudio Russo, Nalva Escafura, Lucas Rebola Preta, J.Rabelo, Gregório, Lapisinho, ChicoPity, Reynaldo Hypólito, Garcia, Andrezinho, Ivan Teixeira e Marcel Contrucci

Vem das águas o glamour
Traz o ímpeto em vencer
Nas braçadas conquistou
Vitórias, lições e saber...
Cruzou limites no tempo e sonhou
Como atleta seu nome elevou
E foi defender seu país
É Patrícia Amorim
A força emana do seu coração
Formada um caminho trilhou
E hoje canta o Arrastão

É carioca da gema
Tua vida é um poema
A mãe de uma nação (bis)
Patrícia
És a musa do meu samba
Vai bater forte o teu coração

Firme em seus ideais
Lutar pelo povo, ela decidiu
Eleita assim fez valer
Esporte e lazer para todos... Brasil
Vermelho e Preto, a maior paixão
Um elo de amor é tanta emoção
Vai desfilar um sonho, pioneira a presidir
Flamengo, sempre Flamengo
Eu hei de ser
Vencer, vencer, vencer

Lá vem Arrastão de Cascadura
Que em versos vem saudar 
(bis)
A Majestade Rubro Negra
Hoje vamos Festejar

2017

Enredo: #Guerreiros
Autores: André Kaballa, Jorginho Moreira, Tinga, Flávio Back, Amendoim de Cascadura, Professor Laranjo, Tim do Táxi e Flavinho Segal

Vem no toque do tambor
Canta comunidade guerreira
Nas veias sangue vencedor
Desperta toda força verdadeira
Trazendo… os grandes heróis
Pra matar a sede de vitória
Assim… defender nossa bandeira
E honrar o “castelo” de glórias

Orgulho refletido… no olhar
No “combate” contra a ambição
(bis)
Tenho fé no santo padroeiro
De joelhos peço proteção

São fieis protagonistas
Magos da ilusão
Tornando sonhos, realidade
Na “artilharia” de um barracão
Avante! “Guerreiros” de Cascadura
É hora de superar
E a quinta estrela vou bordar na fantasia
Meu samba é herança, é paz e alegria

São quatro medalhas cravadas no peito
É de arrepiar (bis)
Sou Arrastão, com todo respeito
Amor, pra te conquistar