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Os Carros das Capas

Os Carros das Capas
por Carlos Alberto da Costa

A série "Os Carros das Capas" relembra as alegorias e até componentes que ficaram eternizados nas capas dos CDs do Grupo Especial. Pela primeira vez, é feita uma série sobre as capas dos álbuns de samba-enredo. Vai ter certas situações em que será abordada mais a capa do que a alegoria. Confira:

1990

Começamos então por 1990, ano que pela primeira vez os sambas do Grupo 1 (que abandonaria esta denominação no mesmo ano) eram comercializados em CD, sem abandonar o LP e o K7. E para estampar a capa, a bela imagem do belíssimo abre-alas da Imperatriz, campeã de 89 - carnaval que ficou na história - representando as asas da Independência, além da tarja vermelha com o patrocínio da Kaiser. Aliás, propagandas de cervejas na capa do LP/CD eram bem comuns na época. Mas, para a tristeza dos amantes da folia, o inesquecível cristo mendigo da Beija-Flor foi simplesmente ignorado na contracapa. Ainda sobre este álbum, uma curiosidade: quando o comercial do dito cujo passava na TV, era executado o samba da Mocidade, ao invés da então campeã Imperatriz. Mal sabíamos que a propaganda televisiva acabara profetizando quem seria a capa do ano seguinte...

1991

Já denominado de Grupo Especial, o álbum de 1991 trouxe em sua capa o lindo abre-alas da Mocidade, que em 90 virou o jogo, levou a taça e todo o povo aplaudiu. Quem tem este álbum em casa com certeza não se arrependeu de comprá-lo, já que neste ano tivemos sambas clássicos como da própria Mocidade, além de Ilha, Viradouro, Imperatriz, etc. A título de curiosidade: no LP, além da foto da campeã na capa e da vice na contracapa, havia no verso de ambos os LPs (outra vez, os sambas eram comercializados em LP duplo) as fotos dos desfiles da 3° colocada, no caso o Salgueiro, e da 4° colocada - que foi a Imperatriz. Outra curiosidade: como é de conhecimento do leitor, no ano anterior a verde e branca foi a terceira de segunda-feira, ou seja, desfilando à noite, entretanto, nota-se na imagem que a alegoria da verde e branca desfilava já com o dia claro, isso porque a foto foi feita no desfile das campeãs.

1992

O chuê chuá da estrela-guia de Vila Vintém em 91 lhe garantiu um ano mais na capa do álbum, capa aliás que trouxe uma bela imagem feita da saudosa torre (aliás, 90% das imagens foram feitas de lá) onde retrata a inesquecível comissão de frente representando "Os Mergulhadores" tendo ao fundo o abre-alas entitulado "A Dança das Águas Submarinas" - mais no fundo aparece a segunda alegoria "Terra: Planeta Água" e o restante dos primeiros setores da escola. Tudo caminhava para a Mocidade estampar também a capa de 93, mas, como veremos adiante, não foi bem assim...

1993


...isso porque a estonteante Paulicéia Desvairada do Estácio impediu que Padre Miguel se visse na capa pela terceira vez consecutiva, e consequentemente a empurrando para a contracapa. O exuberante e inesquecível desfile do Leão foi bem representado pela imagem de seu abre-alas, que retratava o Theatro Municipal de São Paulo. Assim como aconteceu em 91, a foto da capa foi feita no sábado das campeãs, e percebe-se que o letreiro do abre-alas que levava o nome da agremiação estava aceso, diferente do desfile oficial, quando o mesmo passou apagado por mais de metade da avenida. O álbum de 1993 foi o primeiro gravado no saudoso Teatro de Lona da Barra da Tijuca, e também foi a última vez que a Kaiser estampou sua marca no álbum.





1994

O CD/LP mais bem gravado da história merecia uma bela imagem de um dos melhores desfiles da história, certo? O abre-alas "A Festa do Círio de Nazaré" foi escolhido para retratar o "Explode Coração" que sacudiu a Sapucaí e levou o Salgueiro a vitória depois de 18 anos, pena que a Academia teve que esperar mais 16 anos para repetir esse feito. Aliás, pela primeira vez os dizeres de campeã eram estampados tanto no CD quanto no LP, sendo que o letreiro veio escrito "Salgueiro campeã" ao invés de "campeão", coisas da língua portuguesa... Pela primeira vez, a Brahma estampava sua marca no CD, numa parceria que durou quatro carnavais, e na contracapa aparecia a Imperatriz. Só que o encarte cometeu algumas gafes absurdas, como colocar a Mocidade como vice-campeã do ano anterior no verso e creditar o saudoso Edmilton di Bem também como intérprete da Imperatriz... Aliás, por falar em Salgueiro e Imperatriz em capa e contracapa, aconteceu o inverso no ano seguinte, como veremos em seguida.

1995


No projeto gráfico do álbum de 95 aconteceu o inverso de 94, a Imperatriz foi da contracapa para a capa e o Salgueiro vice-versa. Para a capa, foi usado o mesmo (ou o parecido) recurso de 92, uma imagem tirada da torre onde o foco era o belo abre-alas da gresilense, a imagem acabou pegando também, embora com menos destaque, parte da excelente comissão de frente - comissão esta que é uma das minhas preferidas. Até mesmo o letreiro temático da Brahma sobre a Copa de 94 (vencida por nós, felizmente) apareceu, embora que no fundão da foto é coberta pelo título do disco.

1996


Para registrar o (para muitos) contestável bicampeonato da Leopoldina, a gráfica optou por um recurso usado pela última vez em 1989: não colocar o abre-alas na capa. Representando o desfile de 95, o foco central foi a alegoria "Palácio na Argélia" - a quinta desta apresentação, alegoria que até acho bonita - além de dois recortes do abre-alas e um da ala das baianas. Por causa de tais recortes, o patrocínio da Brahma desapareceu da capa, restando apenas os dizeres "Imperatriz Bicampeã" num círculo verde. Na contracapa, avistamos a linda águia da Portela, que muitos acham que deveria ser a capa...

1997


Para eternizar a grandiosa vitória da Mocidade em 96, a imagem não poderia ser outra a não ser o brilhante e impactante abre-alas "A Criação da Terra", a comissão de frente também ganhou destaque na foto, que na capa foi colocada num fundo verde (bem sugestivo, não?) aonde acima estava o título do álbum e embaixo os dizeres "Mocidade Independente - campeã", infelizmente foi a última vez (até agora) que a estrela-guia de Padre Miguel esteve na capa de um CD de samba-enredo. Por falar em última vez, foi a derradeira oportunidade também que os sambas-enredo do Rio eram comercializados em LP, bem como a Brahma, que patrocinava a bolacha digital... pela última vez.

1998


No ano de sambas populares, uma capa simples, mas sem ser feia. A capa de 98 teve como foco um dos destaques do impactante abre-alas da Viradouro (As Trevas) que serviu para colocar o título do álbum em curva. À título de curiosidade: pela primeira vez, a ordem de execução do disco era de acordo com o resultado do carnaval anterior - até hoje é assim. Infelizmente, apesar dos sambas populares, o CD de 98 foi um fiasco de vendagem, muito por causa da ausência do Salgueiro, que brigado com a BMG preferiu gravar seu samba de forma independente. Infelizmente também, foi o último ano em que o álbum foi gravado no Teatro de Lona, desativado em 2002. Mas daquele ano, fica a lembrança da capa, que considero a mais linda da história, isso por razões bem óbvias...

1999


Agora começa a era das capas que precisam de uma explicação bem ampla, começando por 99: neste ano, a gráfica responsável tinha um problemão à resolver: como se sabe, em 98 tivemos duas campeãs (Mangueira e Beija-Flor) e com isso veio a dúvida "Como colocar duas campeãs em uma capa?". A solução foi a mais simples possível, "rachar" a capa colocando um carro de cada escola. A Mangueira (e seu sensacional desfile) foi representada pela alegoria "Sanatório Geral", já a Beija-Flor (de um desfile técnico e resultado contestável) foi representada pelo carro "Casa de Açum" que ficou num ângulo bem esquisito, já que a escultura mostrada era virada para baixo. No fim, ficou um resultado agradável, com ambos os carros "divididos" pela escultura da Praça da Apoteose. Só pra constar: a Imperatriz foi ignorada na contracapa, recorrendo-se à repetição da capa, e a lateral da embalagem do disco recebeu o patrocínio do finado banco Bandeirantes, que na época era filiado ao Grupo Caixa Central de Depósitos.


2000


Outra capa que merece ampla explicação, dessa vez por sua criatividade. No ano 2000, nosso país comemorava 500 anos de vida, e como aquele carnaval era temático, a capa do disco não poderia fugir a regra. E o resultado foi o mais criativo possível: capa e contracapa se uniram formando a bandeira brasileira com várias imagens do desfile anterior. Na capa, a Imperatriz foi representada por um componente (que acabou tendo o rosto "dividido" na imagem) uma escultura do abre-alas (O Barroco, foto ao lado), uma destaque de alegoria e uma componente da ala das baianas. Um gráfico bem criativo para celebrar as cinco décadas de nosso país. Sobre os patrocínios, o Banco Bandeirantes estampou sua marca na lateral da embalagem pela segunda e última vez. Aliás, ainda sobre patrocínio, mais uma curiosidade: o disco do Grupo Especial ganhou um novo patrocinador, a Loterj, responsável pelas famosas raspadinhas no estado. O reclame da Loterj no álbum do carnaval carioca ficou bem frequente durante o governo do casal Garotinho.

2001


A primeira capa do novo milênio diria que foi um tanto que simplória quando esperava-se uma gráfica "do espaço sideral" para saudar a nova era que surgia. A alegoria que aparece na capa é "As Mercadorias Africanas" - se não me falha a memória foi a terceira do desfile anterior da Imperatriz. Aliás, deram tanto foco para a máscara deste carro (que dá impressão de estar encarando alguém) que os dizeres "Imperatriz Campeã 2000" (dessa vez, optaram pelo "Campeã 2000" ao invés de "Bicampeã") foi jogado para a lateral da embalagem, junto com o patrocínio da Loterj. Curiosidade: em alguns CDs, a logomarca da Liesa aparecia no canto direito baixo da capa, em outros, a logo não aparecia. Estranho... Ah, e a frase "Sambas de Enredo" ficou meio que muito grudada, não?

2002


Na época, falava-se mais do contestável resultado de 2001 do que do álbum em si, e 2002 nos trouxe uma capa no mínimo esquisita. Por que? Não era nenhum abre-alas, tampouco uma alegoria. A imagem escolhida para estampar o tricampeonato da Imperatriz na capa do ano seguinte foi... um componente da comissão de frente! Sim, a comissão de frente "Mouros e Cristãos" serviu de inspiração para a capa de 2002 - isso sem mencionar os dizeres "Imperatriz Tricampeã", em letras até bonitas. Ainda por cima, a comissão de frente da Beija-Flor também estampou a contracapa, ou seja, foi o CD das comissões. Por outro lado, a produção do disco nos presenteou com o CD Bônus, contendo sambas históricos das agremiações que faziam parte do Grupo Especial daquele ano - além, é claro, do CD com os sambas inéditos. Nos patrocínios, a Loterj ganhou a companhia do Governo do Rio e seu interessante slogan: "Fazendo nosso povo mais feliz" - lema esse que infelizmente não foi levado ao pé da letra pela gestão estadual da época. Enfim, é uma capa que não é feia, mas também não é tão bonita assim.

2003


Antes de chegar na escola que de fato é nilopolitana, vamos começar por 2003, ano que tivemos uma gráfica totalmente rosa para registrar o belo e justo título da velha Manga. A alegoria escolhida para estampar a capa foi "O Forte",que era a segunda da apresentação anterior da escola. Alegoria que foi bem escolhida, já que o abre-alas era todo em branco e não combinaria com a capa. Loterj e o Governo do Rio seguiram firmes e fortes no patrocínio. Depois desta, a velha Manga teria que esperar mais 14 anos para estampar a capa da bolacha digital... capa que conheceremos no fim do ano.


2004

Num carnaval que contou com a reedição de quatro clássicos da folia de momo, dentre eles "Aquarela Brasileira", a bolacha digital de 2004 teve como capa "O Paraíso Terrestre: A Segunda Chance", terceira alegoria do (contestado) título da Beija-Flor. Os patrocínios continuaram os mesmos, Loterj e Governo do Rio - dessa vez com outro slogan: "Trabalhando cada vez mais" - sendo que na prática não era bem assim. Na contracapa, está o consagrado casal Marquinhos e Giovanna, que na época defendia a Mangueira.


2005


No ano do CD que carinhosamente apelido de "ao vivo fake", dois patrocínios comuns foram trocados por um patrocínio de grife: saiu a dupla Loterj/Governo do Rio e entrou a Nestlé. Sobre a capa, o belíssimo abre-alas da Beija-Flor (Ganância Espanhola) cujo destaque era Fabíola David - aliás, guarde esse nome! A única lamentação é a contracapa, onde o impactante e inesquecível carro do DNA foi ignorado. Voltando a falar do patrocínio, a Nestlé também patrocinou o enredo da Grande Rio, o que levou o então intérprete Wander Pires a citar a marca em pleno "Sem Censura" - programa de Leda Nagle.

2006


O disco que só é lembrado pela fantástica - isso para ser bem generoso - cadência imposta no samba da Porto da Pedra, teve como capa o abre-alas do desfile tricampeão da Beija-Flor - Luz Menino, A Mensagem do Divino e o Reino de Herodes - com dois detalhes: o primeiro, o carro não foi mostrado completamente, tendo foco para a parte da frente da mesma, cuja destaque é... Fabíola David - você vai ler esse nome muitas vezes por aqui. O segundo é que a foto provavelmente é do desfile oficial, já que a escola passou pela avenida por volta das sete da manhã muito devido ao atraso do trágico desfile da Portela. Na contracapa aparece o belo abre-alas da Tijuca, que tive oportunidade de ver de perto no desfile das campeãs de 2005. A Nestlé patrocinou o CD pela segunda e última vez, aliás, foi a última vez que o CD dos sambas-enredo do Rio recebeu patrocínios. Foi o último disco comercializado pela Sony/BMG, bem como o derradeiro com 14 escolas na elite. Ah, para a tristeza dos Nilopolitanos, a frase "Beija-Flor tricampeã" não apareceu na capa.

2007


Sem patrocínios, de gravadora nova (Universal) e com o intuito de reduzir para 12 escolas, o disco de 2007 trouxe na capa o abre-alas da Vila Isabel "O Esplendor do Império do Sol", alegoria com um belo acabamento. Tenho duas lamentações deste que foi o primeiro CD original que comprei de samba-enredo. A primeira foi não ouvir a voz de Jamelão, que devido a um AVC foi impedido de cantar pela sua verde e rosa. A segunda que foi a última vez que Dominguinhos cantava pela Viradouro.





2008


Com a Liesa enfim alcançando sua meta de reduzir o Grupo Especial (o que prejudicou demais a elite ao meu ver), o CD de 2008 trouxe na capa o enorme beija-flor presente no abre-alas "O Supremo Dom Divino" onde o destaque era quem? Quem? Quem? Ela mesma, Fabíola David... De resto, nada de novo. O estilo de gravação, só pra constar, era o mesmo adotado em 99. E por falar na dona Fabíola, se você começava a achar que estavam dando muito destaque a ela, mal imaginava que no ano seguinte a coisa viria a piorar...

2009


E foi o que aconteceu: Fabíola David foi o holofote principal da capa de 2009. Como era de costume, foi destaque principal do abre-alas nilopolitano (Brilho de Fogo - O Rastro Iluminado) onde usava a fantasia "Brilho de Fogo Revela o Paraíso" - foto ao lado. A única coisa boa da Beija-Flor no CD foi o emocionante depoimento do Neguinho, que à época sofria de câncer que felizmente foi curado. Para não passar batido: foi a última vez que a bolacha digital foi gravada toda em estúdio. No mais, uma capa muito ruim e sem brilho. A coisa só não se repetiu em 2010 porque o Tambor bateu mais forte...

2010


As preces dos sambistas foram atendidas, o primeiro CD da nova década foi gravado na Cidade do Samba (felizmente, até hoje é assim) e teve como capa o abre-alas do Salgueiro, intitulado "Tambores da Academia". Antes deste carro, aparece parte da ala "Maculelê". Diferente de 1994, abaixo da imagem aparece os dizeres "Salgueiro Campeão". Ademais, 2010 foi um carnaval trágico para este escriba, que viu sua escola rebaixada.

2011

 
Ano que começou o domínio do pavão. O Abre-Alas, que representava a Biblioteca de Alexandria (que "pegava fogo" durante o arrebatador desfile da Tijuca no ano anterior) serviu como capa da bolacha digital deste ano. Na parte de baixo da imagem até chegou a vazar o elemento alegórico da inesquecível comissão de frente - além de uma ala que representava o Império Romano. No mais, 2011 foi marcado pelo recurso de um intérprete chamar o outro (Faz barulho pro Wantuiiiiiiiiiiiir), pelo incêndio na Cidade do Samba e pelo polêmico (e injusto) título da Beija-Flor, título este que gerou uma capa esquisita no ano seguinte.


2012


O polêmico (e injusto) título nilopolitano rendeu mais uma capa lamentável no ano seguinte. Tentem adivinhar quem foi o holofote principal da página 1 do encarte? Quem? Quem? Quem? Raimundo Nonato? Não... ela mesma, Fabíola David! Ela usava a fantasia "O Beijo na Flor" e era o destaque do abre-alas "Das Lembranças que Trago da Vida" (foto ao lado). Como diria meu amigo e radialista Rodrigo Vilela: "se eu tivesse uma impressora A3 laser, refazia todas as capas". No mais, uma capa extremamente "xoxa".


2013


Foi uma capa feita de barro. Explicando: para tal, a alegoria usada foi "Do Barro se Fez a Vida", a terceira da apresentação anterior da Tijuca. No entanto, ao invés da frente, a lateral do carro ficou aparente na imagem, tendo como plano de fundo o arco da Apoteose. De início não tinha gostado do resultado, mas com o tempo acabei aceitando, afinal, o fotógrafo esteve inspirado.




2014


Uma capa que, digamos assim, foi bem "florida". A "Festa no Arraiá" do povo de Noel foi representada pelo carro "Os Girassóis". Foi a única parte bonita do disco, até porque inventaram de colocar explanações de carnavalescos (algumas intermináveis, outras renderam piadas internas como o "Maricá, essa grande cantora" da Grande Rio) antes dos sambas, o que fez que eu nunca mais pegasse o disco para ouvir com aquela enorme paciência - e bota paciência nisso.

2015


A capa do CD saiu da temática rural e migrou para a esportiva. Com o desfile sobre Ayrton Senna que sacramentou o quarto título do Pavão do Borel, o abre-alas "Boxe dos Compositores" - que, confesso, achei meio "pobre" mas relevante à proposta do enredo - serviu como capa para a bolacha digital do ano passado. Aliás, foi o disco da redenção, pois para alívio deste escriba, a Viradouro estava de volta após quatro carnavais. Infelizmente ela foi mandada de volta pro Acesso.


2016


E enfim chegamos ao ano vigente: 2016. Para retratar na capa mais um título da Beija-Flor - muito contestado devido ao enredo ser sobre Guiné Equatorial, país que vive sob ditadura - nos deparamos com o abre-alas, cujo nome é "A Árvore da Vida e a Floresta Tropical Africana" onde, citando e adaptando aquele famoso episódio do Pica-Pau, "onde tudo é verde, inclusive o tronco". Aliás, reparou quem estava no carro? Sim, ela mesma! Fabíola David! Pela enésima vez ela se faz presente na capa da bolacha digital. Aliás, a capa de 2016 acabou entrando pra história por ser a última foto de capa tirado da saudosa torre de TV.

Série publicada originalmente no blog Morada da Apoteose. Carlos Alberto da Costa é estudante e torcedor da Viradouro.