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'E esse lindo céu azul de anil, emolduram em aquarela o meu Brasil' (Império Serrano - 1964) |
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CAPRICHOSOS DA HARMONIA
A
origem do nome vem da homenagem à Caprichosos de Pilares e o Harmonia é
uma homenagem à um dos quesitos mais importante do Carnaval.
SINOPSE ENREDO 2022 Bravas Amazonas
Bravas a. Que não estão ou não foram domesticadas. b. Que mostram bravura ou coragem. c. Aplausos. Amazonas a. Mulheres guerreiras. b. Senhoras que montam cavalos. c. Mulheres de costumes varonis Amazonas, das lendas que narram histórias de guerra e contos de amor. Mulheres que inspiraram a arte, a literatura e a música. Mulheres que ousaram desafiar os costumes patriarcais. Mulheres que foram moldadas a partir do olhar do outro. Ato 1 O olhar do homem criou as Amazonas. Mulheres das tribos pastoras da Ásia Menor, cuja imagem foi incorporada na mitologia grega, representando heroínas corajosas. Sagradas mulheres protegidas pela virgem Ártemis, a Deusa da caça e da Lua. Filhas de Ares, o Deus da guerra, de quem herdaram a força e a coragem. História que se espalhou por toda a Europa e chegou aos ouvidos do homem colonizador, que atravessou as águas das Ondinas em busca de riquezas. Ato 2 O olhar do homem transformou as Amazonas em mito. No “País de las Amazonas”, o explorador adentrou as águas do Rio Paranauaçu e foi recebido a flechadas por mulheres guerreiras. Ykamiabas, as Filhas de Yaci, a Mãe-Lua. Mulheres dos rituais de “amor” no lago Espelho da Lua. De suas mãos, o Muirakitã esculpido como forma de agradecimento. Ato 3 O olhar do homem romantizou as Amazonas. Jurupari, o filho do sol, tomou o reino das Ikamiabas para si e as puniu. Amazonas, aprisionadas nas lendas do amor não correspondido – Naiá. Ykamiabas, profanadas pelos homens – Naruna. Mulheres, afogadas nos contos que narram punições pela não submissão às leis patriarcais – Ceuci, Dinahí e as 3 mulheres de pedra. Ato 4 O olhar revisitado é conquista de lutas; não presente dado de boa vontade. Hoje, mulheres contam sua história a partir do seu próprio olhar. Ykamiabas saíram das lendas e tomaram o seu reino de volta. Amazonas se fazem presentes na música de Dona Onete, no estudo folclórico de Odinéia Andrade, na arte de Duhigó, na palavra de Sônia Guajajara e na fé de Zeneida Lima. Hoje, o GRESV Caprichosos da Harmonia exalta a Ykamiaba que existe dentro de todos nós. Amazonas. Bravas! [Autor: Jhonathan Martiniano] Elucidário: a. Ares: divindade da mitologia grega. Deus das guerras selvagens, que presenteou a rainha das Amazonas, Hipólita, com o “Cinturão de Ares”, como símbolo do poder, da força e da proteção. b. Ártemis: divindade da mitologia grega. Deusa da caça, da Lua, da castidade e dos animais selvagens. Protetora das Amazonas. c. Ceuci: divindade da mitologia indígena brasileira. Protetora das lavouras. Mãe virgem de Jurupari. Foi fulminada por um raio conjurado pelo próprio Jurupari, em punição por ela ter adentrado a cerimônia sagrada dos homens. Transformada na estrela mais brilhante da constelação das Plêiades. d. Dinahí: heroína mítica da extinta etnia Manaó. Por causa da sua coragem, foi perseguida pelos guerreiros de seu próprio pai, Kaúna, que a atiraram no encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Resgatada pelos peixes, transformou-se em mulher-serpente. Rainha das águas. e. Duhigó: a primeira mulher indígena, amazonense, artista plástica, a compor o acervo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP. f. Jurupari: divindade mitológica indígena amazônica. Filho do Sol, que foi enviado para reformar os costumes e instaurar o patriarcado nas sociedades indígenas. Criou as cerimônias exclusivamente masculinas. g. Muirakitã: amuleto lítico confeccionado pelas Ykamiabas como símbolo de força, saúde e poder. Talismã verde com o qual as Ykamiabas presenteavam os indígenas Guacaris após os “rituais de amor”. h. Naiá: heroína mítica indígena amazônica. De tanto contemplar o céu, apaixonou-se pela lua Jaci. Atirou-se nas águas atraída pelo reflexo da lua, onde se afogou sem ter seu amor correspondido. Transformou-se na estrela das águas, a Vitória-Régia. i. Naruna: heroína mítica indígena. A mais bela rainha das Ykamiabas. Foi enganada e subjugada às leis por Jurupari. j. Ondinas: seres elementais das águas, assim como as sereias e ninfas. Representam as emoções, a purificação e o mundo dos sonhos. k. Rio Paranauaçu: nome dado ao grande rio pelas sociedades indígenas à época das invasões europeias na América Latina. O explorador espanhol Francisco Orellana nomeou-o de Rio das Amazonas. l. Yaci: divindade da mitologia indígena amazônica. Deusa da lua e guardiã da noite. m.Ykamiabas: mulheres indígenas que habitaram a região amazonense de Nhamundá, no período pré-colombiano. Autor do enredo: Jhoni Martiniano |
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