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CAPRICHOSOS DE PILARES

CAPRICHOSOS DE PILARES 

 

FUNDAÇÃO  19/02/49
CORES  Azul e Branco
QUADRA  Rua Faleiro, 01
Pilares
20771-090
Telefone: 2592-5620
BARRACÃO  Rua Almirante Mariath, 04
Caju
20931-720
Telefone: 2580-7942
SÍMBOLO Cobra

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

HISTÓRICO

Insatisfeitos com o desfile de uma antiga agremiação de Pilares, a Unidos de Terra Nova, um grupo de sambistas da região decidiu fundar uma escola de samba que se destacasse pelo capricho, sendo criada então a Caprichosos de Pìlares. Desde sua fundação, em 1949, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Caprichosos de Pilares já conquistou três títulos de campeão do carnaval em grupos de acessos, respectivamente nos anos de 1960, 1971 e 1982. No Grupo Especial, a Caprichosos ainda está na fila.

O primeiro triunfo da agremiação azul e branca de Pilares aconteceu 11 anos após sua fundação, em 1960, com o enredo "Invasão Holandesa na Bahia". A Caprichosos, no entanto, passou por muitos problemas na década de 60, e quase acabou.

As duas cobrinhas que compõem o brasão da escola são folclóricas. Ninguém sabe ao certo o porquê delas, mas alguns dizem que seria uma homenagem dos fundadores da Caprichosos à Força Expedicionária Brasileira (FEB), que atuou no ataque dos aliados ao Monte Castelo, na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Em outra teoria, a cobra representaria um animal à altura para competir com a águia portelense, o leão da Estácio de Sá e a coroa do Império Serrano.

Em 1982, o carnavalesco Luiz Fernando Reis faz um inesquecível carnaval no grupo 1-B com um enredo sobre a feira (Moça Bonita Não Paga) e leva a escola para o grupo principal, onde vai desenvolver enredos plenos de críticas políticas (desde então), conquistando o status de grande escola de samba.

Durante o desfile da escola no ano seguinte, já no grupo principal, ocorreu uma queda de luz, o que causou o não-julgamento da escola, que mostrou o enredo "Um Cardápio à Brasileira". Em 1984, a Caprichosos apresentou o enredo "A visita da corte da nobreza do riso a Chico Rei, num palco nem sempre iluminado", uma homenagem a Chico Anysio de autoria de Luiz Fernando Reis, e conquistou o terceiro lugar de domingo, participando assim do supercampeonato da inauguração da Passarela do Samba.

A Marquês de Sapucaí delirou ao som do inesquecível refrão: "Tem bumbum de fora pra chuchu/qualquer dia é todo mundo nu", durante o desfile da Caprichosos de Pilares de 1985, que mostrava o enredo "E por falar em saudade", também de Luiz Fernando Reis. É o carnaval mais lembrado da escola. O enredo pedia, com irreverência acima do comum e forte conteúdo político, eleições diretas para presidente e o fim da inflação. Apesar do lindo carnaval e do forte apelo popular do samba, a escola chegou apenas ao quinto lugar no carnaval daquele ano, mas ganhou o Estandarte de Ouro de melhor escola.

O primeiro rebaixamento desde o ingresso ao Especial em 1983 foi amargado em 1996, com o enredo "Samba Sabor Chocolate", patrocinado pela empresa Garoto. No ano seguinte, a agremiação conquistou o vice-campeonato no Grupo de Acesso, com o tema "Do Tambor ao Computador", obtendo o direito de retornar à elite do carnaval carioca no ano seguinte, quando escolheu o enredo "Negra Origem, Negro Pelé, Negra Bené", uma homenagem à raça negra e todas as suas contribuições à formação da nação brasileira.

Desde então, vinha se mantendo no Grupo Especial aos trancos e barrancos, enfileirando desfiles medianos e colocações inexpressivas, até 2006, quando se repetiu uma grande coincidência de dez anos atrás: novamente a fábrica de chocolates Garoto entrou em cena para patrocinar o enredo sobre o Estado do Espírito Santo. Mas ficou provado que este casamento realmente não dá certo: a Caprichosos de Pilares tirou a penúltima colocação e, com o novo regulamento prevendo o enxugamento do número de escolas no Grupo Especial, acabou caindo para o Grupo A. As colocações obtidas nos últimos três carnavais foram insuficientes para a escola voltar a desfilar entre as grandes. 

Em 2009, a Caprichosos realizou um péssimo desfile e amargou a última colocação no Grupo A. A escola não foi rebaixada em função de uma virada de mesa proporcionada pela LESGA, que manteve a escola no Segundo Grupo. Em 2010, a Caprichosos reeditou o seu samba-enredo mais popular: "E Por Falar em Saudade...". Infelizmente, um péssimo desfile em 2011 fez a Caprichosos cair para o Terceiro Grupo, apenas cinco anos depois de sua última participação no Grupo Especial. Em 2012, provou que a queda foi um acidente de percurso. Se apresentou no Grupo B e foi campeão, retornando ao A em 2013. 

A Caprichosos de Pilares amargaria o pior momento de sua história no Carnaval 2016. Com problemas financeiros, a azul-e-branco realizou uma apresentação desastrosa, com alegorias repletas de problemas e alas faltantes, aliadas a um enredo de gosto duvidoso sobre o jogador de futebol sérvio Petkovic. Com o último lugar, a escola foi rebaixada para o Grupo B na Intendente Magalhães, deixando a Sapucaí depois de quase 40 anos. Mesmo com o retorno do histórico carnavalesco Luiz Fernando Reis para 2017, o segundo rebaixamento seguido fez a tradicionalíssima Caprichosos parar no Grupo C, o quarto grupo.

Seus fundadores foram Walter Machado, Ferminiano Romão da Silva, Oscar Pedro de Alcântara, Amarildo Cristiano, João Cândido e Sebastião Benjamim.

RESULTADOS DA ESCOLA

1950 - 9ª no Grupo NO

Grito do Ipiranga

 

1951 - 14ª no Grupo 1*

Alavanca do Progresso

 

1952 - 7ª no Grupo 2

Homenagem a Santos Dumont

 

1953 - 7ª no Grupo 2

Benjamin Constant

 

1954 - 2ª no Grupo 2

Maria Quitéria

 

1955 - 10ª no Grupo 1

Asas do Brasil

 

1956 - 14ª no Grupo 1

Exaltação à Justiça Brasileira

 

1957 - 8ª no Grupo 1

Exaltação ao General Osório

 

1958 - 15ª no Grupo 1

Exaltação à Música Brasileira

 

1959 - 10ª no Grupo 1

Laços de Fitas

 

1960 - 1ª no Grupo 2

Invasão Holandesa na Bahia

 

1961 - 9ª no Grupo 1

Coroação de D. Pedro II

 

1962 - 4ª no Grupo 2

Galeria dos Bravos

 

1963 - 9ª no Grupo 2

Ilusão de um Bandeirante (A Lenda da Pedra Verde)

 

1964 - 10ª no Grupo 2

O Último Baile da Corte Imperial

 

1965 - 11ª no Grupo 2

O IV Centenário do Rio de Janeiro

 

1966 - 12ª no Grupo 2

Vida e Obra de D. João VI

 

1967 - 11ª no Grupo 2

O Brasil Através de sua Música

 

1968 - 13ª no Grupo 2

Brasil em Plena Primavera

 

1969 - 8ª no Grupo 3

A Revolução do Alfaiates na Bahia

 

1970 - 11ª no Grupo 3

Consagração Histórica de uma Princesa Imperial

 

1971 - 1ª no Grupo 3

Brasil na Primavera

 

1972 - 11ª no Grupo 2

Brasil, A Flor que Desabrocha

 

1973 - 13ª no Grupo 2

Aclamação e Coroação de D. Pedro I

 

1974 - 3ª no Grupo 3

Adeus Praça Onze, Adeus

 

1975 - 10ª no Grupo 2

Congada do Rei David

 

1976 - 13ª no Grupo 2

Sonho de Pierrot

 

1977 - 3ª no Grupo 3

Maria Quitéria, Heroína de uma Raça

 

1978 - 6ª no Grupo 2

Festa da Uva no Rio Grande do Sul

 

1979 - 6ª no Grupo 1B

Uruçumirim, Paraíso Tupinambá

 

1980 - 5ª no Grupo 1B

É a Maior - Emilinha Borba

Roberto D'Rodrigues

 

1981 - 12ª no Grupo 1B

Amor, Sublime Amor

Roberto D'Rodrigues

 

1982 - 1ª no Grupo 1B

Moça Bonita não Paga

Luiz Fernando Reis

 

1983 - Grupo 1A (hors-concours)

Um Cardápio à Brasileira

Luiz Fernando Reis

 

1984 - 3ª no Grupo 1A e 6ª no Supercampeonato

A Visita da Nobreza do Riso a Chico Rei, num Palco nem Sempre Iluminado

Luiz Fernando Reis

 

1985 - 5ª no Grupo 1A

E por Falar em Saudade

Luiz Fernando Reis e Flávio Tavares

 

1986 - 9ª no Grupo 1A

Brazil, com Z, não Seremos Jamais, ou Seremos ?

Luiz Fernando Reis

 

1987 - 8ª no Grupo 1

Ajoelhou Tem que Rezar... ou Eu Prometo

Luiz Fernando Reis e Wany Araújo

 

1988 - 8ª no Grupo 1

Luz, Câmera, Ação

Renato Lage e Lílian Rabelo

 

1989 - 12ª no Grupo 1

O que é Bom todo Mundo Gosta

Renato Lage e Lílian Rabelo

 

1990 - 13ª no Grupo Especial

Com a Boca no Mundo

Alexandre Louzada

 

1991 - 10ª no Grupo Especial

Terceiro Milênio, Em Busca do Juízo Afinal

Alexandre Louzada

 

1992 - 11ª no Grupo Especial

Brasil feito a mão... Do Barro ao Carnaval

Alexandre Louzada e Washington Luiz

 

1993 - 13ª no Grupo Especial

Não Existe Pecado do Lado de Cá do Túnel Rebouças

Luiz Fernando Reis

.

1994 - 10ª no Grupo Especial
Estou Amando Loucamente uma Coroa de quase 90 Anos

Luiz Fernando Reis

 

1995 - 8ª no Grupo Especial

Da Terra Brotei, Negro Sou e Ouro Virei

Mauro Quintaes

 

1996 - 15ª no Grupo Especial

Samba, Sabor Chocolate

Alexandre Louzada

 

1997 - 2ª no Grupo A

Do Tambor ao Computador

Amarildo de Mello

 

1998 - 10ª no Grupo Especial

Negra Origem, Negro Pelé, Negra Bené

Jerônimo Guimarães

 

1999 - 9ª no Grupo Especial

No Universo da Beleza, Mestre Pitanguy

Etevaldo Brandão

 

2000 - 11ª no Grupo Especial

Brasil, Teu Espírito é Santo

Etevaldo Brandão

 

2001 - 12ª no Grupo Especial

Goiás, um Sonho de Amor no Coração do Brasil

Jaime Cesário

 

2002 - 12ª no Grupo Especial

Deu pra Ti! Tô em Alto Astral! Tô com Porto Alegre Trilegal!

Jaime Cesário

 

2003 - 10ª no Grupo Especial

Zumbi, Rei de Palmares e Herói do Brasil. A História que não foi Contada

Jaime Cesário

 

2004 - 13ª no Grupo Especial

Xuxa e seu Reino Encantado no Carnaval da Imaginação

Cahê Rodrigues

 

2005 - 11ª no Grupo Especial

Carnaval, Doce Ilusão. A Gente se vê aqui no Meio da Multidão: 20 anos de Liga
Chico Spinoza

 

2006 - 13ª no Grupo Especial
Na Folia com o Espírito Santo, o Espírito Santo Caprichou!
Chico Spinoza

 

2007 - 2ª no Grupo A
Com Todo o Gás, a Caprichosos Acende a Chama do Carnaval
Marcos Januário

 

2008 - 6ª no Grupo A
De Santo Antônio de Sá ao Pólo Petroquímico. Itaboraí, uma Terra Abençoada!
Lane Santana

 

2009 - 10ª no Grupo A
No transporte da alegria... Me leva Caprichosos a caminho da folia
Sandro Gomes

.

2010 - 7ª no Grupo A

E por Falar em Saudade...

Comissão de Carnaval

.

2011 - 10ª no Grupo A

Gente Humilde

Amauri Santos

.

2012 - 1ª no Grupo B

A Caprichosos faz o seu papel... levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!

Amauri Santos

.

2013 - 6ª na Série A

Fanatismo... Enigma da mente humana

Amauri Santos

.

2014 - 9ª na Série A

Dos Malandros e das Madames: Lapa, a Estrela da Noite Carioca

Amauri Santos

.

2015 - 7ª na Série A

Na minha mão é mais barato!

Leandro Vieira

.

2016 - 14ª na Série A

Tem Gringo no Samba

Amauri Santos

.

2017 - 11ª no Grupo B

Não deu pra mudar o começo, mas vamos mudar o final!

Luiz Fernando Reis

SAMBAS-ENREDO

1972

Enredo: Brasil, Flor que Desabrocha
Autores: Almir N. Bastos (Pisca)

Cultura
Ciência
Arquitetura
É o principio base de uma nação
Ordem paz e progresso
E o plano, de expansão
Brasil Flor que desabrocha
No campo da civilização
Olhando o futuro, vejo
O despertar deste lindo rincão

Na Guanabara Corcovado
Cristo de braços abertos esperando você
Transamazônica, todos hão de ver (bis)
Duzentas milhas mar
Para as nossas riquezas proteger

Brasília a capital
A voz do povo diz

Ninguém segura mais (bis)
Este pais

La la lala la la lala
La lala
(cultura)

1973

Enredo: Aclamação e Coroação de D. Pedro I
Autores: Ratinho

A corte estava engalanada
A guarda de honra formada
Tudo era esplendor
O povo aclamava
O nobre imperador
Tudo era felicidade
A alegria era geral
Completava 24 anos de idade
Sua majestade imperial
O acontecimento foi lavrado em ata
O povo glorificou aquela data
Lalalaiá lalaiá lalaiá
Mais tarde
Toda a cidade se enfeitou
Foi sagrado e coroado
O nobre imperador
O palácio imperial
Foi o ponto final da coroação
Dom Pedro dançava com a imperatriz
Tudo era sedução
Lalalaiá lalaiá lalaiá

1975

Enredo: Congada do Rei Davi
Autores: Ratinho e Juarez Corrêa

No território mineiro
Na região denominada Sabará
Existiu um preto velho
Tido como feiticeiro
Que assombrava o lugar
Quando ele ia à cidade
Com alegria batia o seu tambor
Dinheiro lhe davam como caridade
O que faziam com temor
As crianças lhe adoravam
Gostavam das suas histórias ouvir

De rei era chamado (bis)
O preto velho David

Eis a resposta pra que tanto dinheiro
Se o seu casebre está para cair
Enfim, chegou fevereiro
A congada vem aí
Bandeira vermelha no alto do morro
Vem descendo o cortejo
À frente vem David

Ginga, a rainha enciumada
Queria o trono conquistar
(bis)
Mandava seu embaixador
Contra as armas dos reis lutar

O cortejo segue o seu itinerário
Do largo da igreja à festa do Rosário
Houve a coroação
Negros e brancos se uniram
E a missa assistiram deu-se a transformação

1978

Enredo: Festa da Uva no Rio Grande do Sul
Autores: Ratinho e Valadão

Caprichosos vem apresentar
Do folclore brasileiro uma festa popular
No sul do país, o imigrante italiano
Cultivou, a primeira videira
Foi feliz, com a fertilidade
Da terra brasileira
Atualmente de três em três anos
Caxias do Sul se enfeita
Graças a Joaquim Pedro Lisboa
Criador, de uma feira exposição
A qual denominou Festa da Uva
Em homenagem à imigração

Tem churrasco e chimarrão
E o vinho do Garibaldi (bis)
Que é pra lá de bom

Ô tchê ô tchê ê ê, vamos beber
Diz o Gaúcho delirando de prazer (bis)

Hoje tudo é alegria
Nessa festa de beleza
E as alegorias, homenageando
Frutos da natureza

O Deus Baco mandou
Coroar a rainha (bis)
Eu quero um cacho de uva
Não importa a vinha

1979

Enredo: Uruçumirim, paraíso tupínambá
Autores: Ferreira, Carlinhos de Pilares e Delso

Ao ê, ao é, ao á
Caprichosos de Pilares (bis)
No mundo Tupinambá

(Inicialmente...)
Inicialmente o criador
Da perfeita natureza
Fazendo as primeiras criaturas
Que povoaram a terra brasileira
Também o sol e a lua
E sua beleza sem fim
Derramando seus raios de luz
Na aldeia de Uruçumirim

Boitatá, Saci Pererê
Faziam medo aos índios (bis)
Ao anoitecer

(Veio a confederação)
Confederação dos Tamoios
Quando Cunhambebe sucumbiu
Aimberê, aimberê
A frente das batalhas assumiu
Contra caraíba Obajara
No Brasil

Campos do céu
São a glorificação (bis)
Aos índios guerreiros
Que defenderam a nação

1980

Enredo: É a Maior: Emilinha Borba
Autores: Nonô do Morro Azul, Almir Sant´Anna e Bira do Ponto

Nasceu lá em Mangueira
O ídolo sagrado da música popular brasileira
Resplandeceu no cassino da Urca
No limiar de sua marcante carreira
Uma legião de fãs está sempre ao seu redor
Dias, noites e manhãs
Gritando "Emilinha é a maior"
Os escritores caprichosos decantam com amor febril
Os sucessos maravilhosos da favorita da Marinha do Brasil
La la laia laia laia la laia laia
La laia laia laia laia la laia
Louvores à soberana, digna do trono musical
Patrimônio da cultura urbana, bicampeã do carnaval
Rainha do Quarto Centenário do querido Rio de Janeiro
É sucesso extraordinário em todo território brasileiro
Remador, acende a vela
Botaram pó-de-mico no salão
A mulata bossa-nova é tão bela
Bananeira não dá laranja não

A Chiquita Bacana (bis)
Condecorou a nossa primeira dama

1981

Enredo: Amor, sublime amor
Autores: Jorge Barbudo, Maurício Vovô

A flecha do cupido me pegou
Pegou certeira em cima do meu coração (meu coração)
E destruiu minha tristeza
Transformando ela em paixão (eu li)
Eu li um livro de história
E guardei na memória
Lindos contos de amor (e de amor)

A Iracema por um grande guerreiro
Se apaixonou (bis)

Foi por amor que João Fernandes
A bela mulata conquistou (e mas conquistou)
Entre seres que se amam
Não há barreira nem preconceito de cor
Pele cor da noite, olhos cor de estrela
Vinha gente de longe, curiosos para vê-la
Gira noite, noite gira
Dourada ciranda
Da Chica da Silva, a Chica que manda
(Amor, amor) Amor é uma força estranha
Uma saudade tamanha que se sente de alguém (e de alguém)
Amor é um coração afetado
Que bate acelerado, quando vê o seu bem (vê o seu bem)
A vida é um toque de amor

Poeta luso-brasileiro
Fez de Marília sua paixão (bis)
Fez Marília sua lira
Dona do seu coração

E o grande imperador Dom Pedro I
Foi derrotado no amor
Foi obrigado por pressão
A desfazer com a Marquesa de Santos
A sua união

Garibaldi e Anita
Uniram seus corações (bis)
Lampião e Maria Bonita
Um grande amor lá no sertão

1982

Enredo: Moça bonita não paga
Autor: Ratinho

Vamos homenagear (vamos homenagear)
A feira livre, o mercado popular (e o dito popular)
Quando vem o amanhecer
Um pouco antes do sol nascer
A feira livre está pronta
E nela desponta
A cabrocha Lili
Fazendo o florista sorrir
E o vendedor ambulante
Dizer coisa interessante
Quando passa por ali
(lá vai Lili)
Vai seguindo o seu caminho
Mas seu semblante se modifica
A flor se fere no espinho
Da inflação que se agita
O vendedor de laranjas grita
Moça bonita, aqui não paga

Pisa na casca de banana e escorrega
Aqui não paga, mas também não leva (bis)

Compra peixe, Lili
Compra peixe, Lili (bis)
Já é meio-dia
De bolsa vazia não pode sair

Tem zoeira, tem zoeira
Hora de xepa é final de feira (bis)
(lá vem poeira..)

1983

Enredo: Um cardápio à brasileira
Autores: Ratinho e Jorge Barbudo

Vamos passear pelo Brasil e decantar
A culinária desta terra tão sutil
A começar pelo Pará
Tem pato no tucupi e tacacá
Mas jabá e farinha
No Nordeste não pode faltar
E aquela cachacinha
Que nos é peculiar

Arrepia, arrepia
Vatapá com pimenta na Bahia (bis)

Minas Gerais
Feijão tropeiro é uma parada
Meu Rio tem feijoada
Angu à baiana e cerveja gelada
São Paulo
Tem viradinho no tempero
E para o povo brasileiro
O cafezinho é natural
Que maravilha
Comer peixe assado no Planalto Central
Chegamos ao Sul
O vaqueiro diz agora
Meu amor, não vá embora
Come barreado
Que o churrasco não demora
A Lili, a cozinheira
Maldizendo a inflação
Entoou de brincadeira
Na cozinha este refrão

Ai meu Deus
Ai meu Deus (bis)
Matei a fome lá na feira
Só de ver

1984

Enredo: A visita da nobreza do riso à Chico Rei num palco nem sempre iluminado
Autores: Almir de Araújo, Balinha, Marquinho Lessa e Hércules

Sorria, meu povo
Sorria, "Chico Rei" chegou

Nesse palco todo iluminado
Que um dia por pecado (bis)
Se apagou
Ô ô ô ô ô ô

E Popó mandou cair na folia
A festa é nossa no reinado da alegria
É cascata, o pacotão
No combate, como bate o coração
Na agonia, com a corda no pescoço
A piada rói o osso
E alegra o meu povão

Salomé, Salomé
Bate um fio pro João (bis)
Que dureza não dá pé

Tantas loucuras
Dos ministros, "Os Trapalhões"
Brasil, "Brazil", brazuca
É Alice num país de ilusões
Meu sorriso brasileiro
Tempero nacional
Do Azambuja trambiqueiro
Do Turuna dando branca Federal
Palmas pro Velho Guerreiro
Que o ano inteiro faz seu Carnaval

Pai, painho
No abaitolá (bis)
Dando axé
Até o dia clarear

1985

Enredo: E por falar em saudade...
Autores: Almir de Araújo, Balinha, Marquinho Lessa, Hércules e Carlinhos de Pilares

Oh, saudade, ô
Meu carnaval é você
Caprichosamente
Vamos reviver, vamos reviver
"Saudadeando" o que sumiu no dia-a-dia
Na fantasia de um eterno folião
O bonde
O amolador de facas
O leite sem água
A gasolina barata
Aquela Seleção Nacional
E derreteram a taça na maior cara-de-pau

Bota, bota, bota fogo nisso
A virgindade já levou sumiço (bis)

(Quero votar)
Diretamente, o povo escolhia o presidente
Se comia mais feijão
Vovó botava a poupança no colchão
Hoje está tudo mudado
Tem muita gente no lugar errado
Onde andam vocês, ô ô ô
Antigos carnavais
Os sambistas imortais
Bordados de poesia
Velhos tempos que não voltam mais
E no progresso da folia

Tem bumbum de fora pra chuchu
Qualquer dia é todo mundo nu (bis)

1986

Enredo: Brazil com Z, não seremos jamais, ou seremos?
Autores: Almir de Araújo, Balinha, Marquinho Lessa, Hércules Correa e Carlinhos de Pilares

Tudo bem
Nova mente popular
Um novo sol a brilhar
É isso aí vou caprichar, vou caprichar
Brasil, meu Brasil
Com "S" fica bem mais forte
No Sul, no Centro, no Norte
Na voz do nosso povo
Ninguém vai me enganar de novo
Num sorriso de criança
A fé, a esperança a conquistar
O que é da nossa terra
Sem essa de americanizar

Não enfie o pau
Noutra bandeira (bis)
Mas tira, tira
E bota a nossa brasileira

Sou canariquito, carioca, a cantar
Águia não cala meu bico
Meu ouvido não é penico
Meu Sam é de sambar
Unido aos heroís brasileiros
Nos pagodes, nos terreiros
Contra o que vem de lá
Canto a liberdade
Meu hino, minha verdade
A feijoada e o vatapá

Quem comeu, comeu
Quem não comeu, não come mais (bis)
Brasil com "Z" jamais

1987

Enredo: Eu prometo (Ajoelhou, tem que rezar...)
Autores: Evandro Boia, Naldo do Cavaco e Toninho 70

Estou cansado de ser enganado
Papo furado e demagogia
Não vão encher (o quê)
A minha barriga vazia
Espero da constituinte
Em minha mesa muito pão
Uma poupança cheia de cruzados
E um carnaval com muita paz no coração

Vou deitar, rolar
Pular feliz (bis)
Essa é a vida
Que eu sempre quis

Vamos, meu povo
Democracia é participar
Vote, canta, grite
É tempo de mudar
Quem vive de promessa é Santo
E eu não sou Santo, meu senhor
Seu deputado, eu votei
Agora posso exigir
Quero ver você cumprir
Seu lero-lero, blá, blá, blá
Conversa mole isso aí
É papo pra boi dormir

Ajoelhou tem que rezar
Não quero mais viver de ilusão (de ilusão) (bis)
Você prometeu
Agora vai ter que pagar
Não vai me deixar na mão

1988

Enredo: Luz, câmera e ação
Autores: Milton de Luna, Zé Maria D'Angola, Grajaú, Jacó, Zeca do Lins e Madeira

Amor, ai amor
O vento levou
Por toda parte
As maravilhas
Da sétima arte
Lá vou eu, lá vou eu
Curtindo os bastidores
Descobrindo este universo
Tintim por tintim

Ô iaiá, seu vagalume, por favor
Quero um cantinho (bis)
Escondidinho pra ficar com meu amor

Filme proibido pra menor, xi
Só pornografia
O cangaço
Abriu espaço pro cinema do Brasil
Oh, quanta saudade
Do romantismo na tela
Com sutileza
O desenho animado surgiu

Tem comédia, tem piada
Musical com batucada
E no Velho Oeste eu vi (bis)
O Nordeste em ação
Ai, coração

Vejam só
Toda a filmagem reunida
Câmeras na festa colorida
Ação, luz e cor, ô ô ô

1989

Enredo: O que é bom todo mundo gosta
Autores: Wanderlei Novidade, Paulinho Rocha, Vanico do Beco, Walter Pardal e Jorge 101

Vem de lá dos tempos de Cabral
A exploração do meu país (meu país)
Ganhavam no grito
Deram pro índio um apito (fiu-fiu)
Levaram todo o nosso pau-brasil
Eu já mandei buscar
A minha figa de Guiné (de Guiné)
Vou rezar não sei aonde
Pra espantar este olho grande
Da terra que o "mundo" todo quer

É só papo, é caô
Ninguém sabe, ninguém viu (bis)
Depositam na Suíça
O que levam do Brasil

(Caprichosos...)
Caprichosamente
Vai o meu grito de alerta pro povão (na Sapucaí)
Preservar este lugar
Tudo que se planta dá
Do Oiapoque ao Chuí

Estão matando jacaré no Pantanal
Pra virar bolsa e cinto (bis)
Na maior cara de pau

Vigie este olho negro que apareceu
Tem país de olho pequeno
Azarando o que é meu

Todos gostam do que é bom
Tira a mão do meu país (bis)
Se liga no que a história diz

1990

Enredo: Com a boca no mundo
Autores: Jarbas da Cuíca, Evaldo Santos, Grajaú, Carlinhos Democrático e Fernando

É carnaval
Um sorriso novo
Sonho e fantasia, cenário desse povo
Canta, sua vida é este canto
Faz sua voz ecoar
Dá um show nesta folia
Todas as bocas vão se irmanar
Na boca da noite, prenúncio de ilusão
É a vida que fervilha, no palco rebrilha
Sob a luz de néon

Deixa o circo pegar fogo
Amor, amor (bis)
Quem tem boca vai à Roma
Eu tô que tô

(É gol...)
Na boca do gol
Há um delírio de emoção (que emoção)
E o grito da galera
Na boca de espera de ser campeão
Nesta boca lá vou eu (oi, lá vou eu)
Seja o prato que for
Com a boca do amor
Da boca do forno, a boca do povo
Não sente o sabor
Aproveita, minha gente
O banquete começou
Caprichosos bota a mesa
Com amor e sutileza
Mil sorrisos libertou (ô ô ô ô)
Ô ô ô ô ô ô
Na boca da urna, o voto tentou
Ô ô ô ô
Dar adeus aos marajás
Picaretas nunca mais (mas olha)
Olha, este povo tão sofrido
Com a boca no mundo
Querendo um futuro ideal

Da água na boca
Na boca da massa (bis)
Bota a boca no trombone
Quando a Caprichosos passa

1991

Enredo: Terceiro Milênio, em busca do juízo afinal
Autores: João Carlos e Gabriel Moura

Eh, que mundo doidão é esse
Que vive sem interesse
De ganhar da profecia
É, gira no CTI
Daqui pra ali
Que agonia
A verdade é nua e crua
Está nas ruas presente
Precisa urgente renascer
Viver, viver
(Alô, alô)

Alô, alô, alô
Se toca, olha o planeta (bis)
Segura, por favor
A coisa tá ficando preta

Quero ver meu Brasil
Lá no ano 2000, esperto
As riquezas do chão
Conduzindo a nação
Na luz do caminho certo
O verde das matas, um rei
A fraternidade, a lei
De gente sadia, feliz
Levando fé no país
Na paz, no amor
Nesse azul que tem mais cor
No meu "capricho", o ideal
Na Apoteose, meu Carnaval

Na cabeça o juízo afinal (bis)

1992

Enredo: Brasil feito à mão... Do barro ao Carnaval
Autores: Jorge Barbudo, Heloir, Zé Carlos da Saara

Vem de Marajó
Dos Aruãs, dos Carajás, de mãos mineiras
Do barro vem o pão
Vida, formas, criação
(Tá no chão, procura aí)
Tá no chão, tá por aí
E vem brilhar nesta avenida

Sou caprichoso, amor
Levando a arte, eu vou (bis)
Pra feira da ilusão da vida

Tranço a palha do mato
O que vier eu traço
Deste chão
Talho, corto, arremato
Rendo, bordo e dou laço
Na solidão
Vem ver, vem ver, vem ver, vem ver, oi
A fonte desta inspiração
Sonhar, oi sonhar
Que a fé vai conduzindo nossas mãos
De Vitalino, Aleijadinho, a lição

Das pedras brotam poesias
Da madeira, carrancas, sedução (bis)

(E assim...)
Assim, vai, vai, vai, vai, Brasil
Vem Brasil
De cada barracão
Um colorido de alegria
E o carnaval

Todo feito à mão (bis)

Que batuque gostoso
Um axé bem formoso
Salve a Bahia (bis)
Ouro e prata adornando
Couro e lata marcando
Esta magia

1993

Enredo: Não existe pecado do lado de cá do Túnel Rebouças
Autores: Marco Lessa, Tico do Gato, Carlos Ortiz, Luizito e Karlinho's de Madureira

Vem pro lado de cá
Vem se acabar na minha aldeia
Vem do túnel pra cá
Pecado não há e nem areia
Sou suburbano
Sou caprichoso, assumido e orgulhoso
É isso aí, operário marmiteiro
E muambeiro lá de Acari

É de carona que eu vou, é de carona
Nesse vai e vem, no vai e vem (bis)
Tem surfista diferente
Tirando onda em cima do trem

Aqui ô ô, à sombra da tamarineira
Pagode, risos, brincadeiras
A praça é criança pé no chão
E bate forte, bate norte o coração
Um velho fusca é minha curtição
Sou baloeiro, eu sou
Sou peladeiro, eu sou
Eu sou o mengo no Maracanã
Bato macumba bem rezada na avenida
Pra ver a minha escola campeã

Eu vou daqui pra lá
De frango e saravá (bis)
E no burguês farofafá

1994

Enredo: Estou amando loucamente uma coroa de quase 90 anos
Autores: Garibaldi, Tico do Gato, Carlos Ortiz, Marco Lessa e Almir de Araújo

Amar, amar
De mar a mar, oi
Do obelisco à praça Mauá (Mauá)
Tô ligadão nessa coroa, toda boa
Que ainda tem muito pra dar
Nostalgia tomou conta de mim
Que felicidade
Musa da cidade
Vem no toque do meu tamborim

E roça, roça
E passa, passa (bis)
A minha dama é a paixão da massa

Amor, me leva
No capricho vou sonhar, sonhar
Na galeria Cruzeiro
No Municipal vou me acabar
Minha Avenida Central
É arte, é meu carnaval
Saudade
O amor viaja na lembrança
Eu pinto a cara de esperança
A liberdade faz meu ideal

Eu vou atrás do Bola Preta
Segura meu bem na chupeta (bis)

1995

Enredo: Da terra brotei, negro sou e ouro virei
Autor: Carlos Ortiz

Sonhar, sonhei
Da terra brotei
E ouro virei (virei)
Sonhar, sonhei
Da idade da pedra
Eu sou negro rei
No reinado do petróleo
A arca pode navegar
Se Noé buscou na terra
Eu pego no fundo do mar

Mareja, vem mareja
Jorra nas ondas do mar (bis)
Mareja, vem mareja
De ouro negro vou me lambuzar

Os Incas do novo mundo
Pavimentavam nosso chão
Na Babilônia o árabe usava em construção
E ate hoje ainda é o seu quinhão
Brasil, jóia que a mãe natureza
Não negaria essa riqueza
E esse Lobato é genial
Hoje o sonho é realidade
Presente em nosso carnaval
Vem, meu amor
Vem, vem voar
Me amando nessa nave ao luar

Vou me acabar nessa magia
E a Caprichosos traz a energia (bis)

1996

Enredo: Samba sabor chocolate
Autores: Almir de Araújo, Marco Lessa e José Paulo

Sabor de amor
Me leva de volta ao passado
Viajando em terras astecas
De um tesouro abençoado
Bebida de rei
Colombo provou
Foi numa caneca
Que um reino adoçou
É, bendito o solo que dá
Esse fruto dos deuses
O cacau brasileiro
Floresceu no Pará

Pisa forte no sequeiro
No gosto doce da vida (bis)
Que a minha Caprichosos
Pisa forte na avenida

Reinou na Bahia
É capixaba também
Fabricando alegria
No presente do meu bem
Na Suíça, virou barra
Dá prazer de coração
Me lambuza e me amarra
No inverno e no verão
Marrom, na cor da ginga da mulata
Com poesia e serenata
Me envolve no branco da paz
É campeão de energia
É chocolate, eu quero é mais

É bom, que bom, bombom
Gostoso é o que você me dá (bis)
Chora cavaco, bate bum bum
Vem no meu samba, vou comer mais um

1997

Enredo: Do tambor ao computador
Autores: Carlinhos da Ceasa, Darci Maravilha e Flavinho

Na Torre de Babel
O homem despertou
E sua imaginação voou
Bateu no tronco, no tambor e fez fumaça
E toda raça, pelo vento se comunicou
Gravou nas pedras
Sua herança cultural
De boca em boca a notícia foi geral

Pombo correio
Mensageiro sonhador (bis)
Vai e diz a ela
Como é grande o meu amor

Faróis, são olhos vigiando o mar
Tranqüilo, o navegante alcança o cais
Nas cartas, no alô, na luz solar
O homem fala em guerra, amor e paz
Nas ondas do rádio e da televisão
Viajante do progresso, sou feliz
E o correio aéreo pela imensidão
Uniu países, através da comunicação
E a Caprichosos
Na era da imagem virtual
Pro mundo inteiro manda
O seu carnaval

Te jogo um beijo amor
Na passarela eu sou (bis)
A imagem bela
Em tela de computador

1998

Enredo: Negra origem, negro Pelé, negra Bené
Autores: Flávio Quintino, Noquinha, Sidinho da Zoeira, J. B. e Zé Carlos da Saara

Me embala no teu colo, oh mãe
(Vamo lá, vamo lá)
África
A chama de Palmares inspirou
A luta de Zumbi é realidade
(Negro Congo, negra Angola)
Negro Congo, negra Angola
Afro-americanizou (com valor)
Com sorrisos de esperança
Braço forte que não cansa
É o negro semeando amor

Quem tem magia no pé, é Pelé
Quem vem na força da fé, é Mandela (bis)
E a voz que veio de lá da favela
É da guerreira Bené, salve ela

Segue o negro trabalhando
Construindo este gigante, na raiz
A bandeira da igualdade
Desfraldada pelo mundo
O povo é mais feliz

A capoeira não é brincadeira
O som do negro é universal (bis)
Canta a Caprichosos toda prosa
É a raça negra no seu Carnaval

1999

Enredo: No universo da beleza, mestre Pitanguy
Autores: Sidney Leite, Flávio Quintino, Marcelinho da Caprichosos, Bittar e Jorge 101

Criando e modelando a natureza
As mãos do arquiteto aqui estão
No universo da beleza, o jardim da inspiração
Doando aos homens o valor do seu cinzel
Do barro a vida uma dádiva do céu
De Afrodite a oxum negra do amor
Todas as gueixas têm um encanto sedutor

Amor me leva
Me leva que eu vou caprichar (bis)
Minha alma narcisista
Nas bodas de ouro eu buscar

A imagem e semelhança do senhor
Restaurada pelas mãos do professor
A auto-estima em cada ego despertar
Obra divina a cultuar
Praticando o bem profundo
Este cidadão do mundo pioneiro, singular
E no solar da caridade
Tão generoso alcança a imortalidade
Fantástica
Beleza plástica
Da sutileza à perfeição
Tanto talento merece consagração

O amor a vida faz rejuvenescer
A saúde traz a paz, gostoso é viver (bis)
A luz do céu conduz seu bisturi
E a Caprichosos canta Mestre Pitanguy

2000

Enredo: Brasil, teu espírito é santo
Autores: Mauro, Claudinho Srutline, J. Bodão e Márcio do Swing

Brasil eu amo você
Meu país abençoado
Brasil de JK, JQ, JG
Memórias de um passado
Brasil virou o jogo na arena
Roubou a cena
O bom senso idolatrado
E a Caprichosos
Agradece e bate palma
Se Deus é brasileiro
O povo é a alma

O violão, a Bossa Nova
Uma canção do Rei (bis)
Um hippie sem compromisso
O coração, a lei

Nos caminhos da saudade
A esperança, a paz
Diretas, a sua vontade
Na alegria dos carnavais
Vencemos, dançamos
De cara pintada tiramos
Deu pra ver
O que é amar
Nossa pátria mãe gentil
Hoje a festa é sua
É só comemorar
Meu Brasil

Capricha na virada, amor, amor
O futuro é todo seu (bis)
Teu espírito é santo, é guerreiro
Sou mais você, valeu

2001

Enredo: Goiás, um sonho de amor no coração do Brasil
Autores: Jorge 101, Luiz Pião, Gule e Lequinho

No carnaval
O cupido me flechou
Fui procurar a bela que me conquistou
A esmeralda do teu olhar reluziu
Brilha meu conto de fadas
No coração do Brasil
Diabo velho se lançou em busca do ouro
Os carajás não revelaram o tesouro
Ametista, Turmalina
A mão divina concebeu as riquezas naturais
Cenário de beleza é o Araguaia
Onde a natureza ensaia encontros de amor e paz
Doce é repousar em Caldas Novas
Onde a vida se renova em suas fontes termais

Esse amor é o meu destino
Salve a Festa do Divino (bis)
Na Cavalhada, a luta do bem contra o mal
Apaixonado, eu brinquei seu Carnaval

Goiás
Dos grãos e das flores
Poemas e amores
Sertaneja canção
Paixão (oh, paixão), seu paladar sedutor
Me fez sonhar e acreditar que existe amor
A profecia amanheceu no paraíso
Eu já tenho os quatro elementos que preciso

Procurei e encontrei minha morena
Caprichei e agora eu sei, valeu a pena (bis)
Te quero muito, amor, somos iguais
Sou Caprichosos, sou amor e sou Goiás

2002

Enredo: Deu pra ti! Tô em alto astral! Tô com Porto Alegre trilegal!
Autores: J. Mazarim e André Fullgaz

Vem, amor
Eu sou Porto Alegre na avenida
Índio jovem, vim do Sul, paraíso, céu azul
Vou cantando a minha vida
Eu te chamei primeiro Porto dos Casais
Troquei, fiquei prosa
Na guerra, eu fui, mui leal e valorosa
Liberta, irmão, essa escravidão
Eu sou orgulho da nação

Getúlio é macho, é firme, é forte, amei
Sou gaúcho e tenho sorte, eu sei (bis)
De bombacha e chimarrão sou alto astral
Sou sedução, sou trialegre e trilegal

Chora, o poeta hoje chora
Ao fazer o poema que tchê faz ser assim
Tchê, lembro canções de tantas paixões
Eterno canto de amor
Guaíba e o meu pôr-do-sol
Beleza que o meu Deus criou
Gostosa, linda e cultural, fácil de adorar
Sou eu, sou o Gre-Nal que faz o chão vibrar
Sou a paixão no jeito de gritar, eu sou a voz do povo
Imperador, o meu vermelho traz felicidade
O meu azul é bamba de verdade, me faz vibrar de novo
Eu posso até me declarar
A Caprichosos vai te conquistar

Gauchei, caprichei, tô que tô
Parabéns pra você, meu amor (bis)
Bate forte o meu peito varonil
Sou Caprichosos, Porto Alegre do Brasil

2003

Enredo: Zumbi dos Palmares, a história do Brasil que não foi contada
Autores: J. Mazarim e André Fullgaz

África
Dos guerreiros de Angola, de jeje e yorubá
Na escravidão e agonia
Ai, como negro sofria
No destino de além&ndashmar
O europeu no troca&ndashtroca conseguiu
Levar as peças da Guiné para o Brasil
Nesse comércio, a pirataria surgiu

Ilu&ndashayê, ilu&ndashayê, um canto triste ecoou ôô (bis)
Ilu&ndashayê ô, nas senzalas, sofrimento e dor

Veja, Ifá falou
Que os orixás vão enviar um libertador
Canta Pilares
Zumbi foi rei lá no Quilombo dos Palmares
Na cultura o negro se agiganta
A fé da &ldquoterra mãe&ldquo é seu alento
Existe um grito preso na garganta
Só Oxalá segura o fio da esperança
Quero ser livre
Esse lamento ressoou na sociedade
Que tem as chaves
Mas prende seus heróis na marginalidade
Vi nos olhos verdes do holandês outro país
Caiu Palmares, liberdade não se mata na raiz

No batuque bateria, sou Zumbi
Onde há paz e alegria, eu tô aí (bis)
Quero amor e muito mais dignidade
A Caprichosos luta pela igualdade

2004

Enredo: Xuxa e seu reino encantado no carnaval da imaginação
Autores: Nei Negrone, Sílvio Araújo, Riquinho Gremião e Preto Jóia

Pilares é festa, já tô
No reino encantado, amor
A lua à brilhar, sonho de cristal
Xuxa, "Caprixosos", carnaval
O meu coração tá radiante de alegria
Em Santa Rosa
O "cara lá de cima" fez nascer a flor
E o mágico destino embalou
Lindos sonhos da menina
A princesa o mundo consagrou
Na modelo ideal
O baixinho sorriu, a rainha surgiu
Em uma nave espacial

Se a vida é um "xou",
Tá no ar a magia de viver (bis)
Tira o pé do chão,
Hoje tem alegria, ilariê

Ah, o filme passa e vem a emoção
É missão perceber
A criança é o amanhã
Mente sã, é só querer
Fazer da paz fonte de energia
Se vestir de azul e branco, "caprixar"
Na fantasia

Batam palmas, ela já chegou
Em meu coração um "X" marcou (bis)
Xuxa, eu te amo, eu te amo, meu amor

2005

 

Enredo: Carnaval, Doce Ilusão - A Gente se vê aqui no meio da Multidão! 20 anos de Liga

Autores: J.L. Fróes, Carlinhos Danoninho, Edmar Silva, Jorge 101, Fernando de Lima, Rafael França e Lee Santana

Hoje é carnaval
Vem se encontrar, chegou a hora
Vamos recordar e ver também bumbum de fora
No "me dê, me dá"
A Caprichosos brinca com você
Ajoelhou tem que rezar, olha aí tem ti-ti-ti
De novo na Sapucaí
Eu ouvi alguém gritar, bota fogo nisso
A virgindade já levou sumiço

Pisa na casca de banana e escorrega
Moça bonita aqui também não leva (bis)
Bumbum paticumbum prugurundum nos avisou
Nessa kizomba, viu, tudo mudou

Carnaval, sedução, palco de ilusão
Vista sua fantasia
Povo e Liga se abraçam, 20 anos se passam
O "Ita" foi só alegria
A "Rosa" que desabrochou campeã
Numa explosão de amor (parabéns)
Parabéns, palmas para os sambistas
Carnavalescos, artistas, sem vocês não tem show
Não vai dá pra terminar, eu estava de bobeira
Um pivete bateu minha carteira

É carnaval, é samba a noite inteira
Mulata, cachaça, tem muita zoeira (bis)
Vem cá meu bem, me dê seu coração
E não a bolsa, o relógio e o cordão

2006

Enredo: Na Folia Com o Espírito Santo, o Espírito Santo Caprichou!
Compositores: Josemar Manfredini, Mauro Speranza e Márcio do Swing

Vou te devorar
A tua história incorporar
Espírito Santo, guerreiro
Caprichosamente me levar
Profano canto suburbano
Se transforma em divinal
Linda e sagrada, terra capixaba
Alma do meu Carnaval

E o sabor que traz o teu tempero
Se misturou com o povo estrangeiro (bis)
Quando ecoa o teu tambor
Lembro Pilares, meu divino amor

Enquanto aporta o turismo
Riqueza em pedra e flor, exportar
Arte moldada no barro
Encanta os olhos e o paladar
Montanha e mar
Feito "garoto" me lambuzei
Senti a fé me renovar
Na Caprichosos me tornei
Romeiro-folião
Faço um desfile-procissão
Oh, Santo Espírito do samba
Tu és a inspiração

Espírito Santo caprichou
É chocolate na avenida (bis)
Numa serenata, Pilares canta
Feliz da vida

2007

Enredo: Com Todo o Gás, a Caprichosos Acende a Chama do Carnaval
Compositores: Aurelio Proença, Paulo Aparício, Mário Gordo, Célio Cebolinha e Baixinho

Sob a luz de um sonho
Caprichosos rasga a avenida
Se fez pioneiro o Barão de Mauá
E o gás brasileiro ganhou vida
O véu da noite se abriu
A corte sorriu ao se ver iluminada
Nas ruas lampiões
Profetas e seresteiros
Romantismo no meu Rio de Janeiro

Tudo se transforma
Ao sair da escuridão
O petróleo é nosso (bis)
São novos sonhos
Sonhos de um novo Barão

Essa nobre fonte de energia
Impulsiona e modifica o dia-a-dia
Dando novo gás à nossa vida
E hoje é o rei nessa folia
Enquanto nações companheiras
Disputam o poder da exploração
Pilares segue em frente
Abastece de alegria o seu coração

A Caprichosos vem com todo gás
E muito mais que você possa imaginar (bis)
Acendendo a chama do carnaval
Provando ser uma escola "especial"

2008

Enredo: De Santo Antonio de Sá ao Pólo Petroquímico ... Itaboraí terra abençoada
Compositores: Aurélio Proença, Paulo Apparício, Mário Gordo, Júlio Martins e Paulo Bispo

Índio eu sou!
E vou revelar na Avenida
A 'Fonte de Itaboraí'
Vem da Pedra Bonita na água escondida
Com a fidalguia a chegar
Tornou-se então Santo Antônio de Sá
Na formação da Terra
Vivi entre a paz e a guerra
Plantar, colher, cana-de-açúcar e prosperar
No porto das caixas exportar

Erguida da Terra, moldada no barro
Caminho traçado à evolução (bis)
Itaboraí, perfil do teu povo
Vem nos segredos encontrados neste chão

Do espelho d'água vejo a beleza
Abençoada natureza
O Frei de bom coração
É lembrado em forma de oração
No cortejo da folia a estrela me guia
À pedra que não se esconde mais
Da sua profecia nasce um samba de paz
Do pólo petroquímico vai reluzir
Nobre futuro a conduzir
Itaboraí, a força da 'nação'
No carnaval eu me achei
Na linha do tempo, senhor da razão

Caprichosos quer voltar!
Pra fazer Pilares cantar mais feliz
Pra beber da 'fonte' outra vez (bis)
Com 'Visconde' e o 'Marquês'
Abençoada seja Itaboraí!

2009

Enredo: No transporte da alegria... Me leva Caprichosos a caminho da folia
Autores: Jorginho Moreira, Sidney de Pilares, Professor Laranjo, JB e Celso Bombeiro

No ventre, fui carregado
Inspirado nas formigas, caminhei...
Do pólen, a semente na trilha da vida
Com a roda, o transporte inventei
Que saudade do &ldquocara dura&rdquo
O bonde do povão
Do primeiro ônibus lotado
Do chifrudo, chope duplo e gostosão
O céu desafiei, nas águas desbravei
E na estrada do tempo, no progresso viajei

Se está engarrafado, olha eu aí
Tem festa, tem pagode e tititi (bis)
Na flâmula a fé na condução
Qualquer motivo é comemoração

Assim, na minha trajetória
Coragem no rumo da vitória
É trânsito livre, sem poluição
Projetos construídos pra conscientizar
Preservar a vida é não dar mole pro azar
Hoje, minha alegria transportei
Na fantasia, bordei a sinalização
Na velocidade permitida
Chegou Pilares, minha Estação

Sou Caprichosos no raiar de um novo dia
Com tecnologia na arte de sambar
Minha bateria é a energia que vai me guiar (bis)
A caminho da folia lá vou eu
Quem viver verá

2010

Enredo: E por falar em saudade...
Autores: Almir de Araújo, Balinha, Marquinho Lessa, Hércules e Carlinhos de Pilares

Oh, saudade, ô
Meu carnaval é você
Caprichosamente
Vamos reviver, vamos reviver
"Saudadeando" o que sumiu no dia-a-dia
Na fantasia de um eterno folião
O bonde
O amolador de facas
O leite sem água
A gasolina barata
Aquela Seleção Nacional
E derreteram a taça na maior cara-de-pau

Bota, bota, bota fogo nisso
A virgindade já levou sumiço (bis)

(Quero votar)
Diretamente, o povo escolhia o presidente
Se comia mais feijão
Vovó botava a poupança no colchão
Hoje está tudo mudado
Tem muita gente no lugar errado
Onde andam vocês, ô ô ô
Antigos carnavais
Os sambistas imortais
Bordados de poesia
Velhos tempos que não voltam mais
E no progresso da folia

Tem bumbum de fora pra chuchu
Qualquer dia é todo mundo nu (bis)

2011

Enredo: Gente Humilde
Autores: Betinho de Pilares, Josemar Manfredini, Fernando Paulista, Frank e Jorge do Batuke

Um grito de liberdade ecoou...
O negro vibrou, maior confusão
"Tá tudo lotado" a casa caiu!
Botar abaixo, foi a solução...
Passo a passo surgiu uma nova cidade
Trilhando o progresso, à moda francesa...
Na minha estação frescura não tem
E o povo de bem, pede proteção!
Senhor! Deram as costas pra me renegar
Mas minha fé ninguém vai abalar
Sou suburbano e não canso de lutar

Com garra, com raça e amor...
Blindado de esperança, eu vou... (bis)
"Deixa a vida me levar", tô "por um triz"!
"Eu só quero é ser feliz"

Eu volto a ser criança
A brisa me leva, me faz viajar...
Soprando minha indignação
Sigo na direção, do "meu lugar"!
Morada... Onde o samba estabeleceu
Um caso de amor entre você e eu
Sem dor, sem censura, sem discriminar
Há de brilhar... O sol renascerá mais uma vez...
"Num cintilar total"!
"É Pilares, no grito da geral"

Chegou Caprichosos, tem festa, é show!
Sou gente humilde de coração (bis)
Valente, guerreira, seguindo o ideal
Rumo ao sonho especial

2012

Enredo: A Caprichosos faz o seu papel... levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!
Autores: Aurelio Proença, Paulo Apparício, Mauro Speranza, Márcio do Swing e Marquinhos Dentinho

Impossível nao sonhar
E de emoçao chorar, chegou Pilares  
Se a vida às vezes prega peças, desatinos  
Vou traçar novo destino, respirando antigos ares  
Sou a mais perfeita expressao do verdadeiro foliao  
A feira livre está pronta, cabrocha Lili  
Sorria meu povo, vamos reviver

Oh! Saudade, meu carnaval é voce (bis)

Levanta a poeira, na volta por cima
É o ressurgir das cinzas
(bis)
O povo guerreiro, lutador, é a escola do bom humor
A paixao que nao termina
 
Amor em vermelho, reflete no espelho
Lá de Madureira
Ficou mais bonito, no azul infinito
Da águia altaneira
Cai a noite, sereno prende a gente
Doce veneno da serpente
Corre no sangue uma corrente
Que une cada um de nós
Vem do batuque, meu povo
A alegria é geral
É a nova Caprichosos
Eterna irreverencia do carnaval

Tem canariquito e bumbum de fora
Amor, se ajoelhou tem que rezar
(bis)
Capricha em seu papel, nao vai quebrar jamais
Quem comeu, comeu, quem nao comeu, nao come mais

2013

Enredo: Fanatismo... Enigma da Mente Humana
Compositores: Fernando Bom Cabelo, Frank, Sidney de Pilares, Dr. Sebastião, Jorge do Batuke, Aldir Senna, Jorge Matias de Oliveira e Josemar Manfredini

Pilares eu sou, azul e branco!
Um elo de amor e união
A mente comanda, o corpo obedece
Acende a chama, adoração!
Seguindo vou cumprir minha missão
Traído, “enfeitei” meu coração
Incondicional, além do normal...
Especial!

É gol! Explode a galera
Enfim, o fim da espera (bis)
Loucura, que faz delirar
O canto é a voz que ninguém vai calar!

De um povo que vai pra batalha
E nunca foge da raia
Seu fanatismo somente é viver
Longe da maracutaia e da ambição do poder
(Ai ai, meu Deus, oh meu Senhor)
Senhor! Olhai por nós que usamos teu nome em vão
A fé sem razão, irmão contra irmão, destrói a nação!
Meu samba alegria da cidade
Receita dessa tal felicidade
Renova o prazer, tudo por você
Caprichando pra valer!

Não dá pra controlar, chego a me arrepiar!
Ao ver a minha Caprichosos, linda a desfilar (bis)
É fanatismo, amor, paixão de enlouquecer
Meu vício é você!

2014

Enredo: Dos Malandros e das Madames: Lapa, a Estrela da Noite Carioca
Compositores: Jorginho Moreira, Frank, Rafael Gigante, Victor Rangel, Max Colonns e Edinho de Pilares

Encontrei no "cenário" mais belo a inspiração
"Pilares" da história que marcam esse "chão"
A força do negro ergueu um "arco" de fé
Abençoado por águas de Oxum, legado de axé
Sob a luz divina, "trilha" a familia real
A evolução chegou
"Bordou" e "pintou" carnaval

Em nosso cais senhores do mar
Um "trago" a mais, desejo no olhar
(bis)
Nos cabarés, requinte à francesa
"Jogavam" a paixão com "ás" cartas na mesa

Deixa serenar
São treze ruas pra se encantar
Um bate-papo informal à mesa de um bar
Em tom musical, "show" de emoção
É a "tribo" multicultural num só coração
A Lapa ainda mais bela iluminando a poesia
Faz o mundo se encontrar
Nos degraus da "escadaria"
"Passeio" na história a um passo da "glória"
E posso dizer no pé, salve "Zé"!
Malandro na roda não leva rasteira
Mesmo "Madame", na ginga não fui de bobeira

Tem boêmia no ar!
Se a Caprichosos chamar eu vou
(bis)
Lapa a nossa estrela
Que a noite eternizou

2015

Enredo: Na Minha Mão é Mais Barato
Autores: Lee Santana, Geraldo Rodrigues, Marcelo Schimidt, Anderson Rodrigues e Fernando de Lima

Índio quer trocar
É toma lá dá cá, que ninharia!
O português levou nosso pau-brasil
Por um caco de espelho... Quem diria?
Quem quer banana a dez réis?... Negro gritou
Meu tabuleiro tem quindim
Logo a mulata pregoou
Só cinco vinténs
Por menos eu não vendo pra ninguém

Quem vai querer? Quem quer levar?
Ó meu sinhô, minha sinhá (bis)
É sensacional... Tem xêpa no Brasil colonial

Com vinte tostões se comprava
Meu Rio antigo saudades traz!
Na rua o imigrante chegou
O tempo foi quem transformou
Tem mate com limão no Arpoador
Quem dorme sonha, quem trabalha conquista
Diz o artista
Que a banca de Pilares é aqui!
Hoje a Uruguaiana é Sapucaí
Depois que o dinheiro comprou
O sambista a bandeira rasgou
Eu sou Caprichosos, tá dentro do peito
Meu amor não tem preço, não tem jeito

É artigo de primeira, peça rara, coisa fina
Tem escritório de samba quebrando a firma!
Quem dá mais no mestre-sala (bis)
Quanto vale a tradição?
É mais barato aqui na minha mão

2016

Enredo: Tem Gringo no Samba
Compositores: Gabriel Fraga, Régis, Rute Labre, Franco Cava, Luiz Careca e Ricardo Santiago

Nas voltas que o mundo dá... caminhei
"Correndo" atrás de um sonho
Nessa terra enfim, cheguei
No meu destino vi de perto essa mistura
De cores, crenças e culturas... Carnaval
Veio da Bahia pra casa de ciata
O som que imortaliza e consagra
Firma na palma da mão
Encontra na canção
A mais doce inspiração

"Pelo telefone" ecoou desse terreiro
Uma "aquarela" de um "Brasil mais brasileiro" (bis)
Melodia pelo ar, sentimento a revelar
O samba contagia o mundo inteiro

O povo abraçou todas as artes
Dos ''gringos'' que marcaram a história
No canto, na dança, pelas calçadas
Nas telas e palcos, bela escada
Então... da vida esqueci as ilusões
Com a bola conquistei os corações
Brilhei, me fiz um grande vencedor
Reflete a natureza em meus olhos
''São Jorge'' cavaleiro a me guiar
Eu sou o "Pet", de azul e branco a desfilar

Caprichosos chegou, quero ver segurar
Minha torcida é de Pilares, tem que respeitar (bis)
Vem da arquibancada um grito de gol!
Comunidade dá show (dá show!)

2017

Enredo: Não deu pra mudar o começo, mas vamos mudar o final!
Compositores: Claudinho de Pilares, Fernando de Lima, Márcio Garcia, Aron, Érico Rocha, Cleiton Menezes e Carlinhos Danoninho

Prazer, sou brasileiro!
O banco levou todo o meu dinheiro
Não tenho mais nada para dar
O que eu tinha acabaram de tomar
Até nos tempos de Cabral
Surrupiaram a sua nau
O jesuíta seduziu o curimim
Foi um troca-troca sem fim
E os franceses
Passaram a mão no nosso pau brasil
Perdeu! Perdeu!
De longe um grito se ouviu

Nossa lei ser amigo do rei
Toma o teu dá cá o meu
(bis)
Vê se é normal
Prenderam até o nosso herói da federal

Saúde já foi pra cucuia
Debaixo da ponte não tem mais lugar
Tô matando um leão por dia
Pra botar na mesa o feijão do jantar
Se a gente grita ninguém escuta
Somos os filhos da luta
Vem caprichar
A esperança será sempre imortal
Não deu pra mudar o começo
Mas vamos mudar o final

Brasil… Brasil… Brasil
Foi a luta que o pariu
Cuidado malandragem
(bis)
Se alguém gritar eureka
Vai descobrir dinheiro na cueca