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UNIDOS DO CABUÇU

UNIDOS DO CABUÇU

FUNDAÇÃO  28/12/45
CORES  Azul e Branca
QUADRA  Rua Araújo Leitão, 925
Lins de Vascconcelos
20715-310
Telefone: 2241-9304
BARRACÃO  Rua Prof Pereira Reis, 42
Santo Cristo
SÍMBOLO  Leões e Estrela

 

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

 

HISTÓRICO

A história da Unidos do Cabuçu conta que, no Morro do Amor, segundo Hiram Araújo, no livro "Carnaval - Seis Mil Anos de História", existia um clube de futebol com o nome Nacional Futebol Clube, com sede na Rua Dona Francisca, com as cores azul e branca. Na época do carnaval, este clube se transformava em bloco carnavalesco, e daí partiu a idéia de transformar o bloco em escola. As comunidades pertencentes à escola são a do Morro do Barro Vermelho, da Favela do Barro Preto e da Favela do Amor, localizadas na região que compreende os bairro de Engenho Novo, Lins de Vasconcelos e Méier. 

Babaú teve a idéia de juntar os blocos e fundar no dia 28 de dezembro de 1945 a Escola de Samba Unidos do Cabuçu, que já no ano de 1946 desfilou com o enredo "Carnaval na Fazenda", de autoria do próprio Babaú. O primeiro desfile oficial da Cabuçu foi em 1947, na Praça 11, com enredo e samba de Babaú - "Compositor Desprezado". Waldomiro Rocha (Babaú), Orlando Vicente Ribeiro, Jairo Marques da Silva, Izalo Francisco de Oliveira, Jorge Alves, Wanderley Alves, João Taul Silva, e outros, são os fundadores.

De 1950 até 1960 desfilou na Candelária, em 1961 a escola ganhou o Segundo Grupo com o enredo "Relíquias do Rio Antigo". Retorna ao Primeiro Grupo em 1977 com o enredo "Os Sete Povos das Missões". No ano de 1984 é eleita a jornalista Therezinha Monte como sua primeira presidente que entre suas glórias tem a conquista do Primeiro Campeonato da Passarela do Samba - 1984, com o enredo "Beth Carvalho - A Enamorada do Brasil". A escola permaneceu no Grupo Especial por seis anos consecutivos, entre 1985 e 1990, porém nunca conseguindo uma colocação brilhante desfilando entre as principais escolas. A Cabuçu ficou notória na época como a escola que homenageava celebridades, já que Roberto Carlos, Os Trapalhões, Milton Nascimento, Xuxa e Maurício de Sousa viraram enredo da agremiação durante seu período mais glorioso.

Em 31 de Maio de 1998, foi eleita para sua presidência a Dra. Elisabeth Rodrigues, que desde 1992 comanda na azul e branco do bairro do Lins de Vasconcelos a Ala do Axé e que em 1993 fundou a escola mirim "Miúda da Cabuçu".

A escola desfilou no Grupo C de 2004 a 2013. Após descer num ano e subir no seguinte com o título do C em 2013, a Cabuçu por muito pouco não retornou à Sapucaí em 2014, ficando com o vice-campeonato do Grupo B, a quatro décimos da campeã Unidos de Bangu. Em 2017, foi novamente vice do Terceiro Grupo, mais uma vez sendo superada pela Unidos de Bangu, agora por apenas um décimo. Chegou a ser cogitado seu acesso para a Série A para arrendondar o número de agremiações na chave, mas a LIERJ rechaçou a ideia e, dessa forma, a Cabuçu segue no Grupo B.

RESULTADOS DA ESCOLA

1947 - 13ª no Grupo 1 
Compositor Desprezado 

1948 - 22ª no Grupo 1

1950 - 8ª no Grupo NO 

1951 - 10ª no Grupo 1


1952 - 3ª no Grupo 2 

1953 - 17ª no Grupo 1 
Bandeiras, Armas e Fardas do Brasil Antigo 

1954 - 9ª no Grupo 1 
Relíquias do Rio Antigo 

1955 - 13ª no Grupo 1 
Queda da Monarquia 

1956 - 7ª no Grupo 1 
O Primeiro centenário do Corpo de Bombeiros 

1957 - 12ª no Grupo 1 
Sinfonia do Trabalho 

1958 - 14ª no Grupo 1 
Aí vem a Marinha e seu Patrono 

1959 - 14ª no Grupo 1 
Coroação de D. Pedro I 

1960 - 4ª no Grupo 2 
De Cabral a JK 

1961 - 1ª no Grupo 2 
Relíquias do Rio Antigo ou Rio, Ontem e Hoje 

1962 - 7ª no Grupo 1 
As Glória e os Amores de D. Pedro I 

1963 - 7ª no Grupo 1 
Heróis de Vila Rica 

1964 - 10ª no Grupo 1 
Brasil de Norte a Sul 

1965 - 10ª no Grupo 2 
Rio de 400 Janeiros 

1966 - 10ª no Grupo 2 
Apoteose ao Trabalho 

1967 - 8ª no Grupo 2 
Bandeiras e Brasões na História do Brasil 

1968 - 14ª no Grupo 2 
As Primazias da Bahia 

1969 - 1ª no Grupo 3 
Mãe-d’água 

1970 - 11ª no Grupo 2 
As Musas de Chico Buarque de Holanda 

1971 - 13ª no Grupo 2 
Ninguém Segura este País 

1972 - 15ª no Grupo 2 
Laços de Amizade 

1973 - 2ª no Grupo 3 
Onde Começou o Brasil 

1974 - 4ª no Grupo 2 
Devaneios de um Poeta 

1975 - 8ª no Grupo 2 
Uiara a Deusa da Terra Grande 

1976 - 2ª no Grupo 2 
Reisado das Terras das Alagoas 

1977 - 12ª no Grupo 1 
Os Sete Povos das Missões 
Cláudio Souza


1978 - 3ª no Grupo 2 
Exaltação às pedras preciosas do Brasil 

1979 - 7ª no Grupo 1B 
O Gigante Negro da Abolição à República 
Divaldo Antunes


1980 - 7ª no Grupo 1B 
Tua Obra não Nega, Lalá 
Therezinha Monte, Jorge Silveira, Jailton e Eucyr Pereira

1981 - 5ª no Grupo 1B 
De Daomé a São Luis, a Pureza Mina Jêje 
Luiz Fernando Reis, Therezinha Monte e Ricardo Luiz


1982 - 8ª no Grupo 1B 
A Lenda do Dragão Dourado 

1983 - 4ª no Grupo 1B 
A Visita de Ony de Ifé ao Obá de Oió 

1984 - 1ª no Grupo 1B e 7ª no Supercampeonato 
Beth Carvalho, a Enamorada do Samba 

1985 - 13ª no Grupo 1A 
A Festa é Nossa, Ninguém Tasca ou Quem Ri por Último, Ri Melhor 
Sidelson

1986 - 13ª no Grupo 1A 
Deu a Louca na História ! E Agora, Stanislaw, Como é que Fica ? 
Ilvamar Magalhães


1987 - 7ª no Grupo 1 
Roberto Carlos na Cidade da Fantasia 
Ilvamar Magalhães

1988 - 13ª no Grupo 1 
O Mundo Mágico dos Trapalhões 
Alexandre Louzada


1989 - 14ª no Grupo 1 
Milton Nascimento, Sou do Mundo, Sou de Minas Gerais 
Beto Sol

1990 - 16ª no Grupo Especial 
Será que Votei Certo para Presidente ? 
Beto Sol


1991 - 4ª no Grupo A 
Aconteceu, Virou Manchete 
Paulo Afonso de Lima

1992 - 8ª no Grupo A 
Xuxa, a Realidade Vira Sonho no Xou da Cabuçu 
Paulo Afonso de Lima e Mara Alves


1993 - 3ª no Grupo A 
De Quadrinho em Quadrinho, lá vai meu Recado ... Maurício de Souza 
Alfredo Sá e Maurício Dubois

1994 - 5ª no Grupo A 
Brajiru, meu Japão Brasileiro 
Paula Vannier


1995 - 8ª no Grupo A 
Um Abraço à Cinelândia, 60 anos de Teatro Rival 
Paula Vannier

1996 - 5ª no Grupo A 
Do Reclame ao Merchandising, a História da Propaganda no Brasil 
Paula Vannier


1997 - 7ª no Grupo A 
Todas as Marias de Nossa Terra 
Paula Vannier

1998 - 3ª no Grupo B 
Toda a Sorte do Mundo 
Paula Vannier


1999 - 7ª no Grupo A 
O meu Cabelo não Nega 
Jorge Cunha

2000 - 12ª no Grupo A 
Brasil 500 ... Ano 2000, Cabral faz a Festa no Brasil 
Lane Santana


2001 - 8ª no Grupo B 
Cabuçu Canta e Encanta com o Canto das Sereias 
Comissão de Carnaval

2002 - 11ª no Grupo B 
Se Reciclar não Vai Faltar 
Paulo Flores


2003 - 2ª no Grupo C 
Cores, Brilhos e Fantasias, Abram alas para a Folia 
Luiz Carlos Guimarães

2004 - 11ª no Grupo B 
Therezinha Monte - A Guerreira do Samba e seus 20 Anos de Folia na Cabuçu 
Luís Carlos Guimarães


2005 - 11ª no Grupo C 
Pindorama, paraíso de belezas naturais, hoje terra de todos, depois só Brasil 
Luiz Carlos Guimarães

 

2006 - 6ª no Grupo C
A Mão Que Varre Este Chão, Segura Com Firmeza Essa Nação
Comissão de Carnaval

 

2007 - 8ª no Grupo C
Da existência dos Pretos Forros, ao desenvolvimento do Méier
Luiz Carlos Guimarães

 

2008 - 10ª no Grupo C
Lendas e Costumes... O Tesouro Folclórico de suas Regiões

Luiz Carlos Guimarães

a

2009 - 7ª no Grupo C
Experiência Mística

Luiz Carlos Guimarães

.

2010 - 4ª no Grupo C
Estácio é o Rio, Estácio é o Berço do Samba
Luiz Carlos Guimarães e José Alexandre

.

2011 - 7ª no Grupo C
A Cabuçu mexe e remexe através dos tempos
Luiz Carlos Guimarães

.

2012 - 12ª no Grupo C
Cabuçu, dá a Elza na Avenida!
Marco Aramha e Marcyo de Olliveira

.

2013 - 1ª no Grupo C
O Mestre-Sala dos Mares
Laerte Gulini e Clebson Prates

.

2014 - 2ª no Grupo B
Tire sua mordaça do caminho... Que eu quero gritar a minha cor...
Laerte Gulini e Clebson Prates

.

2015 - 12ª no Grupo B
Nossa Senhora Aparecida – O Milagre!
Jack Vasconcelos

.

2016 - 11ª no Grupo B
A festa é nossa e ninguém tasca! São 70 anos de Xou da Cabuçu no mundo mágico do carnaval!
Edson Siqueira

.

2017 - 2ª no Grupo B
Domingo Menino Dominguinhos
João Vítor Araújo

 

SAMBAS-ENREDO

 

1957

Enredo: Sinfonia do trabalho

Compositores: Taú Silva e J. Laurindo

 

São milhões e milhões de brasileiros

Que trabalham o dia inteiro

Em busca de seu ganha-pão

Cada qual em seu mistér

Lutam e labutam com fé

Para o progresso da nação

Temos os operários civis

E, as industrias fabris

Que trabalham com satisfação

Temos a nossa imprensa

Que numa luta intensa

É a sentinela da nação

Cedo começam a trabalhar

O homem do campo a terra à lavrar

A professora no subúrbio a lecionar

No setor legislativo

Também temos o executivo

Que muito nos faz orgulhar

Um voto as pioneiras sociais

Que são enfermeiras intelectuais

Na ciência temos grandes vultos

Que trabalham para a paz

Ô ô ô

Este é o nosso Brasil trabalhador

 

1958

Enredo: Aí vem a Marinha e seu patrono

Compositores: Iba Nunes e Jorival de Moraes

 

No dia 13 de dezembro

Do ano de 1807

Nascia um grande membro

Homem bravo e de grande perfil

Que mais tarde veio a ser

O patrono da Marinha do Brasil

Joaquim Marques Lisboa, que é

O Marquês de Tamandaré

Herói da batalha do Riachuelo

Que foi um dos maiores feitos

Que reza a nossa história

Que lhe cobriram

De perecível glória

Filho de um segundo tenente

Honorário da Marinha Real

Nascido na província do Rio Grande

Voluntário da marinha nacional

É um grande vulto na Marinha

No Brasil, o criador

Da marinha de guerra a vapor

Ele foi o fundador

Das vidas alheias

Sempre foi um salvador

Possuidor de impoluta honradez

Elevou o nome do Brasil

Mais uma vez

 

1962

Enredo: As glória e os amores de D. Pedro I

Compositores Iba Nunes e Jorival de Moraes

 

Depois do embarque

Da Família Real

O Brasil ficou a mercê

Do Príncipe Regente

Com sua ideia genial

Prevendo a emancipação

A corte ordenou

A sua volta a Portugal

E aí começou sua glória

Com o “Fico” recebeu a honra

De defensor perpétuo do Brasil

Galgando os anais da história

Quebrando de Portugal a resistência

As margens do Ipiranga proferiu

O bravo grito da “Independência”

Grande defensor de nossa pátria

Casou-se com Maria Leopoldina

Que era princesa da Áustria

No matrimônio não foi feliz

Mais tarde se apaixonou

Por Domitilia de Castro

Vindo a ser a primeira dama

Da imperatriz

Levando sua esposa

A outros tratos

A qual vivia em prantos

Ele construia um palácio

Para Marquesa de Santos

Dom Pedro não teve um lar puritano

Levando a vida de um soberano

La la lara lara la

 

1964

Enredo: Brasil de norte a sul

Compositores: Iba Nunes e Jorival de Moraes

 

Brasil, oh meu Brasil

Celeiro divinal

De norte a sul e suntuoso

Tens um relicário sem igual

E um florestal primoroso

Simbolizando a tradição

Que tanta beleza encerra

Jangadeiros e vaqueiros

O terror daquelas terras

Maracatu, maracatu

Em Pernambuco é ritual

E o frevo tradicional

Bahia, de Maria Quiteria gloriosa

Símbolo da mulher corajosa

Bahia, da capoeira e do candoblé

E da linda Praça da Sé

Onde se sente o sabor

Do vatapá e o acarajé

Planalto da engalanada capital

Campo de ação do progresso da nação

São Paulo, com seus parques industriais

Dos antepassados bandeirantes

Rio, dos grandes carnavais

Festa de um povo magistral

Minas Gerais, das rancheiras

Do ouro e pedras preciosas

Rio Grande do Sul

Da uva saborosa

Do churrasco e chimarrita

E ágil cavalheirro

Eis aí a aquarela

Invejada pelo mundo inteiro

Oh meu Brasil

 

1970

Enredo: As musas de Chico Buarque de Holanda

Compositores: Iba Nunes e Jorival de Moraes

 

Historiando

A vida de um compositor

Dos nomes idos

Hoje é o sucessor

Chico Buarque de Holanda

Músico, poeta e cantor

Em seu mundo de talento e poesia

E sublime melodia

Revivendo o cancioneiro

Dando novo raio de luz

As musas que lhe conduz

Acompanham seu progresso

Cada canção

Para o povo é um sucesso

Excelentes predicados musicais

Vencedor de varios festivais

A musa sua inspiradora

Fizeram sua alma

Muitas vezes sofredora

Quem não ouviu falar

Da moça feia na janela

Que ficou esperando

A banda passar

Januaria, Rita e Cristina

E a sofredora Carolina

Juana, mais um grande amor

Que o acompanha paea assistir

O seu querido tricolor

Olê, olê olê, olá

Olê, olê, olá

 

1972

Enredo: Laços de Amizade

Compositores: ????

 

Laialaiá...

Parabenizamos neste carnaval
Este fato colossal (bis)
Laços de amizade
Brasil e Portugal

Obrigado presidentes
Pela idéia genial
Os povos cantam contente
Por ter direitos iguais
Hoje somos irmanados
E lutamos pela paz

Dando o exemplo ao mundo (bis)
Que guerra jamais

Não esquecemos heróis
Que lutaram por nós
Pela grandeza deste solo tão viril

Hoje somos unidos
Cantamos contentes (bis)
Brasil, de ontem, hoje, sempre

 

1973

Enredo: Onde começou o Brasil

Compositores: Iba Nunes e Jorival de Moraes

 

Tudo é música

Samba e carnaval

Apresentamos a origem

Da música nacional

Nos tempos idos

Os negros eram trazidos

Acorrentados e vendidos

Em leilão

Em prantos e lamentos

Ao runfar dos instrumentos

Foi assim

Que o samba começou

1974
Enredo: Devaneios de um poeta 
Compositores: Walmir e Wivaldo Antunes

Todo poeta sonha
E eu sonhei um dia
Fui em devaneios
Levado ao país da fantasia
Onde um belo astro-flor
Governava com amor e grande sabedoria
Naquele mundo feito de amores
Fui convidado ao baile das flores
E dancei com a rosa bela e cintilante

Que parecendo uma porta-bandeira (bis)
Foi girando, girando, encantando a noite inteira
 
Gira, gira, girassol (girou, girou)
Todo mundo a girar (girar, girar)
Nesta festa de alegria, no mundo da fantasia (bis)
Vi todo povo a cantar
 
O cravo beijou a rosa
Num belo final
Eu vi com alegria (bis)
Que aquele sonho daria
Um tema de carnaval

1975

Enredo: Uiara a deusa da Terra Grande

Compositores: Iba Nunes e Jorival de Moraes

 

Deusa de um paraíso sem fim

Uiara era assim

De olhos amarelos

Cabelos verdejantes

Que se tornaram marcantes

Como era moça bonita

Com Imberê quis casar

Ela só casaria

Se a noite ele fosse buscar

Lutando com afam

A noite queria encontrar

Onde está a noite, a noite já vem

Onde está o dia, Uiara já tem

 

1976

Enredo: Reisado das terras das Alagoas

Compositores: Iba Nunes e Gilberto (Beto)

 

Oh meu povo

Oh avenida querida

Trago a esta passarela

Uma festa colorida

O reisado e um ato popular

Em Alagoas

Quando o Natal esta pra chegar

Retumbam os tambores

As maracas a tinir

Os mestres animados

Enfeitados a sorrir

Visitando mais uma vez

Engenhos, fazendas e povoados

Começando no natal

E terminando em santos reis

Diz outra vez

Alagoas

Terra fértil em cantadores

Reisado, em trajes típicos

E adimiradores

Com reis, rainhas e embaixadores

Percorrem em romaria

Com orações nos entremeios

Bumba-meu-boi é a sensação

Feito sua apresentação

Se despedem cantando o refrão

Senhora dona da casa, agradeço o que fez

Vou embora, vou embora

Para o ano eu volto outra vez

Senhora

 

1977

Enredo: Sete Povos das Missões

Compositores: Waldir Prateado

 

Vamos cantar

Os jesuítas e os índios do Brasil

Que com heroísmo fundaram

Os Sete Povos das Missões

 

Em terras férteis

Não tardaram a florescer

Grandes cidades, riqueza e cultura (bis)

Onde irmanados

Trabalhavam pra vencer

 

Cobiçados pelos bandeirantes

Desbravadores de terras

A procura do ouro

Chegaram à Tupã-Avaé

E pelo Natal

Atacaram as Missões

Indígenas e jesuítas

Deram combate aos cruéis bandeirantes

Sangue dos dois lados

Corria a todo instante

 

De pouco a pouco

As Missões começaram a cair (bis)

Estava desfeito um sonho

De uma nação Guarany

 

Lá no céu

Continua brilhando

O valente cacique Sepé Tiaraju

Que fulgor tem as estrelas

Da Constelação do Cruzeiro do Sul

 

O "Boi Barroso"

Ninguém consegue laçar

Tata Manha, Mãe do Ouro (bis)

E a guarda fiel

De Tumbaé Avá

 

1978

Enredo: Cabuçu exalta as pedras preciosas do Brasil

Compositores: Izalmar, Marlony e Valmir

 

Através da propria natureza

Este solo tem riquezas

Que ninguém no mundo

Pode imaginar

Este é um tema envolvente

Sobre as pedras e nossa gente

Nesta festa popular

Vem o Cabuçu todo enfeitado

Que beleza de reinado

Com brilhantes sem igual

Desde os tempos do rei Dom João

Que estas pedras preciosas

Valorizam o nosso chão

 

Salve o garimpeiro

Que vive a trabalhar (bis)

No sol o dia inteiro

Para as pedras encontrar

 

Pedra facetada, o diamante

Rubi tão fascinante

Ametista, uma pedra popular

Topázio, amarelo encantador

Esmeralda que a mulher

Seu nome adotou

E o homem girando em fantasia

Na astrologia

É regido pela pedra e a cor

 

Água marinha iô iô

Água marinha iá iá (bis)

Presente aos nobres

Que o Brasil tem para dar

 

1979

Enredo: O gigante negro da Abolição à República

Compositores: Ilzamar, Marlon, Valmir e Amauri

 

Liberdade

Estava conquistado o ideal

Negros e brancos (bis)

Teriam direito de igualdade

Em todo território nacional

 

Relembrando uma época distante

Um passado emocionante

No tempo colonial

Onde o negro que sofria dia-a-dia

Mas no peito ainda ardia

Desejo de ser feliz

Correndo para as matas em abrigo

Fugindo do castigo

Nos quilombos iam se refugiar

Pedindo a Deus em forma de oração

A libertação da escravidão

 

Um negro jornalista

Farmacêutico e escritor (bis)

Em colunas de jornais

Lutava pelos irmãos de cor

 

Filho de uma negra quitandeira

José do Patrocínio sua vida dedicou

À libertação da escravatura

E o seu sonho realizou

Depois que o gigante negro da Abolição

Pela República lutou

Conseguindo a Proclamação

E assim a liberdade enfim chegou

 

1980

Enredo: Tua Obra Não nega, Lalá

Compositores: João, Augusto, Celcinho e Dirceu

 

Hei de torcer, torcer, torcer
Hei de torcer com emoção (bis)
O teu cabelo não nega
Linda morena do meu coração

Lamartine, o grande compositor
É o orgulho brasileiro
Que muitas saudades deixou
Trouxe de berço o seu talento
Que logo se revelou
É linda a primeira valsa
“Torturas de amor”
Na rádio seu programa foi ao ar
A Rádio Nacional
Hoje faz lembrar
O Trem da Alegria
Olé, olê, olá
Louvor em oração
A São Pedro e São João
O teatro de revista musicou
As operetas “Viva o amor”

 

Vai haver o diabo
Prestes a chegar (bis)
Vai quebrar o Pequeno Polegar

 

1981

Enredo: De Daomé a São Luis, a pureza da mina Jêje

Compositores: Zé Maria D'Angola e Grajaú

 

Oiá oiá aiêiêô

As nações hoje estão em festa (bis)

Em louvor a Roioçama

 

Abalaxe de Ory, o noche

No Gume da casa grande

Em São Luiz do Maranhão, em iorubá eu vou

Falar do reino de Minas Jêje ô

 

Das pretas velhas, da meninada de vodun

Dos pagadores de promessa (bis)

E a fonte do Apicum

 

Quevioço, ô Dan

Quanta pureza o ritual de Daomé

Este povo vem mostrando

Sua nobreza e a fé

É carnaval das Tobossis

Entra como entrei, seja feliz

 

O que, o mana

O que que mamãe mandou buscar (bis)

Água de beber, água de benzer

Água da fonte para oferecer

 

1982

Enredo: A lenda do dragão dourado

Compositores: Taú Silva, Jacob e José Carlos Rego

 

Está no céu a testemunhar

O que o negro já sabia

O índio veio confirmar

E o branco viu, com sabedoria

Haver coisas entre o céu e o mar

Que a vã filosofia, nem pode imaginar

Nas brancas praias, nos palmerais

Não havia gemido nem ais

Dorso dourado, de ambição

Olhos de fogo, é maldição

Cruz em Credo, Ave-Maria

No paraíso chegaria

O gênio do mal, em forma de dragão

 

Queimando o verde

Solapando o mar (bis)

Dá flores e frutos

Para ele sossegar

 

Mas como sempre acontece

Com quem se enfraquece

O monstro ainda quer

Ela, a bela Indiara

Que Arati tanto amara

A flor virgem, flor mulher

 

Lança de prata, pena branca, cocar

Cresce tronco, sobe galhos sem parar (bis)

Estou na lua, para a fera aprisionar

 

1983

Enredo: A visita de Ony da Ifé ao Obá de Oyó

Compositores: Grajaú e Jacob

 

No ayê, no ayê

No ayê babá, obá obá (bis)

O filho de Olurum

De Olurum não atendeu Ifá

 

Oh Mãe Santa, clareia

Mostrai ao mundo um babalaô

Que fale de Ony Ifé Obá Oyó Oluô

E os ministros de meu pai Xangô

 

Enaê, enaê

Enaê emojubá (bis)

Deixa oxalá passar

 

Tem maldade nos caminhos de Exu

Na floresta oi, o cavalo de Kaô, Kaô

Motivou a prisão do nosso pai Oxalá, Oxalá

 

E o Orum desabou (bis)

A miséria iImperou no ayê de kaô

 

Salubaê, salubaê Nanã Buruquê

Reconheceu o seu amor

A paz voltou ao reino de Xangô

Ofereceu o trono em troca do perdão

Oxalá quer água em troca da humilhação

 

Ofilalaê, hoje é festa pra você (bis)

Ofilalaê, hoje é festa pra você

 

Oyá Oxum Obá dançam alegremente para Oxalá

No cortejo ao som do alabé, do alabé

A corte de Oyó oferecendo presentes e flores

Nasceu Oxumaré enfeitando o Orum e o Ayê

 

1984

Enredo: Beth Carvalho, a enamorada do samba

Compositores: Edmundo Souto, Paulinho Tapajós, Iba Nunes e Luiz Carlos da Vila

 

Bate outra vez mais um samba no meu coração

Beth outra vez arrebata de emoção a multidão

Brotou no jardim da Gamboa, essa menina flor

Bailarina, dançou, encantou e assim que cantou

Desabrochou por fim

Nos festivais, todo povo aplaudiu

E sua andança o mundo então seguiu

Onde você for quero ser seu par

A cantar, a cantar

Quero ser o samba e te enamorar

Namorar, enamorar

Cantou pandeiro e viola

Nelson Cavaquinho e Cartola

O samba no pé, o povo na mão

Querendo salário, pedindo feijão

Gritou com toda força pra moçada

Agora tá na hora da virada, porque

 

Porque (ora porque) o seu sonho mais profundo (bis)

É o dia que o samba venha dominar o mundo

 

(Fala Cacique)

Cacique, Mangueira e o seu Botafogo

Ardendo nas veias paixões como fogo

Beth embala Luana, Beth quer te embalar

Beth embala Luana, pra Luana não chorar

(Mas chora...)

 

Chora, não vou chorar (eu não vou chorar) (bis)

Nem lamentar o que passou

 

Bate outra vez...

 

1985

Enredo: A festa é nossa, ninguém tasca ou Ri melhor quem ri por último

Compositores: J. Leão, João do Cabuçu, Celsinho, João do Cavaco e Jorginho Harmonia

 

Hoje vou sonhar com a liberdade

Eu vou, eu vou sonhar (sonhar, sonhar)

E contando a nossa história

De tristeza e alegria

Nos seus braços vou deitar (e vou contar)

Zé Carioca eu sou (eu sou)

Vim de terras do além-mar

 

Vi a luz da liberdade

Se apagar na mão covarde (bis)

De quem veio explorar

 

Os índios antes livres foram massacrados

Trocaram sua tanga pela calça lee

E o negro escravizado

Em Quilombos se refugiou

Até a influência européia

A nossa cultura modificou

 

Quem quer vai

Quem espera sempre alcança (bis)

Do brasileiro ninguém tira a esperança

 

Fracassaram pela traição

As tentativas de libertação

A independência

A aristocracia foi quem fez

Mas foi o povo que pagou

E até hoje a liberdade tão sonhada não chegou

 

Liberdade, oi

Para este povo sofredor (sofredor)

Que já está de saco cheio

De comer o pão que o diabo amassou

(Falei que a festa é nossa) (bis)

A festa é nossa

40 anos vamos festejar (festejar)

A festa é nossa

Viemos comemorar

 

1986

Enredo: Deu a louca na história! E agora, Stanislaw, como é que fica?

Compositores: Beto Pernada, Orlando, Ney, Celsinho e Fernando

 

Muitos anos se passaram

Num devaneio de um criador

Foi trocando a história

Que Cabral num "14 Bis" chegou

Xi, seu Cabral, seu Cabral

Cuidado com o jacaré, jacaré

Chama o índio e mata a fera

Se quiser pisar em terra

Senão você não vai descer

A missa ao som de um órgão era uma onda

Rezada por uma freira

Cruz credo, na batina tem dendê, oi

 

Chica da Silva

Loira pura angelical (bis)

Corria o céu

Em sua nave espacial

 

Do grito veio a independência

Carmem Miranda empinou o seu bumbum (seu bumbum)

Montada em uma girafa

Cantarolava thica thica thica bum

 

Thica thica thica bum

Bum bum bum (bis)

Thica thica thica bum

Mas que bumbum

 

Vejam a zorra que se deu na Abolição

A nega Clementina aboliu a escravidão

Assinando a Lei Áurea em cima de um fogão

Está na hora, vamos valsear

Dançar o "corta-jaca" até o dia clarear

Está na hora, vamos valsear

A banda tira um "sarro"

E joga a música no ar

O gigante despertou, ô

E foi à luta contra a águia impoluta

Tenta o golpe derradeiro

É sonho, chegou fevereiro

Veja o que aconteceu

Stanislaw, e como fico eu

 

Deu a louca na história

Eu não fiz isso por mal (bis)

Olha o povo delirando

Porque hoje é carnaval

 

1987

Enredo: Roberto Carlos na Cidade da Fantasia

Compositores: Adilson Gavião, Adalto Magalha e Sérgio Magnata

 

Surgia na manhã o rei sol

Na carruagem que corria o infinito

Apolo dedilhava sua lira

Soavam notas que tocaram a tez de um mortal

Assim nasceu Roberto Carlos na canção popular

E hoje em festa e fantasia

Na corte da alegria vem cantar

 

E quem sou eu, nessa cidade encantada

Sou mensageiro do amor (bis)

No esplendor da madrugada

 

"Olha", você sabe muito bem

Certos "detalhes" de uma vida agitada

O que me vale é a 'palavra amiga'

Sempre tão querida do meu camarada

Um "amante à moda antiga"

Nesse palco de "emoções"

Quero um amor seja eterno

O resto "'que vá tudo pro inferno"

 

Oh, meu Brasil "verde e amarelo" (bis)

Meu Cachoeiro de luar tão belo

 

Oh, noite, não se vá sem levar

De presente meu coração

Quem sabe nessa longa "cavalgada"

No meu alazão de prata

Eu encontrei inspiração

E cantar pra você outra vez

"A nossa canção"

 

1988

Enredo: O mundo mágico dos Trapalhões

Compositores: Adilson Gavião, Adalto Magalha e Sergio Magnata

 

Hoje a tristeza não vai mais atrapalhar

Quero festa em todos os corações

Pois a minha escola o povo vai contagiar

Com a alegria dos Trapalhões

Quero em cada boca um sorriso

No meu peito eu preciso dessa emoção

Desperte em você essa lembrança

Vem comigo ser criança

Na carona da ilusão

 

Didi, Dedé

Mussum e Zacarias (bis)

Seu mundo é

Encanto e magia

 

Dignidade de palhaço

Faz vibrar o povo brasileiro

Mestres do sorriso

Transformam a avenida em picadeiro

Pintando o sete eu vou (eu vou)

Mil gargalhadas pra esquecer o desamor

Nossa tristeza é ver criança abandonada

Maltrapilha na calçada

Tão carente de amor

Oh, meu Brasil

Não esqueça dela por favor

 

Mineiro bom

Cadê o mé (bis)

Olha, cigano

O cearense diz no pé

 

1989

Enredo: Milton Nascimento, sou do mundo, sou de Minas Gerais

Compositores: Beto Pernanda, Rebello, Ney do Cabuçu e Jadir

 

No bailar do vento

Me abracei à poesia

O astro-rei me iluminou pra eu falar

Desse poeta genial

Um patrimônio da cultura musical

Da terra importante na história do Brasil

De Aleijadinho e Tiradentes

Milton Nascimento

Aqui se faz presente

Ele é do mundo

É de Minas, é da gente

 

Nesse trem azul

Vou fazer a travessia (bis)

Solto a voz pelas estradas

No raiar de um novo dia

 

Elis, ah Elis

"Quantas saudades" e do Clube da Esquina

Canto Latino-Americano

"Cio da terra", fecunda o chão

O negro reza por sua libertação

 

Sentinela, sentinela

A força, a raça, a magia (bis)

Maria, Maria, oh Maria

 

Querido Menestrel das Alagoas

Sua voz ainda ecoa entre nós

"Coração de Estudante"

Cintilante como estrela

É o planeta blue

 

1990

Enredo: Será que votei certo pra presidente?

Compositores Afoncinho, João Anastácio, Walter da Ladeira e Carlinhos do Grajaú

 

O sol da liberdade

No horizonte enfim raiou (bis)

Com rara felicidade

O povo livre votou

 

Vejam só

A ironia do destino está presente

Vejam só, parece mentira eu votei pra presidente

Era muita pilantragem

A mais grossa sacanagem

Uma Avilã, podes crer

Por trás de tanta lambança

Uma luz uma esperança

Firme em cada alvorecer

 

Eu votei

Se votei certo, só mesmo o tempo dirá

Peço a Deus sinceramente (bis)

Que ilumine o presidente

Desde agora, desde já

 

Proteção ao índio

À flora e aos pantanais

O ouro é nosso

Não deixe ser extintos os animais

Senhor presidente, pra essa miséria ter fim

Faça um governo capaz

Dê melhor vida amor e paz

O povão espera assim

 

1991

Enredo: Aconteceu Virou Manchete

Compositores: Ney do Cabuçu, Jadir, Carlinhos Madureira e Roberto Gamação

 

Aconteceu, virou "Manchete" por aí

É a Cabuçu que homenageia

O menino de Kiev na Sapucaí

Vindo lá da Russia tão distante

Trazido pelos mares do Senhor dos Navegantes

Com saúde de riqueza um pilão

A vida só é vivida com amor no coração

 

Shalom, shalom Chagal (bis)

Foi consagrado na pintura mundial

 

Quantas saudades de pierrôs e colombinas

Nas batalhas de confetes

Era um colorido genial

Na Praça Onze, a alegria era geral

No velho, bonde se fazia o carnaval

O senhor Adolpho Bloch

Ainda ajuda a cultura nacional

Com a imprensa, falada e televisada

Mostra os costumes dessa terra tão amada

 

Brasil de JK (bis)

Reverencia o homem que veio de lá

 

Anastácia, Corpo Santo e Kananga do Japão

A bela imagem do Pantanal

Fascina o povo com seu lindo visual

 

1992

Enredo: Xuxa, o sonho vira realidade no xou da Cabuçu

Compositores: João Ferreira, Orlando Negão, Sereno e Robertinho da Matriz

 

Era uma vez, uma história deslumbrante

Um mágico universo de ternura

Contagiou este sonho colossal

Era prenúncio de alegria geral

Lirismo que embala a ilusão

Onde cabelos dourados

Voavam na brisa da imaginação

Na viagem encantada

Numa poça azulada, encontrou

O Dragão do Xuxexo e o Rei do Glamour

Botos cor-de-rosa, moderninhos

No império dos baixinhos

 

Sem essa de baixo astral

A vida é um doce, a lua é de cristal (bis)

A Cabuxu é um planeta triunfal

Ilariê, Ilariê no carnaval

 

Com um turbilhão de cores

A Cabuçu vem mostrar

A trajetória desse mito popular

Voando em sua nave de ilusões

A Xuxa alegra a milhões de corações

Para os baixinhos e altinhos

Ela canta com eterna emoção

 

A Rainha e sua corte no carnaval (bis)

Beijinhos, beijinhos, tchau, tchau, tchau

 

1993

Enredo: De quadrinho em quadrinho, lá vai meu recado

Compositores: Carlinhos Mad, Nei do Cabuçu, Jadir e Di Miguel

 

Extra, extra, extra

Esta é a maior revelação do carnaval

É a Cabuçu que homenageia

Mauricío de Souza

Ele é manchete nacional

O criador deste universo infantil

Que tem lindas histórias em quadrinhos

Mônica, a menina inspiração

Os outros personagens criação

Cebolinha, Magali e o Cascão

Essa turma faz a maior confusão

 

Chico Bento vem pra roda

Que o Piteco vem aí (bis)

O Rolo está contente

Também quer se divertir

 

O nosso Pelezinho

Mostra ao mundo a arte de jogar

Jotalhão, o mais amado

O Sansão todo empanado

Orácio, Astronauta e o Pererê, rerê

Penadinho, o fantasminha camarada

Lucinda, Franjinha e Bidu

Anjinho praticando boa ação

Tina mora no meu coração

 

No espaço me liguei

Na minha mente bailei

Hoje sou criança (bis)

E neste mundo infantil

Me embalei

 

1994

Enredo: Brajiru, meu Japão brasileiro

Compositores: Ney do Cabuçu, Jadir, Karlinhos Madureira e Werneck

 

No despertar do sol, 18 de junho

Bagagem em punho, desembarcam no Brasil

Eram os primeiros imigrantes japoneses

Trazendo a cultura oriental (oba)

A convite do governo brasileiro

Navegaram nesse mar azul

Kasatu-Maru, a pioneira embarcação

Rebuscando os seus novos ideais

Conduzindo o seu arado

O cultivo do grão evoluiu (ô evoluiu)

O plantio do arroz e do café

Faz a troca do chá com o Brasil

 

Paciência japonesa, a Cabuçu soube esperar (bis)

Hoje põe cartas na mesa, sayonará, sayonará

 

Bicho da seda, tecidos e mantas de algodão

Ciência, arte da inspiração e origamis na decoração

Gueixas com quimonos estampados

Ensinadas a servir e seduzir com muito amor

Incenso pra livrar o mau-olhado

E lindos leques pra espantar o calor

 

Monges guerreiros, samurais

Buda, imagem da religião (bis)

E no judô, o meu Brasil é campeão

 

E quando, chegou a tecnologia

A inteligência superou, oi alô alô

Trazendo o vídeo e a fotografia

Televisão em sintonia, pra vocês arigatô

Quem vai à Liberdade, vai a um pedacinho do Japão

(Só pra ver como é que bom)

Cerejeira é uma festa popular

Tanabata é a lenda do amor

Banzai é uma arte milenar

Do país do futebol ao Império do Sol Nascente

Misturei sakê com samba, pra alegrar a nossa gente

Misturei sakê com samba, pra alegrar o nosso carnaval

 

1995

Enredo: Um abraço na Cinelândia, 60 anos do Teatro Rival

Compositores: Zeca, João Anastácio, Wawa do Cabuçu e Nicolau

 

É carnaval ôôô

Abriu-se a cortina para o show

Mostrando nesse palco iluminado

A arte fascinante que o teatro irradia

Tudo começou com Francisco Serrador

O criador da Broadway brasileira

Que hoje encanta esse Rio de amor

 

Obelisco, Avenida Central

Galeria Cruzeiro (bis)

Teatro Municipal

 

Museu de Belas Artes

Desenvolvimento do artista no Brasil

Biblioteca Nacional

Valor histórico sem igual

Amarelinho, a resistência

Que o progresso não calou

E o Palácio Pedro Ernesto

Um grande acervo

De memória cultural

Peças, comédias e shows

Fazem do Teatro Rival

O precursor do artista nacional

Axé a Walter Pinto, Alda Garrido

Oscarito, Grande Otelo e outros mais

Orgulho do cenário brasileiro

Que não esqueceremos jamais

 

Batam palmas na avenida

Batam palmas pro Rival (bis)

Cabuçu vem desfilando

Alegrando o carnaval

 

1996

Enredo: Do Reclame ao Merchandising, a História da Propaganda no Brasil

Compositores: Carlos Werneck, Karlinhos Madureira, Sérgio Magnata, Beto Pernada, Ney do Cabuçu e Jadir

 

Explode coração nessa avenida

A emoção é pra valer

A minha Cabuçu de bem com a vida

No seu cinqüentenário vem dizer

Foi através do mar (do mar)

Que Pero Vaz de Caminha

Começou a propagandear

Fez uma carta ao rei de Portugal

Anunciando o eldorado tropical

O índio, o branco e o negro trocaram prosas

Em ritmos de danças e canções

E o gingado pelo mundo se espalhou

E foi assim que o jornal anunciou

 

Quem quer comprar um negro, sim senhor

Ele é fujão, reprodutor (bis)

E uma negra boa de leite

Que a criança esperança alimentou

 

As amarelinhas, no rádio o direito de nascer

E na TV quem não se comunica eu quero ver

Aconteceu, virou uma boa idéia

Trinta anos, tudo a ver

Mercedes Benze, Maria reza

Tintones vai correndo a sacolinha

Não entre nessa, meu ilustre passageiro

Sendo assim, quero petróleo brasileiro

 

Sou a número um, sou paixão nacional

Sou propaganda, sou enredo musical (bis)

Estou aí para brilhar no carnaval

 

1997

Enredo: Todas as Marias de Nossa Terra

Compositores: Ney do Cabuçu, Carlos Werneck, Jadir, Sérgio Magnata, Beto Pernada e Di Miguel

 

Brilharam as Três Marias

Fazendo a noite virar dia

Iluminando a nossa moradia

Maria, o teu nome principia

Tens a pureza da flor

Aventurada em missão de amor

Foi escolhida pra gerar o Rei dos Reis

Abençoada pelas mãos do Criador

Voa Ave Maria

Traz lá do céu pra nossa terra alegria

Eu sou um fruto da sua raiz

Santa Maria que me faz feliz

 

Com lata d'água fez um banho, Maria

Na estória o seu par, foi João (bis)

Deixou fumaça por onde passou

Jogando tênis, meu Brasil foi campeão

 

No tempo em que o país era colonial

Dona Leopoldina imperava na Corte Real

Quitéria, heroína da libertação

E a Bonita dava ordem no sertão

Hoje a minha Cabuçu faz exaltação

A todas as Marias, sejam famosas ou não

Escaldalosa, Teimosa, que não é de Ninguém

Maria branca é meu bem

Maria mole me faz bem

 

Já dizia o poeta, Maria Maria

Gal Costa e Bethânia na canção (bis)

"Maria Graça" fez um "X" na minha mão

 

1998

Enredo: Toda a sorte do mundo

Compositores: Ney do Cabuçu, Carlos Werneck, Sérgio Magnata, Jadir, Karlinho’s Madureira, Robertinho da Matriz e Di Miguel

 

Brilhou, brilhou, brilhou e clareou

A Cabuçu traz o passado ao presente

Na inteligência de um futuro jogador

Com toda a sorte do mundo

Disputa o grande prêmio

Desfilando com amor

Quebra-cabeça, pra aprender jogar xadrez

Jogo de bola e amarelinha

Hoje mostramos pra vocês

A verdadeira arte do lazer

Tem coelho na cartola

Eu sonhei com a filharada

Vou fazer uma fezinha

Meu palpite é uma barbada

Quem tem sorte vem jogar

Estou rifando um coração

Você já deu sua raspadinha hoje

Ouço no rádio e na televisão

É a última cartela, jogo de bingo é uma cartada

Vem me dar uma moeda, que a roleta foi girada

E o perigoso jogo do amor

Do solitário e o computador

Minha escola entre de lona

Pra mostrar o seu valor

Jogar com a vida

Contar com a sorte na jogada

Tem que ter manha e astúcia

No Búzio a sorte está lançada

 

1999

Enredo: O meu cabelo não nega

Compositores: Sereno, Carlinhos Melodia, Junior e Nicolau

 

A Cabuçu contagiou

E me levou nesta folia

O cabelo não nega

É encanto, é época

É mistério, é magia

Já deu força e poder pra uns

Lançou modas e costumes

Serviu de tema, piada e poema

Tristeza e alegria

 

Falso ou verdadeiro

Em cor ou natural (bis)

Nasce com a vida

Muda o visual

 

Através do homem segue a história

Muitos mitos, tantas glórias

Na arte, a tradição do ritual

Tinturas e henês que vão surgindo

Modulando com toques divinos

É mais lindo e sensual

Pra quem duvida ou brincou de amor

A ciência prova na essência que ficou

(Vem amor)

 

Vem amor, que o rei mandou

Vamos festejar, hoje a noite é nossa

Herança da raiz (bis)

Que encarola ou enrola

Ou deixa livre pra voar

 

2000

Enredo: Brasil 500... ano 2000, Cabral faz a festa no Brasil

Compositores: Paulo Samara, Anderson e Márcio

 

A imaginação se faz presente

Emoldurada de belezas naturais

Ritmos, costumes e festanças

Folclore, futebol e rituais

Brasil 500 é a Cabuçu, é carnaval

Os contrastes que vieram da nobreza

Desta terra descoberta por Cabral (por Cabral)

Mostrando para todos as riquezas

Deste país tropical

 

Hoje é paz, é liberdade

É amor no coração (bis)

Na igualdade das três raças

Deu-se a miscigenação

 

Brasil, Brasil 2000

Que fascínio é o Rio de Janeiro

Tem pagode o ano inteiro

Padre maneiro para abençoar

A beleza dessas matas, a fauna e o nosso chão

O e-mail ao rei foi a confirmação

Na certeza do amanhã, é só acreditar

Nessa terra, o que se planta dá

 

O futuro a Deus pertence, pra que discutir

Lindos sonhos de crianças, mundo de ilusões (bis)

Outros povos, outras raças, a cultura é universal

Para o terceiro milênio, eis a festa de Cabral

 

2001

Enredo: Cabuçu canta e encanta com o canto das sereias

Compositores: Carlinhos Melodia, Wanderlei Araújo, Chiquinho da Passarela e Valdir da Mina

 

Linda estrela brilhou

Do céu clareou a cidade inteira

Tem poesia no ar

Cabuçu vem contar o canto das sereias

Seu canto seduziu os cantos

A voz um encanto deu vida é mãe

Calou os deuses da mitologia

Profana ou santa de alguém é paixão

 

Negra ou branca, morena

Fez Caiurá se apaixonar (bis)

Nas curvas perfeitas do seu corpo lindo

Me fez pecador somente em pensar

 

No mar, mãe sereia encantou

E também assustou

Fez navio afundar

No rio, Iara mandou

A floresta parou para ouvi-la cantar

Os trancos que a vida lhe deu

Superou as barreiras, rompendo fronteiras

Mulher alcançou seu lugar na sociedade

A igualdade, seu direito de razão

Ainda hei de ver você, mulher

Comandar minha nação

Ao povo, seu poder será verdade

Fraternidade com amor e união

 

Foi você quem me deu a vida

Se sou o que sou, quem és (bis)

Dificuldades vencidas

Hoje eu sei que só o bem me quer

 

2002

Enredo: Se reciclar não vai faltar

Compositores: Chiquinho Passarela, Carlinhos Preto, Roberto Gamação e Neca Bittar

 

Chegou a hora

De se unir para salvar este país (este país)

Eu não quero ver tristeza

Chega de tanta pobreza

Que o futuro seja mais feliz

A Cabuçu vem declarar

É que reciclando dá

Só nos resta é tentar

Use a criatividade

Tudo em prol da humanidade

Que as coisas vão melhorar

 

Que maravilha

Tudo pode aproveitar (bis)

No lixo muitas riquezas

Nós podemos encontrar

 

Chega de agressão a natureza

Olha só, quantas belezas

Nós podemos construir

Colares, flores e vasos de plantas

Diversos objetos artesanais

 

Tem magia na avenida

Tem tem tem

Tens um elo com a emoção (bis)

De um lindo sonho

Encontrei a solução

 

2003

Enredo: Cores Brilhos e Fantasias, Abram Alas para a Folia

Compositores: Robson, Paulo Figueiredo, Paulinho da Área e Carlos Júnior

 

Terra

Abençoada e cheia de luz

Onde o samba é alegria

Pelos quatro cantos tem folia

É bom recordar como surgiu

Pierrô, Arlequim e Colombina

Numa longa viagem

O entrudo rompeu fronteiras

Enriquecendo o folclore brasileiro

Boi-bumbá, dança das fitas e a festa do reisado

Bumba-meu-boi do Maranhão

A sua dança me contagia

Bailando ao som dos atabaques e pandeiros

Parece sonho é pura magia

Nos braços dessa poesia

Bate bateria, minha emoção

Com cores, brilhos e fantasias

Abram alas pra folia

Que a Cabuçu veio mostrar seu chão

Como é lindo o azul do mar

O branco, a paz e a esperança pairam no ar

Prateando a noite pra quem quer amar

A dendeca faceira alegrando o olhar

 

2004

Enredo: Therezinha Monte, A guerreira do samba e seus 20 anos de folia na Cabuçu

Compositores: Paulo Figueiredo, Dudu Mendes, Telmo Augusto, Paulinho da Área e Carlos Junior

 

O seu olhar desperta alegria

Vou viajar na trajetória da sua história

Seu dom de escrever e apresentar

Fez tanta gente sonhar

És orgulho em nossa memória

A vitória que ajudou a conquistar

Hoje a primeira campeã da Passarela

Te exalta, te abraça

Te faz enredo nesse carnaval

 

Pra acalmar seu coração

E a emoção ter mais razão (bis)

Vem amenizar nossa saudade

Você traz felicidade

 

Passados 20 anos de glória

Enredos que fizeram delirar

Beth Carvalho, Rei Roberto, Os Trapalhões

Xuxa, Maurício de Souza e outros mais

Guerreira do samba

Grata aos que puderam lhe ajudar

Therezinha Monte

Tens um brilho que não se apagará

(Eu vou...)

 

De azul e branco, amor

Vamos cobrir esta avenida (bis)

É carnaval, é Cabuçu

É alegria

 

2005

Enredo: Pindorama, paraíso de belezas naturais, hoje terra de todos, depois só Brasil 
Compositores: Paulinho da Área, Carlos Júnior, Neca Bittar, Chiquinho Passarela e Reginaldo 


Fauna, florestas, belezas naturais 
Paraíso de encantos e riquezas 
Terra de todos Pindorama é Brasil 
Na fé das divindades 
Seguem o costume em preservar 
Sem ganância as tribos sabiam desfrutar 


Cada aldeia um cacique 
O índio com muita fé (bis)
Na União das tribos 
Buscam a cura com Pajé 

Na caça, na pesca 
Canoa, arco e flecha 
Da palha, objeto artesanal 
Rios de águas de límpidas 
O solo é fértil 
Tudo que se planta dá 
Na chegada do homem branco 
Tudo se modificou 
Trazendo destruição e dor 

O grito do índio ecoou 
Na luta contra a escravidão (bis
E na preservação da natureza 
Pra grandeza da nação

2006
Enredo: A mão que varre este chão segura com firmeza essa nação
Autores: Marcelo Rodrigues, Neca Bittar, J. Carlos, Vinicios, Willian, J. Grande e Luiz Maia

Sorria meu povo
Podem aplaudir
Hoje o Renato encanta
Sacode e balança
O rei dos oprimidos é um gari
Todos simples operários
Que vão cedo pro trabalho
Pra família sustentar
Senhor político, põe a mão na consciência
Dê um basta a violência
Faça o Brasil melhorar

E brincadeira, eleito de novo
Não fez nada pelo povo (bis)
Deixando se levar à ganância
Um capital do Tio Sam

Nesses quatro dias de folias
Vou vestir a fantasia
Sem o preconceito social
Que o luxo junte com a pobreza
Modernizando a beleza
Lundu é dança, é união

Vou varrendo, eu vou varrendo amor
Vou varrendo esse chão (bis)
Sou Cabuçu e prego a paz
Pra firmeza da nação

2007
Enredo: Da Existência dos Pretos Forros ao Desenvolvimento do Méier
Autores: Sérgio Magnata, Ney do Cabuçu, Bill, Dudu Mendes, Carlos Júnior e Pedro Paulo

Foi felicidade e coragem
Quando o recanto começou a se formar
Nas encostas de um morro
Os pretos forros
Chegaram construindo um doce lar
Em Roça dos Alforriados
Transformaram todo o alto da serra
Criando centro agrícola e social
Na colonização foram pioneiros
Desse novo povoado

Evoluindo a expansão
Enfim surgiu a nova estação (bis)
E a necessidade do aumento de vias
Pro transporte da população

O tempo não vai mais voltar
Mas não importa, sua história é imortal
Rancho, corso e sociedade
Alegravam de verdade
A comunidade do carnaval
Fartura no comércio e na beleza
Saúde, segurança, lazer e educação
A modernidade alcançou
És um eterno patrimônio de valor

Hoje a Cabuçu
Com euforia vem contagiar (bis)
Exaltando o Méier na avenida
Fazendo o nosso povo delirar

2010
Enredo: Estácio é o Rio, Estácio é o Berço do Samba
Autores: Silvano, Lair, Betinho Santana, Luis Fernando e Jéferson

Quem sou eu
O fundador desta cidade
Viajando na historia de lutas e glórias
E guerreiros de verdade
Vivi na malandragem boemia
E consagrei muitos bambas
Tornei-me o berço do samba
Da batucada no candomblé
Cai na gandaia no cabaré
Rezei no Círio de Nazaré

Com arte negra da Bahia brinquei
Na Pauliceia Desvairada encantei (bis)
Chora chorões no Sapoti no Tititi
Sacudindo a Sapucaí

Sonho um futuro que pedi a Deus
Quero embalar nos braços teus
Ver a minha escola tão bela
Nesta passarela
Fazendo o povo cantar
Pisando forte este chão erguendo o meu pavilhão
O show tem que continuar

Mostra garra na Avenida meus Leões
A Cabuçu canta feliz
Por isso Deixa Falar (bis)
São Carlos e Estácio de Sá
A força do samba raiz

2011
Enredo: A Cabuçu mexe e remexe através dos tempos
Autores: Luiz Eduardo Mendes da Silva, Jonathan Fernandes Vieira e Vitor Hugo da Conceição Dutel

Já chegou a hora
Nesta avenida vamos balançar
A Cabuçu mexe e remexe
Sacode enlouquece não pode parar
Através dos tempos se mostrou a evolução
Tantos ritmos, quantas danças
Heranças de uma nova geração

Rebola, rebola
Deixa o corpo te levar
(bis)
De azul e branco
Hoje eu vou me acabar

Baila
Em cada passo nos salões
Na pista ou nas religiões
A festa já vai começar
Gira baiana, num mar de compassos
Pés de tantos carnavais
Um requebrado de amor sensual
No tema do meu carnaval

Vou lutar pro meu sonho ser real
Com a força e a fé da comunidade (bis)
É Cabuçu em nossos corações
Mostrem garras meus leões

2012
Enredo: Cabuçu, dá a Elza na Avenida!
Autores: Sylvinho, Jefferson, Lair e Laércio

Oh! Mulata assanhada
Musa do poeta sonhador
Vem fazendo pirraça, meu povo te abraça
"E assim nós vamos vivendo de amor"
Foi Ary Barroso, que a grande estrela descobriu
Vem chorar meu cavaquinho pra dançar o "miudinho"
A diva que é orgulho do Brasil

Samba, rock, funk e blues
Elza Soares, seu cantar seduz
(bis)
Brilhou no Salgueiro plantou a semente
Sua paixão é Mocidade Independente

O amor...
"Beijo na boca" sua voz rouca, sedução...
Um gênio de pernas tortas
"Deu Elza no seu coração", oh! Doce paixão...
Uma estrela nunca para de brilhar ô ô
Veste o manto rubro negro pra vibrar (Mengo...)
É a voz do milênio e do amor
Que Jorge o Guerreiro abençoou

É no show da bateria que a mulata vem sambar
Seu gingado tem magia e feitiço no olhar
(bis)
Comunidade vem cantar feliz da vida
Sou Cabuçu e "vai dar Elza na avenida"

2015
Enredo: Nossa Senhora Aparecida, o Milagre
Compositores: Jeferson, Tuiu, Lair e Laércio

Cubra com seu manto a cabuçu
Faço um pedido em oração
A nossa senhora na minha tragetória
Estende a mão e me dê proteção
Foi, a beira de um riacho
Que o milagre aconteceu
O pescador jogou a rede
A imagem da Santa apareceu

A luz que ilumina meu caminho
Reluz e reflete no espelho (bis)
O bem que você faz, o fruto vai colher
O mal nunca vencerá

Segue o romeiro a procissão
E de joelhos peço a libertação
Oh! Santa tenha piedade
Com sua glória, livrai-me da maldade
A lua clareia e vem me guiar
Com fé as correntes vão arrebentar
Oh! Mãe... Me deixa ver a luz do seu olhar
Somos seus filhos
Na esperança que ela venha abençoar

Nossa senhora rogai por nós
Não deixe calar a nossa voz
(bis)
Proteja minha escola, lindo alvorecer
Faz o milagre acontecer

2016

Enredo: A festa é nossa e ninguém tasca! São 70 anos de Xou da Cabuçu no Mundo Mágico do Carnaval
Autores: Tuil Pontes, Marcio, Laércio, Betinho Santana, Fumaça e Jefferson Oliveira

Hoje vou sambar, extravasar, sem medo
De azul e branco recordar
Sua história, lindos enredos
Carnaval… a Cabuçu Manchete principal
Vai ressurgir sua memória
Personalidades imortais
Pierrô e Colombina, bailando em poesia
Faz a gente delirar
De confete e serpentina
Tudo isso me fascina
O show vai continuar

Eu já morri de rir com os Trapalhões
Roberto Carlos, tantas Emoções (bis)
De Sentinela, em Alto Astral
Marcou um X a nave espacial

Brilha! Lá no céu a estrela guia
Nas Andanças dessa vida
Não deixamos de sonhar
Com alma guerreira, Almirante a navegar
No mexe e remexe desse mar
Personagens em quadrinhos
A criança e suas ilusões
Oh Padroeira abençoe meus leões
Linda, tão bela, Primeira Campeã da Passarela
Orgulho do meu pavilhão
Setenta anos de emoção

Chegou nossa hora, vamos festejar!
Rumo à vitória, o povo a cantar (bis)
Parabéns Cabuçu, minha eterna paixão
Escola do meu coração!

2017

Enredo: Domingo Menino Dominguinhos
Autores: Jeferson Oliveira, Junior Fionda, Betinho Santana, Laércio e Vando Orelha

Simbora fio que é dia de feira
Se o galo canta é pra despertar
E traz contigo
Triângulo, fole e pandeiro
Pro forró ficar maneiro
Quando a Cabuçu passar
Irmãos de fé
Na vida o maior tesouro
No chão o chapéu de couro
Pro trocado arrumar

Tem serenata pro rei do baião
Em oito baixos a linda canção
Que som é esse meu Deus
(bis)
Mas ó que cabra bom
Do pai Francisco
Ele herdou o dom

Olha pro céu meu amor
Veja o menino partindo
Pros braços do redentor
Das mãos de Gonzaga
Regeu seu destino
Olha isso aqui tá muito bom
Mais um gênio da canção
De acordes nordestinos
Partiu… Inté asa branca
Bateu asas do sertão
Deixando no peito
Uma saudade sem fim
Parece que falta um pedaço de mim
Que bom estar contigo novamente
De azul e branco te ver regressar
Chegou a hora da saudade terminar

Quando o acordeon tocar
Cabuçu vai sacudir
Segura a saia menina (bis)
“Dominguinhos” me fascina
A poeira vai subir