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BEIJA-FLOR

BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS

FUNDAÇÃO  25/12/48
CORES  Azul e Branco
QUADRA  Praça Wallace Paes Leme, 1025
Nilópolis
26510-032
Telefone: 2791-2866
Fax: 2691-1571
BARRACÃO  Rua Rivadávia Correa, 60
Barracão 11
Cidade do Samba - Gamboa
20220-290
Telefone: 2233-5889
Fax: 2233-5889

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

HISTÓRICO

A Beija-Flor nasceu em 25 de dezembro de 1948, durante uma festa de Natal. Um grupo de amigos de Nilópolis resolveu formar o primeiro bloco carnavalesco da cidade, que recebeu o nome de Beija-Flor em homenagem a um rancho que já existia com o mesmo nome. Foram fundadores da escola os sambistas Milton de Oliveira (o Negão da Cuíca), sua mãe Eulália, Helles Ferreira, Mário Silva, José Fernandes da Silva, Walter Silva, Édson Vieira e Hamilton Floriano.

Em 1953, o bloco Beija-Flor foi inscrito na Confederação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Os primeiros anos da Beija-Flor foram difíceis. A quadra, na verdade, era um terreno baldio, a escola tinha muito pouca estrutura. Um pouco de malandragem fora necessário para o crescimento da entidade. Para desfilar na cidade do Rio de Janeiro era necessário que a escola possuísse quadra no próprio município. E a Beija-Flor, sendo de outro, conseguiu ajuda de Amaury Jório, da Imperatriz, que arrumou uma pequena quadra para a escola no bairro de Ramos, só para constar que a escola nilopolitana era da cidade. Além disso, Djalma Preto, da Mangueira, também apoiou muito a Beija-Flor.

A Beija-Flor pela primeira vez se apresentou como escola de samba, no Grupo 2 do Rio de Janeiro, e venceu logo de cara com o enredo "Caçador de Esmeraldas". O compositor do samba era Cabana, o maior nome entre os compositores nilopolitanos em todos os tempos, que foi parceiro de Martinho da Vila em sambas de meio de ano e também chegou a compor na Portela. Mas a passagem da escola pelo grupo principal foi irregular, e alguns anos depois a Beija-Flor estava de volta ao Grupo 2.

A Década de 60 foi de altos e baixos para a Beija-Flor ainda tentando se firmar como escola do primeiro grupo, contudo ela foi rebaixada até ao grupo 3 onde ficou por 3 anos. Contudo a escola manteve as esperanças de anos melhores e retomou seu rumo em direção ao sucesso na década seguinte. Porém, em 1962, com um dos seus sambas mais bonitos em todos os tempos, composto por Cabana, a Beija-Flor apresentou "Dia do Fico". A escola obteve ótima colocação, chegando em segundo lugar, subindo para o Grupo 1. E no ano seguinte, desfilou com o enredo "Peri e Ceci", mas acabou rebaixada, regressando ao Grupo 2. Somente em 1974 a escola voltaria, definitivamente, à elite do carnaval carioca, apresentando o enredo "Brasil ano 2000".

Com a vinda de Joãosinho Trinta, Laíla e outros insatisfeitos do Salgueiro, em 1976, a escola foi a grande campeã do carnaval, com o enredo "Sonhar com rei dá leão" que contava a história do jogo do bicho, demonstrando em suas alegorias um luxo até então atípico para a época, acarretando o fim da hegemonia do quarteto formado por Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano. E venceu ainda nos dois anos seguintes. Em 1977, com o enredo "Vovó e o rei da Saturnália", e em 1978 com "A criação do mundo na tradição nagô", conseguindo o tricampeonato. A agremiação de Nilópolis passou a ser conhecida como a escola do luxo e iniciou o processo de verticalização das escolas, através de grandes alegorias e dos adereços de mão.

E o sucesso da Beija-Flor continuou: em 1979 e 1981 conseguiu o segundo lugar, e em 1980 dividiu o título com Portela e Imperatriz, com o enredo "O sol da meia-noite". Em 1983, a escola foi novamente a grande campeã, com "A Grande constelação de estrelas negras".

Dois vice-campeonatos da escola de Nilópolis também merecem registro. Em 1986, o enredo "O mundo é uma bola" levou o futebol para a avenida. O desfile, em condições normais, não teria chamado tanta atenção, mas uma chuva torrencial fez com que os componentes demonstrassem muita força de vontade, emocionando quem assistia ao espetáculo. Em 1989, a segunda colocação de "Ratos e urubus, larguem minha fantasia" revolucionou o mundo do samba, com os mendigos que Joãosinho Trinta levou para a Passarela do Samba. O desfile tinha dois setores: um pobre e um rico. O desfile de 89 é considerado por muitos como o melhor do século.

Joãosinho deixaria a escola de Nilópolis em 1994. E o tão sonhado título no Sambódromo só viria em 1998, dividido com a Mangueira, com o enredo "O mundo místico dos caruanas" desenvolvido por uma Comissão de Carnaval que levou a Beija-Flor ao seu sexto campeonato. A escola foi vice-campeã por quatro vezes consecutivas entre 1999 e 2002, sempre perdendo pela diferença mínima para a primeira colocada.

Mas a Beija-Flor recuperaria o título em 2003. Venceria pela primeira vez sozinha depois de vinte anos (lembrando que seu último título fora dividido com a Mangueira) com o enredo "Saco Vazio Não Pára em Pé - A Mão que faz a Guerra, faz a Paz". No ano seguinte, conseguiria o bi com o enredo "Manoa, Manaus, Amazônia, Terra Santa: Alimenta o Corpo, Equilibra a Alma e Transmite a Paz". A escola desfilou sob uma intensa chuva, que combinou com o trecho do samba "Água que lava minh'alma ao matar a sede da população", o que deu mais um sabor ao desfile, impulsionando a escola ao título. Em 2005, com um enredo sobre os Sete Povos das Missões, a Beija-Flor, cujo desfile começou já num sol quente das sete da manhã de terça-feira, conquistaria o segundo tricampeonato de sua história. De 1998 a 2005, a escola sempre era ou campeã ou vice do carnaval carioca. A escrita foi quebrada com a quinta colocação em 2006. Tudo voltaria ao normal para os ares de Nilópolis com o bicampeonato obtido em 2007 (com um tema sobre a África) e 2008 (ao falar de Macapá), driblando as suspeitas de manipulação de resultados que originou uma CPI na Câmara Municipal do Rio. Recuperaria o título três anos depois, ao homenagear Roberto Carlos na Marquês de Sapucaí em 2011.

Em 2014, o mal-sucedido desfile sobre comunicação, com Boni como fio condutor, tirou a Beija-Flor do Sábado das Campeãs pela primeira vez desde 1992. A volta por cima viria no ano seguinte, com o décimo terceiro título da azul-e-branco através de um polêmico enredo sobre Guiné Equatorial, país africano há décadas comandado por um ditador.

RESULTADOS DA ESCOLA

1954 - 1ª no Grupo 2

O Caçador de Esmeraldas

 

1955 - 6ª no Grupo 1

Páginas de Ouro da Poesia Brasileira

 

1956 - 12ª no Grupo 1

O Gaúcho

 

1957 - 10ª no Grupo 1

Riquezas Áureas do Brasil

 

1958 - 10ª no Grupo 1

Tomada de Monte Castelo ou Exaltação às Forças Armadas

 

1959 - 9ª no Grupo 1

Copa do Mundo

 

1960 - 6ª no Grupo 1

Regência Prima

 

1961 - 8ª no Grupo 2

Homenagem a Brasília

 

1962 - 2ª no Grupo 2

Dia do Fico

 

1963 - 10ª no Grupo 1

Peri e Ceci

 

1964 - 12ª no Grupo 2

Café, Riqueza do Brasil

 

1965 - 3ª no Grupo 3

Lei do Ventre Livre

 

1966 - 3ª no Grupo 3

Fatos que Culminaram com a Independência do Brasil

 

1967 - 2ª no Grupo 3

A Queda da Monarquia

 

1968 - 9ª no Grupo 2

Exaltação a José de Alencar

 

1969 - 9ª no Grupo 2

O Paquete do Exílio

 

1970 - 6ª no Grupo 2

Rio, Quatro Séculos de Glórias

 

1971 - 7ª no Grupo 2

Carnaval, Sublime Ilusão

 

1972 - 6ª no Grupo 2

Bahia dos meus Amores

 

1973 - 2ª no Grupo 2

Educação para o Desenvolvimento

 

1974 - 7ª no Grupo 1

Brasil Ano 2000

Rosa Magalhães

 

1975 - 7ª no Grupo 1

O Grande Decênio

Manuel Antônio Barroso

 

1976 - 1ª no Grupo 1

Sonhar com Rei dá Leão

Joãosinho Trinta

 

1977 - 1ª no Grupo 1

Vovó e o Rei da Saturnália na Corte Egipciana

Joãosinho Trinta

 

1978 - 1ª no Grupo 1

A Criação do Mundo na Tradição Nagô

Joãosinho Trinta

 

1979 - 2ª no Grupo 1A

O Paraíso da Loucura

Joãosinho Trinta

 

1980 - 1ª no Grupo 1A

O Sol da Meia-Noite, uma Viagem ao País das Maravilhas

Joãosinho Trinta

 

1981 - 2ª no Grupo 1A

Carnaval do Brasil, a Oitava das Sete Maravilhas do Mundo

Joãosinho Trinta

 

1982 - 6ª no Grupo 1A

O Olho Azul da Serpente

Joãosinho Trinta

 

1983 - 1ª no Grupo 1A

A Grande Constelação das Estrelas Negras

Joãosinho Trinta

 

1984 - 3ª no Grupo 1A e 5ª no Supercampeonato

O Gigante em Berço Esplêndido

Joãosinho Trinta

 

1985 - 2ª no Grupo 1A

A Lapa de Adão e Eva

Joãosinho Trinta

 

1986 - 2ª no Grupo 1A

O Mundo é uma Bola

Joãosinho Trinta

 

1987 - 4ª no Grupo 1

As Mágicas Luzes da Ribalta

Joãosinho Trinta

 

1988 - 3ª no Grupo 1

Sou Negro, do Egito à Liberdade

Joãosinho Trinta

 

1989 - 2ª no Grupo 1

Ratos e Uubus Larguem Minha Fantasia

Joãosinho Trinta

 

1990 - 2ª no Grupo Especial

Todo Mundo Nasceu Nu

Joãosinho Trinta

 

1991 - 4ª no Grupo Especial

Alice no Brasil das Maravilhas

Joãosinho Trinta

 

1992 - 7ª no Grupo Especial

Há um ponto de luz na imensidão

Joãosinho Trinta

 

1993 - 3ª no Grupo Especial

Uni-Duni-Tê, a Beija-Flor Escolheu: É Você

Maria Augusta

 

1994 - 5ª no Grupo Especial

Margareth Mee, a Dama das Bromélias

Milton Cunha

 

1995 - 3ª no Grupo Especial

Bidu Sayão e o Canto de Cristal

Milton Cunha

 

1996 - 3ª no Grupo Especial

Aurora do Povo Brasileiro

Milton Cunha

 

1997 - 4ª no Grupo Especial

A Beija-Flor é Festa na Sapucaí

Milton Cunha

 

1998 - 1ª no Grupo Especial

O Mundo Místico dos Caruanas nas Águas do Patu-Anu

Comissão de Carnaval

 

1999 - 2ª no Grupo Especial

Araxá, Lugar Alto onde Primeiro se Avista o Sol

Comissão de Carnaval

 

2000 - 2ª no Grupo Especial

Brasil, Um Coração que Pulsa Forte, Pátria de Todos ou Terra de Ninguém

Comissão de Carnaval

 

2001 - 2ª no Grupo Especial

A Saga de Agotime, Maria Mineira Naê

Comissão de Carnaval

 

2002 - 2ª no Grupo Especial

O Brasil dá o Ar da sua Graça. De Ícaro a Rubem Berta, o Ímpeto de Voar

Comissão de Carnaval

 

2003 - 1ª no Grupo Especial

O Povo Conta a sua História: Saco Vazio não para em Pé, a Mão que faz a Guerra, faz a Paz

Comissão de Carnaval

 

2004 - 1ª no Grupo Especial

Manõa, Manaus, Amazônia, Terra Santa: alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz

Comissão de Carnaval

 

2005 - 1ª no Grupo Especial
O Vento corta as Terras dos Pampas. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Guarani, Sete Povos na fé e na dor... Sete Missões de Amor
Comissão de Carnaval

 

2006 - 5ª no Grupo Especial
Poços de Caldas Derrama Sobre a Terra Suas Águas Milagrosas: Do Caos Inicial à Explosão da Vida - Água, a Nave-Mãe da Existência
Comissão de Carnaval

 

2007 - 1ª no Grupo Especial
Áfricas, do Berço Real à Corte Brasiliana
Comissão de Carnaval

 

2008 - 1ª no Grupo Especial
Macapaba: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo
Comissão de Carnaval

 

2009 - 2ª no Grupo Especial
No Chuveiro da Alegria, quem Banha o Corpo Lava a Alma na Folia
Comissão de Carnaval

.

2010 - 3ª no Grupo Especial
Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília: do sonho à realidade, a capital da esperança
Comissão de Carnaval

.

2011 - 1ª no Grupo Especial
Roberto Carlos: A Simplicidade de um Rei
Comissão de Carnaval

.

2012 - 4ª no Grupo Especial
São Luís - o Poema Encantado do Maranhão
Comissão de Carnaval

.

2013 - 2ª no Grupo Especial
Amigo fiel - Do cavalo do amanhecer ao Mangalarga Marchador
Comissão de Carnaval

.

2014 - 7ª no Grupo Especial
Amigo fiel - Do cavalo do amanhecer ao Mangalarga Marchador
Comissão de Carnaval

.

2015 - 1ª no Grupo Especial
Um Griô conta a história: um olhar sobre a África e o Despontar da Guiné Equatorial - Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade
Comissão de Carnaval

.

2016 - 5ª no Grupo Especial
Mineirinho genial! Nova Lima - Cidade natal. Marquês de Sapucaí, o poeta imortal!
Comissão de Carnaval

.

2017 - 6ª no Grupo Especial
A Virgem dos Lábios de Mel - Iracema
Comissão de Carnaval

 

SAMBAS-ENREDO

1954

Enredo: O caçador de esmeraldas
Autor: Osório Lima

Apresentamos neste carnaval
Uma história importante
Na qual mencionamos
Fernão Dias Paes
Este grande bandeirante
Que cuja vida dedicou em prol
De esmeraldas no sertão
E após tornar-se feito seu grande ideal
Tombou junto ao rio das Velhas o imortal
Pela riqueza da nossa nação
Foi que durante sete anos
Explorou alguns sertões
Seus feitos rutilantes
Refletem radiantes
Dentro em nossos corações
Bartolomeu Bueno da Silva
Borba Gato, Antônio Arzão
Os heróis aventureiros
Que no Brasil inteiro
Deixaram fama, glória e tradição
La la laia la la ia...

1957

Enredo: Riquezas áureas do Brasil
Autor: Cabana (Silvestre David da Silva)

Brasil tuas riquezas
São de inveja universal
Brasil tu és belo forte e colossal
E tua raça orgulhosa de ti
Vem em praça pública exibir
O que a natureza construiu
Para este povo varonil
Que cumprindo o seu dever
Prolificará o teu progresso Brasil
Tens no teu seio
Minha pátria amada
Produtos de grande valorização
Café, cacau, diamante e borracha
Gigante de nossa exportação
E outros produtos mil
Que são riquezas áureas do Brasil

1962

Enredo: Dia do Fico
Autor: Cabana

"Como é para o bem de todos
e felicidade geral da nação (bis)
diga ao povo que fico"
Isto aconteceu

No dia 9 de janeiro de 1822
Data que o brasileiro jamais esqueceu
Data bonita e palavras bem ditas
Que todo o povo aplaudiu
Preconizando Dom Pedro I
O grande defensor perpétuo do Brasil
Foi uma data de glória
Exuberante em nossa história
Esta marcante vitória deste povo varonil
Também exaltamos agora
Homens que lutaram
Pelo "Fico" no Brasil
José Clemente Pereira e José Bonifácio
Que entregaram no palácio a petição

Rogando a D. Pedro I
Que permanecesse em nossa nação (bis)

1963

Enredo: Peri e Ceci
Autor: Cabana

Viemos apresentar
De José de Alencar
Esta obra-prima e fabulosa
Com cenas heróicas e amorosas
De um índio guarani
Peri que só pensava em existir
Vivendo para Ceci
Filha de Dom Antonio de Marins
O seu senhor
E para provar seu grande amor
Sua religião e sua tribo
Até a própria mãe
Peri abandonou
Peri este índio valente que surgiu
Como o orgulho das selvas do Brasil
Tinha a preocupação
De dar toda proteção
À Virgem Santa
Que na sua imaginação era Ceci
Que foi a salvação
De sua mãe não sucumbir
Lá, lá, lá laia...

1969

Enredo: Paquete do exílio
Autor: Ivancué

Esta brilhante página
Que a nossa história imortalizou
Após o último capítulo da monarquia
Quando nosso nobre Imperador
Dom Pedro II ao Brasil legou
A sua consciência cristalina
Sua imperturbável linha de honestidade
Elegância de atitude
Dignidade de ação
Ao despedir-se da nossa nação
Para o exílio
Resolução do regime governamental
Para orgulho do Brasil e do povo tradicional
O grande monarca embarcou
Com toda família imperial
La ra ra ra
Foi o majestoso Alagoas
O navio de renome nacional
Denominado o Paquete do Exílio
Por transportar a família imperial
Cumprindo ordem presidencial
Glória a sua majestade Dom Pedro II
Que foi glorificado por ser tão gentil
Como Imperador do Brasil
Dois anos após
Tão longe pra sempre adormecia
E o governo estrangeiro então lhe concedeu
Honras majestáticas que no Brasil mereceu

1971

Enredo: Carnaval, Sublime Ilusão
Autores: ????

Com plenitude e nos devaneios
Eu vou agora relatar
A minha grande obsessão
Doce e sublime ilusão
Carnaval, carnaval
Festa de mito cultural
Que enriquece o folclore nacional
O entusiasta Zé Pereira
Animava pelas ruas os cordões
Alegres foliões
Dos bondes e dos salões
Lindas fantasias, belas tradições
Blocos, ranchos, frevos
Os divinos nos folguedos
Reviver é divinal
A suntuosidade
Do baile de gala do municipal
Nas escolas de samba
A luz do esplendor e harmonia
E as sociedades
Com chave de ouro
Fecham o reino da folia
Lalalalaiaiá
Está chegando a hora
As idas se recordando
Sinhazinha, alegria desse ano
Ao alvorecer, ao alvarecer
Pelas ruas da cidade
Só restará
Pedacinhos coloridos de saudade

1972

Enredo: Bahia dos meus Amores
Autores: ????

Tornei-me um trovador
Vou falar da Bahia (bis)
Terra de São Salvador

A rainha do petróleo
Recordista no cacau
Bahia, Bahia
Meu passado é triunfal
Berço de gente importante
És bela e fascinante
Como pé lindo se ver
Baianas nas calçadas
Bem arrumadas
Cantando para vender

Olha o mugunzá
Olha o mugunzá (bis)
Olha o doce ioiô
Olha o doce iaiá

Terra das catedrais
E romarias
Dos famosos pai-de-santos
Das capoeiras e da feitiçaria
Oh meu senhor do Bonfim
Quem me dera a Bahia
Cantando assim

Na Bahia corre água sem chover (bis)

A água do coco é doce
Eu também quero beber (bis)

1973

Enredo: Educação para o desenvolvimento
Autores: Walter de Oliveira e João Rosa

Veja que beleza de nação
O Brasil descobre a educação
Graças ao desenvolvimento
E a reforma do ensino
O futuro, o amanhã
Está nas mãos destes meninos

Vamos exaltar
Vamos exaltar (bis)
As professoras
Que ensinam o bê-a-bá

E relembramos os jesuítas
Os primeiros colégios criaram
Para dar aos brasileiros
Cultura e educação
Brasil terra extraordinária
Venham ver a nossa
Cidade Universitária

Uni-duni-tê
Olha o A-B-C (bis)
Graças ao MOBRAL
Todos aprendem a ler

(mas vejam)

1974

Enredo: Brasil ano 2000
Autores: Walter de Oliveira e João Rosa

É estrada cortando
A mata em pleno sertão (bis)
É petróleo jorrando
Com afluência do chão

Sim, chegou a hora
Da passarela conhecer
A idéia do artista
Imaginando o que vai acontecer
No Brasil no ano 2000

Quem viver verá
Nossa terra diferente (bis)
A ordem do progresso
Empurra o Brasil pra frente

Com a miscigenação de várias raças
Somos um país promissor
O homem e a máquina alcançarão
Obras de emérito valor

É estrada cortando
A mata em pleno sertão (bis)
É petróleo jorrando
Com afluência do chão

Na arte, na ciência e cultura
Nossa terra será forte sem igual
Turismo, o folclore altaneiro

Na comunicação alcançaremos
O marco da potência mundial (bis)

1975

Enredo: O grande decênio
Autor: Bira Quininho

É de novo Carnaval
Para o samba este é o maior prêmio
E o Beija-Flor vem exaltar
Com galhardia
O grande decênio
Do nosso Brasil que segue avante
Pelo céu, mar e terra

Nas asas do progresso constante
Onde tanta riqueza se encerra (bis)

Lembrando PIS e PASEP
E também o FUNRURAL (bis)
Que ampara o homem do campo
Com segurança total

O comércio e a indústria
Fortalecem nosso capital
Que no setor da economia
Alcançou projeção mundial
(E lembraremos...)
Lembraremos também
O MOBRAL, sua função
Que para tantos brasileiros
Abriu as portas da educação
(E é de novo...)

1976

Enredo: Sonhar com rei dá leão
Autor: Neguinho do Vale

Sonhar com anjo é borboleta
Sem contemplação
Sonhar com rei dá leão
Mas nesta festa de real valor, não erre não
O palpite certo é Beija-flor (Beija-flor)
Cantando e lembrando em cores
Meu Rio querido, dos jogos de flores
Quando o Barão de Drummond criou
Um jardim repleto de animais
Então lançou
Um sorteio popular
E para ganhar
Vinte mil réis com dez tostões
O povo começou a imaginar
Buscando no belo reino dos sonhos
Inspiração para um dia acertar

Sonhar com filharada é o coelhinho
Com gente teimosa, na cabeça dá burrinho (bis)
E com rapaz todo enfeitado
O resultado, pessoal, é pavão ou é veado

Desta brincadeira
Quem tomou conta em Madureira
Foi Natal, o bom Natal
Consagrando sua Escola
Na tradição do Carnaval
Sua alma hoje é águia branca
Envolta no azul de um véu

Saudado pela majestade, o samba
E sua brejeira corte (bis)
Que lhe vê no céu

1977

Enredo: Vovó e o rei da Saturnália na Corte Egipciana
Autores: Savinho da Beija-Flor e Luciano da Beija-Flor

Caiu dos olhos da vovó
(Lalaiá, laiá)
Uma lágrima sentida
Lembrando imagens de criança
Do velho tempo que passou
O seu pranto é colorido
Nas vivas cores da televisão
Que hoje assiste recordando
Formosos ranchos
E grandes sociedades
No esplendor da noite
Como era lindo a presença do dia
A corte egipciana
Enredos de nostalgia

Não chore não, vovó
Não chore não (bis)
Veja quanta alegria dentro da recordação

Relembre a graça do entrudo
E o fascínio do baile de Veneza
Lá em Roma Pagã
Para festejar a primavera
Colhiam frutose faziam orgia
Que começavam ao romper do dia

E vinha um rei
Num belo carro naval (bis)
Alegrando a saturnália
Inventando o carnaval

(De lá pra cá)
De lá pra cá
Tudo se transformou
Mas a vitória da folia ficou
No encanto do meu povo que brinca
Sambando quando samba a Beija-Flor
(Vovó...)

1978

Enredo: A criação do mundo na tradição Nagô
Autores: Neguinho da Beija-flor, Mazinho e Gilson

Bailou no ar
O ecoar de um canto de alegria
Três princesas africanas
Na sagrada Bahia
Iyá Kalá, Iyá Detá, Iyá Nassô
Cantaram assim a tradição Nagô
(Olurum)
Olurum, senhor do infinito
Ordena que Obatalá
Faça a criação do mundo
Ele partiu, desprezando Bará
E no caminho, adormecido, se perdeu
Odudua
A divina senhora chegou
E ornada de grande oferenda
Ela transfigurou
Cinco galinhas d'Angola e fez a terra
Pombos brancos criou o ar
Um camaleão dourado
Transformou em fogo
E caracóis do mar
Ela desceu, em cadeia de prata
Em viagem iluminada
Esperando Obatalá chegar
Ela é rainha
Ele é rei e vem lutar
(Ierê)

Iererê, ierê, ierê, ô ô ô ô
Travam um duelo de amor (bis)
E surge a vida com seu esplendor

1979

Enredo: O paraíso da loucura
Autores: Savinho, Luciano e Walter de Oliveira

Ao ressoarem os clarins da folia
O sonho
Filho da noite e do infinito é o rei
No paraíso da loucura
Ao povo proclamou
A seguinte lei
Esqueçam os problemas da vida
O trem, o dinheiro e a bronca do patrão
Não pensem em suas marmitas
E no alto preço do feijão

Joguem fora a roupa do dia-a-dia
E tomem banhos no chuveiro da ilusão (bis)

Olhem o céu que maravilha
Retalhos de nuvens, bordados de estrelas
Quando o sol e a lua brilham
A natureza vem mostrar sua beleza
Tudo neste mundo é encanto
Com o despontar da primavera
Tirem do passado a nobreza
E do futuro a magia da surpresa
Entrem no jardim das delícias
Pela porta da imaginação
Criem a fantasia mais linda
Delirem neste canto de emoção

Hoje sou livre
Sou criança Beija-Flor
Amante da beleza (bis)
Sou um ser espacial
Ô ô ô ô ô ô ô brindando a vitória do amor

1980

Enredo: O Sol da meia-noite: uma viagem aos país das maravilhas
Autores: Zé do Maranhão, Wilson Bombeiro e Aluízio

Preta velha imaginou outra estória e vai contar
Preta velha já falou que nós vamos viajar
(Galopando...)
Galopando em cavalos alados
Chegamos ao país das maravilhas
Iluminado pelo sol da meia-noite
Bela fantasia infantil
Recebidos por soldadinhos de chumbo
Entramos na floresta encantada
Brincamos com cata-ventos, pipas e piões
No enlace da barata e Dom Ratão

Jogar xadrez, pique-bandeira
Pular carniça, tudo é brincadeira (bis)

(E um gênio...)
Um gênio cria fogos de artifício
Os animais falam e as flores cantam
Neste lindo encanto eis o resplendor
E a magia das mil e uma noites
Chapeuzinho, lobo, Cinderela a gata
Branca de neve e os sete anões
A chita correndo com o saci-pererê
E todos falando a língua do P (olha a língua do P)

P b P ru P xa
Levantando a poeira (bis)
Até a bruxa vem brincar

Olha a ciranda
Vamos todos cirandar
E na terra dos brinquedos
Todo mundo recordar
Índio malandro, baianinha oriental
Outra vez eu sou criança e Beija-Flor no carnaval

1981

Enredo: Carnaval do Brasil, a oitava das sete maravilhas do mundo
Autores: Neguinho da Beija-Flor, Dicró e Picolé

Rompendo auroras
Gloriosa ela surge deslumbrante
É a Terra
Senhora de um mistério tão profundo
Que os homens enfeitaram
Com as sete maravilhas deste mundo
Os Jardins Suspensos da Babilônia
Que um rei construi com amor
E orgulhoso a rainha ofertou

E a muralha de longe fascina
Quem tem olho grande não entra na China (bis)

A estátua de Zeus
O Deus de todo o povo grego
E o templo de Diana
Relicário de beleza
O Colosso de Rodes
E as Pirâmides do Egito
O Farol de Alexandria
Iluminava até o infinito
Mas agora é hora
De um monumento vivo e multicor
Corpos nus em rituais
De gingados sensuais
Tamborins e agogôs
Saias rodadas de negra baianas
Giram faiscando de esplendor

Lelê ô, Lelê ô, Skindô
Criou belezas mil (bis)
E a oitava maravilha vem brilhar, vem brilhar
Neste carnaval do meu Brasil

1982

Enredo: O olho azul da serpente
Autores: Wilson Bombeiro, Carlinhos Bagunça e Joel Menezes

Viola, ê viola
Vadia de vida boa
A Beija-Flor cantando voa
Na literatura de Cordel
No reino de Paranambuco
Numa serpente, a bruxa
Destruía tudo sob o céu
Lá em Palmares
Um ritual desencantou
O olho azul da serpente
Naquela flor atraente
A princesa desabrochou, ô ô
Vem das trevas bruxaria
Enfeitiçando com ouro e magia

Maracatu, bumba ei
Tão fascinante chegou (bis)
No caboclinho sou rei
Guerreiro dourado eu sou

Mas o mestre Vitalino
Molda em barro o destino
Do povo tão sofredor
E Maurício de Nassau
Laça o gênio do mal
Oh, quanta alegria
Com Yarabela se casou, ô ô
Sete laços, sete pontes
No Rio Capibaribe
A serpente se transformou

Geme viola, o repente
Vem pro forró si menino (bis)
Caruaru tá contente
O Nordeste está sorrindo

1983

Enredo: A grande constelação das estrelas negras
Autores: Neguinho da Beija-Flor e Nêgo

A constelação
Das estrelas negras que reluz
Clementina de Jesus
Eleva o seu cantar feliz
À Ganga-Zumba
Que lutou e foi raiz
O negro que é arte, é cultura
É desenvoltura deste meu país
Eh Luana, o trono de França será seu baiana

Pinah, ê ê ê, Pinah
A Cinderela negra (bis)
Que ao príncipe encantou
No carnaval com o seu esplendor

Grande Otelo, homem show
Tem talento, dá olé

E o mundo inteiro gritou gol (é gol!)
Gol do grande Rei Pelé (bis)

Ô ô Yaôs, quanto amor
Quanto amor (bis)
As pretas velhas Yaôs
Vêm cantando em seu louvor

1984

Enredo: O gigante em berço esplêndido
Autores: Neguinho da Beija-flor e Nêgo

Navegando
Rumo às Índias
E sonhando com riquezas
Caravelas portuguesas
Os deuses, outros caminhos destinaram
Ecoou
Terra à vista, um grito emocionante
Era o Berço do Gigante
Esbanjando esplendor
Índios, selvas, mitos
E os negros com a força e magia
Fizeram pulsar com alegria o coração
De uma criança nação
Mas na ânsia de crescer
Do berço fértil se afastou
O seu olhar marejou o sofrer
Em lágrimas que servem de lições
E o gigante é o nosso povo
Reconstruindo um Brasil novo
Cheio de vida, organizando mutirões

E tem fuzuê
Alegrando o patropi (bis)
No samba lelê
Vamos cantar e sorrir

1985

Enredo: A Lapa de Adão e Eva
Autores: Zé do Cavaco, Carlinhos Bagunça, Carnaval, H.O. e Patrício

Rio de Janeiro
A Beija-Flor revela o passado
A Lapa de Adão e Eva
O paraíso do prazer e do pecado
A culpada foi Madame Satã

Coração de serpente não se engana
Fez Adão provar a maçã (bis)
Eva comer a banana

O jardim se transformou
Em Sodoma e Gomorra acabou (e o tempo...)
O tempo passou, passou, ô ô
Os fenianos chegaram
Lutaram com os Tenentes do Diabo
Pedra da Gávea inscrições ficaram

Ramos tem Cacique
Bafo tem também (bis)
Um devora o outro
Ninguém sabe quem é quem

Hoje meu Rio é cidade de Babel
Emoldurado neste meu painel
Política parece brincadeira
Camelô levou rasteira
Circo não tem opção
Gay é sucesso
Futebol exportação

Vem lourinha, vem sambar, oi
O crioulo só quer "Michael-Jekiar"
De braços abertos (bis)
Redentor pede ao Pai (o quê?)
Pra nos perdoar

1986

Enredo: O mundo é uma bola
Autores: Betinho e Jorge Canuto

Brasil, Brasil, Brasil, oi
Canta forte e explode de alegria
O mundo é uma bola
Girando, girando
Em plena euforia
Elando a corrente
Pra frente, pra frente
E a vitória conquistar
Com os heróis da nossa seleção
Vibrantes com o grito popular

Tudo em cima novamente
Sobrevoando a passarela (bis)
Que beleza a Beija-Flor
Sacudindo esta galera

Do Oiapoque ao Arroio Chuí
Tem folclore, tem mandinga
Oh, torcida campeã

O meu Rio de Janeiro
O ano inteiro á samba e Maracanã (bis)

Se esta profusão de cores
Sensibiliza o visual
A arte é jogar bola
Vai na Copa e faz um carnaval (é milenar...)

É milenar
A invenção do futebol (bis)
Fez o artista
Ter um sonho triunfal

1987

Enredo: As mágicas luzes da Ribalta
Autores: Mazinho e Gilson Dr.

Ao descerrar a cortina
O palco se ilumina
Tudo é brilho, luz e cor (luz e cor)
Mergulhei na poesia
Drama, riso e fantasia
Num cenário multicor
Surgiu de uma era distante
Esta arte fascinante
Que ao mundo inteiro deslumbrou
Com encanto e magia
O teatro irradia
A mais pura emoção
E hoje
Esta beleza infinita
Acontece na Avenida
É a minha escola a sensação

E lá no céu
Uma estrela brilhou
Anunciando a alegria (bis)
Que a passarela contagia
Com beleza e esplendor

Para que chorar o que passou
Lamentar perdidas ilusões
O meu povo vibra (bis)
Cheio de euforia
Extasiando os corações

1988

Enredo: Sou negro, do Egito à liberdade
Autores: Ivancué, Cláudio Inspiração, Marcelo Guimarães e Aloísio Santos

Vem amor contar agora
Os cem anos da libertação
A história e a arte dos negros escravos
Que viveram em grande aflição
E mesmo lá no fundo das províncias do Sudão
Foram o braço forte da nação
Eu sou negro
E hoje enfrento a realidade
E abraçado à Beija-flor, meu amor
Reclamo a verdadeira liberdade (já raiou)

Raiou o Sol, sumiu
E veio a Lua (bis)
Eu sou negro, fui escravo
E a vida continua

Liberdade raiou
Mas a igualdade não (não, não, não)
Resgatando a cultura
O grande negro revestiu-se de emoção
(E a Mãe Negra)
A Mãe Negra faz a festa
O povão se manifesta
Cantando para o mundo inteiro ouvir
Se faz presente a força de uma raça
Que pisa forte na Sapucaí

Dunga Tara Sinherê
Êre rê rê rê (bis)
Êre ré rê rê

1989

Enredo: Ratos e urubus... Larguem minha fantasia
Autores: Betinho, Glyvaldo, Zé Maria e Osmar

Reluziu, é ouro ou lata
Formou a grande confusão
Qual areia na farofa
É o luxo e a pobreza
No meu mundo de ilusão

Xepá, de lá pra cá xepei
Sou na vida um mendigo (bis)
Da folia eu sou rei

Sai do lixo a nobreza
Euforia que consome
Se ficar o rato pega
Se cair urubu come
Vibra meu povo
Embala o corpo
A loucura é geral (é geral)
Larguem minha fantasia, que agonia
Deixem-me mostrar meu carnaval
Firme, belo perfil
Alegria e manifestação
Eis a Beija-Flor tão linda
Derramando na avenida
Frutos de uma imaginação

Leba larô ô ô ô ô
Ébo lebará laiá laiá ô (bis)

1990

Enredo: Todo mundo nasceu nu
Autores: Betinho, Jorginho, Bira e Aparecida

A luz resplandeceu no caos
Anunciando um novo dia
Haja terra, água, fogo e ar
Imensas florestas, terríveis animais
Surge o homem
Todo mundo nasceu nu
Criou seu aparato, que barato
Começando o rebu

Vestiu a frente
Cobriu atrás (bis)
Por baixo dos panos
Sacanagem

Trepado no cangote
Dos pecados capitais
Galopou a humanidade
Um lindo paraíso descobriu
Sou eu este gigante "Brasil"
Tropeço do meu caminhar
Monstros de aço, em selvas de pedra
Ninho de famintas serpentes
Devoram toda riqueza e beleza
Que sufoco, minha gente

Hei de vencer, de vencer
No carnaval extravaso o meu canto
Vale o que está escrito, é o grito
"Olhai os lírios do campo"

Toca fogo no rabo
De quem nada faz (bis)
Eu sou povo, me acabo
E não agüento mais

1991

Enredo: Alice no Brasil das maravilhas
Autores: Pelé, Cláudio Inspiração, Tonho Magrinho e Paulo Roberto

Brincando com a imaginação
Hoje sou fantasia
Um lindo Beija-Flor anunciando
Uma viagem ao Brasil das maravilhas
Atrás do coelhinho apressado
Alice cai no abismo e se perdeu
Descobre a realidade
Ele é o brasileiro
E a brasileira aqui sou eu

Quem sou eu
Quem eu sou (bis)
As miragens do espelho
Que o poeta imaginou

E no derramar de nossas lágrimas
Surge então a chave do jardim
Dádiva da nossa natureza
Criando um país assim
Um gigante às vezes tão pequeno
Entre licores e pudins

E amanhã, o que será (bis)
Respondam: o que será de mim

Lagarta ou borboleta
Peão ou rei (bis)
Hoje vão rolar cabeças
Nesse jogo de xadrez

1992

Enredo: Há um ponto de luz na imensidão
Autores: Dinoel Sampaio, Itinho, Neguinho da Beija-Flor

Um ponto de luz surgiu, oi
Na magia desta invenção
Descortinando o infinito
Preto e branco ou colorido
É imagem na televisão
Baila, cristialino, irreal
O poder da criação
Trazendo encantos e culturas
Na simplicidade de um botão

Que rei sou eu, que rei eu sou
Ô ô ô ô (bis)
Que rei sou eu, que rei eu sou
Vivendo neste mundo de esplendor

Revivendo, oi
As belezas naturais
O céu, a terra, o mar
E no lindo Pantanal
A lenda diz que a mulher
Vira um belo animal

A cada ponto é uma arte que reluz
É o teu futuro que me seduz (bis)

Clareando humanidades
Serás a guia
Criatura iluminada eu serei
Enriquecido de sabedoria

Olê, lê, ô, vamos cantar
É TV anunciando (bis)
A Beija-Flor está no ar

1993

Enredo: Uni-duni-tê, a Beija-Flor escolheu: é você!
Autores: Wilson Bombeiro, Edeor de Paula e Sérgio Fonseca

Uni-duni-tê, ô
Vem ver o Sol no amanhecer (ê ê, vem ver)
A Beija-Flor escolheu, é você
Se a vida é uma volta na lembrança
Uma roda de esperança
Espalhando amor no ar
Liberte do seu peito essa criança
Dê as mãos na contradança
Vamos juntos cirandar

Nosso pique-fantasia
Vai brincando pela rua (bis)
E no anoitecer do dia
Vê o sol beijando a lua

(Agora vai...)
Vai, criança Beija-Flor, ô ô
Voar no azul do infinito
Quem semeia paz e amor (paz e amor)
Faz o mundo mais bonito
Se esta via fosse minha
Eu mandava ela brilhar

Com as cores do meu mundo de alegria
Só pro tempo não parar (bis)

Gira, meu mundo-pião
De listras brancas e azuis (bis)
E vai bordando no chão
Um arco-íris de luz

1994

Enredo: Margareth Mee, a dama das bromélias
Autores: Arnaldo Matheus, J. Santos e Almir Moreira

Desperta a alma brasileira
Bate forte o coração bretão (bretão) (bis)
Que faz a festa na Sapucaí
A Beija-Flor de Margareth Mee

Que sedução
Cortando o ar, lá vem a "garça" encantada
E ao chegar à "Mata Atlântica"
A "Lady" por bromélias é saudada
Navegando em expedições na Amazônia
Retratou riquezas naturais
Bromélias de real beleza contemplou
Obras da mãe natureza

Se enrosca nos meus braços
Me dá seu calor
Como o "Negro" e o "Solimões" (bis)
Vem que eu vou
Me leva, me leva nesse rio de amor

Se encantou com Uirapuru
A pororoca, e a pesca do pirarucu
Curtiu a lenda do boto Tucuxi
Crenças e mitos, viu cruel devastação
Anoiteceu e o "Cactus da Lua" floresceu
Pintou a flor mulher com sutileza
Foi premiada no Brasil e Corte Inglesa

E da primavera hoje com amor
É rainha coroada pela Beija-Flor (bis)

1995

Enredo: Bidu Sayão e o canto de cristal
Autores: Bira, Zé Carlos do Cavaco, Tião Barbudo, Dequinha Pottiêr e Jorginho

Bela menina, "voz de cristal"
Deslumbrava multidões
O seu talento, dom divinal
Encantou os corações
Grande guerreira que conquistou
Seu lugar ao sol
É festa, é luz, é cor, é poesia
É diva internacional

Neste palco surge ela, Bidu Sayão
Sacudindo a passarela, quanta emoção (bis)
E a minha Beija-Flor, "vem aplaudir"
"Bachianas" e "O Guarani"

Essa carioca da gema
Cultiva a vida inteira
O sonho de voltar à pátria
E o orgulho de ser brasileira
E semeou de norte a sul deste país
Seu canto lírico feliz
E hoje é musa na Sapucaí

O samba é amor, é nessa que eu vou
Swinga, minha bateria (bis)
Tô nesta ópera
Extravasando alegria

1996

Enredo: Aurora do povo brasileiro
Autor: Miro Barbosa

Ô ô ô ô
"Mãe negra" África
Diga quem eu sou (bis)
De onde vim
Pra onde vou

A nossa "aurora" é assim
Começo, desconheço, que dirá o fim
Meu Beija-Flor querido
Encontra o fóssil até então perdido
É carnaval, que tal
Falarmos da evolução, que bom, que bom
Meu ancestral é um "barato"
Daí surgiu a confusão

Pinta a pedra em "bacanal"
Ai, que coisa sensual (bis)
É o macaco excitando o pessoal

No Piauí nasceu
Mãe de "mim" e de vocês
(Na serra da Capivara)
"Mim" quem fala é índio
A língua que falava os "Jês"
E hoje
Dos gigantescos animais
Somos vestígios naturais
Da transformação da vida
Que dia, ai que emoção
Eu descobri enfim
O Brasil inteiro é meu irmão

1997

Enredo: A Beija-Flor é festa na Sapucaí
Autores: Wilson Bombeiro, J. Santos, Arnaldo Matheus e Almir Sereno

Vamos nessa, meu amor
Pra Sapucaí (por aqui, por aqui, por aqui)
Com o nilopolitano
Ao som do surdo vibrando
Delirante de felicidade
Pois Nilópolis nasceu
Organizou-se, cresceu
E comemora o seu jubileu
E a Beija-Flor engalanada
Traz as festas de presente
Ao orgulho da baixada

A Páscoa do coelhinho
Com a filharada
Homenagem de carinho
A nossa "mamãe" amada (bis)
Nos "arraiás" tem "quadrilhas" (anarriê)
No terreiro um Xirê
Saravando, Oxumaré

(E lá vou eu...)
Lá vou eu no "Halloween"
Misto de humor e de horror
Me dá um doce ou te assuto
É a bruxa solta, é o terror
E quando chega dezembro
A alegria é geral
Desce do céu em seu trenó
"Papai Noel", feliz Natal

É "réveillon", meu amor
Brindemos com a Beija-Flor (bis)

Explode champanhe
Axé, meu povo (bis)
Me abraça, me beija
É Ano Novo

1998

Enredo: Pará, o mundo místico dos Caruanas, nas águas do Patu-Anu
Autores: Alencar de Oliveira, Wilsinho Paz, Noel Costa, Baby e Marcão

Beija-Flor
E o mundo místico dos Caruanas (bis)
Nas águas do Patu-Anu
Mostra a força do teu samba

Contam que no início do mundo
Somente água existia aqui
Assim surgiu o girador, ser criador
Das sete cidades governadas por Auí
Em sua curiosidade, aliada à coragem
Com seu povo ao fundo foi tragado
O que lá existia aflorou, o criador semeou
Surgindo os seres viventes em geral
E de Auí se deu a flora, fauna e mineral

Sou Caruana eu sou
Patu-Anu nasceu do girador, obá (bis)
Eu trago a paz, sabedoria e proteção
Curar o mundo é minha missão

Pajé, a pajelança está formada
Eu vou na barca encantada
Anhangá representa o mal
Evoque a energia de Auí
Pra vida sempre existir
Oferenda ao mar pra isentar a dor
Com a proteção dos caruanas Beija-Flor
A pajelança hoje é cabocla
Na Ilha de Marajó, vou dançar o carimbó
Lundu e siriá, marujada e vaquejada
Minha escola vem mostrar
O folclore que encanta
O estado do Pará

1999

Enredo: Araxá - Lugar alto onde primeiro se avista o Sol
Autores: Wilsinho Paz, Noel Costa e Serginho do Porto

Araxá, Araxá (obá, obá)
Paraíso hospitaleiro (bis)
Onde do alto
Se avista o sol primeiro

És fonte de conhecimentos pra ciência
Prova fiel da existência
Dos primitivos animais
Cenário onde índios e negros
Em luta constante
Contra bravos bandeirantes
O sangue fluía a todo instante
Nasceu enfim, São Domingos do Araxá
Um solo livre pra explorar
Uma nova colonização
Com a vinda do Ouvidor
Surge a libertação

Ana Jacintha de São José (É beija)
Josefa Carneiro de Mendonça (Rara beleza) (bis)
Josefa Pereira é força e fé (Que sedução)
A escrava Filomena (É fascinação)

Tem cheiro bom no ar
Este tempero nos convida a viajar
Quero renascer em tuas águas
Para prolongar a vida
Me hospedar no Grand Hotel
Do seu conforto desfrutar
Com sua genial arquitetura
A Beija-Flor em alto astral
Neste carnaval nos traz
Belo recanto de Minas Gerais

2000

Enredo: Brasil, um coração que pulsa forte: Pátria de todos ou terra de ninguém?
Autores: Igor e Amendoim da Beija-Flor

Luz
Celestial que ilumina
Astros abrem a porta divina
Guiando a navegação
Descobrindo esta "nova nação"
Semente de uma nova era
Paraíso de belezas naturais
Índios guerreiros de pele dourada
E alma purificada
Habitavam este solo colossal
Corsários e aventureiros
Invadem "cruzeiro" pela ambição
Lutaram e colonizaram
A pátria de todos os povos então

E o negro aqui chegou
E o seu canto de fé ecoou (bis)
Liberdade pra ser feliz
O braço forte que ergueu nosso país

Assim
São Vicente veio a encantar (obá, obá)
Berço da democracia
A primeira cidade do Brasil
Meu Rio, eu sonhei
Que o "Senhor" havia nos dado a mão
Que havia ordem, progresso e perdão
E um ser de luz a iluminar
E hoje eu canto
Oh, Pátria amada, me envolva em seu manto
Por essa terra sem dono, sem leis
Pra ver o sonho que sonhei

Me abrace amor com seu calor
Faz pulsar meu coração (bis)
Sou Beija-Flor e trago a paz
Nos olhos da geração

2001

Enredo: A saga de Agotime Maria Mineira Naê
Autores: Déo, Caruso, Cleber e Osmar

Maria Mineira Naê
Agotime no Clã de Daomé
E na luz de seus Voduns
Existia um ritual de fé
Mas isolada no reino um dia
Escravizada por feitiçaria
Diz seu Vodum que o seu culto
Num novo mundo renasceria

Vai seguindo seu destino (de lá pra cá)
Sobre as ondas do mar
O seu corpo que padece (bis)
Seu alma faz a prece
Pro seu povo encontrar

Chegou nessa terra santa
Bahia viu a nação nagô ô ô
E através dos orixás
O rumo do seu povo encontrou
Brilhou o ouro, com ele a liberdade
Foi pra terra da magia
Do folclore e tradição
Um bouquet de poesia
A casa das minas
É o orgulho desse chão

Sou Beija-Flor e o meu tambor
Tem energia e vibração (bis)
Vai ressoar em São Luís do Maranhão

2002

Enredo: O Brasil dá o ar de sua graça - De Ícaro a Rubem Berta, o ímpeto de voar
Autores: Wilsinho Paz, Elcy, Gil das Flores, Alexandre Moraes, Tamir, Tom Tom, Igor Leal

Meu Beija-Flor espacial, ô ô
Cruzou o espaço sideral, ô ô (bis)
Fez do meu sonho
Realidade neste Carnaval

Num toque divinal do Criador
Surgem passarinhos a bailar
Com elegância e beleza
Inspiração que fez o homem voar
Na mitologia construiu
Asas de cera para a liberdade
Rumo ao Oriente sobre tapetes
Conheceu estórias milenares
Reluz no renascimento a profecia
Que o grande cisne voaria
E o mundo se encantaria

Vai, vai, balão
Leve o meu sonho pra imensidão (bis)
Sou brasileiro, pioneiro
Grande "pai da aviação"

(Oh, glória...)
Glória a um gaúcho sonhador
Fez da moderna aviação
A integração nacional
No seu desejo profundo
Este cidadão do mundo
Lutou pela igualdade social
O homem conquista seu desejo afinal
Com a força do guerreiro
Alcança a lua
E clama pela paz universal

2003

Enredo: O povo conta a sua história: "saco vazio não pára em pé". A mão que faz a guerra faz a paz
Autores: Betinho, J.C.Coelho, Ribeirinho e Glyvaldo

Luz divina luz que me conduz
Clareia meu caminhar clareia
Nas veredas da verdade, cadê a felicidade
Aportei, num santuário de ambição

E o índio muito forte resistiu

À tortura implacável assistiu (bis)

Enquanto o negro plantava saudade

Na terra-mãe de liberdade

 

Na França é tomada a Bastilha

O povo mostra indignação
Revoltado com o Diabo
Que amassou o nosso pão

Grito forte dos Palmares, Zumbi
Herói da inconfidência, Tiradentes (bis)
Nas caatingas do Nordeste, Lampião
Todos lutaram contra a força da opressão

Nasce então
Poderosa guerreira
E desenvolve seu trabalho social
Cultura aos pobres, abrigou maltrapilhos
Fraternidade, de modo em geral
Brava gente sofrida, da Baixada
Soltando a voz no Planeta Carnaval
Eu quero liberdade, dignidade e união
Fui lata, hoje sou prata
Lixo ouro da região
Chega de ganhar tão pouco
Tô no sufoco, vou desabafar
Pare com essa ganância, pois a tolerância
Pode se acabar

Oh, meu Brasil
Overdose de amor nos traz (bis)
Se espelha na família Beija-Flor
A mão que faz a guerra, faz a paz

2004

Enredo: Manoa, Manaus, Amazonas - Alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz
Autores: Claudio Russo, José Luis, Marquinhos e Jessey Beija-Flor

A ambição cruzou o mar
Trazida pelo invasor
A Espanha veio explorar
Pilhar e semear a dor
Amazonas, Terra Santa
Dos igarapés, mananciais
Alimenta o corpo, equilibra a alma
Transmite a paz
Brilhou o Eldorado
No coração da mata as guerreiras
Belezas naturais, riquezas minerais
O reino de Tupã ergue a bandeira

Êh! Manôa
Minha canoa vai cruzar o Rio Mar (bis)
Verde paraíso
É onde Iara me seduz com seu cantar

Força, mistério, magia
Fruto da energia o meu guaraná
A lágrima que o trovão derramou
A terra guardou semente no olhar
Maués, Anauê cultura milenar
Anauê, Manaus, Mamirauá
Viva Paris tropical!
Água que lava minh'alma
Ao matar a sede da população
Caboclo ê, a homenagem hoje é
A todo povo da floresta um canto de fé

Se Deus me deu, vou preservar
Meus filhos vão se orgulhar (bis)
O Amazonas é Brasil, é luz do criador
Avante com a tribo Beija-Flor

2005

Enredo: O Vento Corta as Terras dos Pampas. Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Guarani - Sete Povos na Fé e na Dor... Sete Missões de Amor
Compositores: J.C. Coelho, Ribeirinha, Adilson China, Serginho Sumaré, Domingos P.S., Sidnei de Pilares, Zequinha do Cavaco, Wanderley Novidade, Jorginho Moreira, Paulinho Rocha e Walnei Rocha

Clareou
Anunciando um novo dia
Clareou
Abençoada Estrela Guia
Traz do céu a Luz Menino
Em mensagem do Divino
Unir as raças pelo amor fraternizar
A Companhia de Jesus
Restaura a fé e a paz faz semear

Os jesuítas vieram de além-mar

Com a força da fé catequizar e civilizar

Na liberdade dos campos e aldeias

Em lua cheia, canta e dança o Guarani (bis)

Com Tubichá e o feitiço de Crué

Na "Yvy Maraey" aiê, povo de fé

Surgiu
Nas mãos da redução a evolução
Oásis para a vida em comunhão
O paraíso
Santuário de riquezas naturais
Onde ergueram monumentos
Imensas Catedrais
Mas a ganância
Alimentada nos Palácios de Madri
Com o Tratado assinado
A traição estava ali

Oh, Pai, olhai por nós!
Ouvi a voz deste missioneiro

O vento cortando os Pampas

Bordando a esperança

Nesse rincão brasileiro

Em nome do Pai, do Filho
A Beija-Flor é Guarani (bis)
Sete Povos na fé e na dor
Sete Missões de amor

2006

Enredo: Poços de Caldas derrama sobre a Terra suas águas milagrosas: do caos inicial à explosão da vida, água, a nave-mãe da existência
Compositores: Wilsinho Paz, Noel Costa, Alexandre Moraes e Silvio Romai

Brilhou, no universo refletiu
Uma grande explosão
A mãe Terra enfim surgiu
Do céu uma imensa tempestade desabou
Nas águas se manifestou a vida
Assim, ao longo de rios e mares
Surgem civilizações
Com arte e sabedoria
À liberdade buscar
Um novo mundo conquistar

Rei Netuno, eu quero navegar
Tenho medo deste mar secar (bis)
Me proteja, quero mergulhar
Pro seu reino desvendar

Atlantida, terra reluzente do amor
Do rumo celestial desviou
Ao fundo do mar foi tragada
O Criador abençoou o nosso chão
O combustivel da vida nos doou
O reino de todas as águas, Brasil
A semente brotou com ela redenção e paz
Poços de Caldas, tu és Minas Gerais
Derrama sobre a terra suas águas milagrosas
Preservação, a sinfonia da vida
Ouça o lamento da natureza que chora
E o clamor que vem das águas
A eternidade pode começar agora

Sou Beija-Flor
Poços de Caldas é a referência (bis)
Do caos inicial à explosão da vida
Sou água, a nave-mãe da existência

2007

Enredo: Áfricas, do Berço Real à Corte Brasiliana
Autores: Cláudio Russo, J. Veloso, Carlinhos do Detran e Gilson Dr.

Olodumaré, o deus maior, o rei senhor
Olorum derrama a sua alteza na Beija-Flor
Oh! Majestade Negra, oh! mãe da liberdade
África, o baobá da vida Ilê Ifé
Áfricas, realidade e realeza, axé
Calunga cruzou o mar
Nobreza a desembarcar na Bahia
A fé Nagô-Yorubá
Um canto pro meu Orixá tem magia
Machado de Xangô, cajado de Oxalá
Ogum yê, o Onirê, ele é Odara

É jejê, é jejê, é querebentã
A luz que vem de Daomé, reino de Dan (bis)
Arte e cultura, casa da Mina
Quanta bravura, negra divina

Zumbi é rei
Jamais se entregou, rei guardião
Palmares, hei de ver pulsando em cada coração
Galanga, pó de ouro, é a remição enfim
Maracatu, chegou rainha Ginga
Gamboa, a pequena África de Obá
Da Pedra do Sal, viu despontar a Cidade do Samba
Então dobre o Run
Pra Ciata de Oxum imortal
Soberana do meu carnaval, na princesa nilopolitana
Agoyê, o mundo deve o perdão
A quem sangrou pela história
África de lutas e de glória

Sou quilombola Beija-Flor
Sangue de rei, comunidade (bis)
Obatalá anunciou
Já raiou o sol da liberdade

2008

Enredo: Macapaba: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo
Compositores: Cláudio Russo, Carlinhos Detran, J. Veloso, Gilson Dr., Kid e Marquinhos

O meu valor me faz brilhar
Iluminar o meu estado de amor (bis)
Comunidade impõe respeito
Bate no peito eu sou Beija-Flor

É manhã, brilho de fogo sob o sol do novo dia
Meu talismã, a minha fonte de energia
Oh deusa do meu samba, a flor de Macapá
No manto azul da fantasia
Me faz mais forte, extremo norte
A luz solar ilumina meu interior
Vou viajar na linha do Equador
Emana ao meio do mundo a beleza
A força da mãe natureza é Macapaba
O rio beijando o mar
Encontro das águas marejando o meu olhar

Quem foi meu Deus que fez do barro poema
Quem fez meu criador se orgulhar (bis)
Os Cunanis, Alistés, Maracás
Foram dez, foram mais pelo Amapá

Um dia navegando nos rios de Tupan
A viagem fantasia dos filhos de Canaã
A mágica da terra a cobiça atraiu
Ibéria se enleva no Brasil
A mão de Ianejar na fortaleza pela proteção da vida
Em São José de Macapá
Brilha Mairi a minha estrela preferida
Herança moura em Mazagão
Retiro o meu chapéu de bamba e assim
O Marabaixo ao marco zero cai no samba
Soam tambores no tocar do tamborim

2009

Enredo: No Chuveiro da Alegria, quem Banha o Corpo Lava a Alma na Folia
Autore(s): Tom Tom, Marcelo Guimarães, Lopita, Jorge Augusto e Veni Vieira

Águas do tempo
Fonte da vida, purificação
No azul da fantasia mergulhei
Nas ondas da emoção
Lá no Egito começou 
O hábito de se banhar
Um ritual de prazer que conquistou a realeza
No Oriente imperou 
E os males da mente expulsou
Nas ervas, o aroma renovou
Nas termas, a luxúria e o vapor
Chega a idade das trevas
O corpo se fecha, o sonho acabou
E o que dava prazer, virou pecado
O banho foi excomungado

As águas rolaram
As mentes lavaram, clareou! (bis)
O índio ensinou, o banho voltou
E o mundo se purificou

Renasce a esperança
Toda corte é perfumada
A sujeira é disfarçada 
Até que um francês descobriu
Corpo limpo, corpo são, o banho evoluiu
Banho de chuva, banho de cheiro oi...
Banho de felicidade
Banho de gato... amor
Relaxa e dá calor de verdade
Banho de lua ou de sol
Na cachoeira ou no mar
Odoyá Yemanjá
Oxum... a deusa do encanto
Estende o seu manto
Aos orixás a nossa fé
Quem banha o corpo, lava a alma
E toma um banho de axé

No chuveiro da alegria
Salve! As águas de Oxalá
Embala eu babá (bis)
Feito um rio de magia 
Que deságua luxo e cor
Banhando o povo vem a Beija-Flor

2010

Enredo: Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília: do sonho à realidade, a capital da esperança
Autores: Picolé da Beija Flor, Serginho Sumaré, Samir Trindade, Serginho Aguiar, Dison Marimba e André do Cavaco

Dádivas o criador concedeu
Fez brotar num sonho divinal o mais precioso cristal
Lágrimas, fascinante foi a ira de tupã
Diz a lenda que o mito Goyás nasceu
O brilho em Jaci vem do olhar
Pra sempre refletido em suas águas
A força que fluiu desse amor é Paranoá... Paranoá
Oh! Deus sol em sua devoção
Ergueu-se no Egito fonte de inspiração
Pássaro sagrado voa no infinito azul
Abre as asas bordando o cerrado de norte a sul

Ah! Terra tão rica é o sertão
Rasga o coração da mata desbravador! (bis)
Finca a bandeira nesse chão
Pra desabrochar a linda flor

No coração do Brasil, o afã de quem viu um novo amanhã
Revolta , insurreições, coroas e brasões
Batismo num clamor de liberdade!
Segue a missão a caravana em jornada
Enfim a natureza em sua essência revelada
Firmando o desejo de realizar
A flor desabrochou nas mãos de JK
A miscigenação se fez raiz
Com sangue e o suor deste país
Vem ver... A arte do mestre num traço um poema
Nossa capital vem ver ...
Legião de artistas, caldeirão cultural!
Orgulho, patrimônio mundial

Sou candango, calango e Beija-flor!
Traçando o destino ainda criança (bis)
A luz da alvorada anuncia!
Brasília capital da esperança

2011

Enredo: Roberto Carlos: a Simplicidade do Rei
Autores: Samir Trindade, Serginho Aguiar, JR Beija Flor, Sidney de Pilares, Jorginho Moreira e Théo M. Neto

A saudade
Vem pra reviver o tempo que passou
Ah! Essa lembrança que ficou
Momentos que não esqueci
Eu cheio de fantasias na luz do Rei menino 
Lá no seu Cachoeiro
E lá vou eu... De Calhambeque a onda a me levar
Na Jovem Guarda o rock a embalar... Vivendo a paixão
Amigos de fé guardei no coração

Quando o amor invade a alma... É magia
É inspiração pra nossa canção... Poesia (bis)
O beijo na flor é só pra dizer
Como é grande o meu amor por você

Nas curvas dessa estrada a vida em canções
Chora viola! Nas veredas dos sertões
Lindo é ver a natureza
Por sua beleza clamou em seus versos
No mar navegam emoções
Sonhar faz bem aos corações
Na fé com o meu Rei seguindo
Outra vez estou aqui vivendo esse momento lindo
De todas as Marias vêm as bênçãos lá do céu
Do samba faço oração, poema, emoção!

Meu Beija-Flor chegou a hora
De botar pra fora a felicidade (bis)
Da alegria de falar do Rei
E mostrar pro mundo essa simplicidade

2012

Enredo: São Luís - o poema encantado do Maranhão
Autores: J. Velloso, Adilson China, Carlinhos do Detran, Silvio Romai, Hugo Leal, Gilberto Oliveira, Samir Trindade, Serginho Aguiar, JR Beija-Flor, Ricardo Lucena, Thiago Alves e Rômulo Presidente

Tem magia em cada palmeira que brota em seu chão
O homem nativo da terra
Resiste em bravura a dor da invasão
Do mar vem três coroas
Irmão seu olhar mareja
No balanço da maré
A maldade não tem fé sangrando os mares
Mensageiro da dor
Liberdade roubou dos meus lugares
Rompendo grilhões, em busca da paz
A força dos meus ancestrais

Na casa Nagô a luz de Xangô axé
Mina Jêje um ritual de fé (bis)
Chegou de Daomé, chegou de Abeokutá
Toda magia do Vodun e do Orixá

Ê rainha, o bumbá meu boi vem de lá
Eu quero ver o Cazumbá
Sem a serpente acordar
Hoje a minha lágrima transborda todo mar
Fonte que a saudade não secou
Ó Ana... assombração na carruagem
Os casarões são a imagem
Da história que o tempo guardou
No rádio o reggae do bom
Marrom é o tom da canção
Na terra da encantaria a arte do gênio João

Meu São Luís do Maranhão
Poema encantado de amor (bis)
Onde canta o sabiá
Hoje canta a Beija-Flor!

2013

Enredo: Amigo Fiel - Do Cavalo do Amanhecer ao Mangalarga Marchador
Autores: J. Veloso, Ribeirinho, Marquinho Beija-Flor, Gilberto, Silvio Romai e Dilson Marimba. Participação Especial: Claudio Russo e Miguel

Eu vou cavalgar, pra encontrar
A minha história nesse mundo de meu Deus!
Venho de longe de uma era milenar
Fui coroado quando o dia amanheceu!
Brilha, estrela guia... Um viajante, a sua sede a matar!
Presente de grego, que grande ironia
Herói das batalhas, real montaria!
Com asas surgiu do infinito, tão claro mito..
A joia rara de Alah!
Cigano... Buscando a purificação!
Trotando elegância e bravura
A minha aventura se torna canção!

É o bonde que vai, carruagem que vem...
Na viagem que trás, o amor de alguém! (bis)
Indomável corcel, alazão da coroa...
Troféu da nobreza, estrela que voa!

Amigo do Rei, pela estrada lá vai o Barão!
Sul de Minas Gerais, galopei...
A riqueza da mineração!
Café me fez marchar... Ao rio da corte a bailar!
Acreditar... Que fui a raça escolhida!
Sou um puro sangue azul e branco
Um acalanto... a mais sublime criação!
Sou eu o seu cavalo de batalha
Se a memória não me falha...
Chegou a hora de gritar é campeão!

Sou Manga Larga Marchador!
Um vencedor, meu limite é o céu! (bis)
Eu vim brilhar com a Beija-Flor...
Valente guerreiro, amigo fiel!

2014

Enredo: O Astro Iluminado da Comunicação Brasileira
Autores: Sidney de Pilares, JR Beija-Flor, Junior Trindade, Adilson Brandão, Zé Carlos e Diogo Rosa

No ar a mensagem de um Beija-Flor
Sonhar o sonho de um sonhador
E viajar no tempo, no som um sentimento
Ir mais além, tocar o céu
Erguer a Torre de Babel
Escrever seu nome num papel
Eu e você, em sintonia seja onde for
No infinito ao teu sinal eu vou
Leva desejo divino, divino desejo me leva...
A encontrar a arte no seu olhar

A Deusa do samba na Passarela
A marca do carnaval... É ela (bis)
Um lado a comunicar, o outro comunicou
Tá na mídia a Beija-Flor

Quando a emoção chegar, a saudade vai bater
Juntos na mesma frequência
Um show de audiência, vamos reviver
Espelho refletindo cada um de nós
Por isso solte a sua voz, hoje o artista é você

Clareou... E a gente vai se ver de novo (bis)
Clareou... De azul e branco nos braços do povo (oba oba)

Boni tu és o astro da televisão
Fiz, da sua vida minha inspiração (bis)
Vem, a festa é sua, a festa é nossa de quem quiser
Mostra que ''babado é esse'' de samba no pé

2015

Enredo: Um Griô conta a história: um olhar sobre a África e o Despontar da Guiné Equatorial - Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade
Compositores: J. Velloso, Samir Trindade, Jr Beija-Flor, Marquinhos Beija-Flor, Gilberto Oliveira, Elson Ramires, Dílson Marimba, Silvio Romai, Ribeirinho e Junior Trindade

Vem na batida do tambor
Voltar na memória de um griô
Fala cansada, mãos calejadas
Ouça menino Beija-Flor
Ceiba, árvore da vida
Raízes na verde imensidão
Na crença de tribos antigas
Força incorporada nesse chão
O invasor singrou o mar, partiu em busca de riquezas
E encontrou nesse lugar
Novas índias, outras realezas
Destino trocado, tratado se faz
Marejam os olhos dos ancestrais

Negro canta, negro clama liberdade
Sinfonia das marés, saudade (bis)
Um africano rei que não perdeu a fé
Era meu irmão, filho da Guiné

Formosa, divina ilha testemunha dos grilhões
Eu vi a escravidão erguer nações
Mas a negritude se congraça
A chama da igualdade não se apaga
Olha a morena na roda e vem sambar
Na ginga do balelé, cores no ar
Dessa mistura eu faço Carnaval
Canta Guiné Equatorial
Criança, levanta a cabeça e vai embora
O mar que trouxe a dor, riqueza aflora
Tem uma família agora
Quem beija essa flor não chora

Sou negro na raça, no sangue e na cor
Um guerreiro Beija-Flor (bis)
Oh minha deusa soberana
Resgata sua alma africana

2016

Enredo: Mineirinho Genial! Nova Lima - Cidade Natal. Marquês de Sapucaí
Compositores: Marcelo Guimarães, Sidney de Pilares, Manolo, Jorginho Moreira, Kirraizinho e Diogo Rosa

Abriu-se a cortina do tempo
Emoldurando a história a Beija-Flor ôôô
De Nova Lima à poesia se fez
Na genialidade do Marquês
Nasceu em Congonhas de Sabará
O mais puro ouro das Minas Gerais
Atravessou o mar, no afã de conquistar
Conhecimento em terras lusitanas
Brilhou aos olhos da lei
Formou-se bacharel
Fiel à nação, enfim regressou
A saudade apertou

Ecoou um brado de resistência
Ao longe se ouviu a voz da independência (bis)
Pelo Brasil, impera felicidade
Já raiou a liberdade

Um homem de real valor
Um vencedor na estrada da vida
Em seu legado a primazia
Na gratidão que herdaria
Poeta, músico, escritor
O mineirinho que o Rio imortalizou
Teu chão floresce a nobreza pro samba passar
Um templo sagrado a luz do luar
Apoteose de todo sambista
Artista! Herdeiro verdadeiro de Ciata
Que hoje te abraça aos pés da praça
Em mais um Carnaval

Sou Beija-Flor, na alegria ou na dor
A deusa da passarela, é ela!
Primeira na história do Marquês (bis)
Que na Sapucaí é soberana
De fato nilopolitana

2017 

Enredo: Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel 
Compositores: Claudemir, Maurição, Ronaldo Barcellos, Bruno Ribas, Fábio Alemão, Wilson Tatá, Alan Vinicius e Betinho Santos

Araquém bateu no chão 
A aldeia toda estremeceu
O ódio de Irapuã
Quando a virgem de Tupã se encantou com o europeu
Nessa casa de caboclo hoje é dia de Ajucá
Duas tribos em conflito
De um romance tão bonito começou meu Ceará

Pega no amerê, areté, anamá
(bis)
Pega no amerê, areté, anamá

Bem no coração dessa nossa terra
A menina moça e o homem de guerra
Ele sente a flecha, ela acerta o alvo
Índia na floresta, branco apaixonado
Vem pra minha aldeia, Beija-Flor
Tabajara, pitiguara, bate forte o tambor
Um chamado de guerra, minha tribo chegou
Reclamando a pureza da pele vermelha
Bate o coração de Moacir
O milagre da vida, me faz um mameluco na Sapucaí
Oh linda Iracema morreu de saudade
Mulher brasileira de tanta coragem

Um raio de sol a luz do meu dia (bis)
Iluminada nessa minha fantasia

A Jandaia cantou no alto da palmeira
No nome de Iracema
Lábio de mel, riso mais doce que o jati
Linda demais, cunhã-porã itereí (bis)
Vou cantar Juremê, Juremê, Juremê
Vou contar Juremá, Juremá
Uma história de amor, meu amor
É o carnaval da Beija-Flor