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ARRANCO DO ENGENHO DE DENTRO

ARRANCO DO ENGENHO DE DENTRO

FUNDAÇÃO 21/03/73
CORES Azul e Branco
QUADRA Rua Adolfo Bergamini, 196
Engenho de Dentro
Telefone: 2268-1176
BARRACÃO Av. Rodrigues Alves, 733- Fundos
Santo Cristo
SÍMBOLO Falcão
LEMA O Arranco é todo amor

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

HISTÓRICO

O primeiro desfile do antigo bloco de sujos, Sociedade Recreativa Carnavalesca Arranco, foi organizado em 1965 (antes o Bloco desfilava pelas ruas do Engenho de Dentro) na Praça Onze, passando a desfilar no primeiro grupo da Federação dos Blocos Carnavalescos da Cidade do Rio de Janeiro até a sua transformação em Escola de samba. Onde o Bloco passava “arrancava” as pessoas de suas casas e era uma grande feita uma grande festa.

Em Março de 1973, os dirigentes decidem transformar esse bloco de maior sucesso da época em Escola de Samba. A imprensa não gostou da atitude dos dirigentes em transformar o famoso Bloco em Escola de Samba. Muitas pessoas diziam que essa transformação não seria uma boa para a Agremiação. A vitoriosa Portela é convidada para ser a madrinha do Arranco. Como a cores da Portela é azul e branca, o Arranco adotou essas cores e adotou o “primo” da águia, que é o símbolo da Portela, o Falcão para ser o símbolo da Escola. 

No seu primeiro ano de desfile, em 1974, o Arranco apresentou o enredo “Estrela Dalva” e ficou com a sétima colocação, à frente de escolas como a Acadêmicos do Grande Rio. Logo em seu segundo ano de desfile, o Arranco ganha o seu primeiro título, o título do Grupo 3 com o enredo “Ajuim-obá” e surpreende a imprensa que era contra a sua criação.

Dois anos depois, em 1977, o Arranco é segundo colocado do Grupo 2, atual Grupo A, e ganha o direito de desfilar, logo em seu 4º ano de existência, entre as principais escolas do carnaval do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, o Arranco ganha o seu primeiro prêmio, o cobiçado Estandarte de ouro. O prêmio foi pelo melhor samba do Grupo 2, que apresentou o enredo: “Logun Edé, o príncipe do Efan”.

Em 78, com o enredo “Sonho infantil” o Arranco abre o desfile do Grupo 1, atual Especial, desfila razoavelmente bem, mas o Arranco é rebaixado. Nesse mesmo ano o Arranco ganha o seu segundo Estandarte de Ouro, que vai para Jorge Pica-pau, mestre de bateria, como Revelação.

No ano seguinte, novamente desfilando pelo Grupo 2, o Arranco luta pela volta ao Grupo 1 e fica com a 4ª colocação. O direito de desfilar novamente entre as grandes vem em 80, quando o Arranco outra vez fica em 2º Mesmo assim, pela primeira vez uma escola vice-campeã do acesso não subiu para o Especial. 

Sempre brigando pela vaga no Grupo 1, o Arranco viu, em 1982, o sonho virar pesadelo. A Escola fica em 11º lugar e é rebaixada ao Grupo 2A. Seguro de que conseguiria dar a volta por cima, os “Arranquistas” , como são carinhosamente chamados os torcedores do Arranco, foram à luta e em 1984 a Escola consagra-se a campeã com o enredo “As aves que aqui gorjeiam” e volta ao Grupo 1B (Grupo de Acesso).

Após esse título, o Arranco sempre ficou entre as seis primeiras colocadas e em 1988, com o enredo “Pra ver a banda passar” o Arranco consagra-se campeão do Grupo 2 (Grupo 1B) e adquire, mais uma vez, o direito de desfilar entre as grandes em 1989, depois de 11 anos.

Em 1989, o Arranco abre o desfile do Grupo 1A, atual Grupo Especial, fazendo um desfile empolgante e de alto nível, com o enredo ”Quem vai querer?”, que o Arranco considera o melhor samba de sua história, mas não contava com os bons desfiles daquele ano e é rebaixada novamente. Como consolação, o Arranco ganha o seu terceiro Estandarte de Ouro, que foi para o Melhor Passista masculino, Café. O enredo de 1989 será reeditado no carnaval de 2005.

O Arranco, por diversas vezes esteve bem perto do título do Grupo A. Porém, em 1995, o Arranco não se apresenta bem e é rebaixado para o Grupo B.

No ano seguinte, com o enredo “Ser Brasil, ser brasileiro”, o Arranco é campeão do Grupo B e ganha o direito de participar entre as aspirantes a uma vaga no Grupo Especial.

Em 1997, a escola chega como uma das favoritas para ascender ao Grupo Especial e não decepciona, fazendo um dos melhores desfiles da noite. Todos davam certa à volta do Arranco ao Grupo Especial, mas, infelizmente, o Arranco é novamente rebaixado para o Grupo B, onde permaneceu até o carnaval de 2005. Com o vice-campeonato do Acesso B em 2005, através da reedição do enredo de 1989 "Quem Vai Querer?", a escola voltou ao Segundo Grupo, onde conseguiu permanecer com o enredo "Gueledés, o Retrato das Almas" ao obter o sétimo lugar. O Arranco ainda foi agraciado com o Estandarte de Ouro de melhor samba-enredo do Grupo A em 2006. Porém, em 2007, a escola tirou o último lugar e foi rebaixada para o Grupo B. Em 2012, o Arranco amargou um novo descenso. Com o último lugar no Terceiro Grupo, a escola passou a integrar os desfiles da Intendente Magalhães a partir de 2013. Atualmente, está no Grupo C.

RESULTADOS DA ESCOLA

1974 - 7ª no Grupo 3 
Estrela Dalva 

1975 - 1ª no Grupo 3 
Ajuim-Obá

1976 - 5ª no Grupo 2 
Piaburu, o Caminho da Montanha do Sol 

1977 - 2ª no Grupo 2 
Loguns, Príncipe do Efan 
Silvio Cunha e Roberto Roquete

1978 - 10ª no Grupo 1 
Sonho Infantil 
Nilton Lemos e Barreto

1979 - 4ª no Grupo 1B 
Quem Conta um Conto Aumenta um Ponto 
Geraldo Cavalcanti

1980 - 2ª no Grupo 1B 
O Guarani 

1981 - 8ª no Grupo 1B 
Ou Isto ou Aquilo 

1982 - 11ª no Grupo 1B 
Como Vencer na Vida sem Fazer Força 

1983 - 6ª no Grupo 2A 
Até Parece que foi Ontem 

1984 - 1ª no Grupo 2A 
As Aves que Aqui Gorjeiam 

1985 - 3ª no Grupo 1B 
Chuê, Chuá, Moronguetá Cruz Credo 

1986 - 6ª no Grupo 1B 
Sai mais Uma 
Antônio Sérgio

1987 - 5ª no Grupo 2 
Tradição de uma Raça 
José Eugênio

1988 - 1ª no Grupo 2 
Pra Ver a Banda Passar 
Carlinhos de Andrade, Roberto Costa e César Azevedo

1989 - 17ª no Grupo 1 
Quem Vai Querer? 
Milton Siqueira e Sérgio Faria

1990 - 7ª no Grupo A 
Do Leite de Cabra ao Silicone 

1991 - 7ª no Grupo A 
Barracão, Pregos, Panos e Paetês 
Cida Donato e Verônica Marinho

1992 - 4ª no Grupo A 
Mandacaru, Fruta-Flor do Querer 
Sylvio Cunha

1993 - 14ª no Grupo A 
Acredite se Quiser 
Renato Dias e Rosângela Aquino

1994 - 9ª no Grupo A 
Sapucaia Oroca 
Márcio Billo

1995 - 16ª no Grupo A 
Ria ... Se Puder 

1996 - 1ª no Grupo B 
Ser Brasil, ser Brasileiro 
Jorge de Freitas

1997 - 8ª no Grupo A 
Chico Anísio, 50 anos de Humor 
Nilson Ramam e Jorge de Freitas

1998 - 6ª no Grupo B 
A Lenda do Aguapé na Tribo de Yacaré 
Roberto de Oliveira e Eduardo Vylaronn

1999 - 4ª no Grupo B 
Numa Fuga Alucinada entre Piolhos e Galinhas, Veio até uma Rainha 
Paulo Barros

2000 - 7ª no Grupo B 
Brasil, 500 Anos em Três Raças 
Paulo Barros

2001 - 4ª no Grupo B 
Oh, Que Saudades que Eu Tenho ! 
Paulo Barros

2002 - 4ª no Grupo B 
Feira de São Cristóvão, o Nordeste também é Aqui 
Carlos Louzada

2003 - 6ª no Grupo B 
Saravá! Negritude, Saravá! 
Antônio Sérgio

2004 - 8ª no Grupo B 
Maria Augusta, o Sonho nas Estrelas 
Amarildo Nunes

2005 - 2ª no Grupo B 
Quem vai querer? 
Jorge Caribé

2006 - 7ª no Grupo A
Gueledés, o Retrato das Almas
Jorge Caribé

2007 - 10ª no Grupo A
Sinfonia Brasileira das Quatro Estações
Ilvamar Magalhães

2008 - 4ª no Grupo B
Andanças e Folias
Severo Luzardo

2009 - 5ª no Grupo B
O Arranco é Todo Amor...
Severo Luzardo e Edson Pereira

2010 - 2ª no Grupo B
Bendita Baderna numa Rua chamada Felicidade...
Severo Luzardo

2011 - 4ª no Grupo B
Arranco, aplausos para exaltar a mulher brasileira em primeiro lugar
Sandro Gomes, Morgana Bastos e Walter Guilherme

2012 - 11ª no Grupo B
Nasceu... Balançou, Dançou!
Marco Antônio

2013 - 2ª no Grupo B
Boca de Cena
Severo Luzardo

2014 - 7ª no Grupo B
Aqua Vitae, Ignis Dei! Água da vida, fogo da fé... São Lourenço nosso guia!
Alex Oliveira

2015 - 6ª no Grupo B 
Oh, Que Saudades que Eu Tenho! 
Severo Luzardo

2016 - 15ª no Grupo B 
Pelo Engenho de Dentro, de amores eu me Arranco!
Julio Cesar Farias

2017 - 6ª no Grupo C 
Regina Celi e Salgueiro - Uma história de amor sem ponto final
Julio Cesar Farias

SAMBAS-ENREDO

1974

ENREDO: Estrela D'Alva
AUTORES: Juan Espanhol e Nylson

Abram alas, nova escola
Novo samba, nova glória, o Arranco surgiu
E nos corações guardados, um lugar já reservado
Sob o sol proseguiu
Traz no balanço este azul
No gingado este branco, este céu esta paz
Traz no seu tema a saudade da estrela que agora
Já não brilha mais
Porém no céu permanece
Cantando entre os anjos, aumenta a alegria
Pois lá também escurece

E no morro ou no céu, isto é Ave Maria
E se Deus ao ouvir tua prece
E uma outra canção te pedir
Cruza os braços no peito e oferece
Segredo ou Kalú e ele irá te aplaudir
Quantas saudades
Quantas saudades, Dalva
Do teu brilho que já se ofuscou
Mais da imagem que sempre ficou, nos carnavais
Bandeira Branca, Dalva
Pela dor que o meu peito passou
Pelo muito que o povo chorou
Descanse em paz

1977

ENREDO: Loguns, Príncipe de Efan
AUTORES: Dimas Cordeiro, Capelo e Pipico


Num cenário iluminado
O Arranco desfila com emoção
Os orixás têm esta história
De amor, vingança e traição
O preto velho me contou
Que Xangô, ao voltar da guerra
Ossanhe falou da traição
De Oxóssi com Oxum
Em sua própria terra
Preparou a grande festa
Por motivo de vingança
Varões eram decapitados
Logo após a dança

Esta história de amor
Teve um lindo fim (bis)
Logun se apresentou assim

Com o afoxê
De guerra e de caça
O abebê
Da beleza e da graça
Dançou com todo Élan
No reino de Oxalá
O príncipe de Efán
Xangô ficou encantado
E o fruto do amor proibido
Assim foi perdoado
(ô saravá)

Ô saravá, ô saravá
A minha fé, a minha fé
Salve o escravo africano (bis)
Que trouxe pro Brasil
O candomblé

1978

ENREDO: Sonho infantil
AUTORES: Aldyr e Silval

A natureza esta em festa
É natal no meu Brasil
Rena e trenó não tem
Papai Noel vem de trem

Dorme filhinho ou Papai Noel não vem (bis)
Vê se sossegas ou Bicho Papão te pega

No sonho infantil, tudo foge a realidade
Uvas se transformam em belas damas
Presentes chegam dançando
Surge o mundo de ilusão
Nas histórias que contava a vovozinha
Onde Dom Ratão todo feliz
Casava com a Dona Baratinha

Chegou o macaco cozinheiro, divertindo a bicharada (bis)
Vai correndo pra cozinha, preparar a feijoada

Num castelo fascinante, bate o sino na capela
É hora do desencanto, sai correndo Cinderela
E o príncipe encantado, o seu sapatinho encontrou
E a alegria foi geral (geral), quando com ela se casou

A orquestra tocou
Lará, lará, lará, lará, lará, lará, lará
(bis)
E dançando esta valsa a corte festejou

1979

ENREDO: Quem conta um conto aumenta um ponto
AUTORES: Juan Espanhol e Nylson

Contam que na voz de um violeiro
Detalhes acrescentam mais um ponto
Ao amor de um rico forasteiro
Por uma condessa em mais um conto
Meu Arranco é luz, mistério e paz
E um grande enredo agora traz
Vem contar seu conto
E nesse conto um ponto a mais

É a viagem, é kabuki, é jardim (bis)
É o centauro, a ninfa, é o mandarim

Num palácio em Atenas
A mais linda donzela vivia
E uma vez por ano apenas
Ao seu povo aparecia
Encantos de uma deusa
Fizeram João Batista
Comprar o retrato de Creusa
Para o Irmão Evangelista

E mãos misteriosas construíram um pavão (bis)
Fechado era uma caixa e aberto um avião

Das folhas de uma palmeira
Na mais estranha nave decolou
E libertando a amada prisioneira
Seus dotes e riquezas conquistou

É bico, é pena, é leque, fogo no olhar (bis)
É fantasia, é o mistério a brilhar

1980

ENREDO: O Guarani - José de Alencar
AUTORES: Gilsinho, Paulo Samara e Pico

Beleza
Uma história em passarela
Do rio Paquequer
Que a natureza arquitetou
Construiu e conservou
Assim surgiu Peri, filho de Arari
De origem goitacás, o imortal
Que no solar de Dom Antonio de Mariz
Passou a ser figura principal
Demonstrou a sua habilidade
Ao salvar da morte a senhora oi
Sonhada deusa dos cabelos cor do sol
Que em seu devaneio apareceu
Peri depois de ser convidado
De Ceci foi ser escravo
Ela agradeceu

Índio valente guerreiro guarani (bis)
Tudo fez pra salvar Ceci

Ao se fazer prisioneiro desses aimorés
Peri
Foi salvo por aventureiros
Que chegaram da cidade de São Sebastião
Daí o valente guerreiro voltou ao solar
E depois foi embora
Levando consigo a senhora
Desceu rio afora
Ouviu a explosão
Travou luta contra a enchente
Venceu, foi em frente, em sua embarcação

Tu viverás, tu viverás
Comigo eternamente junto a ti
Falou Peri (bis)

Eis a corrente infinda de amor
Do romance "O Guarani"

1981

ENREDO: Ou isto ou aquilo
AUTORES: Wandrey Dedeco, Sylvio Paulo e Ormindo

Noite e dia
Eis a vida gargalhando seu prazer
Com poesia
E sutileza nos levando a escolher
Fico entre o preto e o branco
Bem o mal, o destino me traz
Se há alegria ou pranto
Me envolvo no canto em busca de paz
Não sei se amanhã ou depois
Vou contar com a força da sorte ou azar

E lá vou eu
Amando ou desamando
(bis)
Roda viva, gira a roda
E lá vou eu cantando

Mais será...
Será
Que Morfeu me trará pesadelo angustiante
Ou lindo sonho fascinante
Não sei não sei não sei
Que bom se seria se o sol, a chuva
De beleza e encanto
Através do seu manto
Semeasse a paz
Sigo agitado ou tranqüilo
Na escolha do melhor
Entre isto ou aquilo

Samba prova a liberdade
Tradição nos carnavais
(bis)
Na pobreza ou riqueza
Os direitos são iguais

1982

ENREDO: Como vencer na vida sem fazer força
AUTORES: Nylson, Juan Espanhol e Dimas Cordeiro

Venham ver
E sentir a fortuna encostar
O Arranco, na ilusão mais colorida
Banca o jogo na avenida
Quem quer apostar
No trevo, as quatro folhas da alegria
Na ferradura, os pólos do prazer
Transforme no real a fantasia
Faça o sonho acontecer

Um, dois e já
E a roleta vai girar
(bis)
Bailam fichas, rolam dados
21 e bacará

Coloridas vão chegando
Lindas damas, cavalheiros e brasões
É a sorte cavalgando
Grandes prêmios conduzindo os campeões
E o globo da loteria
No milhar, traz seus milhões
E a zebra rondando os estádios
Vai listrando os corações
Olha aí

A borboleta a voar
Tigre faminto a caçar
(bis)
A quina solta no ar
Venha alcançar

1984

ENREDO: As Aves que Aqui Gorjeiam
AUTORES: Sylvio Paulo e Juan Espanhol

Natureza
Tanta beleza o Criador te concedeu
Encantada
És namorada dos poetas, teu canto não morreu
Em tuas matas verdejantes
As aves se põem a gorjear
Diz a crendice do povo
Se a Ema canta, é sinal de azar

O galo cantou
Reluz o véu do dia (bis)
Revoa a passarada
Em bela sinfonia

No mundo da simbologia
As aves são plena interjeição
No samba, na paz, na nobreza
Ou no show da seleção
Acauã cantou
Lá no Nordeste, batem asas da tristeza
Mas, a vida continua
Com toda a sutileza
Então, a chegada da Fera, traz a mutação
O verde arde em chamas de agonia
No lugar da poesia
Só há devastação
No cativeiro, o canto é de saudade
Adeus, oh Liberdade
Adeus doce alegria

O céu derramou
Sobre a Terra, a luz da razão (bis)
Mas o progresso trouxe o manto
De tanta destruição

1985

ENREDO: Chuê-chuá, Moronguetá cruz credo
AUTORES: Sylvio Paulo e Juan Espanhol

Fui buscar
Na luz de um falcão
Toda a poesia
Pra cantar
Meu canto de amor
Folclore e magia
O meu corpo é a floresta
Onde as aves fazem festa
Minhas veias são os rios
Em meu seio, seringueiros
Pescadores e vaqueiros
Vivem os meus desafios

Meu sangue corre
E adoça o sabor do mar
(bis)
Explode e morre
No eterno chué-chuá

Ao meu filho mais querido
Empresto as cores para se enfeitar
Devolve em arte nativa
A cultura secular
Ô ô ô ô, e quando o luar é candeia
Ô ô ô ô, a moça é mulher na dança da aldeia
Muitas lendas eu criei
Lindas mulheres guerreiras
Da tribo, o nome adotei
Fiz suas flechas certeiras
Tamba-tajá
Grande amor te fez brotar
Uiara, percorre o meu sangue
E entre vitórias-régias vem reinar

Cadê meu boi, boi-bumbá (bis)
Dança comigo carimbó e siriá

1986

ENREDO: Sai mais uma
AUTORES: Nylson, Sylvio Paulo e Juan Espanhol

Soma a saideira
Acho bom saber
(bis)
Se tem roubalheira
Não vai receber

Desce mais uma, meu senhor
Que a primeira não deu pra sentir o sabor
Vou me embriagar na fantasia
Extravasar a ilusão nesta folia (eu sou)

Eu sou um sonhador
Deixa eu beber, quero desabafar
(bis)
Esquecer meu dia-a-dia
Tô me lixando pro que vão falar (oi)

Fulano disse que o sicrano já sabia
E até chamava o Ricardão quando saía
E que o beltrano é um tremendo “171”,
Num botequim o que mais tem é zum-zum-zum
(Mas chora)
Chora, chorão
Estanca o sangue desse pobre coração

Uma cachaça e um limão (bis)
São o bastante pra matar a solidão

De gole em gole, sem ter compromisso
Vem pra cá morena, vamos morrer disso
Que não dá pra confiar na seleção
Desde 70, é só desilusão
Tira o copo da democracia
Pra que não beba como a inflação
(Amanhã)

Amanhã quando a ressaca passar (bis)
Volto pros bares da vida, pra novamente sonhar

1987

ENREDO: Tradição de uma raça
AUTORES: Ormindo

Vou abrir
Nesta avenida o meu coração
Lembrar dos vales e dos rios
Pedaços coloridos de recordação
Eu sei, nem sempre vale o escrito
São leis que vivem em conflito com a realidade
Mas não há revolta em meu peito
E nele eu guardo com respeito
Crenças de uma raça milenar

Ora, iê, iê, ô, mamãe Oxum
A lua brilha em teu louvor
(bis)
Clareia o meu sonho de amor

Numa transversal desta história
A vida tece os seus descaminhos
Vento forte é tempestade
Palmares, um clamor de liberdade
Ô ô Ogum, a tua força vou buscar até morrer
Na fé de Oxalá, a vida ganha outro matiz
Verdades vão raiar
Odoyá mãe Yemanjá

O mar serenou, serenou
Rosas brancas eu vou ofertar
(bis)
Os meus versos nas ondas vagueiam
São oferendas pra Yemanjá

1988

ENREDO: Pra ver a banda passar
AUTORES: Juan Espanhol e Sylvio Paulo

Tudo estava em seu lugar
Mas veio o Carnaval
O Arranco explode na avenida
Num sonho tropical
E o meu Brasil se alegrou
O seu povo afastou a miséria e a dor
As bandeiras tremulantes no ar
São as sindicais do amor
Tio Patinhas, “Tuti-Multi-Tio Sam”
Não conta mais a “verde” exploração
O “faroleiro” perde o rumo de Brasília
E se filia a este imenso coração

Vai “bailarina”, na ponta do pé
(bis)
Tua guerra “soldadinho”, é esperança e fé

Dançando no desejo mais ardente
O “velho fraco” se fez presidente
A bruxa da inflação queria
Aplausos que não merecia
E lá do céu (e lá do céu)
Estrelas vêm acompanhar (sempre a brilhar)
A lua cheia, nas baianas a rodar
Bate que bate, bate forte tamborim
Lá vai a banda semeando a mutação
Tudo são flores, a cidade é um jardim
A igualdade brota em cada folião
Tudo tomou seu lugar
A magia acabou, quando a banda passou
A moça volta a ser triste
A rosa já se fechou

Vou pegar minha bandeira
Vem me acompanhar
(bis)
Que a ilusão é passageira
Chega de sonhar

1989

ENREDO: Quem vai querer?
AUTORES: Juan Espanhol, Sylvio Paulo e Jarbas da Cuíca

Chegou o carnaval
Sou liberdade nesta avenida
Meu canto é o grande astral
Desmascarando a própria vida
Na dança me embalei
A contradança é a magia
E no avesso que criei
Você pode ser o rei desta folia

Vem, vem me querer
Eu acendi a luz da sedução
(bis)
Quem, quem vai querer
Ser mais um elo na corrente da ilusão

A terra não deixou matar a flor
O índio conquistou a caravela
Ai, amor, amor
Vem ser a dama da noite mais bela
O craque vende o cartola
O réu condena o juiz
A mulata deita e rola
Na inversão do meu país

Enquanto há samba
A festa continua
(bis)
Canta meu povo
Que a avenida é sua

1990

ENREDO: Do leite de cabra ao silicone
AUTORES: Mazola e José Carlos

Vem do tempo do Egito imperial
A rainha esnobava a realeza
Leite de cabra, banho muito especial
Para realçar sua beleza
Vai longe o tempo
E nada se modificou
Para as mulheres isso é compensador
Greve de fome, muito creme, silicone
Se o cabelo está molhado
Vai direto ao secador

Oh, menina
Se liga no que eu vou lhe dizer (lhe dizer)
Picada de abelha
(bis)
É um santo remédio
Faz a celulite desaparecer

Será que todo esse artifício
Torna a mulher mais bela
Implante, sacrifício
Tortura e muito mais
Para deslumbrar na passarela
Corta pra cá, tira daqui, puxa pra ali
Faz sofrer, mas querem ver no bicho que deu
Faz a pergunta, espelho meu, espelho meu
Existe mulher mais bela do que eu

Morena linda da cor de canela
O Arranco é a tela, eu sou seu pintor
(bis)
Com seu encanto e a pura beleza
Que a mãe natureza lhe presenteou

1991

ENREDO: Barracão, pregos, panos e paetês
AUTORES: Capelo, Marcus do Cavaco e Edimar

Abro a cortina deste palco de ilusão
Reino da magia e da imaginação
Canto, comigo todo povo canta
E uma festa se levanta
Deste enredo que encanta
É prego, é pano, é paetê
Tudo começa pela mão do artesão
(No barracão)
Carpinteiro, serralheiro, escultor e vidraceiro
Trabalhando em mutirão

As costureiras, bordadeiras
Verdadeiras operárias da folia
(bis)
Viverão lindas baianas, belas damas
Exibindo a fantasia

E já se tem a visão
Da total dimensão
Da futura alegria
Ver a escola passar
É se gratificar, é ser rei por um dia
E do sonho a realidade
Quanta dificuldade
Para se superar
Mas força de vontade
É arma na verdade
Que faz o sonho se realizar

Entra, canta, gira, roda
Que o barracão agora é teu (todo teu)
Carnaval é minha moda
(bis)
Todo ano o rei sou eu

1992

ENREDO: Mandacaru, fruta-flor do querer
AUTORES: Adil, Evandro Bocão e André Diniz

Deixei a minha mente vadiar
Na ilusão
Vi o meu Nordeste renascendo
Mandacaru florescendo
No sertão
O proso caminhou
De riquezas germinou
E fez do solo um delírio tropical
"Violeiro-metaleiro" e "sanfona-eletrizante"
No Arranco hoje é carnaval

"Morte e vida Severina"
"Jubiabá"
(bis)
Pra ganhar Oscar de barro
Em festival no Ceará

Inspirados na transformação
Surgem artistas geniais
"Cangaceiro-astronauta"
Escultura que retrata
O povo em sua grande evolução
No esporte, no comércio e na indústria
Faz em tudo exportação
Vai crescendo dia a dia
O Nordeste quem diria
É potência da nação

Tem robô que tece renda
Pra rendeira namorar (namorar)
Tem boates, tem cassinos
(bis)
Mil letreiros reluzindo
Você pode acreditar

1993

ENREDO: Acredite, se quiser...
AUTORES: Elias, Edimar, Davi, Zezé, Tião Malandro e Paulo Passaporte

Buscando uma resposta na ciência
Apesar da inteligência
O homem não consegue desvendar
Sua origem e seu destino
E se apega ao misticismo
Há energia em todo lugar
Nas pirâmides, no Egito
No espaço infinito
Na palma da minha mão
Um mistério fascinante
Envolvente a cada instante
Horus com cabeça de falcão

A cabala
Chave do ocultismo e saber
Astrologia
(bis)
Minha cigana
O meu destino venha ler

Bruxa malvada
O seu feitiço não vai me pegar
Não pode me pegar
Já consultei o tarô
E com muita sorte posso desfilar
Círculo dos Anjos
I Ching, um jogo oriental
Duende gênio travesso, sobrenatural
Atlântida, um mundo esquecido
Em outros mistérios atrás
Se eram deuses astronautas
Não saberemos jamais

Com perfume de alfazema
Acredite se quiser
(bis)
Vou tirar todo quebranto
Pra vocês um grande axé

1994

ENREDO: Sapucaia Oroca
AUTORES: Marinho da Dina e Neguinho do Pagode

Reluziu
O luxo e a riqueza
Numa cidade
De fascínio e esplendor
Com seus palácios de ouro
De beleza colossal
Ruas enfeitadas de brilhantes
Mais cintilantes
Que as estrelas lá no céu
(A lenda)
A lenda conta
Quem por lá passar
Ouvirá o galo cantar

Canta galo, galo canta
Faz ecoar
(bis)
Canta galo, galo canta
Esta crença popular

(Os índios...)
Os índios desobedeceram
Tupã irado não perdoou
E a cidade de alagou
Feiticeiros com magia
Neste lugar
Faziam peixes em galhos brotar
(Oh, linda)
Linda princesa
Com cabelos de ouro
Que beleza é a nobreza
A encantar

A lenda fascinante
Está toda aí
(bis)
É "Sapucaia Oroca"
Na Sapucaí

1995

ENREDO: Ria... Se puder
AUTORES: Elias, Serafim, Leoci, David e J. Alberto

Tudo começou a 22 de abril
Quando um navegante português
Perdeu-se no caminho para as índias
E descobriu
Este palco de nome Brasil
Ria-se puder
Aplausos que o show entrou no ar
Divulgando a piada
Costinha e Juca Chaves
Vêm aí para brilhar

Tem piadas, vai ter risos
Hoje na Sapucaí
(bis)
Campeões em gargalhadas
Vem nos divertir

Ilustres personagens piadistas
Cada qual com seu estilo
Vem mostrar o seu valor
Tem piadas engraçadas
Outras que são mais pesadas
Com requinte de humor

O Juquinha na escola
A do padre, quem já viu
(bis)
Aquela dos marajás
A do salário que sumiu

1996

ENREDO: Ser Brasil, ser brasileiro
AUTORES: Nylson, Ormindo e J. Comunidade

Sobrevoando a passarela
Um lindo falcão apareceu
Protegido por cavalos alados
E o majestoso palco se acendeu
O aroma das flores no ar
Vem perfumar o meu cantar
Um grito ecoou nos quatro cantos
É a união de várias raças
É arte, é cultura popular
Assim nessa aquarela de beleza tão sutil
Com singeleza e poesia
Meu canto é você Brasil
Toca a bola, deita e rola
Canarinho tetra-campeão (campeão)
Na terra do Tio Sam
O samba teve a consagração
Hoje tudo é festa, é folia
Neste momento todo mundo é igual
O homem esqueceu o dia-a-dia
Se vestiu de alegria
Para brincar o carnaval
Vem, vem pra mim meu amor
Vem do jeito que for
Vem ser a minha colombina
Eu sou o seu pierrô
É seu meu coração
Bailando neste mundo de ilusão
Eu vou me acabar
Sambar, pular a noite inteira
Sei que essa felicidade
Amanhã será saudade

1997

ENREDO: Chico Anysio, 50 anos de humor
AUTORES: Ormindo, Juan Espanhol, Fernandinho, J. Comunidade e Nylson

Maranguape foi meu chão,
Sertão do meu querido Ceará
Vim pro Rio ainda menino
Navegando nas ondas do mar
Me encantei
Ao ver tanta beleza me apaixonei
Copacabana
No "Rio Antigo" a poesia encontrei
Caminhei
Vi que a arte imita a vida
E se a vida imita a arte
Esta arte eu imitei

Sem querer
Fui quem sou
(bis)
Foi o destino
Quem pro mundo me levou

Divulguei a voz e a imagem
E a cada personagem
Dei um clima tropical
Livros, melodias e pinturas
Criador e criaturas
Eu sou o "Chico Total"

50 anos vou compondo a história
E renovando a arte nacional
(bis)
Filhos, amigos, futebol, vitória
Hoje eu sou carnaval

1998

ENREDO: A lenda do Aguapé, na tribo de Yacaré
AUTORES: Tião Malandro, PC e Bira Só Pagode

Eu mergulhei em devaneio
Deixei me levar pela ilusão
Foi uma viagem fascinante
Flutuei na imaginação
E o Arranco desencanta essa história
De um povo migrante, guerreiro, remador
Com suas pirogas
Saiam a navegar em busca de terras a explorar

Sobe o rio, io iô
Sobe o rio, ia iá
(bis)
Pra esquerda ou pra direita (amor)
Deixa a correnteza te levar

Assim
Um paraíso se descortinou
Ao longe o gigante Monte Negro
Misterioso, assustador
As águas
Refletiam uma paixão
Onde a linda índia se banhava
Yacaré deixou seu coração
Chegando a um destino
Fez aldeia e ansioso retornou
Levou a mestral do sol nascente
Tudo pelo seu amor
Temendo o castigo pelo seu Deus
A virgem no Guaíba se atirou
E quando o chefe pulou para salvar
Repetia-se a lenda milenar

Lá no Rio Grande
Nasce a flor do Aguapé
(bis)
Na rodada da baiana é que se vê
O vulto de um jacaré

2000

ENREDO: Brasil, 500 anos em três raças
AUTORES: Wandrey Dedeco, Jorge Vela e Edson Batista

Vai ecoar
A alegria nos acordes da canção, da canção
De Norte a Sul do meu país
Reluz a mais sublime emoção
Meu Brasil moreno
De olhos verdes
Nossa mata ao mundo encantou
Em nossas matas verdejantes
Cada tribo fascinante
Trouxe a cultura que o povo consagrou
Branco, negro, índio vão curtindo
No carnaval são as três raças se unindo
Foi em Porto Seguro
Onde tudo começou
Seu Cabral desembarcou
E houve a primeira missa
Oi Ilha de Vera Cruz
Oi Terra de Santa Cruz
Virou Brasil, oh meu Brasil
Ecoou nos quatro cantos
Nossa pátria mãe gentil
Em seus 500 anos
Parabéns Brasil
É a homenagem do Arranco
Nesse carnaval 2000

2001

ENREDO: Oh! Que saudades que eu tenho
AUTORES: Wandrey Dedeco, Jorge Vela, Carlinhos Maciel e Edson Batista

Oh, saudade
Vovó me embalou na ilusão
Sou magia, felicidade, doce sonho e recordação
Viajei na imaginação de um menino
Às portas do meu reino inusitado
E fiz do circo o meu palácio encantado

O trapézio balançou, balançou
Na leveza de um guri, de um guri
(bis)
Vi no olhar de um palhaço
Meu picadeiro refletir

Vou de encontro ao vento
Brinca o tempo e gira meu pião
Tem festança tem
Pé-de-moleque e algodão na mão
Meus devaneios na escuridão
Sou fonte de energia, sou paz, pureza então
A bruxa não me pega não
Heróis da fantasia, amigos de verdade
Me afastam do perigo e da maldade
Pulei e no céu cheguei
Corri na mata e o Saci não encontrei
Rodei e cirandei
Dei meia volta, com Emília já voltei

Bate bola, pique esconde
Um, dois, três
(bis)
Desfilando no Arranco
Sou criança outra vez

2002

ENREDO: Feira de São Cristóvão, o Nordeste também é aqui!
AUTORES: Jorge Touro, Barão e Luizinho da Abolição

Eu sou do Nordeste
Cabra da peste, sim senhor
Sou filho do Agreste, não se avexe
Sou nordestino, um sonhador
A seca assola a minha terra
Quase faz meu povo sucumbir
Sou um "arretirante"
Vou pra cidade grande
Mainha, eu volto
Mas, agora vou partir
Num pau de arara vou p´ro Rio de Janeiro
Peito cheio de esperança, de um dia prosperar

Oh, meu padim padre Ciço (bis)
Oh meu padroeiro vem me abençoar

Um pedacinho do Nordeste
Em São Cristovão encontrei
Cordel, folclore e crenças
E a culinária de bom paladar
Doce lembrança, faz a vida adoçar
O repentista e o forró, a alegria está no ar
A saudade aperta, dá vontade de chorar
Não se apoquente, porque a gente
Pra semana volta a se encontrar

Tem cangaceiro no samba
Muié rendê, muié rendá (bis)
O Arranco traz a feira pra avenida
E com o nordestino vem sambar

2003

ENREDO: Saravá! Negritude, saravá!
AUTORES: Edsom Batista, Neguinho do Pagode e Silmar da Silva

Oh, mãe África
Terra de encanto e magia
Homem branco, sem alma e coração
Dizimou a liberdade de um povo
Trazendo dor e sofrimento na linda Ilu Ayê
E na senzala (e na senzala)
Um canto de lamento se ouvia
Negros na fé dos orixás
Buscavam Maleme aos seus castigos
De sinhôs impiedosos e cruéis
Que tanto lucravam com a escravidão

E no cativeiro
Pesadelo e agonia (bis)
Negro escravo suplicava
Pelo fim da covardia

Os costumes africanos
Deixaram traços tão marcantes no Brasil
Cultos, folclores e pinturas
E o batuque que encanta a passarela
De geração em geração
A arte negra é beleza tão singela

Tem jongo e capoeira
Tem Maculelê (bis)
Vem comigo, vem dançar
Vem pro Cateretê

2004

ENREDO: Maria Augusta, o sonho nas estrelas
AUTORES: Bira Só Pagode, Tuil Pontes, Lula e Gutinho

Vem, ver meu amor
O arco-íris que encanta essa cidade
Oh, quanta magia, que felicidade
Subindo o morro "Chico Rei" lhe abençoou
Estrela mística
Na mente um sonho de artista (lalaiá)
Estava escrito seu destino em alto-astral
Sua vida é brilhar no carnaval

Odoiá, oh, minha mãe Iemanjá
Ilumine nossos caminhos (bis)
Faça o sonho se realizar

É bom, bonito e barato
Esse é o retrato do seu carnaval
Por onde passou, deixou saudades
É chama que arde, lenda viva na folia
Colorindo a nossa fantasia
Gira meu mundo, deixa a sorte entrar
Que o futuro, "o amanhã", "o que será"
De azul e branco eu peço Axé
Quanta energia, um exemplo de mulher

Arranco de dentro
Do meu coração
Mil versos de amor, canção (bis)
"O sonho nas estrelas", um brilho divinal
Maria Augusta é o nosso carnaval

2005

ENREDO: Quem vai querer?
AUTORES: Juan Espanhol, Sylvio Paulo e Jarbas da Cuíca

Chegou o carnaval
Sou liberdade nesta avenida
Meu canto é o grande astral
Desmascarando a própria vida
Na dança me embalei
A contradança é a magia
E no avesso que criei
Você pode ser o rei desta folia

Vem, vem me querer
Eu acendi a luz da sedução (bis)
Quem, quem vai querer
Ser mais um elo na corrente da ilusão

A terra não deixou matar a flor
O índio conquistou a caravela
Ai, amor, amor
Vem ser a dama da noite mais bela
O craque vende o cartola
O réu condena o juiz
A mulata deita e rola
Na inversão do meu país

Enquanto há samba
A festa continua (bis)
Canta meu povo
Que a avenida é sua

2006

Enredo: Gueledés, o Retrato das Almas
Autores: Sylvio Paulo, Espanhol, Fernando, Bola e Bira Só Pagode

E foi-se a luz: trevas, raios, bruxarias
E foi-se a paz: pesadelos e agonia
E desde então, os orixás
Ou aliados ou rivais
Formam correntes de paixão
Nos rituais
Aí eu personalizei
O bem, o mal de cada ser
Que eu ajudei a definir
Sem escolher

Mascarei a liberdade
E pintei poder e fé (bis)
Semeei desigualdade
Sob o olhar de Eleié

Assim, na Grécia filosofei
Em Roma eu conquistei
Lá no Egito fui rei
Vesti Ali Babá, fui ladrão
Já fui gueixa no Japão
No Nordeste, Lampião
Mas, não me leve a mal
Hoje sou poeta, é carnaval

Sou a alma, sou a cara
Sou o retrato (bis)
Que retrata o que na alma
Eu sou de fato!

2007

Enredo: Sinfonia Brasileira das Quatro Estações
Compositores: Carlinhos Maciel, Marcelo Poesia, Jairo do Recreio e Zilmar Conde

Bravo Arranco
Em passarela o concerto é poesia
A batuta brasileira rege em aquarela a sinfonia
Desenha no arranjo a consciência
O tom da natureza risca notas musicais
Pinta harmonia com um traço
Mescla tinta no compasso
Colorindo as quatro estações
Faz da partitura uma pintura
Do coro um recital de emoções

Brisa dança no quintal, aos olhos seus
Fruta madura do pomar aos lábios meus (bis)
Sabiá o lamento ecoou, outono amarelou
As folhas secas o vento levou

Na ilusão, o firmamento é bordado
Paetês de prata, são estrelas lá do céu
O inverno invade a alma e o ar gelado
Se perde junto à fogueirinha de papel
Brota um buquê, é primavera
A vida se transforma num jardim
Pássaros e borboletas bailam no doce perfume
Orvalho é o pranto de uma linda flor
Clamando ao mundo a paz e o amor

Fim de tarde, raio e trovão
A chuva passa, reascende a sedução (bis)
É verão, o sol abraça o mar azul
Explode em alegria o país de norte a sul

2008

Enredo: Andanças e Folias
Compositores: Lequinho, Rodrigo Maia, Harley Souza e Igor Leal

Libera a pista que o Arranco vem aí
Quem quiser pode aplaudir
Balança o corpo, a alegria é geral
Hoje tem festa no meu carnaval
Conta a história que a dança
Fez história no Brasil
Na folia ela foi religiosa
Em cada passo, cada gesto
Do seu povo refletiu
Meu corpo é a mais pura expressão
Transmitindo emoção

Tem caiapó, carimbó, xaxado e boi bumbá
Nesta festa popular (bis)
Pisando forte na avenida o sentimento
De um só corpo em movimento

Herança
Por onde eu passo, alguém sempre a dançar
Lembrança que a memória não vai apagar
Lundu, tem maxixe e maracatu
Firma o batuque que eu quero sambar
Pra mostrar todo o seu valor
O Arranco é todo amor

Minha alegria é viver dançando
E dançando vou te seduzir (bis)
São dois pra lá, dois pra cá
Venha ser meu par até o dia clarear

2009

Enredo: O Arranco é Todo Amor!
Autore(s): Lequinho, Wando Orelha, Luiz Carlos Russo e Wiversom Machado

O cupido me flechou
E me levou a desvendar todo segredo do amor
É o mais puro sentimento
Que nasce da alma.... sem pele e sem cor
Como eu te quero eu jamais quis alguém
És na minha vida a inspiração
Fiel, porém infeliz
Vivi por um triz, cansei de chorar
Mas sorri
Quando percebi no teu olhar
Todos os motivos para amar

Paquerei, me entreguei, gamei
No teu jeito de beijar (bis)
Se é pra ficar... fiquei
A idade não importa, o que importa é amar

Voltei...
Amor abre os braços
Confesso fui fraco
Caí no mundo, hoje quero me casar
E da minha boemia...
Vou sentir saudades, quero lhe contar
Fiz juras de amor, cantei ao luar
Senti solidão, voltei a sonhar
Seja como for, não posso negar
O negócio é amar...

Minha escola é o meu amor
O meu samba vai te enlouquecer (bis)
Em respeito ao meu pavilhão
Deixa o Arranco conquistar você

2010

Enredo: Bendita baderna numa rua chamada felicidade
Autores: Jorge Ripper, Bira Só Pagode, PC e Henrique César

É carnaval!
Vou pela rua da felicidade
Sou brincante, me dê a mão
Vem colorir, esta cidade
Vamos cantar, sambar, zoar, extravasar... ô
O bom malandro é um eterno folião
Eu te prometo amor
Na “quarta-feira” te entregar meu coração

O Rei mandou, lá vem Zé Pereira...
Arrastando a multidão... (bis)
Fervilham nas praças, coretos
Bandas e blocos de empolgação

Bendita baderna, magia eterna
Mexe com a imaginação
Confete e serpentina pelo ar
Num mar azul e branco vou me banhar
O povo unido, numa emoção!
Brilha em noite de alegria, sedução

No embalo desse cordão, eu vou!
Segura a chupeta, vem brincar... (bis)
Se liga no show da bateria
Deixa o Arranco te levar...

2011

Enredo: Arranco, Aplausos para Exaltar a Mulher Brasileira em Primeiro Lugar
Autores: Junior Parente, Rogério Soares, Torres, Péricles Amigos da Esquina e Luiz Carlos Russo

Linda como o sol da primavera
Essência mais pura que me faz viver
Lindo é ver brilhar na passarela
A sutileza que existe em teu ser
Teu manto azul a iluminar
Declamo o meu amor sem fim
Hoje o meu Arranco na avenida a exaltar
A quem daria a vida por mim
Lendas, mistério e magia
Me entrego ao teu canto, seduz meu olhar
Vou dedicar a canção preciosa
Que eu guardei somente pra te dar

Hoje o samba saiu pra falar de você
Exemplo de vida, de luta e de fé (bis)
Quem aquece minh’alma
Me cura e me acalma! É você mulher

Beleza que traduz o meu cantar
A força necessária pra viver
És um dos pilares da educação
Cada batida do meu coração
Revela o que eu sinto por você
Amada, amante, fiel companheira
Receba a homenagem ó minha guerreira
Meu porto seguro nas mãos o poder
Pra vencer...

Chegou sua vez
Agora eu vou cantar (bis)
Arranco aplausos pra te exaltar
Mulher brasileira em primeiro lugar

2012

Enredo: Nasceu... Balançou, Dançou!
Autores: Luiz do Peixe, Zacharias, Vel do Caju, Marcelo Bezerra e Marquinho Foca

Brota a vida, floresce a arte de dançar
Encanta o povo, requebra o corpo
Essa linda história milenar
Divina luz a iluminar, um balanço a transformar
Nascia nas antigas civilizações
Um novo jeito de encantar
Em cada passo, uma expressão
O movimento traduz sedução
No olhar... como se fosse magia
Deslizando num nobre salão
Bailando vai meu coração

O bolero de ravel eu vi
Na valsa me encantei
(bis)
Na magia do tango seduzi
No ballet eu flutuei

Ganha o mundo essa grande manifestação
A nossa arte que hoje canto com emoção
A dança do povo... o movimento assim surgiu
Nos quatro cantos do Brasil... é festa popular
Vem ver o mais lindo baile que eu fiz pra você
Malandro sambando e a bandeira a girar
Um show de abertura faz emocionar
Vem ver... lá vem minha escola ao som da canção
Um doce balanço de pura energia
Riscando o chão de poesia

Respeite meu manto azul e branco
Vem nesse passo, eu sou o Arranco
(bis)
De bem com a vida, a minha hora chegou
Dançando mostro o meu valor

2015

ENREDO: Oh! Que saudades que eu tenho
AUTORES: Wandrey Dedeco, Jorge Vela, Carlinhos Maciel e Edson Batista

Oh, saudade
Vovó me embalou na ilusão
Sou magia, felicidade, doce sonho e recordação
Viajei na imaginação de um menino
Às portas do meu reino inusitado
E fiz do circo o meu palácio encantado

O trapézio balançou, balançou
Na leveza de um guri, de um guri
(bis)
Vi no olhar de um palhaço
Meu picadeiro refletir

Vou de encontro ao vento
Brinca o tempo e gira meu pião
Tem festança tem
Pé-de-moleque e algodão na mão
Meus devaneios na escuridão
Sou fonte de energia, sou paz, pureza então
A bruxa não me pega não
Heróis da fantasia, amigos de verdade
Me afastam do perigo e da maldade
Pulei e no céu cheguei
Corri na mata e o Saci não encontrei
Rodei e cirandei
Dei meia volta, com Emília já voltei

Bate bola, pique esconde
Um, dois, três
(bis)
Desfilando no Arranco
Sou criança outra vez

2016

Enredo: Pelo Engenho de Dentro, de Amores eu me Arranco!
Autores: Luiz Fernando, Fabio Maciel, Alexandre Pitt, Nego Vinny e Julio Cesar do Taxi

Ao viajar pela história
Começando a trajetória no Brasil Colonial
Da cana de açúcar o engenho
Enredo desse carnaval
A ferrovia trouxe a evolução
Baronesa é soberana
Tem loucura suburbana
Avisto a Serra dos Pretos Forros
Gente guerreira e feliz habita o morro

Atabaques, procissão, romaria
Sincretismo e magia, um canto de fé (bis)
Nossa Senhora da Conceição
Traz a escola em sua devoção

A arquitetura resiste
Lazer e cultura, trabalho social
Portuga, desce mais uma gelada
Quem faz tudo por você
No comércio é especial
Eu vou pela via expressa
Às compras, à praia, torcer no Engenhão
Malhei Judas, brinquei de pé no chão
De portas abertas recebi
O samba no meu coração

Com chave de ouro, fechando a folia
O nosso Falcão contagia (bis)
No Engenho de Dentro a águia o batizou
O Arranco é todo amor!

2017

Enredo: Regina Celi e Salgueiro - Uma história de amor sem ponto final
Autores: Luiz Fernando, Hélio Porto, João Paulo Barros, Wallace do Cavaco

O brilho da chama
Reluz na avenida, é paixão!
Avermelhando o Azul e Branco
E colorindo a imaginação
Um elo de amor tão perfeito
Conquista o respeito, mantendo a raiz
Mãe, companheira e guerreira
O Arranco “salgueira” cantando feliz

Meu tambor vai ecoar a noite inteira
Não acredita? Vem pro meu samba pra ver!
(bis)
Apenas diferente, tem que respeitar!
Academia que me faz sonhar

No livro da sua vida, o passado ensina
Criança a semente do amanhã
Mostrou o Rio no cinema
Encarnados versos de cordel
Bela e fera, quanta emoção
Gaia tocou o seu coração
Prepare a mesa pro malandro batuqueiro
Cria do morro do Salgueiro!

Regina é o amor 
Na ilusão do carnaval (bis)
Essa é a história da rainha
Sem ponto final!